Apostila - Lubrificantes e Lubrificação

Apostila - Lubrificantes e Lubrificação

(Parte 1 de 12)

Educação Profissional

Curso Técnico em Mecânica Módulo I – Mecânico de Manutenção

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1 – LUBRIFICAÇÃO 02 1.1 – ATRITO 02 1.2 – LUBRIFICANTE 06 1.3 – FUNÇÕES DOS LUBRIFICANTES 08 1.4 – PELÍCULA LUBRIFICANTE 09 1.5 – CLASSIFICAÇÃO DA LUBRIFICAÇÃO 09 1.6 – CUNHA LUBRIFICANTE 10 1.7 – RANHURAS 12

2 – LUBRIFICANTES 13 2.1 – CLASSIFICAÇÃO 13 2.2 – ANÁLISES 15 2.3 – ADITIVOS 30

3 – GRAXAS LUBRIFICANTES 34 3.1 – GENERALIDADES 34 3.2 – FABRICAÇÃO 34 3.3 – CLASSIFICAÇÃO 34 3.4 – CARACTERÍSTICAS E APLICAÇÕES 35 3.5 – CRITÉRIOS DE ESCOLHA 36 3.6 – ADITIVOS 38

4 – MANUSEIO E ESTOCAGEM DE LUBRIFICANTES 39 4.1 – RECEBIMENTO 39 4.2 - ESTOCAGEM 40

5 – FATORES QUE AFETAM OS PRODUTOS ESTOCADOS 43 5.1 – CONTAMINAÇÕES 43 5.2 – DEPÓSITO DE LUBRIFICANTES 46 5.3 – ESTOCAGEM E MANIPULAÇÃO DE LUBRIFICANTES EM USO 47 5.4 – OS CUIDADOS NA MOVIMENTAÇÃO DE LUBRIFICANTES 49

6 – RECEBIMENTO E ARMAZENAMENTO A GRANEL DE ÓLEOS

LUBRIFICANTES 49

6.1 – RECEBIMENTO 49 6.2 – ARMAZENAMENTO 50 6.3 – DESCARTE DE ÓLEOS USADOS 50

7 – MONITORAMENTO DA CONDIÇÃO DO EQUIPAMENTO ATRAVÉS DA

ANÁLISE DO LUBRIFICANTE 51

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1 - LUBRIFICAÇÃO

O atrito é uma designação genérica da resistência que se opõe ao movimento. Esta resistência é medida por uma força denominada força de atrito. Encontramos o atrito em qualquer tipo de movimento entre sólidos, líquidos ou gases. No caso de movimento entre sólidos, o atrito pode ser definido como a resistência que se manifesta ao movimentar-se um corpo sobre outro.

Figura 1.1

O atrito tem grande influência na vida humana, ora agindo a favor, ora contra. No primeiro caso, por exemplo, possibilitando o simples caminhar. O segundo preocupa-nos mais de perto e tudo tem sido feito para minimizar esta força. O menor atrito que existe é dos gases, vindo a seguir o dos fluidos e, por fim, o dos sólidos. Como o atrito fluido é sempre menor que o atrito sólido, a lubrificação consiste na interposição de uma substância fluida entre duas superfícies, evitando, assim, o contato sólido com sólido, e produzindo o atrito fluido. É de grande importância evitar-se o contato sólido com sólido, pois este provoca o aquecimento das peças, perda de energia pelo agarramento das peças, ruído e desgaste.

O atrito sólido pode se manifestar de duas maneiras: como atrito de deslizamento e como atrito de rolamento. No atrito de deslizamento, os pontos de um corpo ficam em contato com pontos sucessivos do outro. No caso do atrito de rolamento, os pontos sucessivos de um corpo entram em contato com os pontos sucessivos do outro. O atrito de rolamento é bem menor do que o atrito de deslizamento.

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Figura 1.3

As leis que regem o atrito de deslizamento são as seguintes: 1ª Lei

O atrito é diretamente proporcional à carga aplicada. Portanto, o coeficiente de atrito se mantém constante e, aumentando-se a carga, a força de atrito aumenta na mesma proporção.

Fs = µ x P Sendo:

Fs = atrito sólido µ = coeficiente de atrito

P = carga aplicada

Figura 1.4 2ª Lei

O atrito, bem como o coeficiente de atrito, independem da área de contato aparente entre superfícies em movimento.

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Figura 1.5 3ª Lei

O atrito cinético (corpos em movimento) é menor do que o atrito estático (corpos sem movimento), devido ao coeficiente de atrito cinético ser inferior ao estático.

Figura 1.6 4ª Lei

O atrito diminui com a lubrificação e o polimento das superfícies, pois reduzem o coeficiente de atrito.

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Figura 1.7

No atrito de rolamento, a resistência é devida sobretudo às deformações. As superfícies elásticas (que sofrem deformações temporárias) oferecem menor resistência ao rolamento do que as superfícies plásticas (que sofrem deformações permanentes). Em alguns casos, o atrito de rolamento aumenta devido à deformação da roda (por exemplo, pneus com baixa pressão).

As leis do atrito de rolamento são as seguintes: 1ª Lei A resistência ao rolamento é diretamente proporcional à carga aplica.

Figura 1.8 2ª Lei O atrito de rolamento é inversamente proporcional ao raio do cilindro ou esfera.

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Figura 1.9

1.2 - LUBRIFICANTE

Exames acurados do contorno de superfícies sólidas, feitas no microscópio eletrônico e por outros métodos de precisão, mostraram que é quase impossível mesmo com os mais modernos processos de espelhamento, produzir uma superfície verdadeiramente lisa ou plana.

Ampliando-se uma pequena porção de uma superfície aparentemente lisa, temos a idéia perfeita de uma cadeia de montanhas.

Supondo duas barras de aço com superfícies aparentemente lisas, uma sobre a outra, tais superfícies estarão em contato nos pontos salientes.

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