Contaminação

  • Por Adubos Químicos

Adubos Químicos, porque não usá-los ?

  • são hidrossolúveis, dissolvem-se na água da chuva e das regas, fato que acarreta três coisas.

1

  • Uma parte é rapidamente absorvida pelas raízes das plantas causando expansão celular (as membranas celulares ficam mais finas) , fazendo com que aumente muito seu teor de água. Isso as torna um "prato" para as pragas e doenças, além serem menos saborosas e com seu teor nutritivo empobrecido.

2

  • Outra parte importante é lixiviada, ou seja, é lavada pelas águas das chuvas e regas, indo poluir rios, lagos e lençóis freáticos, acabando por causar, juntamente com os despejos de esgotos, a eutrofização – devido aos excessivos nutrientes além de estimularem um crescimento excessivo das algas, roubam para se degradarem, o oxigênio da água.

3

  • Há ainda uma terceira parte que se volatiliza, como no caso dos adubos nitrogenados (sulfato de amônio, p.ex.), que sob a forma de óxido nitroso vai, assim como ocorre com os fluocarbonetos do aerosol, destruir a camada de ozônio da atmosfera.

São Acidificadores do Solo

  • Vários tipos de fertilizantes químicos, geralmente os mais usados, são violentos acidificadores do solo, além de serem biocidas (destruidores da microvida do solo).

Círculo Vicioso, o Pacote Tecnológico para a Agroindústria

  • A utilização dos adubos químicos, dos agrotóxicos e das sementes híbridas forma um círculo vicioso, interessante apenas para as multinacionais da agroindústria.

Exigências Nutricionais

  • As sementes melhoradas, são muito mais exigentes quanto à adubação, a parede celular fica mais fina, devido as altas doses de N, a matéria seca diminui e o fruto aumenta seu volume. Assim se tornam mais fracas, mais suscetíveis ao ataque de pragas e doenças pela disponibilidade de aminoácidos, já que a planta não teve tempo de sintetizar as proteínas. O agricultor tende cada vez mais a utilizar mais e mais insumos para manter o nível desejável de produção, sua rentabilidade tende a cair a partir de determinado período.

Aminoácidos Livres

  • O uso de adubos químicos faz com que os aminoácidos (proteínas) se apresentem em forma livre, ao contrário da adubação orgânica onde os aminoácidos formam cadeias complexas, não "apetecendo" às pragas.

Os elementos mais utilizados pelas plantas

  • são o Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K), Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg).

Nitrogênio

  • As formas sintéticas mais utilizadas como adubo nitrogenado são o sulfato e o nitrato de amônio e a uréia. São substâncias realmente riquíssimas em N (a uréia tem 45%), mas que, como dissemos acima, acidificam o solo, matam a microvida, poluem as águas e produzem vegetais pouco resistentes, levando ao uso de agrotóxicos.

Fósforo

  • Em relação ao P, a forma mais utilizada é o superfosfato. É fruto da solubilização de rocha fosfática mediante utilização de ácidos. Processo caro e poluente, que resulta em um produto que dependendo da qualidade química da terra, pode ser de baixíssima solubilização. Deixa no solo residuais de anidrido de ácido sulfúrico, venenoso e poluidor.

POTÁSSIO

  • Em termos de K, a forma mais utilizada é o cloreto de potássio, que deixa no solo o cloro, também venenoso e poluente.

Efeitos nocivos dos adubos químicos nos alimentos

  • Segundo o engenheiro agrônomo francês Claude Aubert, os adubos nitrogenados modificam o teor das plantas em vários elementos essenciais:

  • a presença de nitratos nos alimentos agrícolas é extremamente perigosa devido à possibilidade de transformarem-se em nitritos, substâncias tóxicas e eventualmente letais. O teor de nitratos pode ser multiplicado por 30 na folha de espinafre, em conseqüência da utilização, mesmo moderada, de adubos nitrogenados. Nesta cultura, em experiências, o nível de nitratos não passou de 60 ppm com adubação de até 60kg/ha, mas com aumento para 180/240 kg/ha, o nível de nitratos subiu para 600 ppm! Na cenoura, com os mesmos 60kg/ha, os nitratos estavam na faixa de 50 ppm, subindo para 300 ppm com adubação de 180 kg/ha.

o nível de matéria seca também cai. Em espinafres sem adubação nitrogenada sintética o teor de matéria seca é de 6,8%, caindo para 5,5% com adubação de 120kg/ha. Na batata, com adubação de 120 kg/ha a queda é desde mais de 24% até uns 22% de matéria seca.

  • o nível de matéria seca também cai. Em espinafres sem adubação nitrogenada sintética o teor de matéria seca é de 6,8%, caindo para 5,5% com adubação de 120kg/ha. Na batata, com adubação de 120 kg/ha a queda é desde mais de 24% até uns 22% de matéria seca.

  • o teor de proteínas aumenta, mas sua composição é modificada: o teor de aminoácidos diminui. No milho, p.ex. doses elevadas de N aumentam o teor de proteínas, mas apenas as de baixo valor nutritivo.

  • o teor de cobre diminui consideravelmente quando aumentam as quantidades de N.

o teor de vitaminas é também modificado; o teor de riboflavina (vit. B2) dos espinafres cresce primeiro para decrescer em seguida quando se aplicam doses crescentes de N. A vitamina C é prejudicada pelo N sintético (Na cenoura, p.ex. há uma redução em 1 mg. de vitamina/100gr de matéria seca quando a adubação chega a 280 kg./ha. No espinafre, com esta dose, cai de 40 para 25mg de vitamina C.).

  • o teor de vitaminas é também modificado; o teor de riboflavina (vit. B2) dos espinafres cresce primeiro para decrescer em seguida quando se aplicam doses crescentes de N. A vitamina C é prejudicada pelo N sintético (Na cenoura, p.ex. há uma redução em 1 mg. de vitamina/100gr de matéria seca quando a adubação chega a 280 kg./ha. No espinafre, com esta dose, cai de 40 para 25mg de vitamina C.).

  • a elevada utilização de N, diminui a faculdade de conservação da colheita e modifica desfavoravelmente seu sabor.

  • a adubacão nitrogenada sintética também reduz o teor de glucídeos em frutas e legumes. Nas cenouras, p.ex., o teor de açúcares que normalmente é de 7%, cai para menos de 6% com aplicação de doses acima de 200kg/ha. No espinafre a redução é proporcionalmente maior, caindo de 0,9 para 0,3%, e nas batatas o amido (em proporção à matéria seca) cai em média de 65 a 60%.

os adubos potássicos perturbam o equilíbrio mineral das plantas. Quantidades crescentes de potássio produzem um aumento considerável do teor de potássio em certas plantas (espinafre, p.ex.) e uma diminuição correlativa do seu teor em sódio e magnésio. A relação potássio-magnésio pode variar, de 1 a 12, segundo as quantidades do potássio aplicado. Na folha do espinafre a relação potássio-sódio pode passar de 0,5 a 20, ou seja, 40 vezes mais.

  • os adubos potássicos perturbam o equilíbrio mineral das plantas. Quantidades crescentes de potássio produzem um aumento considerável do teor de potássio em certas plantas (espinafre, p.ex.) e uma diminuição correlativa do seu teor em sódio e magnésio. A relação potássio-magnésio pode variar, de 1 a 12, segundo as quantidades do potássio aplicado. Na folha do espinafre a relação potássio-sódio pode passar de 0,5 a 20, ou seja, 40 vezes mais.

  • o aumento de potássio leva igualmente a uma baixa do teor nas plantas de vários outros elementos minerais, como o cálcio, e alguns oligoelementos, como o boro e o manganês.

Nitrogênio http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pvol2.html 08/04/2004 11:29’

  • Presente na atmosfera na forma de gás (N2), o nitrogênio é mais abundante que o oxigênio (74% N2 para 16% 02). Entretanto, não é na respiração que ele érequerido pelo seres vivos, mas na forma de proteínas, cujas unidades formadoras são os aminoácidos, que possuem nitrogênio na molécula. Sendo as proteínas as unidades estruturais de todos os organismos, a presença de compostos nitrogenados na água indica que ela entrou em contato com matéria orgânica.

N na decomposição da matéria orgânica

  • Pode-se dizer que na decomposição da matéria orgânica, o nitrogênio presente nas proteínas passa por uma fase amoniacal (NH4+), convertendo-se daí em nitrato (NO3). Nesta forma, ele pode ser absorvido pelos vegetais, chegando até os outros organismos vivos, fechando o ciclo.

  • A presença na água dos compostos nitrogenados descritos acima permite inferir sobre o tipo, freqüência e distância da contaminação orgânica.

O nitrogênio albuminóide é aquele resultante da morte dos seres vivos. Sua transformação em nitrogênio amoniacal indica o início da oxidação, que produzirá NO (óxido nitroso) e, em seguida, NO2- (nitrogênio nítrico). Um resultado de análise de água onde o nitrogênio albuminóide aparece em concentrações maiores que o nitrogênio amoniacal indica presença de matéria orgânica não decomposta.

  • O nitrogênio albuminóide é aquele resultante da morte dos seres vivos. Sua transformação em nitrogênio amoniacal indica o início da oxidação, que produzirá NO (óxido nitroso) e, em seguida, NO2- (nitrogênio nítrico). Um resultado de análise de água onde o nitrogênio albuminóide aparece em concentrações maiores que o nitrogênio amoniacal indica presença de matéria orgânica não decomposta.

  • Caso o resultado seja o contrário, isto é, o nitrogênio amoniacal maior que o nitrogênio albuminóide, admite-se que a matéria orgânica presente na água já encontra-se em processo de decomposição. Como a transformação N-albuminóide - N-amoniacal é mais rápida quando a matéria orgânica provém de excretas de animais do que de vegetais (folhas e galhos, p.ex.), esse resultado indica que a água teve contato recente com excretas.

  • A presença de nitritos (NO2; ou nitrogênio nitroso, NO) em concentrações elevadas indica que a matéria orgânica presente na água encontra-se a pouca distância do ponto onde foi feita a coleta para análise.

  • Os nitritos são uma forma transitória, sendo rapidamente oxidado à nitrato (NO3-). Sua persistência indica despejo contínuo de matéria orgânica.

  • Os nitratos (NO3- ou nitrogênio nítrico) são o último estágio da oxidação do nitrogênio. Resultados de análise com altas concentrações de nitratos indicam que a matéria orgânica que entrou em contato com a água encontrava-se totalmente decomposta. Esse fato não significa que a água esteja isenta de outros contaminantes.

  • Do ponto de vista sanitário, altas concentrações de nitratos podem provocar metahemoglobinemia, uma alteração na hemoglobina que pode provocar sintomas semelhantes à asfixia.

  • Valor Máximo Permissível (N03) é de 10 mg/L

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