Centro Universitário de Fundação de Ensino “Octávio Bastos”

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AGROPECUÁRIO

SAÕ JOÃO DA BOA VISTA-SP

2008

Éder Clementino dos Santos

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AGROPECUÁRIO

Trabalho apresentado, como exigência da disciplina de Políticas Públicas do curso de Gestão Ambiental, do Centro Universitário de Fundação de Ensino Octávio Bastos.

Prof. Dr. Marcus Vinícius Lopes da Silva

SAÕ JOÃO DA BOA VISTA-SP

2008

SUMÁRIO

1. Introdução 1

2. Atividade agropecuária e meio ambiente 3

3. Desenvolvimento sustentável 6

3.1. Princípios da vida sustentável 10

4. Agricultura sustentável 12

4.1. Agenda 21 Brasileira sobre agricultura sustentável 15

5. Pecuária sustentável 18

6. Considerações Finais 24

7. Referência Bibliográfica 25

1. Introdução

A espécie humana, assim como as demais formas de vida, dependem do sistema de interação entre os elementos naturais (água, atmosfera, rochas, plantas, animais e solo).

Para que as pessoas possam ter suas necessidades básicas atendidas é essencial o desenvolvimento econômico, especialmente para as populações de países pobres.

Entretanto, o crescimento desordenado e o elevado padrão de consumo têm causado impactos que reduzem o potencial do meio ambiente, como por exemplo: o aquecimento da atmosfera, o crescimento dos níveis dos oceanos, a poluição das águas, a erosão do solo e a acelerada extinção das espécies.

A conservação ambiental e o desenvolvimento econômico são essenciais para suprir as necessidades humanas advindas do setor agropecuário. Não obstante, a conservação da biodiversidade não é apenas uma questão de proteger a vida silvestre e seus ecossistemas, mas sim de preservar as condições de sobrevivência do homem, por meio da manutenção dos sistemas naturais que sustentam a vida humana.

Na formulação de uma proposta de desenvolvimento sustentável para o segmento da agropecuária para o século 21 torna-se necessário e imperioso tratar da dimensão da relação meio ambiente e produção primária. Trata-se de antepor à lógica da biosfera e da vida à lógica econômica e, especialmente, à do mercado (para quem só tem valor aquilo a que se atribui preço). Essa, sem dúvida, é a natureza do paradigma que gerou a Conferência Rio-92 e seus importantes desdobramentos, cujo significado ainda não parece ter sido integralmente assimilado, porquanto o adjetivo “sustentável” que se agrega ao novo desenvolvimento, pós-Rio-92, implica uma restrição, que é essencialmente de ordem ecológica (com conotações sociais). E este contexto de desenvolvimento agro-ambiental ecológico também está prescrito na agenda 21 na qual propõe a plena integração das questões do meio ambiente e do desenvolvimento das dimensões social, político, econômico e cultural, no que diz respeito a exploração dos recursos naturais.

O sistema de produção agropecuário-industrial é um sistema aberto tanto em termos físicos como econômicos, fazendo parte da cadeia produtiva do setor primário que pode depender do fornecimento externo de alimentos, energia e outros fatores de produção. As necessidades de tecnologia, capital e infra-estruturas baseiam-se em grandes economias de escala e, por causa disto, a eficiência de produção é elevada em termos de produto final por unidade de alimento ou por homem-hora de trabalho, embora nem tanto quando medida em unidades de energia. Ainda assim, como maior fornecedor mundial de produtos de origem vegetal e animal (hortifrutigranjeiros, ovos, carne de aves e de suíno) a preços competitivos, satisfaz a maior parte da crescente procura de produtos tanto de origem animal quanto vegetal de baixo custo nos centros urbanos em rápido crescimento dos países em desenvolvimento.

A agricultura compreende a cultura de espécimes vegetais, destinada ou não para a alimentação humana. É área com grande evolução, e, atualmente, muito dependente dos avanços da tecnologia e das ciências biológicas. Técnicas de irrigação, conservação do solo, correção química e controle de qualidade buscam melhorar a produção agrícola, mas por outro lado ocasionam impacto ambiental que não pode ser desconsiderado.

A criação de animais é uma atividade que remonta a tempos longínquos e se dá de três formas: extensiva, semi-intensiva e intensiva, as quais têm relação direta com o impacto sobre o meio ambiente. Na extensiva, devido à utilização de grande área para um número de animais, o impacto ocasionado pelo pisoteio e resíduos se mostram menos expressivos, tendo em vista a capacidade do meio em recebê-los. Nesse sentido segue-se até as mais modernas formas de confinamento, onde um número enorme de animais são alojados em uma área bem pequena, evitando perda de alimento, facilitando o manuseio, aumentando a taxa de conversão (o quanto do que o animal come se transforma em quilo de carne), uma vez que não há gasto calórico para o deslocamento em busca de comida. Assim, seja com bovinos ou aves, a produção de resíduos orgânicos é elevada, e o solo onde ele é depositado acaba por não ser mais capaz de comportar tal volume.

O objetivo deste trabalho foi de apresentar uma abordagem sobre o desenvolvimento sustentável no segmento de produção primária – agropecuária em função das diversas atividades humana.

2. Atividade agropecuária e meio ambiente

Inicialmente, a preocupação ambiental se confundia com a luta pela defesa de nossas florestas. Durante os quatro primeiros séculos de ocupação humana, no Centro-sul e no Nordeste, o desenvolvimento do País e dessas regiões se fazia à custa da derrubada das florestas.

Os cerrados e os campos rupestres, bem como as caatingas, eram considerados áreas marginais e recebiam atenção também marginal. O desenvolvimento agrícola exigia a destruição das matas. Assim, até os anos de 1950, o café respondia por aproximadamente 90% de nossas exportações.

Os cafeeiros são plantas vorazes, que exaurem o solo e exigem terras muito férteis. A cafeicultura de expressão econômica se iniciou junto ao Rio de Janeiro, onde Dom João VI estabeleceu a capital real. Depois, a cafeicultura migrou através do Vale do Paraíba do Sul. Em seguida, tangenciou São Paulo, para ocupar Campinas e se espraiou pelo oeste do Estado.

Mais tarde ocupou o noroeste do Paraná. Ocupou também o sul de Minas Gerais e partes do estado do Espírito Santo. No Nordeste a produção agrícola principal era e ainda é a plantação de cana para a fabricação de açúcar e álcool, também muito importante no Sudeste. O Brasil era, até meados do século XX, uma nação basicamente agrícola.

Após a Primeira Guerra Mundial, o segmento da agropecuária e indústria começaram a se desenvolver de forma mais dinâmica, principalmente através das atividades de agrícolas, pecuárias e agroindustriais, visando atender às novas demandas do consumo das atividades humanas.

Desde a década de 50, o impacto que a agropecuária produz no ambiente tem sido visto no mundo inteiro com preocupação por segmentos crescentes da sociedade. Por sua vez, três tipos de influências, ainda não completamente integradas à análise, estão mudando a demanda por pesquisa agropecuária no Brasil (Quirino et al. 1999). Primeiramente, a globalização lançou a agricultura brasileira em competição direta com a de outros países. Já não é mais o mercado externo monopolista do ciclo do café, nem o mercado interno urbano industrial do recente surto de desenvolvimento que regem sozinhos os arranjos entre a produção rural e seus mercados. As incertezas e a volatilidade da nova dinâmica de comunicação e de mobilidade do capital, a facilidade de transporte de longa distância e a crescente familiaridade com os aspectos administrativos de um mercado cada vez mais globalizado devem afetar o setor agropecuário, inclusive as suas prioridades de pesquisa.

Em seguida, os avanços e perspectivas da ciência e tecnologia abriram expectativas de desenvolvimento mais sustentável de novas tecnologias agropecuárias, cujas possibilidades e impactos ainda não estão muito bem claros para certas naturezas de atividades antrópicas.

Por fim, o crescimento da influência do paradigma ambientalista está fazendo com que segmentos da sociedade local, nacional e internacional definam condições de produção e especifiquem requerimentos para os produtos agropecuários que até recentemente não faziam parte das demandas recebidas por produtores e pesquisadores.

Em tais condições de incertezas e sob a influência de padrões de desenvolvimento sustentáveis anteriormente desconhecidos, torna-se necessário determinar técnicas de produção e prioridades de pesquisa relevantes, que por ora não é uma tarefa fácil, uma vez que existe a necessidade de adoção de um planejamento estratégico ambiental no setor rural para lidar pro - ativamente com o problema de sobreviver e de se adaptar às circunstâncias cambiantes rumo ao Século XXI.

As possíveis configurações da interface entre as atividades agropecuárias, o meio ambiente e a sociedade definem diferentes cenários futuros. A caracterização desses cenários futuros e a identificação das possíveis rotas de transição entre a situação atual e um cenário sustentável desejado, é de extrema importância como contribuição para a definição de estratégias setoriais positivas, com relação à qualidade ambiental, exploração de recursos naturais, produção de alimentos de origem animal-vegetal e segurança alimentar.

A correta aplicação da técnica de cenários pressupõe que é impossível prever o futuro com segurança, pois o futuro não é predeterminado, mas será construído através da conjugação de diferentes forças sociais, econômicas, políticas, ambientais e tecnológicas que atuam ao longo do tempo. Para tanto, o uso de cenários alternativos procura reduzir a incerteza sobre o futuro, retratando um conjunto de situações distintas sobre o que poderá ocorrer. Esses cenários não constituem previsões em sentido rigoroso, pois é provável que diferentes aspectos de cada um deles predominem em diferentes regiões e diferentes momentos no futuro. No entanto, cada cenário procura apresentar de maneira plausível e consistente as grandes linhas de um contexto futuro que, ao ocorrer, certamente influenciará as decisões a serem tomadas no setor agropecuário.

Embora os ecossistemas naturais tenham certa capacidade de se reajustar, uma série de modificações provocadas pelo homem no meio ambiente tem ultrapassado esta capacidade, gerando desequilíbrios (Cavalcanti, 1999).

As alterações no meio ambiente pelas atividades agropecuárias podem resultar em uma série de problemas, como: o surgimento de novas espécies nos ecossistemas naturais, a extinção de espécies nativas e a introdução de substâncias de natureza prejudicial (Quirino et al. 1999).

Quanto ao impacto agroambiental, passa ser notório o surgimento de novas espécies em um ecossistema já formado e de certa forma equilibrado, pode resultar em sua competição com as espécies nativas, causando toda sorte de desequilíbrios, em um habitat ajustado ao longo de muitos anos {Grifo do autor].

Igualmente, a extinção de uma determinada espécie de um ecossistema pode ocasionar uma série de desequilíbrios, principalmente na cadeia alimentar de outras espécies.

Nas atividades agropecuárias são utilizados diversos produtos químicos na produção agrícola e pecuária, de maneira que a introdução de tais substâncias no ambiente natural provocará reações diferentes, de acordo com o tipo de substância e o habitat afetado, a maior dificuldade refere-se às substâncias poluentes, que representam perigo à saúde dos organismos vivos, pois atingem, principalmente, as populações que ocupam os níveis mais altos dos ecossistemas, mas ameaçam a sobrevivência de todas as espécies (Cavalcanti, 1999).

Por outro lado, os principais poluentes da água e do solo são, em geral, o lançamento de dejetos de animais na pecuária em quantidades excessivas e sem prévio tratamento, o lançamento de resíduos industriais tóxicos e o uso inadequado de agrotóxicos e/ou inseticidas na agricultura convencional.

Já, como poluentes do ar atmosférico, podemos mencionar: o monóxido de carbono, o óxido de enxofre e de nitrogênio, os hidrocarbonetos e a matéria particulada em suspensão oriundos de processos físicos, químicos e biológicos nos resíduos agropecuários lançados no meio ambiente.

Ora, o meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum e indispensável à sobrevivência humana, deve ser preservado, não só pelo poder público, mas por toda sociedade como prescreve a Constituição Federal.

Na Constituição Federal, o princípio do desenvolvimento sustentável encontra-se esculpido no artigo 225, caput, segundo o qual:

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Ainda, o artigo 170, da Carta Magna, demonstra claramente a preocupação do legislador em proteger o meio ambiente:

“A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

(...)

VI – defesa do meio ambiente”.

Neste contexto, é interessante para o entendimento humano de que os recursos ambientais não são inesgotáveis, tornando-se inadmissível o desenvolvimento das atividades econômicas de forma alheia a tal fato. É necessária a coexistência harmônica entre produção agroambiental, economia e meio ambiente, através de um desenvolvimento praticado de forma sustentável, voltado para a preservação dos recursos existentes atualmente (Cavalcanti, 1999).

3. Desenvolvimento sustentável

A principal razão da maior parte dos problemas do mundo está relacionada com o meio ambiente e não somente a questão da preservação das florestas, da agricultura e dos animais, e sim de recursos essenciais à sobrevivência do homem e da biodiversidade. Grande parte destas disputas se deve ao fato de que as necessidades do homem são ilimitadas, enquanto os recursos naturais são limitados.

Os conflitos entre países sob alegações ideológicas não passam de interesse econômico nos bens naturais. Temos como exemplo a escassez de água no Oriente Médio, que faz com que Israel queira o território da Cisjordânia, o interesse norte-americano no petróleo existente no Golfo Pérsico e outros mais existentes em todo o mundo [Grifo do autor].

O direito ambiental que trata do uso da água, solo e ar, elementos abióticos do planeta terra, apesar de consistir em uma ciência nova, é ramo autônomo do ordenamento, gozando de princípios próprios, legislação específica e ensino didático (Derani, 1997).

Existem muitas definições formais do termo “Desenvolvimento Sustentável”, dada pelos vários autores e instituições ligadas ao tema ao redor do mundo. Uma das definições mais simples e difundidas é de autoria de Lester Brown, do Worldwatch Institute, que diz:

“Desenvolvimento sustentável é progredir sem diminuir as perspectivas das gerações futuras”.

De acordo com Derani (1997), no seu livro Direito Ambiental Econômico, entende desenvolvimento sustentável como "um desenvolvimento harmônico da economia e ecologia que devem ser ajustados numa correlação de valores onde o máximo econômico reflita igualmente um máximo ecológico. Na tentativa de conciliar a limitação dos recursos naturais com o ilimitado crescimento econômico, são condicionadas à consecução do desenvolvimento sustentável mudanças no estado da técnica e na organização social".

Segundo Fiorillo (2000): "o princípio de desenvolvimento sustentável tem por conteúdo a manutenção das bases vitais da produção e reprodução do homem e de suas atividades, garantindo igualmente uma relação satisfatória entre os homens e destes com o seu ambiente, para que as futuras gerações também tenham oportunidade de desfrutar os mesmos recursos que temos hoje a nossa disposição".

Conciliar a atividade agropecuária, meio ambiente e desenvolvimento econômico requer planejamento, e não atraso econômico como afirmam algumas pessoas contra. Devemos preservar para que os recursos passem de uma geração a outra e que estas, também tenham condições de sobreviver no futuro. Pois como podemos querer que as nossas futuras gerações sobrevivam sem água. Não devemos, entretanto querer sacrificar o desenvolvimento dos países, alegando que o meio ambiente é único e intocável. Deve haver um equilíbrio para que não cheguemos ao extremo de algumas civilizações passadas que tudo destruíram. Esse equilíbrio deve estar presente tanto na área rural quanto na área urbana.

Isso tudo somente será resolvido com medidas educativas, e com a conscientização de todos os países quanto à preservação do meio ambiente, e quando todos tomarem consciência de que a miséria também é um problema mundial que facilita a degradação do meio ambiente.

Segundo o Brundtland Comission Report (World Comission on Environment and Development-1987), desenvolvimento sustentável é aquele que permite: «satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias» (Prof. Delgado Domingos, Sebenta de Energia e Ambiente)- [Grifo do autor].

O desenvolvimento sustentável é um conceito com a ausência duma definição analítica rigorosa, o que torna menos imediata a sua teorização, no entanto esse conceito não deixa de ser extremamente útil. A existência de muitas definições para desenvolvimento sustentável, levou ao aparecimento de várias correntes ambientalistas. Atualmente, existem quatro correntes ambientalistas: a Tecnocêntrica Optimista, a Tecnocêntrica Reformista (onde se insere as Nações Unidas), a Ecocêntrica Comunalista e a Ecocêntrica Ecologistas Profundos. Todas essas correntes apresentam vários erros por mera ignorância dos princípios físicos fundamentais.

Alguns doutrinadores classificam o desenvolvimento sustentável como princípio do direito ambiental (Silva, 2008 – Notas de Aula).

Decorrida a fase de explosão industrial do período liberal e das grandes Revoluções, o conceito de desenvolvimento econômico e tecnológico, a todo custo, perdeu guarida nas sociedades modernas.

Com isto a sociedade passou a exigir a atuação freqüente do Estado na solução das questões ambientais.

A proteção do meio ambiente e o desenvolvimento econômico tornaram-se um objetivo social comum, pressupondo a convergência do desenvolvimento econômico, social, cultural e de proteção ambiental.

O desenvolvimento sustentável, ou, eco-desenvolvimento, é representado pela conciliação entre o desenvolvimento, a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida, e deve ser aplicado no território nacional em sua totalidade (áreas urbanas e rurais).

De acordo com Fiorillo (2000), o “princípio do desenvolvimento sustentável” permite o desenvolvimento, mas de forma sustentável, planejada, para que os recursos hoje existentes não se esgotem ou tornem-se inócuos (...) não há dúvida que o desenvolvimento econômico também é um valor precioso da sociedade. No entanto, a preservação ambiental, e o desenvolvimento econômico devem coexistir, de modo que aquela não acarrete a anulação deste. (...) Busca-se na verdade, a coexistência de ambos sem que ordem econômica inviabilize um meio ambiente ecologicamente equilibrado e sem que este obste o desenvolvimento econômico”.

Milaré (2000), descreve que no “princípio do direito ao desenvolvimento sustentável, direito e deve estão de tal forma imbricados um no outro que, mais do que termos relativos, são termos recíprocos, mutuamente condicionantes. Daí a legitimidade, a força e a oportunidade desse princípio como referência basilar do Direito do Ambiente”.

De maneira geral, “desenvolvimento sustentável” é um conceito de desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Essa definição surgiu e, 1970 na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos, tais como: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental, relacionados a dois elementos que são as necessidades e limitações das atividades antrópicas.

O entendimento do termo “desenvolvimento sustentável agropecuário” ou rural estabelece um novo cenário para o processo produtivo agrossilvipastoril, no sentido de promover o desenvolvimento onde sejam observados aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais, de tal forma que a busca por uma alternativa sólida para o crescimento do segmento rural (agropecuário) seja de equilíbrio e que possa manter a harmonia nos elos da respectiva cadeia produtiva.

A partir do entendimento sistêmico de todos esses fatores torna-se possível a compreensão de que a microbacia hidrográfica é a unidade de planejamento mais adequada para as atividades agrossilvipastoris.

No entendimento mais abrangente da atividade agropecuária, ressalta-se o grande desafio posto ao setor que, se por um lado deve conservar o meio ambiente, mas por outro necessita altera-lo (ação antrópica), de forma a cumprir a função social da terra e a nobre missão de produzir alimentos e matérias primas para os outros setores da economia, precisa atentar para que toda a base do processo produtivo agropecuário seja sustentável.

Neste contexto, a divisão de uso e manejo sustentável dos recursos naturais desenvolve suas atividades com foco na bacia hidrográfica, realizando ações que visam promover o uso e o manejo adequados do solo agrícola, com a incorporação de técnicas e sistemas de produção que almejam alcançar a produção agropecuária em bases sustentáveis.

O espaço agropecuário (rural) em quase todo mundo está se modificando. Essas mudanças têm sido em diversas direções. Nos países em desenvolvimento o panorama prevalescente parece ser de uma certa deterioração relativa do espaço rural quando se compara com outros setores e certamente quando se compara com o setor agropecuário dos países desenvolvidos. Os indicadores de pobreza rural têm revelado considerável piora, notadamente em alguns países africanos e em regiões específicas dos países em desenvolvimento (Goodman & Redclift, 1991).

Nos países desenvolvidos, segundo Silva (1998), está emergindo um novo rural onde se pratica “uma agropecuária moderna, baseada em “commodities” e intimamente ligada às agroindústrias, um conjunto de atividades não agrícolas, ligadas à moradia, ao lazer e várias atividades industriais e de prestação de serviços”. Assim também, um conjunto de novas atividades agropecuárias, localizadas em nichos específicos de mercados.

Apesar de toda a dinâmica que tem ocorrido no meio rural, a atividade agropecuária devido a sua maneira atual de manejo, se insere como ramo de atividade potencialmente impactante, conforme resolução do Conama, em virtude dos resíduos orgânicos e químicos produzidos e tudo isto não tem contribuído para o desenvolvimento sustentável no respectivo segmento. Não esquecendo tal fato, não podem ser desconsiderados os efeitos das diversas tarefas relacionadas, como o material de limpeza utilizado em galpões, baias, embalagens de agrotóxicos e fertilizantes e sua destinação, as sementes tratadas, os resíduos de medicação veterinária e o próprio manejo direto do homem com os animais e os tratos culturais em pastagens e culturas.

O impacto ambiental da atividade agropecuária, é considerado qualquer alteração do ambiente tanto a nível natural como do ambiente, sociedade e seus processos relacionados, que seja resultado de ações antrópicas ou naturais. Assim, é definido no art. 1º da Resolução do CONAMA- 001/1986:

Artigo 1º - Para efeito desta Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam:

I – a saúde, a segurança e o bem-estar da população;

II – as atividades sociais e econômicas;

III – a biota;

IV – as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;

V – a qualidade dos recursos ambientais.

Independentemente da natureza e o grau das ações antrópicas e/ou naturais do meio ambiente, as atividades consideras potencialmente impactantes estão relacionadas na Resolução CONAMA 001/86 e em outras normas e regulamentos no âmbito das três esferas da administração e os impactos delas decorrentes podem se dar antes, durante e depois do empreendimento entrar em funcionamento, inclusive as atividades específicas do segmento da agropecuária.

3.1. Princípios da vida sustentável

Mais crescimento significa aumentar o tamanho da economia e mais economia, destarte, implica menos sistema ecológico. O aumento da atividade econômica, com efeito, dentro de um nicho que é finito e não-crescente como a biosfera, possui aquilo que os economistas chamam de custo de oportunidade, em termos de serviços ambientais sacrificados. Se a expansão é do grande todo (a biosfera), não há custo de oportunidade; mas se é da parte (sistema econômico), sim. O todo se expande (teoricamente) no vazio, não usando espaço alheio. Já a parte expande-se dentro de uma moldura fixa, invadindo território, tomando serviços que não lhe pertencem.

Admitindo-se que a economia fosse o todo, seu crescimento, sem custo de oportunidade, não teria freios ecológicos. A conseqüência é que então se poderia ter crescimento pelos séculos dos séculos. Não é isso, porém, o que acontece no mundo real. Crescendo a economia, alguns recursos naturais irão desaparecer, algumas atividades ecossistêmicas se verão prejudicadas. Uma proposta de desenvolvimento sustentável (viável) não pode escamotear essa realidade e deve oferecer caminhos que permitam progresso material com observância da capacidade de suporte – ou seja, dos limites – dos ecossistemas. A questão, que é verdadeiro repto ao conhecimento, é de conciliar o desejável: crescimento econômico ou, mais precisamente, maior bem-estar com o possível em relação com as fronteiras ecológicas da economia (Cavalcanti, 1999).

Neste sentido, o crescimento econômico tem sido sinônimo de acumulação de capital construído pelo homem, criando a ilusão de que esse capital pode substituir o capital natural, que são os recursos naturais. E não pode. É por isto que o crescimento econômico é impossível e insustentável, embora um desenvolvimento econômico que preserve o capital natural, não só é sustentável como não tem limites. Capital construído e capital natural são complementares e ambos indispensáveis para uma vida sustentável.

Apesar do desenvolvimento sustentável ser um conceito de difícil compreensão, não só pela sua subjetividade, mas pelas suas múltiplas definições, há a necessidade de destacar algumas prioridades e/ou medidas que auxiliam na solução de diversos problemas à escala mundial (fome, o ambiente, aumento população mundial, aumento produção de alimentos, aumento do subdesenvolvimento, aumento consumo de energia) que fazem parte de um contexto de princípios de vida sustentável, tais como descrito a seguir:

1. Respeitar e cuidar da comunidade dos seres vivos: é quase que um princípio ético, pois não precisamos e não devemos destruir as outras espécies.

2. Melhorar a qualidade de vida humana: é este o principal objetivo do desenvolvimento sustentável, permitir que as pessoas realizem o seu potencial e vivam com dignidade.

3. Conservar a vitalidade e a diversidade do planeta Terra: pois é nele que vivemos.

4. Assegurar o uso sustentável dos recursos renováveis e minimizar o esgotamento de recursos não renováveis.

5. Permanecer nos limites da capacidade de suporte do planeta Terra: isso deve ser analisado em separado nas diferentes regiões do plante, como, por exemplo, não podemos querer encher as florestas de pessoas morando.

6. Modificar atitudes e práticas pessoais: a sociedade deve promover valores que apóiem a ética, desencorajando aqueles que são incompatíveis com um modo de vida sustentável. Deve-se incentivar disciplinas de direito ambiental desde a pré-escola.

7. Permitir que as comunidades cuidem de seu próprio meio ambiente: as comunidades e grupos locais tendem a expressarem as suas preocupações e acharem soluções mais rápidas se estiverem vivenciando o problema.

8. Gerar uma estrutura nacional para a integração de desenvolvimento e conservação: toda sociedade precisa de leis e de estrutura para proteger o seu patrimônio; tentar prever os problemas e evitar danos maiores.

9. Constituir uma aliança global: é de extrema importância, pois a falta de cuidado de um interfere na vida de outrem. Entretanto, não devemos nos contentar com palavras e sem buscar ações.

Diante disto, existe a necessidade de toda e qualquer comunidade local ou cosmopolita de realizar mudanças nas concepções de desenvolvimento sustentável e crescimento sustentável, uma vez que são conceitos e situações diferentes de tal sorte que a sustentabilidade dos princípios de uma vida com qualidade e segura para toda biodiversidade somente poderá ocorrer se houver um redirecionamento na pirâmide da cadeia produtiva, com a reutilização de todo e qualquer tipo de resíduo, utilização do fluxo de energia solar dentro dos limites impostos pelo respectivo equilíbrio térmico do planeta [Grifo do autor].

4. Agricultura sustentável

A agricultura normalmente é vista como consistindo de t rês tipos de sistemas: econômico, social e ecológico (ou meio ambiente). Os t rês são interligados, e as interações entre a agricultura e o meio ambiente são complexas. Problemas ambientais como a degradação de solos, desertificação, destruição de florestas tropicais e a conseqüente diminuição da vida selvagem e poluição de mananciais hídricos relacionam-se com práticas agrícolas inadequadas ou com o uso intensivo de insumos. Ao mesmo tempo, a agricultura sofre influência direta destes mesmos problemas, além de outros para os quais não contribui diretamente, como o aquecimento global, mudanças climáticas, destruição da camada de ozônio, poluição do ar e chuva ácida.

Contudo, a agricultura também pode desempenhar funções diretas importantes no encaminhamento de soluções para problemas ambientais de escala global, regional e local, à medida que envolva mecanismos de controle e conservação de recursos ambientais. Além disso, pode contribuir também de maneira indireta ao demandar o desenvolvimento e a adaptação de tecnologias ambientais.

A extensão da ocupação de área por lavoura no Brasil é da ordem de 23,6%, que corresponde a 63 milhões de hectares, destes 21, 6 milhões são de área de plantio de soja. A área ocupada por pecuária é em média de 76,4%, sendo que corresponde com uma média de 204 milhões de hectares, onde 71,2 milhões encontram-se só na região centro-oeste (IBGE, 2004). A relação da magnitude do impacto da pecuária é significativamente maior do que a da soja e da agricultura quando analisado sob a ótica de área ocupada na Amazônia.

A produção agropecuária brasileira em função do crescimento da população urbana e rural estará relacionada de acordo com a taxa de crescimento, de tal sorte que a população mundial em 2010 ultrapassará a rural, atingindo 60% em 2030 e que estará em conformidade com a taxa de urbanização brasileira que estará em média de 91,3%, conforme o gráfico abaixo:

A produção agropecuária apresenta um comportamento de ajuste e/ou alinhamento conforme as novas demandas, e estas mudanças estão apresentadas na tabela 1.

Tabela 1 - Produção Primária de produtos agropecuários no Brasil

Produto

Toneladas/Sacas

Soja

25,28 milhões

Milho

57,1 milhões

Algodão

1,96 milhões

Banana

1,21 milhão

Café

28,83 milhões/sacas

Cacau

55 mil

Fonte: MAPA, 2005

A atuação da agricultura como fator gerador e/ ou exacerbador de problemas ambientais ou como propiciador de oportunidades para o encaminhamento de soluções específicas pode ser realçado em um sentido e outro, segundo o grau de liberalização comercial neste setor. Deve ser considerada como foi a condução da política agrícola no mundo em geral. No que se refere aos países desenvolvidos, os subsídios com que a maioria (notadamente Estados Unidos, União Européia e Japão) brindou a área agrícola, têm provocado distorções que induzem a modos ineficientes de produção que podem contribuir para a deterioração das condições ambientais (uso intensivo de adubos químicos, degradação dos solos, etc.). Corre-se o risco que a diminuição dos subsídios, ao deslocar a produção para países de menor renda estimule o desmatamento, por outro lado, pode haver um aumento de eficiência produtiva e não uma expansão de fronteira agrícola. Pode também levar a um uso mais intenso e indisciplinado de recursos naturais e de insumos, agravando_ os problemas ambientais já existentes. Essa preocupação ganha relevo quando se consideram as fragilidades do meio ambiente, uma acentuada competição produtiva pode provocar pressões não apenas no âmbito rural, mas também nos centros urbanos, dado o deslocamento de produtores menos eficientes.

Agricultura sustentável é o manejo dos ecossistemas agrícolas de modo a manter e ampliar sua produtividade, a qualidade do ambiente (ar, água, solo), a diversidade biológica e da paisagem, e a qualidade de vida das pessoas envolvidas, agora e no futuro, com as funções ecológicas, econômicas e sociais do meio rural ou agropecuário. A simplicidade dessa definição contrasta com a dificuldade de se definir um objetivo prático, bem como um sistema para execução e avaliação, aplicáveis à formulação de políticas conseqüentes. Por exemplo, na maioria das vezes o alívio da pressão da degradação ambiental depende, ao menos parcialmente, da melhoria da renda, da tomada de consciência e da sedimentação de conhecimentos por parte dos produtores, sobre o valor intrínseco dos recursos ambientais, quer dizer, para a conservação de florestas, é melhor começar pelas pessoas que pelas árvores (Rodrigues,2003).

Portanto, para trazer um alcance prático a esse enunciado objetivo de desenvolvimento rural sustentável, a sociedade deve valorizar e recompensar de forma adequada os produtores que manejem responsavelmente o ambiente e os recursos naturais, como forma de compensação e incentivo pela conservação. Além da conservação do ambiente e dos recursos naturais, conforme um valor ético que a sociedade deve incorporar não se deve subestimar os benefícios econômicos e comerciais que podem advir de boas práticas de gestão ambiental.

A promoção da agricultura sustentável depende, assim, da conformação de um novo relacionamento entre os consumidores e os produtores (e setores produtivos) que se dediquem a formas sustentáveis de manejo, em um mercado qualificável como ético e solidário. Para a construção dessas formas inovadoras de relacionamento entre consumidores conscientes de seu papel enquanto promotores do desenvolvimento sustentável, de um lado, e de produtores que realizam a gestão ambiental das atividades rurais, de outro lado, são necessárias ferramentas para avaliação da sustentabilidade.

Tais ferramentas visam promover mecanismos de eco-certificação das atividades produtivas sustentáveis e de seus produtos, como forma de viabilizar relações comerciais que ampliem a inserção daqueles produtores comprometidos com o desenvolvimento sustentável. Pela via da avaliação, adequação de desempenho e gestão ambiental das atividades rurais é possível promover a motivação e a integração dos produtores, cuja organização é condição necessária para promoção da gestão ambiental territorial. Esta escala (territorial) de trabalho justifica-se porque, ainda que o desenvolvimento sustentável deva estender-se desde a esfera regional até a nacional e mesmo a global, é o território rural que provê a escala adequada para se valorizar as vocações locais, as potencialidades ambientais e comunitárias, frente às pressões do mundo globalizado.

A agricultura brasileira desenvolveu-se, pelo menos enquanto houve crédito subsidiado – de meados da década de 60 até meados da década de 80, através não só da expansão da fronteira agrícola, como também através de ganhos de produtividade. Tais ganhos intensificaram-se a partir da metade da década de 80, pois as perdas de transferência de renda via crédito subsidiado fez com que os agricultores procurassem uma forma de reduzir os custos médios de produção. Observou-se um crescimento do rendimento nas fazendas, com redução moderada da área cultivada. A mudança dos preços relativos, propiciada pela abertura, não só reduziu como também diminuiu a carga tarifária do preço dos insumos agrícolas importados. Isto atuou como um elemento importante para a aceleração da absorção e implantação dessas novas tecnologias orientadas para o crescimento da produtividade (Coelho, 1998).

4.1. Agenda 21 Brasileira sobre agricultura sustentável

No processo de elaboração da Agenda a realidade brasileira foi analisada a partir de diferentes focos, observando-se a independência entre o meio ambiental, economia, sociedade e instituições. Além disso, determina que o processo de elaboração e implementação devem estabelecer parcerias, entendendo que a Agenda 21 não é um documento de governo, mas um produto de consenso entre os diversos setores da sociedade brasileira, através da parceria entre governo, setor produtivo e sociedade civil.

Os planos definidos pela Agenda serviriam de base para a elaboração dos Planos Plurianuais do Governo, quando é definido o destino dos recursos públicos do país.

Para o desenvolvimento das idéias o programa foi dividido seis eixos denominados de Agricultura Sustentável, Cidades Sustentáveis, Infra-estrutura e Integração Regional, Gestão dos Recursos Naturais, Redução das Desigualdades Sociais e Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável, permitindo discutir de forma ampla a sustentabilidade do desenvolvimento do Brasil, a partir da análise das diferenças sociais.

Dentro do seu marco conceitual, a Agenda 21 observa que "A idéia de uma ‘agricultura sustentável’ revela, antes de tudo, a crescente insatisfação com o status quo da agricultura moderna. Indica o desejo social de práticas que, simultaneamente, conservem os recursos naturais e forneçam produtos mais saudáveis, sem comprometer os níveis tecnológicos já alcançados de segurança alimentar. Resulta de emergentes pressões sociais por uma agricultura que não prejudique o meio ambiente e a saúde.

Deveria ter as características a seguir:

  1. a manutenção, a longo prazo, dos recursos naturais e da produtividade agrícola;

  2. o mínimo de impactos adversos ao meio ambiente;

  3. retornos adequados aos produtores;

  4. otimização da produção com um mínimo de insumos externos;

  5. satisfação das necessidades humanas de alimentos e renda;

  6. atendimento às necessidades sociais das famílias e das comunidades rurais.

Diante da complexidade que apresenta o segmento da agricultura, não faltam motivos para duvidar que a noção de sustentabilidade possa fazer sentido quando aplicada isoladamente a um setor da economia, pois a própria sustentabilidade de um componente pode justamente depender de suas inter-relações com outros elementos do sistema do qual faz parte.

Diante da indagação sobre os males da agricultura moderna, nota-se que a dilapidação da cobertura florestal e o manejo inadequado dos solos levam à degradação de sua estrutura física e, conseqüentemente, facilitam os processos de erosão. Os solos erodidos exigem mais fertilizantes, que nem sempre conseguem suprir adequadamente as necessidades nutricionais das plantas, tornando-as assim mais suscetíveis ao ataque de pragas e doenças. Dessa forma, os agricultores passam a aplicar doses crescentes de agrotóxicos. Mas estes produtos eliminam também os inimigos naturais das pragas facilitando a proliferação de insetos, ácaros, fungos e bactérias, principalmente nos sistemas monoculturais. Além disso, dificilmente os agrotóxicos conseguem eliminar toda a população de pragas, permitindo que os indivíduos sobreviventes se tornem resistentes a esses produtos. Esse ciclo, bastante comum na agricultura moderna, vem provocando, desde o final dos anos 60, uma série de impactos aos agroecossistemas (Rodrigues, 2003).

A erosão dos solos decorre fundamentalmente da passagem abrupta de áreas de florestas e pastagens naturais para sistemas agrícolas de monoculturas contínuas, associadas a uma mecanização intensiva e desordenada. É seriamente agravada pela ausência de cobertura do solo no período entre os cultivos de inverno e de verão e pela falta das práticas de conservação como as curvas de nível e o terraceamento. A ocorrência mais comum é a da erosão laminar que, ao contrário da erosão em sulcos ou das voçorocas, é pouco perceptível aos olhos dos agricultores, mas traz efeitos altamente destrutivos aos rendimentos das lavouras (Coelho, 1998).

A diminuição da biodiversidade compromete a identificação de espécies de plantas potencialmente cultiváveis, para quaisquer fins. Haveria também a diminuição da estabilidade dos agros ecossistemas, devido a desequilíbrios provocados pela eliminação dos inimigos naturais das pragas.

No Brasil, para cada tonelada de grãos produzida por métodos convencionais de preparo de solos (uma aração de disco e duas ou mais gradagens) , dez toneladas de terra são carregadas pelas águas das chuvas, da irrigação ou, em menor escala, pelo vento. O Instituto Agronômico de Campinas estima que cada hectare cultivado no país se perde, em média, 25 toneladas de solo por ano. Isto significa uma perda anual de cerca de 1 bilhão de toneladas de terra ou aproximadamente 1 centímetro da camada superficial do solo. Os solos arados pelos métodos convencionais também liberam carbono para a atmosfera devido ao aquecimento da superfície da terra provocado pela exposição à radiação solar. Daí conclui-se que a aração dos solos influi diretamente no "efeito estufa". O material erodido é carregado para corpos d’água superficiais e subterrâneos, provocando o assoreamento de rios, várzeas e de represas. Isso diminui a disponibilidade de água para os agroecossistemas e para o consumo humano (Coelho, 1998).

Também os sedimentos provenientes da erosão contêm nitrogênio e fósforo que podem desencadear processos de eutrofização das águas, isto é, um aumento de nutrientes que possibilita o rápido desenvolvimento de vegetais aquáticos, principalmente as algas, que elevam o consumo de oxigênio e impedem a sobrevivência de outros organismos, como peixes e crustáceos. Os animais aquáticos também são afetados pelo aumento da turgidez da água provocada pelo acréscimo de partículas em suspensão. Outro problema é que os sedimentos podem conter resíduos de metais pesados presentes em fertilizantes e corretivos (Carmo & Magalhães, 1999).

Além da erosão, a fertilidade dos solos pode ser afetada pela irrigação – largamente disseminada no Sul e Sudeste. As áreas irrigadas ampliam em até t rês vezes a produtividade das lavouras. No entanto, quando mal empregada, a irrigação pode provocar a contaminação dos recursos hídricos pelos resíduos de agroquímicos que carrega e, também, a salinização dos solos. A terra salinizada oferece dificuldades à germinação de sementes e afeta o desenvolvimento vegetativo das plantas, podendo levá- las à morte (Coelho, 1998).

5. Pecuária sustentável

A produção animal no mundo está sendo praticada de três maneiras diferentes: convencional; ao ar livre (sistemas caipira, coloniais, free range); e agroecológica (sistemas orgânicos, biológicos, biodinâmicos, natural, sustentável, regenerativo).

No Brasil, a produção convencional, de grande escala (bovinocultura, suinocultura, avicultura, ovinocultura e caprinocultura), com visão voltada para produtividade (saídas/entradas/tempo), coloca o País entre os potenciais abastecedores do mercado internacional, mas tem continuamente excluído produtores e as produções ao ar livre, e as agroecológicas ganham espaço, pelas preocupações com o bem-estar animal e do planeta como um todo. Nos três casos, existe a preocupação com a qualidade dos produtos que estão sendo comercializados que passaram a exibir selos de qualidade ou de certificação.

O rastreamento das informações da produção deverá ser efetuado a partir da contabilidade da propriedade em conjunto com o diário de produção e prescrições da assistência técnica. A crescente conscientização da população sobre os perigos da produção, sem considerar de imediato os efeitos sobre o meio ambiente, sobre os animais e sobre as pessoas abre espaço para a produção agroecológica que deixará de ser nicho para ser o grande mercado do futuro, tanto para o Brasil como para o exterior.

A gestão, competitividade, concorrência, escala e outros termos mais, fazem parte do cardápio do dia-a-dia do produtor rural. Muitas críticas têm sido feitas a falta de agilidade e eficiência na adoção de práticas e estratégicas de gestão por parte do agropecuarista. No entanto, existe a necessidade de reconhecer a evolução de muitos e por esse e outros aspectos conseguem se manter na atividade e de certa forma crescer num ambiente hostil como a agropecuária.

A Produção sustentável animal tem como principal objetivo a alteração de padrões de produção com vista a uma atividade em equilíbrio com o meio físico natural delimitado pela unidade de produção agro-pecuária. Neste pressuposto os objetivos primordiais são os do aumento da eficiência e minimização dos impactes ambientais e produção de alimentos de qualidade.

Fatores que importa evidenciar na produção sustentável animal, nomeadamente a conservação do ambiente, o bem estar animal e a segurança alimentar, revelam-se, neste momento, fundamentais para a obtenção de alimentos de origem animal que vão de encontro à procura do consumidor.

Assim, a instituição de princípios deste modo de produção animal são essenciais para enquadrar as Normas Técnicas a respeitar ao longo da fileira da cadeia produtiva. As exigências deste modo de produção, acima da qualidade mínima ou legal permitirão constituir uma fileira de produção diferenciada tendo em vista um objetivo mais extenso: produção, elaboração e diferenciação comercial de produtos de qualidade frescos, transformados e animais vivos destinados a abate, obtidos mediante métodos que vão para além da garantia legal mínima em termos de segurança alimentar e favoreçam o ambiente e o bem estar animal.

A implantação de pecuária sustentável está sendo caracterizada como forma de um modelo de integração lavoura-pecuária, que consiste de diferentes sistemas produtivos de grãos, fibras, madeira, carne, leite e agroenergia, implantados na mesma área, em consórcio, em rotação ou em sucessão, envolvendo o plantio, principalmente, de grãos e a implantação ou recuperação de pastagens.

A produção sustentável-integrada é “um sistema agrícola de produção de alimentos de alta qualidade e de outros produtos utilizando os recursos naturais e os mecanismos de regulação natural em substituição dos factores de produção prejudiciais ao ambiente e de modo a assegurar, a longo prazo uma agricultura viável”. Em produção integrada é essencial a preservação e melhoria da fertilização do solo e da biodiversidade e a observação de critérios éticos e sociais (Figueredo, 2002).

O sistema de integração lavoura-pecuária otimiza o uso do solo, com aumento da produção de grãos em áreas usualmente cultivadas com pastagens, e aumenta a produtividade das pastagens em decorrência da sua renovação ou aproveitamento da adubação residual da lavoura de grãos. Aliada às práticas conservacionistas, se constitui em uma alternativa econômica e sustentável para recuperar áreas degradadas, como pastagens com baixa produção de forragens e lavouras com problemas de produtividade.

O plantio de lavouras para proporcionar a redução dos custos da recuperação de pastos degradados não é novo. Pelo contrário, é uma fórmula usada há muitas décadas para, através da receita produzida por culturas anuais, amortizar a recuperação da fertilidade e da capacidade produtiva de um pasto degradado. A novidade é que hoje isto pode ser feito com a adoção de técnicas combinadas que geram altas produtividades. Uma dessas técnicas é o plantio direto, que prioriza a redução de impacto da agricultura sobre o meio ambiente na implantação dos sistemas produtivos que compõem o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária em grande número de casos.

O sistema apresenta alguns objetivos como preservar ao máximo o solo, recuperar áreas degradadas, reduzir os custos de produção e utilizar de maneira intensiva as áreas durante o ano todo. Mas a maior virtude dentre elas está na economia de escopo. Economia essa que num economês caseiro significa fazer duas coisas juntas melhor do que se fizéssemos cada uma elas separadamente.

Na prática da agropecuária significa conjugar atividades complementares e utilizar-se dos benefícios diretos ou indiretos de cada uma delas para melhorar o desempenho do conjunto. Desse modo, a integração promete trazer vantagens para as atividades envolvidas e ampliar o desempenho empresarial.

No passado, a produção de grãos integrada com a atividade pecuária nos trópicos limitava-se a restritas opções. Hoje são inúmeras as ofertas tecnológicas aplicáveis aos mais diversos anseios e situações socioeconômicas dos produtores. Da mesma forma, os objetivos da integração também são variados.

Nesse sistema, as lavouras são utilizadas a fim de que a produção de grãos pague, pelo menos em parte, os custos da recuperação ou da reforma das pastagens. Na área da pastagem degradada, cultivam-se grãos por um, dois ou mais anos e, depois, volta-se com a pastagem, que vai aproveitar os nutrientes residuais das lavouras na produção de forragem.

Para evitar outro ciclo de degradação, é necessário elaborar um cronograma de adubação de manutenção da pastagem recém-implantada (Alvarenga, 2004). Após esse período, a pastagem sofre novo ciclo de degradação, devido ao esgotamento dos nutrientes que entraram no sistema via adubação das lavouras. Então, é necessário cultivar lavouras novamente na área para reposição de nutrientes (Moraes, 1993).

A produção sustentável em um agroecossistema deriva do equilíbrio entre plantas, solos, nutrientes, luz solar, umidade e outros organismos coexistentes. O agroecossistema é produtivo e saudável quando essas condições de crescimento ricas e equilibradas prevalecem, e quando as plantas permanecem resilientes de modo a tolerar estresses e adversidades. Às vezes, as perturbações podem ser superadas por agroecossistemas vigorosos, que sejam adaptáveis e diversificados o suficiente para se recuperarem, passado o período de estresse.

Ocasionalmente os agricultores que empregam métodos alternativos podem ter de aplicar medidas mais drásticas (isto é inseticidas botânicos, fertilizantes alternativos) para controlar pragas específicas ou deficiências dos solos. A agroecologia engloba orientações de como fazer isso, cuidadosamente, sem provocar danos desnecessários ou irreparáveis.

Além da luta contra pragas, doenças ou problemas do solo, o agroecologista procura restaurar a resiliência e a força do agroecossistema. Se a causa da doença, das pragas, da degradação do solo, por exemplo, for entendida como desequilíbrio, então o objetivo do tratamento agroecológico é restabelece-lo. O tratamento e a recuperação são orientados por princípios e diretrizes tais como: a) conservação e regeneração dos recursos naturais (solo, água, germoplasma, fauna e flora); b) manejo dos recursos produtivos (diversificação, reciclagem dos nutrientes e da matéria orgânica, regulação biótica); e c) implementação de elementos técnicos (definição de técnicas de regeneração, conservação e manejo de recursos, implementação de acordo com a microrregião, orientada por concepção holística, de acordo com a racionalidade camponesa incorporando elementos do manejo tradicional de recursos).

As pastagens deixam quantidades apreciáveis de palha sobre o solo e de raízes no perfil do solo. Isso tende a aumentar a matéria orgânica, que é fundamental na melhoria da sua estrutura física. Ela também é fonte de carbono para os organismos do solo. Além disso, a decomposição das raízes cria uma rede de canalículos no solo, que facilita as trocas gasosas e a movimentação descendente de água (Moraes, 1993; Macedo & Zimmer, 1993). Esse novo ambiente, criado no solo pela integração lavoura-pecuária, é fundamental para impactar positivamente tanto a sua sustentabilidade quanto a produtividade do sistema agropecuário.

O processo de mono-atividade que foi implantado principalmente desde o início da década de 70 trouxe muitos benefícios sócio-econômicos, mas também contribuiu para o esgotamento do modelo de produção que era desenvolvido. Dessa forma, não somente do ponto de vista econômico, mas também em virtude da debilidade do processo produtivo baseado nesse padrão, foi necessário que estratégias sistêmicas de produção tornassem a ser discutidas e apresentadas como alternativa.

A grande virtude oferecida pela produção centrada na mono-atividade está na Economia de Escala que denota vantagens econômicas e financeiras a partir do volume de produção. Na prática a escala de produção é usada como diferencial competitivo desde que o ser humano começou a dominar as espécies e recebeu esse nome a partir do momento em que a economia e a administração se tornaram ciência. Isso faz muito tempo.

A correção química do solo e a adubação para cultivo de lavouras recuperam a fertilidade do solo, aumentando a oferta de nutrientes para o pasto e, por conseguinte, o seu potencial de produção (Alvarenga, 2004).

Além da produção de silagem e de grãos, a integração lavoura-pecuária possibilita que a pastagem produzida no consórcio seja utilizada durante a estação seca. A correção do perfil de solo proporciona melhor desenvolvimento do sistema radicular da forrageira que, assim, aprofunda-se no perfil e absorve água em maiores profundidade (Alvarenga, 2004).

Como existe taxas de ganho em produtividade tanto das lavouras quanto das pastagens, menor demanda por agrotóxicos e melhor aproveitamento da mão-de-obra, os custos de produção são reduzidos (Alvarenga, 2004; Maraschin, 1985).

A diversificação de culturas nos sistemas de rotação e o aumento de produtividade conferem maior estabilidade de renda, pois diminuem os riscos inerentes ao cultivo de uma única cultura (Alvarenga, 2004).

Para o produtor, os benefícios da integração lavoura-pecuária podem ser assim sintetizados: por meio da recuperação e manutenção das características produtivas do solo; por meio da diversificação da oferta de produção e obtenção de maiores rendimentos por unidade de área; por meio da redução de pragas e doenças nocivas às espécies cultivadas sob sistema de monocultivo, diminuição no uso de agrotóxicos e redução da erosão dos solos; e , pela geração de mais empregos.

A integração lavoura-pecuária se baseia na utilização dos recursos disponíveis na propriedade, por meio da combinação do uso dos fatores de produção requeridos para desenvolver cada uma dessas atividades.

Os benefícios do sistema de integração lavoura-pecuária, segundo Alvarenga, 2004, pode ser dividido em três grupos:

1- Benefícios da pecuária para a lavoura;

2- Benefícios da lavoura para a pecuária;

3- Benefícios decorrentes do plantio direto.

Outros benefícios do sistema da pecuária sustentável e integrada à agricultura podem ser destacados, tais como:

a) Maior produção de forragem na seca;

b) Fornecimento de nutrientes para a pastagem;

c) Facilita a troca de espécie forrageira;

d) Aumento da produtividade da pastagem;

e) Redução nos custos de implantação da pastagem;

f) Possibilita expandir a produção de grãos sem a necessidade de novas derrubadas de floresta;

g) Aumento da renda com a atividade rural;

h) Reduza compactação do solo;

i) Promove o controle da erosão;

j) Quebra dos ciclos de praga, doenças e plantas daninhas;

k) Aumento da matéria orgânica no solo.

Redução na contaminação e assoreamento dos cursos d'água

A importância do plantio direto na palha é notória: reduz a compactação e controla a erosão em face da redução do escorrimento superficial e aumento na infiltração da água no solo. Os benefícios são: retenção de umidade do solo, redução do assoreamento e da contaminação dos cursos d'água e maior aporte de água ao lençol freático.

A prática continuada do sistema de integração lavoura-pecuária com o uso do plantio direto tem proporcionado ganho de matéria orgânica e conseqüente melhoria da estrutura física, química e biológica do solo. Com isso se consegue uma maior retenção de umidade e melhora da fertilidade desse solo. Todos esses benefícios repercutem na produtividade, redução dos custos e na conservação do meio ambiente.

6. Considerações Finais

Há um novo paradigma na produção agropecuária que leva em conta o meio ambiente. Uma agricultura mais sustentável, com todas as suas incertezas e complexidades, não pode ser conjecturada sem uma grande soma de atores sendo envolvidos em um contínuo processo de aprendizado. Tal processo envolve um retorno dos produtores e a vontade de aprender sempre por parte também dos pesquisadores, não tendo necessariamente de haver um padrão. As mudanças tecnológicas devem ser específicas por região, pois dependem das condições edafoclimáticas. Por seu turno, tal mudança não pode acontecer sem que as tecnologias a implantar para tornar a produção menos ofensiva ao meio ambiente estejam basicamente referenciadas às condições edafoclimáticas do local em que se vão usar. Uma questão que fica clara é que os agricultores familiares teriam vantagens comparativas no seu uso. Por enquanto, o destino dos seus produtos são nichos de mercado, que podem se alargar à medida que a população demande produtos mais seguros e saudáveis, não só do ponto de vista ambiental, como também da saúde humana.

A forma de implantação do desenvolvimento sustentável na agropecuária deve ser sistêmica e não, fragmentada. Em qualquer atividade rural, seja ela: pecuária de corte, leite ou agricultura, a racionalidade é que irá nortear o planejamento. A proposta é adotar, prioritariamente, procedimentos de manejo na Pecuária e Agricultura para minimizar a entrada de insumos, máquinas e equipamentos de forma a gerar saldo energético positivo no sistema produtivo. Uma das alternativas de gerar esse saldo favorável é economizando a energia das plantas, do gado, da tropa, dos vaqueiros, do proprietário, do caminhoneiro, do consumidor, do petróleo, da água, etc.

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