entorces e fraturas

entorces e fraturas

(Parte 4 de 5)

Fraturas na Região do Joelho

Elas incluem fraturas dos côndilos tibiais, da patela e dos côndilos femorais. A lesão nos côndilos tibiais em geral afeta o côndilo lateral e pode compreender uma fratura cominutiva por compressão ou uma fratura com achatamento do platô. As fraturas da patela podem ser provocadas por um choque direto no joelho ou por uma contração violenta do quadríceps. As fraturas dos côndilos femorais não são muito comuns, mas a fratura supracondilar ocorre mais freqüentemente e em geral como resultado de violência considerável.

Tratamento Fisioterápico: inicialmente os artelhos e movimentos do quadril são realizados com uma tala na região potencial do joelho. As contrações estáticas para o quadríceps e músculos da "pata de ganso" são iniciadas e seguidas por movimentos ativos assistidos e, a seguir, por movimentos ativos livres do joelho, logo que a dor permita. Assim que o paciente possa ficar em pé, o fisioterapeuta deve ensiná-lo a usar aparelhos como gesso funcional , muletas ou bengala e a seguir reeducar a marcha quando o paciente suportar carga total.

No caso das fraturas da patela, o paciente deve ser ensinado a fazer contrações estáticas para os músculos que funcionam acima do joelho. Após a remoção do gesso deve se concentrar na reaquisição do arco completo de movimento do joelho, potência muscular total e marcha normal.

No caso das fraturas supracondilares, se o paciente estiver em tração, os movimentos ativos para os artelhos e tornozelo podem ser iniciados imediatamente com contração estática para os músculos quadríceps e glúteo. O fisioterapeuta pode manter os exercícios do membro com carga e deve ser capaz de procurar adquirir um bom arco de movimento do joelho antes de remover o dispositivo ortopédico e de iniciar o apoio com carga total.

Fraturas da Diáfise do Fêmur

Essas fraturas comumente são resultado de traumatismos graves e podem ocorrer em qualquer parte da diáfise e ser de qualquer tipo: transversal, oblíqua, espiral e cominutiva. Em geral, os desvios são acentuados com sobreposição dos fragmentos, que podem provocar encurtamento se não forem corrigidos.

Tratamento Fisioterápico: durante a mobilização, o tratamento depende do tipo de fixação e se há alguma outra lesão. Se o membro se encontra sob tração continua, o objetivo do fisioterapeuta é tentar minimizar os problemas que podem surgir da imobilização prolongada. Os exercícios para os artelhos e tornozelos, juntamente com as contrações estáticas para os músculos glúteos, podem ser iniciados imediatamente, e é importante observar as complicações que poderiam surgir como resultado do dano nas artérias e nervos. Logo que a dor diminui, o paciente pode ser orientado para realizar contrações estáticas do quadríceps e dos músculos da "pata de ganso". Os movimentos do joelho podem ser iniciados durante o período de tração, embora a quantidade de flexão do joelho em geral seja restrita a cerca de 60o. Quando é utilizado gesso funcional, o fisioterapeuta deve preparar o paciente para andar com carga parcial e muletas. Uma vez removido o sistema de fixação, o programa de reabilitação deve ser direcionado para os problemas de cada paciente especificamente e suas necessidades.

Fratura da Extremidade Proximal do Fêmur

As fraturas trocantéricas quase sempre acontecem em pacientes idosos, como resultado de uma queda. A fratura do colo do fêmur, é uma lesão comum e freqüentemente é devida a um trauma trivial. A razão pela qual isso pode resultar em fratura é porque o osso se apresenta osteoporótico em muitas pessoas idosas. A fratura resultante em geral mostra desvio com rotação lateral da diáfise, de modo que o membro se apresenta rodado para fora em comparação com o membro oposto. Ocasionalmente, os fragmentos ficam impactados em ligeira abdução e o paciente pode ser capaz de levantar-se e andar após a lesão.

Tratamento Fisioterápico: como a maioria das fraturas ocorre em idosos, a prioridade número um do tratamento é readquirir a função e a independência o mais breve possível. Após a fixação interna para uma fratura trocantérica, o paciente deve fazer exercícios ativos para o membro e ser encorajado a mover-se na cama. Quando o paciente é submetido a cirurgia, o fisioterapeuta deve avaliar o tórax e tentar evitar as complicações. Uma vez que o paciente tem permissão para andar com carga parcial, o fisioterapeuta deve escolher um dispositivo auxiliar adequado - muletas ou um andador - e concentrar-se em readquirir a independência.

As visitas e o acompanhamento são necessárias para garantir que o paciente está se mantendo independente ou se os parentes têm que ajudá-lo quando necessário.

Classificação das fraturas quanto a exposição de acordo com GUSTILO-ANDERSON MODIFICADA:

     Tipo I:

Fratura:

      Exposta;

      Limpa;

      Exposição < 1 cm.

     Tipo II:

Fratura:

       Exposta > 1 cm de extensão;

       Sem dano excessivo de partes moles;

       Sem retalhos ou avulsões.

     Tipo III:

Fratura segmentar:

       Com dano excessivo de partes moles;

       Com amputação traumática.

       Tipo III-A  Dano extenso das partes moles, lacerações, fraturas segmentares, ferimentos por armas de fogo, com boa cobertura óssea de partes moles

       Tipo III-B  Cobertura inadequada de partes moles ao osso.

       Tipo III-C  Lesão arterial  importante, requerendo reparo.

Fig17. Tipo III-A                                   Fig.18. Tipo III-B                                          Fig19. Tipo III-C

♣ Sintomas:

    Subjetivos: dor, impotência funcional relativa

☞ a dor é sinal de que não houve consolidação. A consolidação clínica é precoce; já a radiológica é tardia.

    Objetivos: edema (tumefação, equimose, flictema), deformidade, mobilidade anormal, creptação.

♣ Diagnóstico: anamnese, exame físico, exames complementares.

-Inspeção

       No exame clínico (atentar p/ estado circulatório):     -Palpação

-Mensuração

-Comparação

                                                                                  - RX simples (PA, perfil, oblíqua)

. Incidência de rotina

      Nos exames complementares:                 . Incidências especiais

- Radiografias contrastadas

♣ Tratamento das fraturas :

Basear-se nos princípios gerais:

1.      Não agravar lesões iniciais (iatrogenia= ap. gessados, tração, cirurgias)

2.     Diagnóstico e prognóstico precisos: idade, local e tipo de fratura, desvio e irrigação dos fragmentos.

3.     Finalidade do tratamento: anular a dor, obter e manter posição de fragmentos ossos, permitir ou estimular colocação de enxertos e a união óssea, restabelecer função do membro.

4.     Tratar cada paciente individualmente (de acordo com idade, pois o tratamento de crianças diferente do adulto, sexo, outras enfermidades, deformidades residuais).

♣ Métodos específicos de tratamento das fraturas:

- Indicação do método-Fig.17

- Contra-indicação e riscos, baseiam-se em prognóstico, experiência pessoal, evolução dos conhecimentos.

Fig.20 – Fratura do 1/3 médio traço de fratura

oblíquo e 3º fragmento com fixação haste

bloqueada Faculdade de Medicina Ribeirão

Preto (FMRP).

     Tratamento: executar redução dos fragmentos, restabelecendo o mais perfeitamente a morfologia do osso, proceder à imobilização da fratura reduzida, garantindo a reparação terminada a consolidação obter a recuperação funcional, corrigir as conseqüências do traumatismo.

5 - LUXAÇÃO

Perda da contigüidade das superfícies ósseas das articulações. Necessita forte trauma.

Exemplos de Luxação: Fig. De nº 21 à 31.

Características da luxação do ombro:

- Ângulo reto no ombro / braço

- Paciente chega segurando a mão

- O braço luxado parece mais curto

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