Literatua e Compreensão de Texto

Literatua e Compreensão de Texto

LEITURA E COMPREENSÃO DE TEXTO

USOS DOS CONCEITOS

(Nadir Domingues Mendonça - O uso dos conceitos. Petrópolis, Vozes, 1994)

  1. Ler um texto de ciências humanas põe o leitor frente ao problema do uso e interpretação adequada dos conceitos com os quais está lidando.

  1. E o preciso que o leitor tenha segurança que está entendendo corretamente os conceitos com os quais está lidando.

  1. O aluno deve entender que a compreensão dos termos com os quais está lidando está na dependência de confrontá-los com a sua realidade, adequando ao uso da época, do meio e do autor.

  1. Conceitos são construções lógicas, estabelecidas de acordo com um quadro de referências. Adquirem seu significado dentro do esquema de pensamento no qual são colocados

  1. Cada ciência usa seus próprios conceitos para a comunicação de seus conhecimentos.

  1. No processo de comunicação, a função dos termos ou palavras é a de tornar manifestos os conceitos, e a função o dos conceitos é a de representar a realidade ou aspectos da realidade.

  1. Quanto maior a distância entre o que se quer representar e o conceito empregado, maior o perigo de ser o conceito mal compreendido e maior a necessidade de cuidar da clareza e da precisão da definição.

  1. Toda linguagem científica ainda que técnica é apreendida e utilizada dentro do quadro da linguagem comum, e a essa linguagem comum, nos voltamos para o esclarecimento dos significados científicos.

  1. Ao lermos um texto pela primeira vez é interessante selecionar uma lista de todos os conceitos fundamentais que foram utilizados na unidade, e tentar apreender cada um isoladamente.

  1. Dar o exemplo do conceito de imperialismo - controvérsias em relação a sua compreensão, a sua extensão e a explicação do elemento motor do impulso dominador. Na antiguidade clássica, imperialismo econômico ou político, antes e depois da Revolução Industrial, depois da 2ª Guerra Mundial, etc.

A LEITURA DE TEXTOS TEÓRICOS

(Maria Cecília M. de Carvalho (org.) Construindo o saber. Campinas, Papirus, 1989)

  1. Os textos teóricos se constituem em instrumentos privilegiados de estudo na Universidade. É necessário saber entendê-los e decifrá-los.

  1. E necessário localizar o texto no tempo e no espaço (Quem é o autor, quando foi escrito).

  1. Inicialmente, é necessário apontar qual o assunto tratado pelo texto.

  1. Como o autor problematiza seu assunto?

  1. Diante do problema levantado, qual a posição do autor?

  1. Quais os argumentos que o autor utiliza para justificar sua posição?

  1. Quais os argumentos secundários que o autor utiliza para desenvolver sua posição?

  1. Na primeira leitura tente grifar quais as palavras chaves do texto. ( Em cada parágrafo, tente grifar a palavra chave deste parágrafo) .

  1. Os textos teóricos, normalmente, apresentam a seguinte estrutura: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

  1. Fichamento - apresentação por escrito das idéias contidas no texto (assunto, problema, posição do autor e argumentação utilizada).

  1. lnterpretação do texto - pressupõe o fichamento do texto, e também, um diálogo com o autor. O leitor se coloca frente às questões desenvolvidas pelo autor. Esta etapa pressupõe um estudo mais aprofundado e um olhar crítico do leitor.

LER E ENTENDER UM TEXTO

(Antonio Joaquim Severino - Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo, Cortez, 2002)

  1. O texto é um meio codificado, formado por signos lingüísticos, pelo qual duas pessoas se comunicam. O texto é um código que cifra uma mensagem.

  1. A leitura é a decodificação da mensagem de que o texto é portador.

  1. Para uma leitura proveitosa, é necessário o domínio do código em que está escrito o texto. Além do conhecimento da língua, de modo geral, é necessário o entendimento dos conceitos que estão em jogo.

  1. conceito é a imagem mental por meio da qual se representa um objeto ou se concebe uma coisa. o conceito é simbolizado por um termo ou expressão lingüística.

  1. O texto é uma mensagem codificada sob a forma lingüística de um raciocínio global.

  1. A redação de um texto é uma argumentação, um raciocínio, constituído mediante o encadeamento lógico de idéias.

  1. A leitura é a decodificação da mensagem, pelo acompanhamento do raciocínio do autor.

  1. Na leitura de um texto informações sobre a vida, a obra e o pensamento do autor ajudam a elucidação das idéias expostas no texto.

  1. Os conceitos fundamentais são representados pelos termos-chaves do texto.

  1. O sentido de um conceito exige a busca em um dicionário, às vezes, um dicionário específico.

  1. Níveis do vocabulário humano:

    • nível do senso comum

    • nível técnico - tem um sentido mais preciso

    • nível específico - usado na linguagem filosófica ou teórica. Varia no âmbito de cada doutrina.

  2. Na primeira etapa, fazemos a leitura do texto, destacando o assunto ou tema.

  1. Em seguida, tentaremos saber como o tema é problematizado.

  1. Tentar perceber a idéia central do texto.

  1. Perceber como o autor demonstra sua idéia principal.

  1. Perceber as idéias secundárias.

  1. Você tenta elaborar um resumo do texto.

  1. FICHAMENTO - é um resumo da mensagem do texto, destacando as idéias principais e mesmo as secundárias.

  1. Depois da leitura e entendimento do texto, poderemos fazer a leitura analítica, isto é, formular um juízo crítico.

  1. A avaliação crítica de um texto pode ser feita a partir de 2 enfoques:

    • levando-se em conta a coerência interna, se os argumentos estão bem elaborados e encadeados de forma racional;

    • levando-se em conta a sua originalidade, alcance e contribuição à discussão do problema.

  1. Resumo crítico ou fichamento crítico - após o resumo do texto o leitor dialoga com o autor, estabelecendo uma apreciação ou juízo pessoal das idéias defendidas pelo autor. O leitor reelabora o texto com base na sua reflexão pessoal.

ESCREVER UM TEXTO

(Sergio Vasconcelos de Luna. Planejamento de Pesquisa - uma introdução. Educ, 2002)

  1. Qualquer texto deve ter um fio condutor, quer ele tenha sido feito antes, ou no decorrer da escritura.

  1. Fazer um planejamento antes de escrever facilita o trabalho.

  1. E interessante dividir o texto em tópicos, cada tópico deve ter abertura e fechamento.

  1. Ao elaborar um texto, o aluno pode fazer um resumo de idéias um ou de alguns autores.

  1. Pode também fazer uma descrição das idéias de um ou de alguns autores.

  1. Pode também fazer a crítica da idéia de um ou de alguns autores.

  1. Para escrever um texto o aluno pode apoiar-se em fontes primárias e/ou fontes secundárias.

  1. Fonte primária é o texto original, como foi escrito e impresso pelo autor.

  1. Quando nos interessamos pelo conhecimento já produzido a respeito de determinado assunto, usar fonte primária ou secundária não é tão importante, não é fundamental.

  1. E sempre melhor usar fontes primárias nas citações, desde que possível.

  1. Podemos usar citações diretas ou parafrasear (sempre dando os créditos ao autor).

SOBRE O DISCURSO

(Argumentação e Discurso Político - Haquira Osakabe. São Paulo. Kairós, 1995)

  1. Para Aristóteles o discurso era uma forma de ação.

  1. Aristóteles não estava preocupado com o discurso na sua função de revelado do conhecimento do mundo, mas no discurso como uma forma particular de discurso que quer persuadir.

  1. O problema do conhecimento situa-se ao nível de cada ciência.

  1. Aristóteles está preocupado com a função de persuadir do discurso.

  1. O valor demonstrativo de um discurso não se situa na verdade moral, mas na verdade demonstrativa.

SOBRE O CONHECIMENTO

(Edgard Morin - Alfredo Pena – Veja - Bernard Paillard. Diálogo sobre o Conhecimento. São Paulo. Cortez, 2003)

  1. Morin acha que existe um método complexo que estimula a reflexão e propõe estratégia para o conhecimento.

  1. Para Morin método é uma sucessão articulada de procedimentos, ferramentas e técnicas utilizada para pesquisa e para a resolução de problemas.

  1. O método não se aplica só ao saber, mas também à ação, ao saber fazer.

  1. O pensamento complexo é um tipo de pensamento capaz de ligar, contextualizar e globalizar.

  1. A transdisciplinaridade faz parte de seu método, ele supera a. causalidade unilinear, unidirecional, em direção a uma causalidade circular e multirreferencial, que integra noções antagônicas e complementares.

  1. Suas primeiras pesquisas sobre educação foram feitas em Plodément, uma cidade francesa que era um microcosmo ­singular e ao mesmo tempo marítima, rural e urbana.

  1. A literatura tem um papel importante porque ela relata experiências de vida.

  1. O objetivo da escola é ajudar a aprender a viver.

  1. Não se deve fragmentar os temas, é importante reunir os saberes.

  1. Para qualquer saber, o professor de filosofia é muito necessário, ele ajuda a trabalhar o conjunto.

  1. A filosofia deve estar presente no ensino de qualquer matéria.

  1. "Caminhante, não há caminhos, o caminho se faz ao caminhar" (Antonio Machado).

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