Protocolo Clinica Medica

Protocolo Clinica Medica

(Parte 6 de 18)

  • Lavar as mãos e reunir o material;

  • Comunicar o cliente sobre o procedimento;

  • Sustentar a cabeça do cliente com uma das mãos cobrindo seus ouvidos com os dedos, evitando entrada da água;

  • Molhar os cabelos e ensaboá-los;

  • Massagear o couro cabeludo com a ponta dos dedos;

  • Enxugar bem os cabelos;

  • Observar se há lesões, crostas no couro cabeludo ou presença de pediculose;

  • Secar bem com a toalha;

  • Pentear os cabelos;

  • Manter o ambiente organizado;

  • Lavar as mãos;

  • Anotar no prontuário.

26.0 HIGIENE OCULAR

Objetivo:

  • Limpeza dos olhos e prevenção de problemas oculares.

Material:

  • soro fisiológico,

  • pomada epitelizante ou colírios segundo prescrição médica.

  • cuba-rim,

  • gazes esterilizadas,

  • 2 seringas,

  • curativos oculares e hipoalérgico.

Procedimento:

  • lavar as mãos e colocar luvas.

  • informar o cliente, se estiver consciente.

  • encher as seringas com soro fisiológico.

  • abrir as pálpebras do cliente com cuidado.

  • fechar as pálpebras e secar suavemente com uma gaze esterilizada.

  • limpar o olho aplicando-lhe o soro fisiológico com a seringa.

  • se estão aderidas, umedecê-las previamente com uma gaze molhada em soro fisiológico.

  • utilizar material separado para cada olho.

  • colocar curativo ocular com esparadrapo (se necessário)

  • se existir prescrição, aplicar colírio ou pomada.

  • fechar as pálpebras do cliente comatoso.

  • em clientes comatosos: aplicar pomada epitelizante na fenda palpebral, se indicado.

  • lavar as mãos.

  • registrar as mudanças de curativo na folha de anotações de enfermagem.

  • cuidados com o material

  • limpeza e desinfecção do material utilizado

  • deixar o quarto do clientes comatosos na penumbra.

  • recolher o material e arrumar o quarto.

  • retirar as luvas

  • lavar as mãos

  • fazer as anotações de enfermagem.

Obervação:

  • Recomendar a lavagem diária dos olhos e a visita ao oftalmologista uma vez por ano.

  • Não se automedicar: o uso indiscriminado de colírios pode ocasionar outro tipo de complicações.

  • Seguir as indicações do médico.

27.0 ROTINA DE HIGIENE ORAL

Objetivo:

  • Promover limpeza da cavidade oral.

Competência:

  • Compete ao enfermeiro treinar e supervisionar a execução da rotina;

  • Compete ao profissional de enfermagem a execução da rotina.

Material:

  • Cepacol / água bicarbonatada;

  • Luvas de procedimento;

  • Gaze/ espátula;

  • Escova dental;

  • Pasta dental.

Procedimento:

  • Lavar as mãos e reunir o material;

  • Orientar o cliente sobre o procedimento;

  • Posicionar o cliente com a cabeceira elevada;

  • Calçar luvas, pegar gaze e imergir na solução;

  • Introduzir o dedo / espátula na boca do cliente com movimentos suaves e circulares;

  • Repetir o procedimento, trocando a gaze;

  • Realizar escovação, oferecer escova para o cliente;

  • Manter o ambiente em ordem;

  • Lavar as mãos;

  • Registrar no prontuário.

Obs:

  • Se os lábios estiverem ressecados e apresentarem crostas, umedecê-lo para evitar rachaduras e facilitar remoção das mesmas.

  • A escovação deve ser diária e quantas vezes forem necessárias para evitar cáries e infecções peridentais. Deve ser realizada após cada refeição.

28.0 MUDANÇA DO DÉCÚBITO

Objetivo:

  • Promover conforto do cliente;

  • Prevenir escaras e pontos de pressão.

Competência:

  • Compete ao enfermeiro treinar e supervisionar a execução da rotina;

  • Compete ao profissional de enfermagem a execução da rotina.

Material:

  • Luvas com água;

  • Coxin;

  • Solução estimulante e protetora.

Procedimento:

  • Lavar as mãos;

  • Reunir o material;

  • Passar a solução estimulante e protetora em todo corpo;

  • Colocar coxin / luvas com água nas proeminências óssea;

  • Promover mudança de decúbito 3/3h; ou de acordo com a prescrição medica/enfermagem.

  • Lavar as mãos;

  • Anotar no prontuário.

Obs: O melhor tratamento das escaras de decúbito é a prevenção.

29.0 MASSAGEM DE CONFORTO

Objetivo:

  • Promover relaxamento muscular;

  • Ativar a circulação;

  • Induzir o cliente ao sono;

Competência:

  • Compete ao enfermeiro treinar e supervisionar a execução da rotina;

  • Compete ao profissional de enfermagem a execução da rotina.

Material:

  • Cremes emoliente,hidratantes, óleos;

  • Luvas de procedimento.

Procedimento:

  • Lavar as mãos e reunir o material;

  • Comunicar o cliente sobre o procedimento;

  • Colocar o cliente em avental;

  • Retirar o travesseiro;

  • Colocar o cliente mais próximo da pessoa que fará a massagem;

  • Aquecer as mãos;

  • Espalhar creme hidratante / óleos nas costas do cliente, fazendo massagens do ombro até a nuca e raiz do cabelo, proporcionando um relaxamento;

  • Fazer deslizamentos profundos, com movimentos de baixo pra cima, sem fletir os braços, colocando mais orça nos movimentos de ida, sem perder o contato da pela nos movimentos de volta;

  • Passar para o amassamento, com movimentos circulares;

  • Passar para fricção: colocar uma mão sobre a outra fazendo movimentos circulares;

  • Fazer deslizamentos suava da mesma forma;

  • Terminar a massagem;

  • Vestir o cliente e deixa-lo em posição confortável;

  • Colocar o ambiente em ordem;

  • Lavar as mãos;

  • Anotar no prontuário

Obs: Realizar a massagem de conforto após o banho do cliente.

30.0 ROTINA DE HEMODERIVADOS

Objetivo:

  • Repor hemoderivados utilizando a técnica correta para estabilização hemodinâmica do cliente.

Competência:

  • Compete ao enfermeiro treinar e supervisionar a execução da rotina;

  • Compete ao profissional de enfermagem a execução da rotina.

Material:

  • Material para punção nervosa;

  • Equipo de sangue;

  • Hemoderivados;

  • Luvas de procedimento.

Procedimento:

  • Reunir o material;

  • Lavar as mãos;

  • Puncionar acesso venoso calibroso se necessário;

  • Conferir rótulo antes de administrar verificando: nome, data de validade e aspecto do hemoderivado;

  • Aferir temperatura axilar e pressão arterial do cliente;

  • Encher o equipo;

  • Conectar equipo ao acesso venoso;

  • Iniciar o gotejamento mais lento nos primeiros 10 min e observar reações transfusionais;

  • Regular gotejamento conforme prescrição;

  • Retirar bolsa de sangue;

  • Manter o ambiente organizado;

  • Lavar as mãos;

  • Registrar no prontuário.

Observações:

  • Tempo de exposição dos hemoderivados 2 a 4 h no máximo, período ideal até 3 h.

  • Não administrar hemoderivado congelado, deixá-lo por 30 minutos em temperatura ambiente.

  • Se houver separação do hemoderivado, agitar lentamente para não correr hemólise.

  • Suspender imediatamente a transfusão durante a presença de qualquer reação, tais como: hipertemia, hiperemia, edema generalizado ou não e tremor e comunicar diretamente ao plantonista.

  • As plaquetas devem ser administradas o mais rápido possível a ser mantida em movimento.

31.0 OXIGENOTERAPIA

Objetivo:

  • Administrar oxigênio ao cliente que apresentar sinais de hipóxia (de acordo com prescrição).

Competência:

  • Compete ao enfermeiro treinar e supervisionar a execução da rotina;

  • Compete ao profissional de enfermagem a execução da rotina.

31.1 Tipos de administração de oxigênio

31.1.1 Cateter nasal interno (CNI)

Introdução de um catéter (sonda) em uma das narinas, para administração de oxigênio.

Material:

  • Sonda uretral ou cateter nasal tipo óculos;

  • Fita microporosa;

  • Gaze;

  • ABD estéril;

  • Rede de O2 com fluxômetro;

  • Umidificador com água;

  • Luva estéril.

Procedimento:

  • Reunir o material;

  • Lavar as mãos;

  • Orientar o cliente sobre o procedimento;

  • Imobilizar o cliente se necessário com ajuda de outra pessoa;

  • Proceder higiene com gaze umedecida na narina ou aspirar se necessário;

  • Medir catéter da ponta do nariz ao lobo da orelha, marcando com fita microporosa a metade da distância;

  • Introduzir a sonda umedecendo com ABD até a marca;

  • Fixar a sonda na face do cliente com fita microporosa;

  • Ajustar o fluxo conforme prescrição;

  • Instalar solução salina na 1 : 1 (ABD : SF) de 2/2 h;

  • Trocar a sonda de narina 7/7 dias e registrar;

  • Comunicar anormalidades;

  • Organizar o ambiente;

  • Lavar as mãos;

  • Anotar no prontuário.

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