Técnicas em Enfermagem

Técnicas em Enfermagem

(Parte 1 de 3)

ASSISTÊNCIA DOMICILIAR – Padronização, Fluxos e Rotinas Técnicas

1- SONDAS PARA USO DOMICILIAR

A SMSA/BH determina que tais materiais médico-hospitalares sejam fornecidos permanentemente, seguindo-se os critérios: 1. Os usuários devem residir em Belo Horizonte. 2. Os usuários devem ser referendados pelo C.S. de sua área de abrangência e por outros serviços credenciados ou conveniados pelo SUS (URS, HC, H. São José, Santa Casa, HOB, rede Sarah-BH e outros), mas com relatório do Centro de Saúde.

3. O fornecimento será na quantidade estabelecida pelas rotinas que acompanham este documento. Fluxo de atendimento:

• Os usuários dependentes destes dispositivos devem ser submetidos a consulta médica por profissional do C.S. ( visita domiciliar na impossibilidade de locomoção) para estabelecimento do diagnóstico da patologia de base e definição da necessidade do uso destes.

• O profissional responsável pelo paciente no C.S. deve emitir um parecer constando o número do censo social (cartão SUS) ou comprovante de endereço do paciente, na área de abrangência da unidade, caso não seja cadastrado, discriminar os materiais de acordo com o procedimento.

• Esses documentos devem ser encaminhados pelo C.S. através da Atenção à Saúde do

Distrito Sanitário para a Atenção ao Adulto/Gerência de Assistência/SMSA, onde os técnicos darão parecer após avaliar os documentos.

• Caso o parecer seja favorável é emitido um comunicado ao Almoxarifado

Central/SMSA, para o fornecimento das sondas e/ou materiais da PRIMEIRA REMESSA.

• Nas REMESSAS SUBSEQÜENTES: Serão fornecidos os quantitativos estabelecidos, através de solicitação mensal em anexo à requisição feita pelo C.S. ao Almoxarifado Central. Talvez seja necessário um pedido emergencial fora da norma estabelecida, de modo a assegurar a continuidade do tratamento até a regularização do fluxo.

• Os usuários dependentes serão cadastrados na SMSA e Almoxarifado Central, sendo este cadastro atualizado pela SMSA mensalmente e enviado por e-mail para o Distrito Sanitário e Almoxarifado.

• As rotinas utilizadas pela SMSA foram baseadas em literatura científica sobre o assunto e em experiências do Serviço de Reabilitação da rede Sarah-BH e Programa de Atenção Domiciliar (PAD) do Hospital Municipal Odilon Behrens. Sugestões para o aprimoramento dos mesmos podem ser encaminhadas pelo FAX 3277-7791 ou pelo email adulto@pbh.gov.br aos cuidados da Coordenação de Atenção ao Adulto e Idoso.

bexiga, para a drenagem contínua, por um certo período

Sondagem vesical de demora é a passagem de um catéter (sonda) pelo canal uretral até a Agente: Enfermeiro

• O uso da SVD só deve ocorrer quando realmente necessário e quando o cateterismo intermitente não for possível de ser realizado.

• A troca de SVD deve ser realizada a cada 30 dias (padrão dos hospitais Sara Kubitschek e Hospital Municipal Odilon Behrens), salvo orientação médica.

Material para cada procedimento - Sondagem Vesical de Demora: • Sabonete líquido

• Álcool glicerinado a 70%

• Sonda de Foley (número adequado para o paciente)

• Gel anestésico 2%

• 01 par de luvas estéril

• 02 pares de luvas de procedimento

• 02 pacotes de gazinhas estéreis

• 01 seringa de 20 ml

• 02 ampolas de água destilada de 10ml

• 01 bolsa coletora (sistema fechado)

• 02 pacotes de compressas estéreis

• comadre, fralda ou material absorvente

• esparadrapo

Obs.: Dados baseados na literatura sobre realização de procedimentos especiais no domicílio e na experiência do Hospital Municipal Odilon Behrens e do Serviço de Reabilitação do Hospital Sara Kubitschek.

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: • Orientar o paciente e o cuidador sobre o procedimento.

• Selecionar um local com ótima luminosidade e que preserve a privacidade do paciente. • Preparar todo o material.

• Lavar as mãos , secar e friccionar com álcool glicerinado a 70%.

• Posicionar o paciente e descobrir apenas a região genital.

• Colocar comadre, fralda ou material absorvente, sob o paciente.

• Calçar luvas de procedimento.

• Esvaziar o balonete e retirar a sonda do paciente.

• Lavar a região perivaginal com água corrente da COPASA e sabonete líquido com movimentos contínuos de cima para baixo.

• Nos pacientes do sexo feminino proceder a limpeza do meato urinário com em um só movimento da uretra para o ânus.

• Em pacientes do sexo masculino, segurar o corpo do pênis, afastar o prepúcio delicadamente e fazer a limpeza com movimentos circulares em toda a glande.

• Retirar as luvas e friccionar álcool glicerinado nas mãos.

• Abrir os pacotes de compressas com técnica asséptica.

• Abrir o pacote da sonda.

• Calçar luvas estéreis.

• Testar o balonete da sonda.

• Colocar 1 compressa sobre a região pubiana do paciente.

• Em paciente do sexo feminino visualizar a uretra, afastando os grandes e pequenos lábios com os dedos, mantendo-os afastados até o final da técnica.

• Lubrificar a sonda com gel anestésico.

• Segurar a sonda firmemente e introduzi-la na uretra até o retorno da urina (o comprimento da uretra feminina é, mais ou menos, 04 cm).

• Em pacientes do sexo masculino, segurar o corpo do pênis, elevando-o a um ângulo de aproximadamente 65º, com o prepúcio já retraído e introduzir a sonda até o retorno da urina.

• Insuflar o balonete com 10 a 15ml de água destilada (conforme indicado na sonda), usando seringa estéril de 20ml.

• Tracionar vagarosamente a sonda e fixá-la na parte interna superior da coxa do paciente com esparadrapo

• Fixar a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga e acima do chão.

• Retirar todo o material usado.

• Retirar as luvas, lavar as mãos, friccionar álcool glicerinado e registrar no prontuário.

* Conectar o sistema fechado (bolsa coletora) na parte final da sonda sem contaminá-la, antes de introduzir o catéter, a fim de diminuir a contaminação e controlar a diurese. Manter a bolsa coletora no nível mais baixo que o leito ou cadeira.

** Em caso de resistência à passagem da sonda, deve-se recuar o catéter e encaminhar o paciente para a unidade de urgência após contato anterior.

*** Este procedimento foi elaborado pelo Serviço de Enfermagem do HOB.

Material para Sondagem Vesical Intermitente para uso contínuo para um mês: • 07 sondas uretrais de alívio (1 de reserva)

• 01 seringa de 10 ml

• 02 tubos de gel anestésico 2 %

• 01 pacote com 500 gazinhas não estéreis para higiene local (previsão para três meses).

Pode ser usada fralda de pano, reutilizada após ser lavada e passada.

Observação: Dados baseados na literatura sobre realização de procedimentos especiais no domicílio e na experiência do Serviço de Reabilitação do Hospital Sarah Kubitschek.

Cateterismo intermitente Sondagem vesical intermitente feita pelo próprio paciente:

Considerações :

Na sondagem vesical realizada no domicílio, seguindo-se os princípios abaixo, é possível reutilizar a sonda vesical de alívio sem aumento do risco de infecção por bactéria diferente daquela do indivíduo.

• Lavar bem as mãos com sabão e água corrente da COPASA. • Colocar todo o material que vai usar ao alcance das suas mãos.

• Realizar a limpeza local com sabão neutro, utilizando gazinha, retirar o sabão com água corrente, utilizando outra gazinha, seguindo a orientação do enfermeiro.

• Lavar novamente as mãos com sabão e água corrente da COPASA.

• Abrir a embalagem original da sonda, conferir se o número é o definido pelo seu médico.

• Passar gel anestésico 2 % na extremidade da sonda que será introduzida (2 cm).

• Passar a sonda na uretra como orientado pelo enfermeiro. Massagear a região da bexiga para favorecer a saída da urina. Aguardar o esvaziamento completo da bexiga.

• Retirar a sonda após esvaziar a bexiga.

• Lavar a sonda por dentro, com auxílio da seringa, com água corrente da COPASA.

• Colocar sabão numa gazinha e deslizar a gazinha na sonda, uma única vez. Lavar a sonda por fora com água corrente da COPASA para retirar o sabão.

• Guardar a sonda e a seringa num vidro bem limpo ou marmita (lavado com água fervente diariamente) e tampar.

• Manter o pacote com gazinhas tampado em local limpo e seco.

• Reutilizar a sonda por 5 a 7 dias . Após isto, desprezar a sonda no lixo.

Obs.: Dados baseados na literatura sobre realização de procedimentos especiais no domicílio e na experiência do Serviço de Reabilitação do Hospital Sara Kubitschek. CATETERISMO INTERMITENTE FEITO POR TERCEIROS

Material para sondagem vesical intermitente para uso contínuo para um mês • 07 sondas uretrais de alívio (1 de reserva)

• 01 seringa de 10 ml

• 200 luvas de plástico descartável

• 02 tubos de gel anestésico 2 %

• 01 pacote com 500 gazinhas não estéreis para higiene local (previsão para três meses).

Pode ser substituído por fraldas lavadas e passadas, sendo reutilizadas.

Observação: Dados baseados na literatura sobre realização de procedimentos especiais no domicílio e na experiência do Serviço de Reabilitação do Hospital Sara Kubitschek.

Cateterismo intermitente feito por outra pessoa:

Considerações :

Na sondagem vesical realizada no domicílio, seguindo-se os princípios abaixo, é possível reutilizar a sonda vesical de alívio sem aumento do risco de infecção por bactéria diferente daquela do indivíduo.

• Lavar bem as mãos com sabão e água corrente da COPASA.

• Calçar a luva na mão que vai realizar a limpeza local, seguindo a orientação do enfermeiro. Retirar a luva e jogá-la no lixo.

• Lavar novamente as mãos com sabão e água corrente da COPASA.

• Abrir a embalagem original da sonda, conferir o número definido pelo seu médico.

• Calçar a luva na mão que vai passar a sonda, como orientado pela enfermeira.

• Passar gel anestésico 2 % na extremidade da sonda a ser introduzida (2 cm).

• Massagear a região da bexiga para favorecer a saída da urina. Aguardar o esvaziamento completo da bexiga.

• Retirar a sonda após esvaziar a bexiga.

• Lavar a sonda por dentro, com auxílio da seringa, com água corrente da COPASA sem sabão.

• Colocar sabão numa gazinha e deslizar a gaze na sonda, uma única vez.

• Jogar a gazinha no lixo. Lavar a sonda por fora com água corrente da COPASA para retirar o sabão.

• Guardar a sonda e a seringa em um vidro bem limpo ou marmita (lavado com água fervente diariamente) e tampar.

• Retirar a luva e jogá-la no lixo

• Manter o pacote com gazinhas tampado em local limpo e seco.

• Reutilizar a sonda por 5 a 7 dias. Após isto, desprezar a sonda no lixo.

Obs.: Dados baseados na literatura sobre realização de procedimentos especiais no domicílio e na experiência do Serviço de Reabilitação do Hospital Sarah Kubitschek.

Conceitos:

Traqueostomia :é a operação na qual se faz uma abertura na traquéia. Traqueostomia: é quando se insere uma cânula na abertura feita na traquéia . Este recurso é utilizado para facilitar a chegada de ar aos pulmões quando existe alguma obstrução no trajeto natural. A traqueostomia pode ser temporária ou permanente e é realizada por várias causas: obstrução da via aérea superior em decorrência de tumores, corpo estranho, edema; respiração insuficiente resultante de inconsciência ou de paresia respiratória; entre outros.

Material para Aspiração de Traqueostomia - uso contínuo para um mês:

• 37 sondas uretrais números 6, 8, 10 ou 12 (sendo 06 sondas de reserva) • 07 seringas de 05 ml agulhadas (calibre 25X7) – (01 de reserva)

• 15 frascos de soro fisiológico 250ml

• 01 pacote com 500 gazinhas não estéreis (previsão para três meses). Pode ser substituído por fraldas lavadas e passadas, sendo reutilizadas.

• 200 luvas de plástico descartáveis Obs.: Dados baseados na literatura sobre realização de procedimentos especiais no domicílio e na experiência do Serviço de Reabilitação do Hospital Sarah Kubitschek.

● Lavar as mãos com água corrente da COPASA e sabão, sempre antes e após manusear a Traqueotomia; ● Enxugar com toalha limpa;

● Trocar e/ou lavar a fixação da cânula sempre que necessário;

● Observar o local da Traqueostomia (estoma) – secreção, escoriações, rupturas, sinais de inflamação /infecção;

● Observar sob as tiras de fixação da cânula, pois podem traumatizar a pele e causar incômodo se não estiverem corretamente colocadas; ● Lavar a cânula no mínimo 01 vez ao dia;

● Manusear a cânula sem fracionar ou deslocar a mesma;

● Realizar a aspiração da Traqueostomia sempre que necessário ou seguindo prescrição médica. A aspiração constante pode resultar em irritação das vias aéreas , provocando aumento da quantidade de secreção; ● Observar o tamanho da sonda de aspiração.A mesma não deve ser muito maior que a metade do diâmetro da cânula para evitar atelectasia e o número da sonda deverá ser prescrito pelo médico; ● Garantir uma aspiração sem contaminação;

● Limitar o tempo de aspiração entre 10 e 15 segundos;

● Observar a secreção aspirada: se muito espessa, realizar vaporização e aumentar a ingestão de líquidos, se não houver contra-indicação; ● Trocar a sonda de aspiração todos os dias;

● Esvaziar e lavar o frasco de coleta do aspirador e o tubo de sucção diariamente;

● Realizar a higiene oral sempre que necessário.

O objetivo da aspiração de secreções é estimular a tosse, promover a higienização das vias respiratórias e facilitar a respiração. Sempre que estivermos realizando uma aspiração faz-se necessário observar o usuário que deverá receber oxigênio antes, durante e após a aspiração. Observar os sinais que indicam necessidade de fornecer oxigênio: lábios arroxeados, transpiração, palidez excessiva, respiração rápida e ofegante.

● Lavar as mãos com água corrente da COPASA; ● Enxugar com toalha limpa;

● Preparar o material: luvas de procedimento, sonda de aspiração, aspirador, látex para conectar a sonda ao aspirador;

● Orientar o usuário / familiar ou responsável quanto procedimento; Calçar luva de procedimento na mão que fará a aspiração; ● Posicionar o usuário adequadamente; · Posição de Fowler, cabeceira elevada a mais ou menos 30 graus.

· Voltar a cabeça do usuário para esquerda para limpeza da árvore traqueobrônquica direita.

· Voltar a cabeça do usuário para a direita para limpeza da árvore traqueobrônquica esquerda. ● Conferir o nº da sonda de aspiração na embalagem com o nº orientado pelo médico;

● Abrir a embalagem da sonda;

● Conectar a sonda de aspiração ao látex;

● Fazer a assepsia com álcool no alto da embalagem de soro fisiológico;

● Usar seringa com agulha para furar a região desinfetada com álcool;

● Retirar o soro fisiológico do frasco com a seringa de 5 ml;

● Retirar a seringa cheia de soro fisiológico e deixar a agulha presa ao frasco de soro;

● Lavar a sonda, por dentro e por fora, com auxilio da seringa com soro fisiológico;

aspiração;

● Introduzir a sonda na traqueostomia, sem aplicação de vácuo , até o ponto onde encontrar resistência e em seguida retomar com a sonda 0,5cm; ● Produzir sucção, com a mão não dominante, colocando o dedo polegar sobre a via de ● Girar o cateter entre o polegar e o dedo indicador, com a mão dominante, ao mesmo tempo em que gradualmente você retira o cateter e aplica a aspiração intermitente, com o polegar da mão não dominante sobre a via de aspiração. Isto previne que o cateter sofra adesão na mucosa e lesão da parede brônquica; ● Retirar a sonda da traqueostomia fazendo movimentos circulares;

● Limitar o tempo de aspiração entre 10 e 15 segundos;

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