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Procedimento Operacional Padrão

DOSAGEM DA GLICOSE

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POPBIO 045

Revisão: 00

GLICOSE-PP

PRINCÍPIO DO TESTE

A glicose oxidase (GOD) catalisa a oxidação da glicose para ácido glicônico e peróxido de hidrogenio. Através de uma reação oxidativa de acoplamento catalisada pela peroxidase (POD), o peróxido de hidrogenio formado reage com 4-aminoantipirina e fenol, formando um complexo de cor vermelha (quinoneimina), cuja absorbância medida em 500 nm, é diretamente proporcional à concentração de glicose na amostra.

APLICAÇÃO CLÍNICA

A dosagem da Glicose no sangue é empregada na avaliação do metabolismo da glicose (controle de produção, consumo e armazenamento), diagnosticando os diversos estados de hiper e hipoglicemias.

AMOSTRA

Preparo do Paciente

Colher sangue pela manhã após jejum 8 horas, salvo orientações médicas.

Amostras utilizadas

Soro, plasma, líquor e outros líquidos biológicos. Anticoagulantes como heparina, oxalato, fluoreto ou EDTA, não interferem.

Estabilidade e armazenamento da amostra

O analito é estável por 7 dias a 2-8 ºC.

Separar o soro ou plasma dos elementos celulares no prazo máximo de 1 hora.

Adicionando um inibidor de glicolise como o fluoreto, melhora a preservação da amostra.

Volume ideal utilizado para análise

(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise).

Volume mínimo utilizado para análise

(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise).

Critérios para rejeição da amostra

Não utilizar amostras fortemente hemolisadas.

Fazer referência ao manual ou POP de coleta, separação e distribuição de material.

REAGENTE UTILIZADO

GLICOSE PP CAT. 434 MS 80022230067

GOLD ANALISA DIAGNÓSTICA LTDA

CNPJ – 03.142.794/0001-16

Av. Nossa Senhora de Fátima, 2363 Belo Horizonte – MG – Brasil

Farmacêutico Responsável: Homero Jackson de Jesus Lopes CRF – MG - 2010

Componentes do kit

Conservar entre 2-8C.

1- Padrão - Contém Glicose 100 mg/dL.

2- Reagente de Cor - Contém tampão pH 7,5 de fosfato 70 mmol/L, fenol 5,0 mmol/L, glicoseoxidase  10000 U/L, peroxidase  1000 U/L, e 4-aminoantipirina 0,4 mmol/L.

Cuidados e Precauções Especiais

  1. O kit destina-se somente para uso diagnóstico in vitro.

  2. Aplicar os cuidados habituais de segurança na manipulação dos reagentes e amostra biológica. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.

  3. Os reagentes utilizados em condições técnicas adequadas e armazenados nas condições especificadas são estáveis até a validade citada na embalagem.

  4. O reagente uma vez usado, contém soro, plasma ou urina, eventualmente infectado, e deve ser tratado como material potencialmente infeccioso. Fazer o descarte em lugar apropriado.

  5. Os reagentes não contêm substâncias perigosas nas quantidades reportadas. Em caso de vazamento acidental, lavar o local com água corrente.

  6. Recomenda-se o uso de luvas descartáveis durante o manuseio das substâncias. Em caso de contato com os olhos ou pele, lavar abundantemente com água corrente. Em caso de ingestão, procurar atendimento médico.

  7. Aconselhamos não pipetar diretamente do frasco Reagente de Cor (2) para evitar contaminação.

  8. O Reagente de Cor poderá apresentar uma coloração rósea, mas isso não interferirá no resultado do teste. A leitura da absorbância do reagente branco deverá ser inferior a 0,150 durante toda a sua utilização ou até a expiração da data de validade do mesmo.

EQUIPAMENTOS

Procedimento Técnico Manual

  • Banho-Maria a 37ºC

  • Espectrofotômetro ou fotômetro para leituras em 500 nm

  • Pipetas automáticas

  • Cronômetro

Procedimento Técnico Automatizado

Citar nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento; Fazer referência ao manual ou POP para utilização do mesmo.

Procedimento Técnico Alternativo

Citar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Indicar as possíveis diferenças quando os procedimentos manuais substituírem os procedimentos automatizados.

PROCEDIMENTO

Procedimento Manual

1- Deixar os reagentes atingirem a temperatura ambiente ou a do banho-maria antes da realização do teste.

2- Identificar 3 tubos de ensaio com "Branco", "Teste" e "Padrão" e proceder:

Tubos

Branco

Teste

Padrão

Amostra



10 L



Padrão (1)





10 L

Reagente de Cor (2)

1000 L

1000 L

1000 L

3- Homogeneizar bem e incubar os tubos durante 10 minutos à temperatura ambiente (15-30ºC) ou durante 5 minutos a 37ºC .

4- Ler a absorbância (A) do Padrão (Ap) e do Teste (At) zerando o aparelho com o Branco em 500 nm.

5- A cor é estável durante 2 horas .

Procedimento em Analisadores Automáticos

Mencionar o manual ou POP para utilização do equipamento analítico. Anexar o guia de aplicação dos reagentes para o sistema automático.

CÁLCULOS

Ver Linearidade.

Como a metodologia obedece à lei de Lambert-Beer, a concentração dos testes pode também ser calculada através do Fator de Calibração (FC).

Concentração do Padrão = Cp = 100 mg/dL Concentração do Teste = Ct

Absorbância do Padrão = Ap Absorbância do Teste = At

Exemplo: Cp = 100 mg/dL Ap = 0,222 At = 0,208

Fc = Cp = 100

Ap 0,222

FC = 450 Ct = At x FC = 0,208 x 450 = 94 mg/dL

RESULTADOS

Unidade de Medida

mg/dL

Fator de Conversão de Unidades (mg/dL para SI)

mg/dL de Glicose x 0,0555 = mmol/L de Glicose

CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais

Identificar os materiais de controle interno e externo da qualidade, citando fabricante e número de catálogo. Descrever as Instruções de preparo e freqüência da utilização dos mesmos.

Referenciar POP para limpeza e secagem dos materiais utilizados.

Controle Interno

Descrever a calibração periódica de pipetas, equipamentos utilizados, controle de temperatura ambiente e geladeiras para armazenamento dos kits.

Citar a utilização de soros controles (nível normal –código --------- e patológico –código -------) nas análises realizadas juntamente com a freqüência da utilização dos mesmos. Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e reagentes.

Citar POP para controle interno.

Controle Externo

Descrever os procedimentos utilizados nas avaliações de qualidade feitas por programas de comparação entre laboratórios ou outros controles de qualidade : PNCQ-SBAC e/ou PELM-SBPC

Gerenciamento dos dados obtidos no Controle Interno e Externo

Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

VALORES DE REFERÊNCIA

  • Plasma: 70 a 110 mg/dL ou 3,9 a 6,1 mmol/L.

  • Líquor: 2/3 da glicemia

  • Líquidos Corporais: > 60 mg/dL (ou diferença entre glicemia e concentração de glicose no líquido, desde que não for > 40 mg/dL)

SIGNIFICADO CLÍNICO

A glicose é a principal fonte de carboidrato do organismo e sua concentração sanguínea está intimamente ligada à ação da insulina.

Após uma refeição rica em carboidratos, a glicose que é absorvida para o sangue causa uma rápida secreção de insulina. Esta, por sua vez, provoca a captação, armazenamento e uso rápido da glicose por quase todos os tecidos corporais, porém especialmente pelos músculos, tecido adiposo e o fígado.

Valores elevados de glicose ocorrem nos vários tipos de diabetes primárias, nos estados de intolerância à glicose e nas diabetes secundárias a várias doenças (hipertireoidismo, hiperpituitarismo, hiperadrenocorticismo, etc).

Valores diminuídos de glicose ocorrem nas hipoglicemias que têm várias causas. Quando a ocorrência de sintomas de hipoglicemia é relacionada à alimentação, duas formas de hipoglicemia podem ser definidas, hipoglicemia do jejum e hipoglicemia pós-prandial.

As causas mais comuns de hipoglicemia do jejum são: hiperinsulinismo endógeno (insulinoma e sulfonilurea), hiperinsulinismo exógeno (factício), tumores extra pancreáticos, síndrome auto imune (formação espontânea de anticorpos para receptores da insulina), insuficiência supra renal e ou hipofisária, doença hepática grave e alcoolismo.

A hipoglicemia pós-prandial, dependendo da história clínica e da resposta ao teste oral de tolerância a glicose, é classificada em: 1) hipoglicemia alimentar; 2) hipoglicemia do diabético tipo 2 e do paciente com intolerância à glicose; 3) hipoglicemia funcional ou reativa.

VALORES CRÍTICOS

Plasma: >400 mg/dL

<40 mg/dL

Incluir o procedimento a ser adotado diante de um resultado crítico.

LINEARIDADE E LIMITE DE DETECÇÃO

Linearidade

A reação é linear até 500 mg/dL (28 mmol/L). Para valores maiores diluir a amostra com água destilada ou deionizada e repetir a determinação. Multiplicar o resultado obtido pelo fator de diluição.

Limite de detecção

O Limite de detecção do kit foi verificado no comprimento de onda em 500 nm, sendo que a alteração mínima detectável foi de 0,23 mg/dL. O intervalo de medida vai de 0,23 mg/dL até 500 mg/dL.

LIMITAÇÕES DO MÉTODO

Os resultados deverão ser usados em conjunto com informações disponíveis da avaliação clínica e outros procedimentos diagnósticos.

Interferências

Não utilizar amostras fortemente hemolisadas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Bergmeyer HU. Methods of Enzimatic Analysis, Academic Press 2nd ed. 1205-1214.

  2. Burtis CA, Ashwood ER. Tietz Textbook of Clinical Chemistry. Philadelphia: W.B. Saunders Co. 1994: 932-958.

  3. Burtis CA, Ashwood ER. Tietz Fundamento de Química Clínica, 4a Ed - Editora Guanabara Koogan; 1998.

  4. Kaplan A, Szabo LL, Opheim KE. Clinical Chemistry: Interpretation and Techniques. Philadelphia: Lea & Febiger, 1988:288-293.

  5. Trinder P. Ann Clin Biochem 1969;6:24.

  6. Trivedi RC et al. Clin Chem 1978;24:1908-1911.

  7. GLICOSE-PP, Instruções de Uso, Gold Analisa Diagnóstica.

Nome

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Data

Elaborado por:

___/___/___

Aprovado por:

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Implantado por:

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Substitui POP:

Revisado por:

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Revisado por:

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Revisado por:

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Desativado por:

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Razão:

Número

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