Ensaio de Determinação da massa específica... Materiais de Construção Civil

Ensaio de Determinação da massa específica... Materiais de Construção Civil

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

A.C.E.T.

DAIANE CRISTINA BARBOSA RGM 41249

5° SEMESTRE DE ENGENHARIA CIVIL

RELATÓRIO DO ENSAIO N.° 01 – DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA, MASSA ESPECÍFICA APARENTE E ABSORÇÃO DE ÁGUA DO AGREGADO GRAÚDO.

Mogi das Cruzes

2008

UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

A.C.E.T.

DAIANE CRISTINA BARBOSA RGM 41249

5° SEMESTRE DE ENGENHARIA CIVIL

RELATÓRIO DO ENSAIO N.° 01 – DETERMINAÇÃO DA MASSA ESPECÍFICA, MASSA ESPECÍFICA APARENTE E ABSORÇÃO DE ÁGUA DO AGREGADO GRAÚDO.

Relatório de experiência apresentado à disciplina de Materiais para Construção Civil, realizado no dia 18/02/2008, ministrada pelo Professor João Ferreira dos Santos e como requisito parcial de avaliação.

PROF.° CÉLIO PIAZZA

PROF.° JOÃO FERREIRA DOS SANTOS

Mogi das Cruzes

2008

Sumário

1. Introdução 3

2. Objetivo 5

3. Aparelhagem 5

4. Procedimento 5

5. Valores Obtidos 6

6. Cálculos 6

7. Discussão 7

8. Conclusão 8

9. Bibliografia 9

1. Introdução

O termo concreto é utilizado para descrever um material duro e compacto feito com cimento, agregados e água, no qual todas as partículas de agregados e todos os espaços entre elas são preenchidos pela pasta de cimento. As propriedades do concreto, em ambos os estados, fresco e endurecido, estão intimamente associadas às características e proporções relativas de seus componentes. (CONCRETO).

Agregados são materiais que, no início do desenvolvimento do concreto, eram adicionados à massa de cimento e água, para dar-lhe “corpo”, tornando-a mais econômica. Hoje eles representam cerca de oitenta por cento do peso do concreto e sabemos que além de sua influência benéfica quanto à retração e à resistência, o tamanho, a densidade e a forma dos seus grãos podem definir várias das características desejadas em um concreto. (MINEROPAR)

  Devemos ter em mente que um bom concreto não é o mais resistente, mas o que atende as necessidades da obra com relação à peça que será moldada. Logo, a consistência e o modo de aplicação acompanham a resistência como sendo fatores que definem a escolha dos materiais adequados para compor a mistura, que deve associar trabalhabilidade à dosagem mais econômica. (MINEROPAR)

  Os agregados, dentro desta filosofia de custo-benefício, devem ter uma curva granulométrica variada e devem ser provenientes de jazidas próximas ao local da dosagem. Isto implica em uma regionalização nos tipos de pedras britadas, areias e seixos que podem fazer parte da composição do traço. (MINEROPAR)

  Com relação ao tamanho dos grãos, os agregados podem ser divididos em graúdos e miúdos, sendo considerado graúdo, todo o agregado que fica retido na peneira de número 4 (malha quadrada com 4,8 mm de lado) e miúdo o que consegue passar por esta peneira. (MINEROPAR)

  Podem também ser classificados como artificiais ou naturais, sendo artificiais as areias e pedras provenientes do britamento de rochas, pois necessitam da atuação do homem para modificar o tamanho dos seus grãos. Como exemplo de naturais, temos as areias extraídas de rios ou barrancos e os seixos rolados (pedras do leito dos rios). (MINEROPAR)

  Outro fator que define a classificação dos agregados é sua massa específica aparente, onde podemos dividi-los em leves (argila expandida, pedra-pomes, vermiculita), normais (pedras britadas, areias, seixos) e pesados (hematita, magnetita, barita). (MINEROPAR) 

Devido à importância dos agregados dentro da mistura, vários são os ensaios necessários para sua utilização e servem para definir sua granulometria, massa especifica real e aparente, módulo de finura, torrões de argila, impurezas orgânicas, materiais pulverulentos, etc. (MINEROPAR)

A ABNT (Associação  Brasileira de Normas  Técnicas) é o órgão que define estes ensaios e suas formas de execução. Os resultados dos mesmos vão implicar na aprovação dos agregados para sua utilização no concreto. (MINEROPAR)

 

2. Objetivo

Determinação da massa específica, da massa específica aparente, massa especifica saturada superfície seca e da absorção de água dos agregados graúdos, na condição saturada superfície seca, para uso em concreto conforme NBR NM 53.

3. Aparelhagem

  • Balança hidrostática com capacidade mínima de 10 kg;

  • Recipiente constituído de um cesto de arame com abertura da malha igual ou inferior a 3,35 mm e capacidade para 4 dm3 a 7 dm3;

  • Recipiente estanque para conter água onde será submerso o cesto com a amostra;

  • Peneira com abertura das malhas de 4,75mm;

  • Amostra de agregados graúdos;

  • Estufa.

4. Procedimento

Passar a amostra de agregado na peneira de 4,75mm por via seca e desprezar o material passante.

Em seguida, lavar o agregado graúdo retido na peneira para eliminar o pó.

Secar a amostra de ensaio até massa constante a uma temperatura de (105 +5)° C. Deixar esfriar à temperatura ambiente durante 1h a 3h.

Pesar 3 kg de referida amostra e submergi-la em água à temperatura ambiente por um período de (24 +4) h.

Retirar a amostra da água e envolve-la em um pano absorvente até que toda água visível seja eliminada da superfície da amostra.

Imediatamente após ser enxugada, pesar a amostra com precisão de 1g (ms1, agregado saturado com superfície seca).

Colocar a amostra no cesto de arame da balança hidrostática e submergi-la em água.

Em seguida pesar a amostra submersa com precisão de 1g (ma, massa do agregado submerso).

Secar a amostra a (105 +5)° C até massa constante, deixar esfriar durante 1h a 3h ou até que o agregado esteja a uma temperatura que permita sua manipulação (m, agregado seco).

5. Valores Obtidos

Massa (g)

Grupo

m

ms

ma

A

2989,8

3010,2

1873,7

6. Cálculos

6.1. Massa especifica do agregado seco

d = m d = 2989,8 d = 2,68 g/cm3

m - ma 2989,8 – 1873,7

6.2. Massa especifica do agregado na condição saturada superfície seca

ds = ms ds = 3010,2 ds = 2,65 g/cm3

ms - ma 3010,2 – 1873,7

6.3. Massa especifica aparente

da = m d = 2989,8 da = 2,63 g/cm3

ms - ma 3010,2 – 1873,7

6.4. Absorção de água

A = ms- m d = 3010,2-2989,8 A = 0,68 %

m2989,8

7. Discussão

Massa (g)

Grupo

m

ms

ma

M esp. (g/cm3)

A

2989,8

3010,2

1873,7

2,68

A*

2989,9

3010,3

1901,3

2,75

B

2990,2

3004,5

2035,5

3,13

B*

2989,6

3009,2

1900,0

2,75

* Ensaio realizado pelo professor com a amostra utilizada pelo grupo.

Item 92 da NBR – NM 53: “A diferença entre os resultados individuais e independentes, obtidos a partir de uma mesma amostra, submetida a ensaio por dois operadores em laboratório diferentes em curto intervalo de tempo não deve ser maior que 0,05 g/cm3 para ensaio de massa especifica, sendo que a diferença entre o Grupo A e B de 0,45g/cm3.”

8. Conclusão

A massa específica do agregado graúdo ou miúdo influi diretamente na massa específica final do produto, um exemplo: concreto. Em função da dimensão máxima característica dos agregados, ocupa de 60% a 80% do volume do concreto, assim assumindo uma importância muito grande, pois isso implicará no desempenho e resistência do concreto.

Comparando os resultados obtidos, a diferença do resultado da massa da amostra submersa (ma) do grupo A (experiência efetuada pelo grupo) com A*(experiência efetuada pelo orientador (valor correto)) pode ser justificada com o esquecimento de zerar a balança hidrostática na hora de pesar a amostra dentro cesto submerso na água. Pois como observado é o único dado que da uma diferença considerável.

Segundo no Item 92 da NBR – NM 53 a diferença tem que ser no máximo 0,05 g/cm3, a diferença entre A e A* foi de 0,07 g/cm3, assim concluísse que foi um relapso do grupo A de ter esquecido de zerar a balança antes da efetuação da pesagem.

Quanto à diferença do grupo A e o grupo B pode ter diversas conclusões, tais como:

  • A diferença de período de realização. A amostra do Grupo B ficou mais tempo no período de saturação;

  • Falta de habilidade e mal uso dos materiais;

  • Na etapa que no qual a amostra foi secada pois um pano, pode ter sido mal concluída, ou também devido o pano não suprir as necessidades, pois quando ainda falta menos da metade para secar a amostra o pano já estava totalmente úmido, assim prejudicado nos resultados finais;

  • A amostra do grupo B ficou mais tempo na estufa;

9. Bibliografia

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