como elaborar um plano de segurança

como elaborar um plano de segurança

(Parte 2 de 5)

- Refeitórios e outras instalações;

3.ª Etapa

Na posse de todos os dados elaborámos, o restante Manual divido nos capítulos seguintes:

Cap. 1 – Compromisso da Direcção Elaborar como está indicado na 1.ª etapa.

Cap. 2 – Administração dos Dados de Prevenção Este capítulo vai incidir sobre:

- Índices de sinistralidade (Índice Frequência, Índice Gravidade e Índice Incidência). Os índices de sinistralidade dão-nos uma primeira ideia do «estado» da prevenção das empresas. Podemos fazer o cálculo do último ano e apontar os limites esperados (ver 6. Estimação de riscos) do índice de frequência. Para calcular os índices de sinistralidade, necessitamos de alguns dados. Se desejar, para os cálculos futuros, poderá utilizar a ficha que se apresenta a seguir.

MÊS/ _

N.º DE ACIDENTES DIAS PERDID OS (1)

(1) Incluir os dias perdidos por acidentes ocorridos no mês, mais os dos acidentes ocorridos em meses anteriores mas cujas incapacidades se prologam por este mês.

- O registo dos custos é uma tarefa bastante difícil. Sendo possível e existindo dados suficientes, pode incluí-los neste capítulo. Tente fazer agora os registos de todos os custos, sobretudo os indirectos. - Todas as estatísticas são bem-vindas a este capítulo. Assim, a análise de acidentes (principalmente quanto à forma e ao agente material) é desejável.

Cap. 3 – Planos de Protecção Colectiva

A protecção colectiva designa-se para os factores que afectam vários trabalhadores (ou um sector). O Decreto – Lei 441/91 veio dar-lhes mais ênfase, ao enunciar claramente a sua prioridade sobre a protecção individual. Faz todo o sentido, e o número de trabalhadores expostos é decisivo.

Nestas fases estamos a analisar riscos e a indicar medidas de protecção. Apresentam-se alguns Planos de Protecção Colectiva e alguns tópicos de cada plano.

A) Plano de arrumação

A arrumação de uma secção, ou da própria organização, dá uma preciosa ajuda ao controlo de certos riscos, sobretudo das quedas ao nível, quedas de objectos e pequenas lesões corporais.

Regras: - Desobstrução das vias e portas;

- Não acumular materiais (caixas, sacos, etc.) nos degraus e patamares de escadas e corredores; - A arrumação em prateleiras deve ter em conta o seu peso e a estabilidade do suporte;

- Os materiais empilhados devem ficar afastados da parede 0,5 metros;

- As bocas-de-incêndio têm de ficar totalmente livres;

- Os produtos químicos devem ficar:

• Ventilados.

B) Plano de limpeza

As características e os riscos são os mesmos.

Regras: - Pavimentos limpos e desimpedidos;

- Os desperdícios com inflamáveis devem ser depositados em recipientes metálicos e levados para o exterior rapidamente; - Colocar recipientes de recolha de lixo;

- Limpeza das instalações sanitárias e dos balneários.

C) Plano de organização da circulação

A organização da circulação depende do tipo e da frequência dos veículos na secção. A primeira tarefa para elaborar este plano é estudar aquelas duas características. Conjugadas com as pessoas e com as vias, elabore o plano de circulação.

A sinalização é efectuada por: - Placas combinando símbolos e cores com significado determinado;

- Sinais luminosos;

- Sinais acústicos;

- Sinais gestuais.

Os riscos mais vulgares são atropelamento, choque, esmagamento, quedas ao nível e quedas de objectos.

Regras: - Escolher o traçado tendo em conta o lay-out da organização;

- Se possível, marcar o traçado das vias;

- Evitar cruzamentos e curvas cegas;

- Evitar rampas com inclinação superior a 12%;

- Prever locais para cargas e descargas;

- Limitação de velocidades;

- Redução de velocidade ao aproximar-se de entradas.

D) Plano de iluminação

A melhor iluminação é a luz natural. Contudo, certas indústrias e actividades têm necessidade de valorizar outros parâmetros. Como regra, a área de luz natural deve ser, no mínimo, 10% da área total.

Os objectivos da qualidade da iluminação são: - Maximizar a percepção das informações visuais utilizáveis no posto de trabalho;

- Assegurar as condições apropriadas para uma boa execução da tarefa;

- Assegurar o conforto visual.

As grandezas fotométricas (Fluxo Luminoso, Intensidade Luminosa, Iluminância e Luminância) devem ser analisadas em função do tipo de tarefas.

Classes de tarefas Iluminância (luxes – lx)

I – Tarefas simples 250-500 lx I – Observação contínua, pormenores médios 500-1000 lx I – Tarefas contínuas e precisas 1000-2000 lx IV – Muita precisão, grande esforço visual Acima de 2000 lx

Factores a considerarem: - Distribuição;

- Incidência (evitar encadeamento);

- Efeitos estroboscópico (quando um elemento com movimento rotativo parece estar parado); - Cor das paredes e dos tectos.

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