Apostila de Administração Financeira II

Apostila de Administração Financeira II

(Parte 1 de 10)

Apostila de Administração

Financeira e Orçamentária I Prof. Msc. Davi Riani Gotardelo

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) [Digite a legenda] Disponível em w.gestaofinanceira.com

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG)

w.gestaofinanceira.com Página 1

Sumário CAPÍTULO 07 – RISCO E RETORNO

7.1 - Considerações iniciais4
7.2 - Relação Risco x Retorno4
7.3 - Retorno Esperado ou Taxa de Retorno Esperada5
7.4 - Medidas de Risco6
7.5 - Análise de Sensibilidade ou Volatilidade6
7.6 - Definição de Cenários6
7.7 - Curva Normal ou Distribuição de Gauss6
7.8 - Variância e Desvio-Padrão7
7.9 - Coeficiente de Variação8
7.10 - Exercício Exemplo8
Exercício sobre Análise de Cenários e Sensibilidade9
7.1 Risco de Carteira10
7.12 Risco Diversificável e Risco de Mercado1
7.13 Correlação1
7.14 Diversificação1
7.15 Modelo CAPM – Modelo de Precificação de Ativos Financeiros1
7.16 Coeficiente Beta12
7.17 LMT – Linha de Mercado de Títulos ou SML12
Exercício – Risco e Retorno13
8.1 - Considerações iniciais14
8.2 - O que é Custo de Capital?14
8.3 - Custo de Capital Próprio14
8.4 - Custo de Capital de Terceiros18
8.5 - Custo de Capital Médio Ponderado18
8.6 - Algumas questões finais18

CAPÍTULO 08 – CUSTO DE CAPITAL

9.1 - A questão da estrutura de capital20
9.2 - Alavancagem20
9.3 - Alavancagem Financeira e o seu efeito20
9.4 - Alavancagem Financeira e o LAJIR de equilíbrio21
9.5 - Estrutura de capital e Valor da Empresa – Proposição I de M&M: Modelo de pizza2
9.6 - Risco Operacional e Risco Financeiro23

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG)

9.8 - Estrutura ótima de capital23
Exercícios de Alavancagem Financeira e Estrutura de Capital25

w.gestaofinanceira.com Página 2

10.1 O que é dividendo?26
10.2 Quais os tipos de dividendos?26
10.3 Método de pagamento de dividendos no Brasil26
10.4 A política de dividendos é relevante ou irrelevante?27
10.5 Teoria residual dos dividendos29
10.6 Determinação da política de dividendos e seus principais instrumentos29
10.7 Relações com investidores31

CAPÍTULO 10 – DIVIDENDOS E POLÍTICA DE DIVIDENDOS

1.1 Capital de Risco32
1.2 Roteiro para Trabalho em Grupo32

CAPÍTULO 1 – OBTENÇÃO DE CAPITAL

12.1 Conceitos iniciais3
12.2 Ciclo operacional e ciclo de caixa34
12.3 Ciclo operacional e ciclo de caixa – Como calcular35
12.4 Qual a melhor política de financiamento?38
12.5 Orçamento de caixa38
Exercícios de Planejamento Financeiro de Curto Prazo39

CAPÍTULO 12 – ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTO PRAZO

13.1 Float e Gestão do Caixa40
13.2 Gestão de Caixa: Recebimentos, Desembolsos e Aplicações41
13.3 Créditos e Contas a Receber42

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) w.gestaofinanceira.com Página 3

Figura 1 - Curva Normal7
Figura 2 – Linha do tempo para o ciclo de caixa e o ciclo operacional34
Gráfico 1 - Relação Risco x Retorno4
Gráfico 2- Risco Diversificável e Risco de Mercado12
Gráfico 3 - Gráfico da Linha do Mercado de Títulos13
Gráfico 4 – Estrutura ótima de capital24
Gráfico 5 – Política de financiamento flexível37
Gráfico 6 - Política de financiamento agressiva ou restritiva37
Gráfico 7 - Política de financiamento ótima37
Gráfico 8 – Demanda sazonal de caixa42
Gráfico 9 - Política ótima de crédito43
Tabela 1 - Vantagens e desvantagens dos dois modelos17
Tabela 2 - Benefício fiscal do uso de capital de terceiros23

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG)

w.gestaofinanceira.com Página 4

Risco e Retorno

7.1 - Considerações iniciais

Risco e retorno são variáveis básicas da tomada de decisão de investimentos. Genericamente, o risco é uma medida de volatilidade ou incerteza dos retornos,e retorno é a expectativa de receitas de qualquer investimento.

Para GITMAN p.202), risco é a possibilidade de prejuízo financeiro. Já para GROPPELLI p. 67, o risco é uma medida da volatilidade ou incerteza dos retornos.

Retorno, de acordo com LEMES JR. p. 135), é o total de ganhos ou de perdas de um proprietário ou aplicador sobre investimentos anteriormente realizados. Já para GITMAN p.203), o retorno é medido como o total de ganhos ou prejuízos dos proprietários decorrentes de um investimento durante um determinado período de tempo.

7.2 - Relação Risco x Retorno Gráfico 1 - Relação Risco x Retorno

Em suma, pode-se definir Risco como o grau de incerteza associado a um investimento. Quanto maior a volatilidade dos retornos de um investimento, maior será o seu risco. Quando dois projetos têm os mesmos retornos esperados, escolhe-se o de menor risco.

Há investimento livre de risco?

O que é o risco?

Há relação entre risco e retorno?

O que é o Risco Brasil?

Risco Retorno Retorno Esperado Risco Brasil

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG)

w.gestaofinanceira.com Página 5

7.3 - Retorno Esperado ou Taxa de Retorno Esperada

Retorno esperado ou Taxa de Retorno Esperada é, de acordo com (GROPPELLI, et al., 1999), a remuneração que os investidores solicitam para manter suas aplicações no ativo considerado. Vale ressaltar que o retorno esperado difere-se do retorno efetivo apenas por se tratar ex-ante, enquanto que o retorno efetivo já foi efetivamente conhecido.

A probabilidade será usada como forma de quantificar o nível de possibilidade de um projeto ter os seus valores projetados correspondidos efetivamente, levando sempre em consideração os cenários projetados para cada um deles.

Probabilidade Investimento A Investimento B
Cenário 01: Expansão Econômica 0,3100% 20%
Cenário 02: Estabilidade - Normal 0,415% 15%
Cenário 03: Recessão Econômica 0,3- 70% 10%
Total1,0

Exemplo:

Se multiplicarmos a probabilidade pela taxa de retorno projetada e daí somarmos esse produtos, teremos então a taxa de retorno esperada ou retorno esperado.

Por exemplo:

Você está prestes a investir ou em uma franquia de sorvetes do Mc Donalds ou em um parque de diversões. Ambos os eventos estão sujeitos ao sucesso em relação às condições climáticas do lugar em que serão instalados.

Probabilidade Investimento A Taxa de retorno esperada

Investimento B Taxa de retorno esperada

Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG) w.gestaofinanceira.com Página 6

7.4 - Medidas de Risco

Definido o retorno esperado de um projeto ou investimento, o que resta agora é conhecer o grau de risco envolvido. No exemplo anterior, percebe-se que a taxa de retorno esperada para o Investimento A e para o Investimento B é a mesma. Assim, torna-se necessário saber quais dos dois projetos apresentam o menor risco.

Neste caso, as unidades de risco adotadas serão as medidas de dispersão tradicionalmente trabalhadas pela Estatística: variância, desvio-padrão e coeficiente de variação.

7.5 - Análise de Sensibilidade ou Volatilidade

É a abordagem comportamental que utiliza inúmeros valores possíveis para uma determinada variável, a fim de avaliar o seu impacto no retorno da empresa. Na verdade, preocupa-se em avaliar a discrepância entre os valores mínimos e máximos dos VPL's para os cenários projetados em questão.

7.6 - Definição de Cenários

Comumente, para fins de análise de risco, é costume traçar cenários através da ponderação das probabilidades dos mesmos ocorrerem. Por exemplo, pode-se definir que a probabilidade de crescimento econômico do país acima de 5% ao ano, para o próximo ano seja de 40%, e assim por diante.

7.7 - Curva Normal ou Distribuição de Gauss

A distribuição de probabilidades trabalhada na análise de risco e volatilidade é a

A curva normal, também conhecida como a curva em forma de sino, tem uma história bastante longa e está ligada à história da descoberta das probabilidades em matemática, no século XVII, que surgiram para resolver inicialmente questões de apostas de jogos de azar.

O responsável mais direto da curva normal foi Abraham de Moivre, matemático francês exilado na Inglaterra, que a definiu em 1730, dando seqüência aos trabalhos de Jacob Bernoulli (teorema ou lei dos grandes números) e de seu sobrinho Nicolaus Bernoulli, matemáticos suícos.

(Parte 1 de 10)

Comentários