Noções de arquitetura e representação gráfica

Noções de arquitetura e representação gráfica

(Parte 1 de 10)

NOÇÕES DE ARQUITETURA E REPRESENTAÇÃO GRÁFICA

Faculdade de Engenharia Civil

SITE DA DISCIPLINA – www.stcecilia.br/projeto

Professor Titular

Arquiteto Francisco José Carol

Professores assistentes

Arquiteta Andréa Ribeiro Gomes

Arquiteto Fernando José R. Carol

SUMÁRIO

CRONOGRAMA

03

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO

04

01

...........................INSTRUMENTOS DE DESENHO

05

02

.................REPRESENTAÇÃO DE UM PROJETO

11

03

.......................................................COBERTURAS

18

04

.....................................CIRCULAÇÃO VERTICAL

26

05

......................... LEGISLAÇÃO

41

06

..............................PROJETO FINAL - Roteiro

53

07

..........................................................URBANISMO

59

BIBLIOGRAFIA

69

CRONOGRAMA DO 1º SEMESTRE DE 2.005

Mês / Dia

ATIVIDADE

FEVEREIRO

6

Recepção aos alunos / apresentação do conteúdo programático

13

1º Exercício – perguntas / perspectivas

20

2º Exercício – projeto: mudança de escala (planta + corte)

27

CARNAVAL

MARÇO

6

3º Exercício – fechamento de telhado

13

4º Exercício – projeto de uma escada

20

Projeto Final – programa / partido

27

Semana de Provas - P1

ABRIL

3

Projeto Final – pavimento tipo

10

Projeto Final – pavimento tipo

17

Projeto Final - térreo

24

Projeto Final - subsolo

MAIO

1

Dia do Trabalho

8

Projeto Final – Subsolo (opcional mezanino)

15

Projeto Final – Ático / Caixa d'água / telhado

22

Aula Teórica / Projeto Final – cortes / fachadas

29

Semana de Provas

JUNHO

5

P2 + ENTREGA DO TRABALHO FINAL

12

Semana de Provas

19

P3

26

Revisão de Provas

DATAS SUJEITAS A ALTERAÇÃO CONFORME A SECRETARIA

CONDIÇÕES MÍNIMAS PARA APROVAÇAO DO ALUNO:

  • Não faltar as aulas, o aluno poderá ter o máximo de xx faltas. Será feita chamada oral de presença. FALTAS DEVEM SER JUSTIFICADAS.

  • Entregar todos os exercícios, do 1º ao 4º, ao final de cada aula. (ver critério de notas)

  • Para o Projeto Final:

  • ACOMPANHAMENTO EM CLASSE - ter todas as folhas do desenvolvimento do projeto VISTADAS e REGISTRADaS na lista de controle da profª Andréa.

  • O projeto deverá ser entregue no dia da prova P2, em papel manteiga ou “plotado” se feito em CAD (MicroStation ou AutoCAD), dobrado em formato A4 e em pasta ou envelope;

  • Entregar TODOS OS RASCUNHOS E FOLHAS VISTADAS COM O PROJETO;

  • Ter feito as provas programadas pela Universidade,

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

P1

1 –Prova teórica e prática com matéria dos módulos 01 a 04

10,0

2 - Exercícios

2.1 - Perguntas / perspectivas

10,0

10,0

2.1 - Projeto / mudar escala

10,0

2.3 - Telhado

10,0

2.4 - Escada

10,0

NOTA FINAL P1 = Média de exercícios + prova / 2

10,0

P2

1 -Prova teórica com matéria dos módulos 03, 04, 05, 06 e 07.

* prazo máximo para entrega do Projeto Final

10,0

2 – Acompanhamento do projeto durante as aulas

Cálculos

1,0

10,0

Tipo (*)

3,0

Térreo

2,0

Subsolo

1,0

Atico

1,0

Corte/Fachada

1,0

Freqüência (+ 75%)

1,0

3 – Projeto Final

Rascunhos com vistos

1,0

10,0

Cálculos

1,0

Tipo

2,0

Térreo

1,0

Subsolo

1,0

Atico

1,0

Cobertura

1,0

Corte

1,0

Fachada

1,0

NOTA FINAL P2 = 1 + 2 + 3 / 3

10,0

P3

1 –Prova teórica e prática com toda matéria

** para participar da P3 é necessário ter entregue o Projeto Final até a data marcada

10,0

ATENÇÃO

  1. exercício que não apresente cálculo, quando solicitado, não será considerado.

  2. exercícios iguais, ambos terão nota ZERO.

  3. projeto final igual (mesmo de outro semestre, pois temos os projetos catalogados), os alunos envolvidos serão reprovados.

01

INSTRUMENTOS DE DESENHO

INSTRUMENTOS DE DESENHO

Disquete 3 ½”

Prancheta A3 ou A4 (opcional)

Régua “T” ou régua paralela

Esquadros de acrílico não graduados 60º e 45

Lapiseira 0.5 e / ou 0.7 mm

Minas H / HB

Escala Triangular

Borracha

Durex ou fita crepe

Papel manteiga fosco-SEM BRILHO

DEFINIÇÕES

PLANTA: é o desenho do objeto visto na sua projeção sobre o plano horizontal.

PLANTA DO PAVIMENTO: é o corte horizontal feito acima do piso, a distância variável, a fim de mostrar no desenho, todos os componentes do pavimento, como paredes, vãos de portas e janelas, equipamentos fixos e móveis (opcionais), de modo a dar uma perfeita compreensão das divisões, circulação, iluminação e ventilação do pavimento.

ELEVAÇÃO / FACHADA: é o desenho do objeto visto na sua projeção sobre um plano vertical.

CORTES: são planos secantes verticais para mostrar partes internas do edifício, geralmente não são contínuos.

PERSPECTIVA: é o desenho do objeto visto bi-dimensionalmente, isto é, em projeções sobre dois planos verticais ortogonais.

PÉ-DIREITO: é a altura livre entre o piso e o teto de um compartimento.

ALINHAMENTO: é a linha projetada, marcada ou indicada pela Prefeitura Municipal, para fixar o limite do lote do terreno em relação ao logradouro público.

RECUO: é a distância da construção a divisa considerada (recuo de frente, recuo de fundo e recuos laterais direito e esquerdo ou como costuma ser denominado “afastamento lateral direito ou esquerdo”).

PROJETO ARQUITETÔNICO: é a solução de um problema de edificação, equacionando com arte e técnica, os elementos fixos e variáveis existentes, visando a obtenção do objetivo desejado, determinado por um programa estabelecido.

  • Elementos fixos: terrenos / programa / verba / exigências institucionais.

  • Elementos variáveis: programa / partido arquitetônico / funcionabilidade / estética / volumetria.

NIVEL: o sinal gráfico da indicação de nível pode ser:

  • um círculo dividido em quatro setores iguais (quadrantes), com cheios e vazios alternados, comumente usado em plantas

  • um triângulo com um vértice apontando a indicação do nível de referência escolhido, comumente usado em cortes.

CONVENÇÕES

Linhas

  • Espessuras

linha grossa

linha média

linha fina

  • Tipos

linha visível (traço cheio)

linha invisível (traço interrompido)

linha de eixo (traços e pontos)

Caracterização no projeto, das partes a conservar, a demolir e a construir:

LEGENDA

CORES

A conservar

Preta

A demolir

Amarela

A construir

Vermelha

Concreto

Concreto aparente

Madeira

Terra

FORMATO E DIMENSÕES DO PAPEL: o ponto de partida é o formato A0 (leia A zero) que tem

1 m² (um metro quadrado) de superfície e os lados na razão ½.

O formato A1 corresponde ao A0 dividido em duas partes e tem 0,50 m² (meio metro quadrado). O formato A2 origina-se da divisão do A1 em duas partes e tem 0,25 m² (um quarto de metro quadrado).

SUBDIVISÃO DO FORMATO A0

Dimensões de pranchas com medidas em milímetros

2 A0

1.189 x 1.682

A0

841 x 1.189

A1

594 x 841

A2

420 x 594

A3

297 x 420

A4

210 x 297

A5

148 x 210

ESCALAS NUMÉRICAS E GRÁFICAS

ESCALA: é a relação entre cada medida do desenho e a sua dimensão real no objeto. A necessidade do emprego de uma escala na representação gráfica, surgiu da impossibilidade de representarmos, em muitos casos, em verdadeira grandeza; certos objetos cujas dimensões não permitem o uso dos tamanhos de papel recomendados pelas Normas Técnicas. Nesses casos empregamos escalas de redução; quando necessitamos obter representações gráficas maiores que os objetos utilizamos escalas de ampliação.

No desenho de arquitetura geralmente só se usam escalas de redução, a não ser em detalhes, onde aparece algumas vezes a escala real.

A escolha de uma escala deve ter em vista:

  1. O tamanho do objeto a representar

  1. As dimensões do papel

  1. A clareza do desenho

As escalas devem ser lidas 1:50 (um por cinqüenta), 1:10 (um por dez), 1:25 (um por vinte e cinco), 10:1 (dez por um), etc.

Em desenhos antigos pode-se encontrar, por exemplo, a escala de 0,05 (cinco centésimos). Se fizermos as operações, encontraremos:

0,05 = 5 / 100 = 1 / 20, ou seja, 1:20 (um por vinte) notação atual

É lógico que quando se faz a redução ou ampliação fotográfica de um desenho, sua escala fica alterada. Uma casa desenhada na escala de 1:50, reduzida fotograficamente em 25% de seu tamanho, ficará representada na escala de 1:66,6. Deve-se pois, ter o máximo cuidado de conferir as escalas numéricas indicadas em livros e revistas. Esse trabalho é dispensável quando o desenho é acompanhado de escala gráfica.

ESCALA GRÁFICA: é a representação da escala numérica. A escala gráfica correspondente a 1:50 é representada por segmentos iguais a 2 cm, pois 1 metro dividido por 50 é igual a 0,02 m. Escalas utilizadas para desenhos arquitetônicos:

  • 1:200 ou 1:100 = rascunhos / estudos (papel manteiga)

  • 1:100 = anteprojeto – plantas, fachadas, cortes perspectivas

  • 1:100 = desenhos de apresentação – plantas, fachadas, cortes, perspectivas, projeto para Prefeitura

  • 1:50 = execução (desenhos bem cotados)

  • 1:10, 1:20 e 1:25 = detalhes

  • 1:50 = projetos especiais – fundações, estrutura, instalações, etc.

TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO

Componentes e Especificações

LEVANTAMENTO: topográfico / planialtimétrico

FUNDAÇÕES: exame do terreno / sondagem

Diretas: sapatas / baldrame corrido

Concreto armado, bloco armado pedra

Indiretas ou profundas: estacas

Madeira, mista, concreto armado, concreto centrifugado, perfis de aço, Strauss, Franki, tubulões

ESTRUTURAS

Rígidas

Concreto armado, aço

Semi-rígidas

Elevações, blocos armados, pré-moldados, alvenaria auto portante, tijolos, blocos

COBERTURAS

Estrutura

Madeira, aço, alumínio, concreto armado pré-moldado

Telhados

Telha cerâmica: francesa, colonial, escama, esmaltada, mista, plan ou capa canal

Fibrocimento, alumínio, concreto pré-moldado, pvc, translúcida, ardósia

IMPERMEABILIZAÇÃO

Fria

Líquida, polímeros, películas, mantas

Quente

Asfáltica, mantas

FORROS

Madeira, lambris, treliça, gesso, estuque, alumínio, chapa, pvc

VEDOS

Alvenarias estruturais

Pedras, tijolos cozidos, bloco de concreto, adobes, taipas, pau à pique

Alvenarias auto-portantes:

divisórias / painéis

Madeira, metal, concreto, papel, fibrocimento, vidro, tecidos, plásticos, blocos

PISOS

Frios

Ladrilho cerâmico, mosaico, cimentado, polímeros, granitine, cerâmica esmaltada, borracha, plástico, fórmica, pedras naturais, mármore, granito, arenito, ardósia, basalto

Quentes

Tacos (acabamento para madeira: raspagem, calafetar, cera, sinteko), assoalhos, carpetes, forrações, carpete de madeira

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