nutrição

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Nutrição nas diversas fases da vida

A alimentação é um componente fundamental para ter uma boa qualidade de

vida. Todos precisamos nos alimentar e isso deve ser feito de uma maneira balanceada e

diversificada, contemplando as quatro leis da alimentação que são:

PRIMEIRO PASSOQualidade – A alimentação deve ser variada, oferecendo ao organismo todos os nutrientes que ele necessita. O ideal é que cada refeição contenha um alimento de cada grupo.Quando houver um consumo de alimentos do mesmo grupo, diminuir o tamanho das porções.SEGUNDO PASSOQuantidade – O consumo, mesmo quando é de alimentos saudáveis, deve ser na quantidade adequada, nem mais nem menos, por que os benefícios são obtidos através do equilíbrio. Servir a porção no tamanho adequado.TERCEIRO PASSOAdequação – Os consumo alimentar deve levar em consideração: idade, sexo, atividade física, tipo de trabalho realizado, ambiente, cultura e deverá também se adaptar para atender as necessidades das diferentes fases da vida, estado clínico ou ainda se possui alguma restrição alimentar.QUARTO PASSOHarmonia – As quantidades dos alimentos ingeridos devem manter uma proporção entre si. O ideal é que no prato tenha um alimento de cada grupo, em todas as refeições, oferecendo assim todos os nutrientes que o organismo necessita, pois cada um deles tem uma função específica em nosso corpo e não pode substituir a função de outro.

Em todas as fases da vida estas leis devem ser seguidas e respeitadas, com a

finalidade de promover bons hábitos, garantindo uma melhor qualidade de vida.

Nutrição para Crianças e Adolescentes

As crianças e adolescentes estão em fase de desenvolvimento, necessitando de nutrientes

em qualidades e quantidades adequadas para este fim. Porém, quando essas crianças praticam

uma atividade física,regularmente, há necessidade de um maior cuidado com a alimentação

afim de suprir todas as necessidades. Uma dieta adequada junto com a atividade física,

otimiza todo o potencial genético de crescimento e desenvolvimeto da criança, mas não

ncrementam ou diminuem significativamente os valores de estatura.

A atividade física é importante não apenas para o bom desenvolvimento, mas também para o jovem

desenvolver sua coordenação motora e relação social, interagindo com o grupo, aprendendo limites

com vitórias e derrotas.

Assim sendo é fundamental que o profissional Nutricionista estabeleça uma ingestão adequada dos macronutrientes (proteínas, carbohidratos e lipídeos) e dos micronutrientes (vitaminas e minerais) como cálcio e ferro fundametais para o crescimento, além da correta hidratação, pois a criança ainda não tem o mecanismo termorregulatório muito bem adaptado como o adulto.

Dento deste contexto, o profissional nutricionista possue parâmetros adequados para a avaliação do

crescimento e do estado maturacional, assim como a avaliação antropométrica, verificando assim as

necessidades energéticas, objetivando a conduta dietoterápica adequada para essa faixa etária.

As práticas alimentares na infância são de importância ímpar para a prevenção de

doenças futuras, como diabetes, doenças cardíacas, obesidade, entre outras. O primeiro

ano de vida, em especial, constitui um marco na formação dos hábitos da criança e,

por isso, deve ser acompanhada por um profissional capacitado.

Até os dois anos, recomendações simples como o estimulo ao consumo diário

de frutas, verduras e legumes e tentar evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes,

balas, salgadinhos e outras guloseimas são fundamentais para a formação de bons

costumes no que diz respeito a alimentação.

Já a criança na fase pré-escolar (de 1 a 6 anos) tem maior influência do meio em que

vive e, assim sendo, mais vulnerável aos apelos dos meios de comunicação que estimulam

o consumo de fast foods, biscoitos recheados, refrigerantes e outros alimentos que não

são de boa qualidade nutricional. Deve-se ter atenção reforçada nessas crianças para

que este hábito  não prossiga em fases posteriores.

Na fase escolar (de 7 a 14 anos), a criança já é mais independente e, muitas vezes,

prepara o seu próprio alimento e que, normalmente, não segue as quatro leis da alimentação,

com visto anteriormente. Normalmente, apresentam alto teor de gordura e carboidratos

e pouca quantidade de fibras e micronutrientes como vitaminas e minerais.

Como conseqüência, a criança nessa faixa etária pode vir a apresentar anemia ferropriva

(que tem como causa a baixa ingestão de ferro na alimentação), obesidade, constipação.

Deve-se iniciar, nesses casos, um acompanhamento nutricional para que essas

doenças possam ser combatidas e, principalmente, para prevenir o surgimento de outras

tantas doenças relacionadas.

As necessidades nutricionais deste grupo são altas, pois estão em plena fase de crescimento e, normalmente, desenvolvem diversas atividades durante o dia. Na alimentação das crianças é muito importante a presença diária de carnes, cereais, leite, frutas e legumes. Com o passar dos anos o aparelho digestivo torna-se maduro possibilitando maior oferta de alimentos e com isso evita-se as carências nutricionais.Apesar de não ser necessário um plano alimentar rígido os doces, bolachas, refrigerantes e sorvetes devem ser oferecidos apenas em algumas ocasiões. É muito importante que os pais tenham um bom hábito alimentar, pois já nesta fase da vida iniciam-se os costumes alimentares que acompanharão a pessoa ao longo da vida.

A alimentação do adolescente requer grande atenção, pois é uma fase na qual o apetite é muito grande e o metabolismo também é bem maior do que na idade adulta. Mesmo assim, normalmente, o adolescente tende a escolher alimentos que estão mais “a mão” e que também geralmente são consumido por seu grupo como refrigerantes, frituras, sanduíches e doces. Para uma dieta saudável é importantes o consumo de leite, queijos, carnes, vegetais e frutas. Também é aconselhável que o adolescente:- opte por intercalar lanches entre as principais refeições- evite alimentos condimentados e frituras, especialmente se houver propensão à acne.- não faça dietas mal orientadas que podem facilmente levar à ocorrência de anemia e carência de vitaminas.

As mudanças biológicas, psicológicas, cognitivas e sociais que ocorrem com intensidade na adolescência interferem de forma dinâmica no comportamento alimentar do

adolescente. E para melhor entender a dinâmica do adolescente em relação a alimentação,

deve-se levar em consideração os vários fatores que interferem de maneira direta e/ou

indireta, esse estágio da vida.

Muitas vezes o adolescente tem conhecimentos adequados sobre nutrição e sobre quais

seriam as atitudes saudáveis que deveriam seguir, mas sentem dificuldade em colocar esses

conceitos em prática. Assim sendo, o papel do nutricionista se faz importante para

direcionar esse conhecimento, colaborando com a formação de bons hábitos alimentares.

A compreensão dos fatores que cercam a vida do adolescente e a linguagem diferente

ao público alvo torna o acompanhamento nutricional diferenciado e o sucesso do tratamento

mais fácil de ser alcançado. Dessa forma, a busca do profissional que tenha experiência com

essa faixa etária é imprescindível.

Na adolescência, os erros alimentares levam ao aumento de peso, deficiências

nutricionais como anemia ferropriva, deficiência de vitamina A, entre outras.

As recomendações para esta faixa etária: aumento do consumo de fibras

(frutas, verduras e legumes, cereais integrais); de alimentos ricos em ferro (carnes magras,

folhosos verde-escuros) e vitamina A (frutas e verduras com tons alaranjados), acompanhado

de alta ingestão hídrica e prática regular de atividade física.

Nutrição para Adultos

O adulto, a primeira vista, parece ser o público com menor dificuldade no tratamento nutricional.

Engano de quem tem esse pensamento! Nessa faixa, o indivíduo já tem hábitos formados,

pré-conceitos em relação a alguma alimentos e, muitas vezes, essas concepções são difícil de

serem tiradas, atrapalhando o aconselhamento.

Além disso, o indivíduo já pode apresentar uma patologia e, por isso, necessitará de maiores

cuidados do ponto de vista nutricional. As patologias mais comuns a essa faixa etárias são:

diabetes, obesidade, colesterol e outras lipídeos sanguíneos aumentados, hipertensão. Outras

doenças também podem estar presentes como, por exemplo, gastrite, refluxo gastroesofágico,

úlceras, doenças hepáticas, entre outras.

Deve-se ter atenção a alguns sinais e sintomas que se relacionam a erros alimentares como, por

exemplo, cefaléia, depressão, compulsão alimentar (principalmente por doces), insônia, azia,

distensão abdominal, constipação intestinal, diarréia, flatulência, entre outros.

Em relação as mulheres, a menopausa pode ser um fator para o aparecimento de algumas doenças

como osteoporose, dislipidemia, aumento do peso, doenças cardiovasculares, doenças

neurológicas. E nesse grupo as recomendações são diferenciadas, pois há a preocupação de

prevenir o aparecimento dessas doenças e, se já houver, tratar de modo adequado.

As principais recomendações para o adulto são: ter hábitos saudáveis como o aumento do

consumo de fibras (presentes em legumes, verduras, frutas, sementes e cereais integrais),

diminuir o consumo de alimentos ricos em gordura (embutidos em geral, biscoitos

salgadinhos e recheados, salgadinhos em geral, doces cremosos, sorvete, etc), praticar atividade

física com freqüência e, claro, hidratar-se adequadamente!

É importante lembrar que essas são recomendações básicas e, que se alguma doença estiver

presente, como as situadas anteriormente, maiores devem ser os cuidados nutricionais

neste indivíduo.

Gest

Nutrição para Idoso: Quando a pessoa torna-se idosa, muitos fatores influenciam em seu estado e necessidades

nutricionais. Ao mesmo tempo em que o corpo não necessita mais de um alto aporte calórico

uma vez que o metabolismo diminui, alguns outros nutrientes (vitaminas e minerais) continuam

sendo fundamentais na dieta, pois protegem a pessoa de diversas doenças. Entre os fatores fisiológicos a dentição pode ser um fator limitante da dieta assim como

diminuição da sensibilidade gustativa e olfativa, presença de azia e prisão

de ventre. Considerando esses fatores a dieta do idoso deve ser saborosa, de fácil digestão, com a consistência

adaptada para sua dentição, evitar excessos alimentares e alimentos flatulentos que podem causar

desconforto gástrico.

A população idosa tem sua particularidade e, por isso, merecem um atendimento todo especial

. Muitos fatores interferem na alimentação e, principalmente, no seu estado nutricional.

Podemos citar, por exemplo, a diminuição da sensibilidade gustativa e olfativa como

fatores que influenciam no apetite do idoso.

Assim sendo, as orientações dietéticas para este grupo populacional, devem enfatizar

o sabor, a consistência e alimentos de fácil digestão. No idoso também é importante avaliar

o consumo de alimentos ricos em vitaminas e minerais, pois alguma deficiência nutricional

pode estar presente.

É recomendável alimentos bem cozidos, preparações menos consistentes e variar bem os

legumes, verduras e frutas. Avaliar o consumo de água e outros líquidos e, se tiver

diminuído, aumentar o consumo de água, sucos, refresco e chás gelados. Além disso,

Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras, já que nesta idade a motilidade intestinal

é baixa, causando constipação intestinal e aumento de gazes.

Em todas as fases da vida, o aconselhamento nutricional é imprescindível para

a prevenção e tratamento de algumas doenças e, claro, para a melhora na qualidade de vida

através de implementação de hábitos alimentares saudáveis ao dia a dia do indivíduo.

Atualmente, é crescente a preocupação com as questões sobre a alimentação. Isto

é bem visível no nosso dia a dia, onde são freqüentes as reportagens em revistas,

jornais, televisão, abordando assuntos referentes à alimentação. 

Este fato é explicado pela estreita ligação entre alimentação e saúde, que hoje está cada vez mais

evidente. A alimentação adequada contribui, então, para o bem estar geral.

As bases para uma alimentação correta são sempre as mesmas, porém cada fase da vida merece

cuidados especiais. Assim, a alimentação na terceira idade não difere muito da alimentação de

um adulto normal, mas deve ser direcionada em função da diminuição das atividades do organismo em geral. 

Uma alimentação correta não exige conhecimentos profundos sobre nutrição. Necessita, entretanto, de uma visão geral do que representam para o nosso organismo

Certas características, inerentes ao processo do envelhecimento, determinam

peculiaridades no idos, quais sejam: 

A) Mastigação: deve-se levar em consideração a falta de dentes ou a utilização de próteses (dentaduras). No caso da função mastigatória estar íntegra não há razão para modificações de consistência e utilização das chamadas “sopinhas”, purês, etc. 

B) Hábitos alimentares: deve-se considerar que a alimentação está associada a influências éticas, religiosas e fatores sócio-econômicos. Por isso, deve-se pensar nesse fator para a adequação da dieta

para cada pessoa. 

C) Situação sócio-econômica: a renda do idoso é um fator que interfere diretamente na sua alimentação. Sendo assim deve-se recomendar a aquisição de alimentos da época, que têm um custo menor e melhor. 

D) Constipação: o indivíduo pode ser acometido por prisão de ventre, devido ao baixo consumo de frutas e verduras, pela diminuição de sua atividade física e pela conseqüente atonia muscular. Deve-se então fornecer abundante quantidade de líquidos e de alimentos ricos em fibras (celulose). Insistir também no consumo de frutas, hortaliças (verduras e legumes) e cereais integrais. 

E) Diminuição das sensações: com o avançar da idade pode ocorrer diminuição da sensibilidade gustativa e olfativa que, conseqüentemente, levam à redução do apetite. Sendo assim, a alimentação deverá ser apresentada de maneira atrativa, preparada de modo comum às demais pessoas da família, salvo possíveis restrições dietéticas. 

F) Diminuição dos processos digestivos: deve-se fracionar a alimentação diária em várias refeições, geralmente cinco a seis por dia, sendo o volume da cada uma delas reduzido. Essa conduta é necessária para facilitar o trabalho digestivo. 

G) Imobilização: a constipação, a obesidade, as úlceras de posição e a impossibilidade de adquirir os alimentos podem levar à osteoporose pela perda de cálcio urinário. A osteoporose pode levar o idoso a uma situação de imobilização parcial ou total. Nesse caso a alimentação, a movimentação na residência e, principalmente, o caminhar são fatores importantes que deverão ser estimulados e controlados. 

H) Diminuição da ingestão de ferro: um dos maiores problemas na velhice é a anemia, uma vez que a capacidade de hemopoiese (ligado a formação do sangue) está reduzida pela diminuição da superfície da medula óssea, geralmente localizada apenas nas extremidades dos ossos longos. O consumo de carnes vermelhas, modificadas em sua consistência se necessário (guisados, sopas, etc.), torna-se importante. 

I) Diminuição na ingestão de vitaminas e sais minerais: verifica-se nos idosos a carência, principalmente, de vitamina C, folatos, piridoxina e zinco. Deve-se então insistir na ingestão de alimentos protéicos, frutas cítricas (laranja, lima, mexerica) e também verduras.

J) Socialização: é importante que o idoso participe das atividades familiares, das refeições coletivas, pois o contato social estimula o apetite.

Nutrição durante a lactação e a primeira infância do nascimento aos três anos

Uma boa nutrição é tão importante para uma mulher lactante como o é para uma grávida.

Há 3 boas razões para que a sua nutrição seja importante durante a lactação

Em termos de nutrição, o seu lactente necessita muito mais de si agora do que quando

estava grávida. Isto porque o seu crescimento é muito mais substancial. Nos primeiros 4 meses

de vida uma criança duplica

o peso que tinha à nascença, peso esse que levou 9 meses de gravidez para atingir.

A produção de leite materno necessário para suportar este crescimento é grande. Para suportar

um mês de amamentação, irá utilizar tantas calorias como durante toda a sua gravidez.

As lactantes subnutridas produzem menos leite por dia. A baixa ingestão materna de vitaminas

pode originar um leite que contenha baixos teores destes nutrientes essenciais. Também as

proteínas importantes que ajudam a proteger o seu bebé das infecções podem ser segregadas

em quantidades reduzidas, caso esteja subnutrida.

Se a sua dieta não satisfaz as necessidades nutricionais do seu bebé, ficará vulnerável à depleção

da sua própria reserva de nutrientes. Apesar de ser pouco provável que uma baixa ingestão

de minerais reduza o teor mineral do seu leite, as suas reservas podem ficar diminuídas para

compensar.

Este site, em conjunto com os conselhos do seu profissional de saúde, pode ajudá-la a garantir

a melhor nutrição para si e para o seu bebé, enquanto amamenta.

As suas necessidades de quase todos os nutrientes, incluindo proteínas, vitaminas e minerais,

é maior quando está a amamentar. Para mais informações acerca das suas necessidades nutricionais e as melhore fontes para as

satisfazer, consulte “O que comer durante a lactação”.

Os suplementos nutricionais podem ajudar a garantir a satisfação das necessidades nutricionais

durante a lactação. .

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