Técnicas em Enfermagem

Técnicas em Enfermagem

(Parte 2 de 3)

● Usar a mesma sonda para a aspiração nasal e em seguida oral, nunca o inverso;

● Repetir o procedimento, se ainda houver secreção;

● Limpar a região em volta da traqueostomia (estoma) com gaze umedecida com soro fisiológico, secar o local e proteger com a gaze; ● Observar cor e aspecto da secreção;

● Oxigenar o usuário a cada aspiração, se necessário, para evitar hipóxia; ● Lavar a sonda por dentro, após término da aspiração, com o soro fisiológico e auxílio da seringa; ● Retornar a seringa para o local (frasco de soro fisiológico) onde fixou a agulha;

● Colocar sabão em uma gazinha e deslizar a gazinha na sonda de cima para baixo uma única vez; ● Desprezar a gazinha, utilizada para limpeza, no lixo;

● Retirar o sabão da sonda com água corrente da COPASA;

● Retirar as luvas e desprezá-las no lixo;

● Guardar a sonda e a seringa em vidro bem limpo ou marmita com tampa dentro da geladeira, quando não estiver usando; ● Manter o pacote com gazinhas fechado e guardado em local limpo e seco;

● Desprezar a sonda após a última aspiração do dia;.

● Colocar todo o material descartável utilizado em saco plástico, antes de desprezar no lixo; ● Lavar as mãos ao término do procedimento.

Higienização da Traqueostomia

Local do estoma: gazinha umedecida com soro fisiológico. Abas da cânula: gazinha umedecida com soro fisiológico. Cânula : retirar o macho (parte interna) e lavar com água corrente.

Havendo secreção agarrada na luz do macho, deixar o mesmo de molho em água morna por 05 a 10 minutos e proceder a limpeza com uma gaze, verificando a total retirada da secreção aderida em seu interior. Secar com uma gazinha seca e limpa e recoloca-lo na parte interna da cânula.

Obs: Nem todos os tubos de Traqueostomia possuem uma cânula. Todo o procedimento deve ser realizado sem tracionar ou deslocar a cânula

Este procedimento deve ser realizado sempre que necessário ou, no mínimo,duas vezes ao dia.

maior absorção na região inferior do curativo diminuindo a umidade no local

Curativo no local da Traqueostomia Após a limpeza do estoma e da cânula, introduzir uma gazinha recortada de modo que o recorte envolva a cânula. O recorte deverá ser posicionado para cima, para promover uma

Troca das Tiras de fixação da cânula

Para maior segurança peça alguém que segure a cânula no estoma enquanto procede a troca das tiras. Cortar 02 tiras de aproximadamente 45 cm e dobrar cada tira ao meio; Enfiar o lado dobrado no orifício de fixação da tira na aba da cânula; Passar a outra ponta livre por dentro do laço formado pela ponta dobrada; Passar o cadarço em volta do pescoço do usuário e amarrar; Certificar-se de que um ou dois dedos podem ser posicionados entre a tira e o pescoço do usuário. A tira de fixação deverá ser ajustada confortavelmente prevenindo a expulsão da cânula, porém, não poderá ser muito apertada para não incomodar o usuário; Amarrar os cadarços na lateral do pescoço, evitando que o volume do nó ou laço pressione a região cervical causando incomodo para o usuário.

As vias utilizadas para introdução da sonda enteral são nasogástrica, nasoduodenal ou nasojejunal. As SNE são de silicone ou poliuretano, possuem guia ou mandril, peso de mercúrio ou fio radiopaco para facilitar visualização radiológica. A via nasojejunal é indicada em paciente com risco de aspiração do conteúdo gástrico, insuficiência respiratória, e quando o paciente não pode ou não deve alimentar-se por via oral ou o faz em quantidade insuficiente. O trato gastrointestinal deve estar íntegro. Agente: Enfermeiro

MATERIAL DE USO DOMICILIAR Material para cada procedimento – Sondagem Nasoentérica:

• Sonda nasoenteral • Fita adesiva não alérgica (micropore)

• 01 pacote de gazinhas estéreis

• 02 pares de luvas de procedimento

• Estetoscópio

• 01 seringa de 20ml

• 03 copos descartáveis

• Papel toalha

• Abaixador de língua

• Gel anestésico a 2%

• Lavar as mãos. • Reunir o material e levar para junto do paciente.

• Explicar o procedimento ao paciente e familiares, visando obter colaboração e reduzir a ansiedade.

• Colocar o paciente em posição de Fowler com o pescoço levemente fletido para o peito.

• Colocar papel toalha sobre o tórax do paciente.

• Retirar próteses dentárias caso exista.

• Retirar a sonda nasoenteral da embalagem e examinar quanto a sua integridade e qualidade do material.

• Calçar as luvas.

• Lubrificar o guia e introduzir na sonda.

Observação: a lubrificação do guia deve ser feita de acordo com a recomendação do fabricante.

• Observar o posicionamento interno do guia, para evitar a saída acidental e lesão no trato digestivo.

• Medir a distância da ponta do nariz, ao lóbulo da orelha correspondente a narina escolhida até ao apêndice xifóide - acrescentar 20cm para posicionamento duodenal ou 50cm para posicionamento jejunal.

• Marcar a distância total com uma fita adesiva.

• Lubrificar 10cm da ponta da sonda nasoenteral.

• Introduzir a sonda na narina no sentido cranial inicialmente (atentar para possíveis alterações estruturais e obstruções) e depois para trás e para baixo. Oferecer ao paciente um pouco de água para favorecer a passagem da sonda durante a deglutição, se o paciente estiver consciente. Neste momento, a flexão da cabeça pode favorecer a passagem da sonda.

ATENÇÃO: Se o paciente tossir, apresentar cianose ou agitação, suspender a manobra e retirar a sonda até a faringe. Aguardar a melhora do paciente e reiniciar o procedimento. Caso ocorra resistência à progressão da sonda, não forçar, a rotação suave pode ajudar. Se isto não for bem sucedido, abrir a boca do paciente usando abaixador de língua e verificar se a sonda não está enrolada na nasofaringe, se positivo, retirar e iniciar novamente. Evitar que a sonda traumatize a mucosa nasal, evitar tracionar a asa do nariz através de uma fixação inadequada. Se houver sangramento no trajeto da sonda encaminhar o paciente para a Unidade de Pronto Atendimento de referência.

• Retirar o guia do interior da sonda com movimentos rotatórios ao certificar que a sonda chegou ao estômago.

• Confirmar a localização da sonda aspirando suco gástrico com seringa de 10ml, desprezando a seguir em um copo descartável.

• Se for difícil a aspiração, colocá-lo em decúbito lateral esquerdo para deslocar o conteúdo gástrico para a grande curvatura do estômago.

• Introduzir 10 a 20ml de ar para auscultar com estetoscópio os ruídos hidroaéreos no quadrante superior do abdome.

• Colocar a extremidade da sonda dentro de um copo com água. O borbulhamento da água indica que a sonda está na árvore traqueobrônquica; retirar e repassar novamente a sonda.

• Retirar as luvas e fixar a sonda com fita adesiva (micropore).

• Deixar o paciente confortável em decúbito lateral direito e jejum absoluto

• . Colocar data da instalação em volta da sonda.

• Lavar as mãos.

• Aguardar 3 horas para aspirar o líquido duodenal.

• Encaminhar o paciente à UPA de referência para exame radiológico e confirmação do posicionamento da sonda e liberação da dieta.

• Registrar o procedimento no prontuário.

• ORIENTAÇÕES GERAIS • Em caso de saída da sonda esta pode ser reutilizada. Basta lavar com água e sabão.

• O mandril ou guia da sonda deve ser guardado na embalagem original da sonda, adequadamente enrolado, para evitar “quebras” com a identificação do paciente.

• A ausculta da região epigástrica e o teste do “copo” não garantem a adequada posição da sonda e a realização do RX de controle da sonda é uma exigência da resolução

RDC n.º 63 da ANVISA e da resolução COFEN 277/2003, sendo este considerado o método padrão ouro para confirmação do posicionamento da sonda.

DEFINIÇÃO: A gastrostomia é um procedimento cirúrgico realizado para criar uma abertura no estômago com o propósito de administrar alimentos e líquidos.

• Pacientes que são incapazes de ingerir por via oral, a quantidade adequada de nutrientes e têm o tubo gastrointestinal funcional são candidaos à alimentação por tubo.

• As enterostomias (gastrostomia ou jejunostomia) devem ser usadas nos pacientes que requerem suporte nutricional por tempo maior. A literatura sugere que com mais de seis semanas de uso de dieta enteral já seja benéfica a substituição de SNE pela enterostomia.

• A gastrostomia de ser usada nos pacientes com menor risco de aspiração e tem a vantagem de permitir alimentação em bolos enquanto a jejunostomia, cuja técnica cirúrgica é mais complexa só permite infusão contínua.

• Elimina o incômodo permanente da sonda no nariz que dificulta a respiração, a fala, e pode causar lesões de pele ao ser fixada.

• Melhora qualidade de vida do paciente acamado.

• A gastrostomia permite o uso de dieta artesanal pela sonda, ou seja, o alimento pode ser caseiro, batido no liquidificador e coado em peneira fina. É, sem dúvida tão nutritivo quanto a dieta industrializada, com aspecto e odor melhores, o que aumenta o apetite do paciente.

• Explicar ao paciente e familiar o objetivo e o procedimento a ser realizado.

• Atender as necessidades nutricionais: O primeiro alimento líquido é administrado logo após a cirurgia geralmente consiste em água e 10% de glicose. Inicialmente são fornecidos somente 30 a 60 ml de cada vez, mas a quantidade é aumentada gradualmente. No segundo dia, de 180 a 240 ml podem ser dados de uma só vez, se forem tolerados e não houver vazamento de líquidos ao redor da sonda. Líquidos calóricos são adicionados gradualmente. Alimentos batidos no liquidificador são adicionados gradualmente aos líqiuidos claros até que uma dieta completa seja alcançada.

• Fornecer cuidado com a sonda e prevenir infecção: Após a alimentação, a abertura da sonda deve ser coberta com um quadrado de gaze estéril segura por um elástico ou tira de esparadrapo.

• Fornecer cuidado à pele: A pele em volta da gastrostomia requer um cuidado especial, porque pode ficar irritada pela ação enzimática dos sucos gástricos que vazam ao redor da sonda. Se não for tratada, a pele torna-se macerada, vermelha, ferida e dolorida. Lavar a área ao redor da sonda com água e sabão diariamente. Usar benjoim se a pele for oleosa ou se transpirar muito. Caso seja necessário pode ao redor da sonda aplicar um quadrado adesivo para manter a integridade da pele, protegendo-a contra as secreções gástricas.

• Ajudar na adaptação da imagem corporal: avaliar um sistema de apoio familiar. Um membro na família pode surgir como pessoa de apoio importante, que se tornará o principal comunicador entre o paciente e o pessoal da equipe de saúde.

• Atentar para complicações como infecção de ferida, celulite no local da ferida, abscesso, sangramento dentre outros.

• Educar o paciente: mostrar ao paciente como checar o resíduo gástrico antes da alimentação. Orientar o paciente a desobstruir a sonda pela administração de água a temperatura ambiente, antes da alimentação e após, para lavar a sonda e livra-la de partículas alimentares, que podem decompor-se deixadas na sonda. Todas as alimentações são dadas a temperatura ambiente ou próxima à temperatura do corpo. Uma alimentação de 300 a 500 ml geralmente é dada cada refeição e requer de 10 a 15 minutos ao todo. Manter a cabeceira da cama elevada por pelo menos meia hora após a alimentação facilita a digestão e diminui o risco de aspiração.

DIETA POR SONDA (uso contínuo) para um mês :

• 07 equipos simples (01 de reserva) • 07 frascos graduados de plástico (01 frasco de reserva)

• 07 seringas de 20 ml (01 de reserva)

• 01 seringa graduada de 1ml

• 1 esparadrapo para curativo

• 05 seringas de 05 ml , se o paciente usar medicação . Dados baseados na literatura, sobre realização de procedimentos especiais no domicílio e na experiência do Serviço de Reabilitação do Hospital Sara Kubitschek. Os frascos de dieta só serão renovados se a UBS reforçar a necessidade no pedido mensal.

• Lavar bem as mãos com sabão e água corrente da COPASA. • Encher o frasco com a dieta na quantidade indicada.

• Conectar o frasco de dieta no equipo simples.

• Conectar o equipo no catéter da gastrostomia.

• Regular a dieta para pingar ou correr na velocidade indicada.

• Após terminar a dieta, lavar a sonda com água filtrada, usando a seringa de 20 ml.

• Fechar a gastrostomia e retirar o equipo.

• Lavar o frasco de dieta e o equipo usando detergente neutro e enxaguar bem, em água corrente da COPASA para retirar o sabão.

• Colocar o frasco e equipo dentro de uma vasilha plástica com solução clorados (1 litro de água filtrada com 1 seringa de 1 ml de água sanitária), totalmente cobertos pela solução. Retirar após 1 hora. Não precisa enxaguar.

• Guardar o equipo e o frasco de dieta em uma vasilha de alumínio ou vidro, bem limpa e com tampa.

• Trocar o frasco e o equipo de 5 em 5 dias.

• Se o cuidador for bem treinado poderá usar seringa de 20 ml para infundir a dieta, em vez de usar o equipo com frasco.

• Se usar seringa, deve-se administrar a dieta lentamente, para não ocorrer diarréia.

• A seringa de 20 ml é para infundir líquido.

Obs.: Dados baseados na literatura sobre realização de procedimentos especiais no domicílio e na experiência do Serviço de Reabilitação do Hospital Sara Kubitschek.

Fluxo para realização da Gastrostomia:

1. Domiciliar : usuário no domicílio com o termo de consentimento assinado pelo mesmo ou responsável; relatório médico com solicitação e justificativa da necessidade do procedimento (Gastrostomia por via endoscópica) e declaração de residência serão encaminhados para a GERASA, que à remeterá para a Coordenação da Atenção ao Adulto e Idoso. 2. Hospitalar (paciente internado): para aqueles pacientes com indicação para o procedimento cirúrgico Gastrostomia e em que houver concordância do paciente ou responsável, será feita AIH. Quando o paciente estiver internado em hospital com Serviço de Cirurgia, basta solicitar nova AIH para Gastrostomia. Caso o paciente esteja em hospital que não tem Serviço de Cirurgia, o fluxo será Via Central Internação.

DIETA PARA USO DOMICILIAR (sugestão)

Leite integral250 ml
Fruta (sem casca)01 unidade
Cereal (Mucilon, Aveia, Neston, Farinha láctea, Sustain)02 colheres de sopa
Leite em pó01 colher de sopa

8:0 E 23:0 (vitamina de frutas) Modo de preparo: Liquidifique os ingredientes e passe peneira fina 02 vezes. Transfira para o frasco de nutrição. E administre a mistura.

Leite integral250 ml
Cereal02 colheres (sopa) cheia
Leite em pó01 colher (sopa) cheia

10:0 e 15:0 horas (mingau) Modo de preparo: Liquidifique os ingredientes, passe numa peneire fina por 02 vezes. Transfira para o frasco de nutrição. Administre a dieta.

Arroz03 colheres (sopa) cheias
Feijão03 colheres (sopa) cheias
Carne de boi magra cozida e moída02 colheres (sopa)
Legumes (batata, cenoura, chuchu, cará, abóbora...)04 colheres (sopa) cheia
Óleo vegetal01 colher (sopa) cheia
Sal01 colher de café rasa

12:0 e 18:0 horas (sopa) Modo de preparo: Cozinhar (muito bem) os alimentos separadamente . Colocar a quantidade indicada de cada um no liquidificador acrescentando 250 ml de água filtrada e bater bem. Passar na peneira fina por 02 vezes. Transferir para o frasco de dieta 300ml de sopa e infundir. Atenção: é extremamente importante seguir as quantidades indicadas para não prejudicar o aporte nutricional desejado.

coco, gelatina, chá, bebidas lácteas

HIDRATAÇÃO : Nos intervalos das dietas oferecer 100ml de líquido: água, suco natural, água de Horários: 6:0, 8:0, 14:0, 17:30,20:30 horas.

2- GLICOSÍMETRO E TIRAS DE GLICEMIA CAPILAR

A SMSA fornece desde 2003 o aparelho para realização da glicemia capilar e tiras reagentes. 1- MATERIAL DISTRIBUIDO POR USUÁRIO 01 aparelho glicosímetro em regime de comodato 01 caixa com 100 tiras reagentes a cada 50 dias 01 lancetador e 01 caixa com lancetas 2- CRITÉRIOS PARA INCLUSÃO

Ser Diabéticos tipo 1; Residir em Belo Horizonte; Ser cadastrado no HIPERDIA; Apresentar relatório de solicitação de cadastramento no programa, contendo: Nome completo do usuário Data de nascimento Diagnóstico Data do início da doença Prescrição de Insulina e outros medicamentos usados Declaração que o usuário reside em Belo Horizonte e está cadastrado na Unidade;

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