Semiologia exame físico -cabeça pescoço

Semiologia exame físico -cabeça pescoço

CABEÇA PROPORCIONA UMA COBERTURA PROTETORA PARA O CÉREBRO E OS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS ESPECIAIS.

  • O CRÂNIO CONSISTE EM SETE OSSOS (DOIS FRONTAIS,DOIS PARIETAIS,DOIS TEMPORAIS E UM OCCIPTAL) FUNDIDOS EM CONJUNTO E COBERTOS PELO COURO CABELUDO.

ANATOMIA DO CRÂNIO

AVALIAÇÃO DO CRÂNIO

O CRÂNIO É EM GERAL ARREDONDADO, COM PROEMINÊNCIA NA ÁREA FRONTAL ANTERIORMENTE E NA OCCIPTAL POSTERIORMENTE.

AVALIAÇÃO DO CLIENTE

  • Histórico de Enfermagem;

  • Preparação do cliente;

  • Técnicas de avaliação

  • CABEÇA: QUANDO POSSÍVEL SENTADO

EXAME DA CABEÇA

  • DEVE SER OBSERVADA POSIÇÃO DA CABEÇA.

  • DEVE ESTAR ERETA EM EQUILÍBRIO,NA LINHA MÉDIA DO TRONCO; SEM MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS OU TREMORES (SUGEREM PARKINSONISMO)

  • ALTERAÇÃO DA POSTURA, INCLINAÇÃO PARA FRENTE OU PARA TRÁS (DOENÇAS DO PESCOÇO OU MENINGES).

  • LIGEIRAMENTE CAIDA PARA O LADO (PERDA AUDITIVA OU VISUAL UNILATERAL);

  • OBSERVAR CABELOS: DISTRIBUIÇÃO, QUANTIDADE, ASPECTO, HIGIENE, PRESENÇA DE PARASITAS.

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

Sistematização das informações;

EXAME FÍSICO CRANIO - INSPEÇÃO

CRÂNIO: INSPEÇÃO

  • Forma:

Dolicocéfalo – a largura é < comprimento

Mesocéfalo – medidas semelhantes

Braquicéfalo - a largura é > comprimento

  • Tamanho: microcefalia, macrocefalia

  • Posição: torcicolo=inclinação lateral da cabeça

  • Movimentos:

tiques

tremores

CRÂNIO: INSPEÇÃO

PESCOÇO

  • O pescoço normalmente e cilíndrico e de contorno regular sem abaulamento ou retrações a posição fisiológica e' mediana e acompanha o grande eixo da coluna. A mobilidade deve ser livre e indolor os batimentos artérias são rítmicos fortes, amplos,com movimentos de expansão e retração.

AVALIAÇÃO DO PESCOÇO

  • Devemos nos posicionar em pé atrás do pcte sentado;

  • Verificamos amplitude e movimento do pescoço, com as seguintes manobras:

  • Tocar o tórax com o queixo,

  • Virar a cabeça para ambos os lados,

  • Tocar cada orelha com o ombro,

  • Hiperextender a cabeça;

PESCOÇO

AVALIAÇÃO DO ENFERMEIRO

Avaliação subjetiva:

  • Dados biográficos;

  • Fonte da anamnese;

  • Motivos por buscar o atendimento;

  • História da doença atual;

  • História pregressa;

  • História familiar;

  • Inspeção e palpação.

PREPARAÇÃO DO CLIENTE

  • Preparo do ambiente;

  • Preparo físico e psicológico do pcte;

  • Posicionar o pcte, sentado, em supinação ou decúbito dorsal;

  • Explicar o procedimento em linguagem simples.

EXAME DO PESCOÇO

  • Exame: inspeção, palpação e ausculta

  • Inspeção:

forma e volume Batimentos arteriais e venosos

posição Pele

mobilidade

  • Palpação:

musculatura- contratura no torcicolo e hipertonia na síndrome meníngea

tireóide

glândula salivar (submandibular)

parótida (quando aumentadas de volume)

vasos

linfonodos

  • Ausculta:

trajeto dos vasos cervicais

área da tireóide

EXAME DO PESCOÇO

  • Inspeção:

  • Forma e volume: aumento tireóide, linfonodos, parótidas, tumorações

  • Posição :

normal – mediana, seguindo eixo da coluna alterações – torcicolo

afecções da coluna cervical (fraturas,luxações)

  • Mobilidade:

movimentação ativa e passiva:flexão,extensão,rotação,lateralidade

= anotar a existência de contratura,resistência e dor

  • Batimentos arteriais e venosos:pulsos carotídeos e venoso

  • Pele:sinais inflamatórios (edema,calor,rubor e dor)

TÉCNICA DO EXAME DO PESCOÇO - LINFONODOS

POSIÇÃO SENTADA, COM A CABEÇA ERGUIDA DURANTE TODO EXAME;

EXPOR O PESCOÇO POR COMPLETO;

PALPAR LINFONODOS, POSICIONANDO-SE ATRÁS OU NA FRENTE DELE.

LINFONODOS DA CABEÇA E PESCOÇO

  • a) Retroccipitais e retroauriculares:lesões infecciosa do couro cabeludo,pavilhão da orelha e ouvido externo,exemplo rubéola.

  • b) Cadeia submaxilar:processo infeccioso da orofaringe ou odontológico,lesões inflamatórias e neoplasicas da língua lábios e glândulas salivares.

  • c) Cadeia cervical: lateral também a processo infecciosos da orofaringe ou neoplasicos da laringe ou da tireóide.exemplo tuberculose

LINFONODOS

AVALIAÇAO E PALPAÇÃO

TECNICADO EXAME DO PESCOÇO -LINFONODOS

TRAQUÉIA

  • Traqueia é o tubo de aproximadamente 1,5 centímetros de diâmetro por 10-12 centímetros de comprimento que bifurca-se no seu interior, ligando a laringe aos brônquios, para levar o ar aos pulmões durante a respiração. A traqueia é constituída por músculo liso, revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis de cartilagem. Esse muco ciliar adere partículas de poeira e bactérias presentes no ar inalado, e que graças ao movimento dos cílios são varridas para fora e expelidas ou engolidas

TIREÓIDE

  • A glândula tireoidiana se situa na frente do pescoço, entre a pele e a caixa vocal. Ela possui um lobo direito e um lobo esquerdo com aproximadamente 5 cm de comprimento, unidos no meio.

  • A tireóide e pequena, lisa e sem nódulos.Em pacientes magros e facilmente palpável.

  • A tireóide se move sob os dedos a medida que o paciente deglute.

TIREÓIDE-TÉCNICA DE AVALIAÇÃO

  • Foco de luz ao lado do cliente;

  • Cliente deglute um gole de água com a cabeça hiperextendida;

  • É normal a glândula se deslocar para cima, ela é lisa e sem nódulos;

TIREÓIDE –TÉCNICA DE AVALIAÇÃO

  • Acesso posterior:

  • Se posicionar atrás do cliente sentado, com a cabeça para frente e para o lado direito (relaxamento dos músculos);

  • Os dedos da mão E empurram a traquéia em direção ao lado direito.

  • Com dedos da mão D entre a traquéia e o esternomastóide, o cliente toma um gole de água: sente-se a traquéia mover.

O aumento da glândula tireóide pode indicar disfunção ou tumor da tireóide .

  • O aumento da glândula tireóide pode indicar disfunção ou tumor da tireóide .

  • Massa ou nódulos podem ser indícios de doença de hashimoto ou malignidade.

  • Uma tireóide aumentada e sensível em geral indica tireoidite.

ARTÉRIA CARÓTIDA

  • Exame: inspeção,palpação e ausculta

VEIA JUGULAR

  • Inspeção:

  • Pulso venoso: pulsações observadas na base do pescoço, dependentes

de modificações de volume nas veias jugulares internas.

Refletem modificações de pressão no interior do átrio direito.

  • Importância: indicador da função cardíaca das câmeras direitas

  • Estado de turgência das jugulares externas:

Normal – tornam-se túrgidas apenas quando paciente está em decúbito.

Posição semi-sentada(45º) = ingurgitamento jugular

  • Causas de ingurgitamento: compressão da veia cava superior

insuficiência ventricular direita

ANATOMIA

A boca e cavidade bucal é constituída pela rima bucal (exterior);lábios (anterior);faringe (posterior);palato (superior) e assoalho da boca (inferior) .

  • Cavidade bucal: O vestíbulo é em forma de meia lua,entre a bochecha e os dentes ,na cavidade bucal é onde se encontra a língua.

  • Lábios : duas pregas cutâneos musculares .

  • Bochechas: formada pelo músculo bucinador e mas- séter mais um bloco de tecido gorduroso chamado de bola de bichat .

  • Palato: é o teto da cavidade bucal.

ANATOMIA

  • Istmo das fauces: onde se comunica a cavidade bucal com a faringe.

  • Língua: órgão muscular revestida por mucosa importante na mastigação e deglutição ,é o órgão gustativo importante na articulação das palavras .

  • Dentes: estruturas rijas esbranquiçadas implantadas na maxila e mandíbula .São compostos por três partes : Raiz-implantadas no alvéolo . Coroa- parte livre Colo-circundado pela gengiva

ANATOMIA

  • Glândulas salivares: são anexos responsáveis pela secreção de saliva.São elas: parótida,submandibular e sublingual .

  • Faringe: comunica-se com a cavidade bucal pelo istmo das fauces e a parte larìngica pela laringe.

  • Papila gustativa: é o receptor sensorial do paladar

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

  • Se usa próteses ou aparelhos ortodôntico

  • Se houve alterações recentes no apetite

  • Como é a pratica de higiene dentária

  • Freqüências do controle odontológico

  • Se uso de tabaco e álcool

  • Se há queixa de dor ou percepções de lesões na boca

  • Se há dificuldade para mastigar

TÉCNICAS DE INSPEÇÃO E PALPAÇÃO

  • Lábios: Pedir ao paciente para fechar a boca em inspecionar os lábios de uma extremidade a outra.

Verificar a assimetria dos lábios, a cor da mucosa labial, textura, estado de hidratação, integridade.

Pedir para o paciente sorrir e avaliar a assimetria labial em movimento.

Bochechas: Palpar com o dedos ao longo do revestimento; externos em busca de nódulos profundos ou ulcerações.

  • Bochechas: Palpar com o dedos ao longo do revestimento; externos em busca de nódulos profundos ou ulcerações.

Alterações da bochecha

  • Palidez: Anemia e insuficiência vascular periférica.

  • Enantemas: Doenças infecciosas

  • Gengivas: Pedir para o paciente abrir a boca e então retrair o lábio inferior afastando-o dos dentes. Fazer o mesmo como lábio superior.Se houver lesões palpa-las com a mão enluvada verificando sensibilidade tamanho e consistência.

Dentes: Pedir para o paciente trincar os dentes e sorrir.

  • Dentes: Pedir para o paciente trincar os dentes e sorrir.

Avaliar a oclusão dentaria inspecionar as condições dos dentes, pedir para o paciente abrir a boca e relaxar-los.

ligeiramente. Pode ser necessário retrair os lábios e

bochechas com uma espátula para visualizar todos os molares.

Língua: Pedir para o paciente relaxar a boca e exteriorizar a língua, observar desvio, tremor, limitação de movimento.Com auxilio de uma lanterna avaliar cor, tamanho, textura posição das papilas e integridade.

  • Língua: Pedir para o paciente relaxar a boca e exteriorizar a língua, observar desvio, tremor, limitação de movimento.Com auxilio de uma lanterna avaliar cor, tamanho, textura posição das papilas e integridade.

  • Palpação da língua: Segurar a ponta com uma compressa de gaze e empurra-la para o lado, palpando-a em toda a extensão inclusive a base em busca de áreas endurecidas ou ulcerações.

Garganta: È necessário utilizar um abaixador de língua na inspeção. Coloca-se o abaixador no terço médio do dorso da língua e pedindo para o paciente para emitir um Ahhh, e assim expor a região a ser inspecionada. Observa-se o aspecto das pregas ou papilares os quais delimitam um espaço onde localizam-se as amígdalas. O tamanho das amígdalas podem variar de acordo com idade, hipertrofia, hipotrofia e fisiologia.

  • Garganta: È necessário utilizar um abaixador de língua na inspeção. Coloca-se o abaixador no terço médio do dorso da língua e pedindo para o paciente para emitir um Ahhh, e assim expor a região a ser inspecionada. Observa-se o aspecto das pregas ou papilares os quais delimitam um espaço onde localizam-se as amígdalas. O tamanho das amígdalas podem variar de acordo com idade, hipertrofia, hipotrofia e fisiologia.

Mucosa Oral : Palpar com o dedo ao longo da mucosa interna e o polegar ao longo do revestimento externo em busca de nódulos ou ulcerações .Retrair as bochechas verificando a cor, se há edema, sangramento ou lesões.

  • Mucosa Oral : Palpar com o dedo ao longo da mucosa interna e o polegar ao longo do revestimento externo em busca de nódulos ou ulcerações .Retrair as bochechas verificando a cor, se há edema, sangramento ou lesões.

  • Halitose : Odor desagradável na respiração e esta associada á condições da cavidade orofaringe.

Faringe: Inspecionar o arco formado pelos papilares anterior e posterior, o palato mole e a úvula. As amígdalas podem ser vistas na cavidade entre os papilares. Inspecionar a faringe posterior alem dos papilares .

  • Faringe: Inspecionar o arco formado pelos papilares anterior e posterior, o palato mole e a úvula. As amígdalas podem ser vistas na cavidade entre os papilares. Inspecionar a faringe posterior alem dos papilares .

ESTRUTURA E FUNÇÃO DO NARIZ

  • Primeiro segmento do sistema respiratório;

  • Umidifica e filtra o ar inalado;

  • Órgão sensorial do olfato.

NARIZ EXTERNO

INTERNAMENTE

  • A cavidade nasal é maior do que a parte externa possa indicar.

  • A cavidade nasal é dividida em três passagens possuindo três projeções paralelas: as conchas nasais superior, médio e inferior.

ESTRUTURA

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

  • Ja sofreu algum tipo de traumatismo recente ou cirurgia no nariz?

  • Se tem alergias, corrimento nasal

  • Se usa spray ou gotas nasais

  • Se ronca á noite

  • Investigar se usa cocaína ou inala fumaças em aerosol

  • Resfriados Freqüentes?

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

  • Dor nos seios paranasais? Sinusite? Como é tratada?

  • Epitaxe (Hemorragia nasal). Freqüente? De uma narina ou de ambas?

  • Alguma alergia ? A que é alérgico, por ex.: poeira, animais domésticos? Em que tipo de ambiente piora? Pode evitar a exposição?

  • Alteração do olfato. Vivenciou alguma alteração no olfato?

MATERIAL UTILIZADO

  • Espéculo nasal

  • Luz para exame

  • Lanterna

  • Luvas

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO: NARIZ

  • Inspecionar a forma do nariz externo, tamanho, cor e presença de deformidade ou inflamação

  • Observar se há secreção nas narinas ou se estão dilatadas

  • Avaliar a potência das narinas.

  • Inspecinar a mucosa visível quanto a cor, lesões, secreção, tumefação e evidência de sangramento.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Paciente com SNE, SNG verificar rotineiramente se há escoriações na mucosa do nariz.

  • Verificar alinhamento do septo e se há perfusão.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO: SEIOS NASAIS

  • Palpar externamente as áreas frontal, maxilar, seio frontal exercendo pressão com o polegar acima e sob a sobrancelha e seios maxilares acima e abaixo do processo zigomático, para detectar sensibilidade.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

ALTERAÇÕES DO OLFATO

  • Hiposmia: Diminuição do olfato.

  • Anosmia: Ausência de olfato.

  • Hiperosmia: Aumento do olfato.

ALTERAÇÕES DO OLFATO

  • Cacosmia: Mau cheiro.

  • Parosmia: Percepção do olfato.

  • Epistaxe: Hemorragia nasal.

  • Rinorréia: Corrimento nasal

PATOLOGIAS DO NARIZ E DIAGNÓSTICO

  • Os carcinomas e as ceratoses.

  • Rosáceas e Lúpos eritematoso são doenças inflamatórias que levam ao desfiguramento bolhoso denominado Rinofima, particularmente em homens idosos. Diagnosticado por nódulos firmes e claros, mas a forma mais segura é através da biópsia de excisão.

PATOLOGIAS DO NARIZ E DIAGNÓSTICO

  • Deformidades estruturais adquiridas são quase invariavelmente resultantes de traumatismos.

  • Formação de hematoma;

  • Desvio de septo;

  • Desvio do nariz.

PATOLOGIAS DO NARIZ E NASOFARINGE: DIAGNÓSTICO

  • A rinite é o sintoma nasal mais comum da pratica clinica.

  • A rinite infecciosa, comumente é viral em origem, no resfriado comum e gripe.

  • A rinite alérgica, reação de hipersensibilidade a substâncias inaladas como pólen de plantas e flores.

PATOLOGIAS DO NARIZ E NASOFARINGE: DIAGNÓSTICO

  • Sangramentos nasais (epistaxe): tem como causa traumatismos, hipertensão, etc.

  • Perda de sentido olfatório (anosmia): tem como causa sinusite aguda e crônica, pólipos nasais, tumores, etc. são queixas comuns.

AVALIAÇÃO PEDIÁTRICA

  • Externamente verificar simetria e posicionamento na linha média vertical da face.

  • Narinas devem mover-se o mínimo possível, pois a dilatação é sinal de dificuldade respitarória.

  • Anomalias congênitas podem ser relevadas por um nariz em forma de sela com ponte baixa e base larga ou um nariz curto e pequeno.

  • Corriemnto de uma narina e odor fétido podem ser causados por um corpo estranho.

CONSIDERAÇÕES GERONTOLÓGICAS

Nariz do Idoso

  • O idoso pode apresentar obstrução nasal, que decorrente de fatores como:

  • Atrofia da mucosa: ressecamento, crostas mucosas, drenagem posterior.

  • Degeneração do tecido conjuntivo, perda da cartilagem que sustenta a válvula nasais.

PARTES DO OUVIDO

  • Ouvido Externo

    • Pavilhão auricular
    • Canal auditivo externo
    • Tímpano
  • Ouvido Médio

    • Ossículos: martelo, bigorna e estribo
    • Tuba auditiva
  • Ouvido Interno

    • Vestibular = utrículo e sáculo
    • Cóclea
    • Canais semicirculares

TIPO DE PERDAS AUDITIVAS

  • Condutiva: as ondas sonoras são interrompidas antes de chegar ao ouvido interno.

  • Sensorineural: envolve o ouvido interno, o nervo auditivo ou o centro auditivo cerebral.

  • Mista: é a combinação da perda condutiva e da sensorineural.

AVALIAÇÃO DO ENFERMEIRO

AVALIAÇÃO DO ENFERMEIRO

  • Distúrbios neurológicos (danos no nervo auditivo);

  • Doenças agudas (infecções virais);

  • Efeitos tóxicos de medicamentos.

PADRÃO DO EXAME DE OUVIDO: PRINCÍPIOS

  • Durante o exame

  • O cliente de estar sentado

  • Cuidado ao palpar ou introduzir o otoscópio

  • Falar com o cliente sempre em tom normal.

MATERIAL NECESSÁRIO

  • Otoscópio;

  • Espéculo Auricular;

  • Diapasão;

  • Luvas Descartáveis.

PREPARAÇÃO DO CLIENTE

  • O cliente adulto deve estar sentado durante o exame.

  • Explicar as etapas do procedimento em particular ao introduzir o otoscópio e tranquilizar o paciente no sentido que o procedimento normalmente não é doloroso.

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

O Cliente teve:

    • Dor de ouvido (otalgia);
    • Prurido,secreção;
    • Tinido (zumbido nos ouvidos);
    • Vertigem;
    • Alteração na audição?

Anotar início e duração.

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

  • Avaliar os riscos de problema auditivo:

  • Adultos:

    • Exposição a ruídos industriais;
    • Doença;
    • Genética;
    • Distúrbios neurodegenerativos.

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

  • Observar comportamento indicativo de perda auditiva:

    • Ausência de resposta quando solicitado;
    • Desatenção em crianças;
    • O uso tom de voz monótono ou alto.
  • Se o cliente teve perda auditiva recente, observar o ouvido acometido, o início, os fatores contribuintes e o efeito no cotidiano.

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

  • Cliente usa aparelho auditivo

  • Exposição do cliente a ruídos altos e a disponibilidade de dispositivos protetores.

  • Quais medicamentos o paciente está tomando? Foram usados antibióticos? Por quanto tempo?

  • Como o cliente limpa os ouvidos

HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

  • Doenças anteriores:

    • Existe história de alergias?
    • Há doenças imunossupressoras, como diabetes mellitus, câncer, HIV?
    • Ocorreu algum trauma?
    • Há história de rinite, sinusite ou infecções de ouvido?
    • Consta história familiar de problema ou câncer de otorrinolaringológicos?

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Inspeção

    • Aurícula examinar: tamanho, formato, coloração, lesões e massas;
    • Canal auditivo externo, examinar com o otoscópio: secreção, cerume impactado, inflamação, massas ou corpos estranhos;
    • Membrana timpânica, observar: coloração, brilho, formato, posição, transparência, integridade e fibrose;

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Mover suavemente o otoscópio, para observar todo o tímpano. A presença de cerume pode dificultar a avaliação da membrana timpânica.

  • Pontos de referência, avaliar o cone de luz, o umbo, o cabo e o processo curto do martelo, a parte flácida e a parte tensa.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Se clientre refererir dor na inspeção:

    • Puxar delicadamente a aurícula, pressionar sobre o trago e palpar atrás da orelha sobre o processo mastóide para verificar se há sensibilidade, tumefação e nódulos.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Canais auditivos e membranas timpânicas usa-se otoscópio para examinar estruturas auditivas mais profundas.

  • Há espéculos de diferentes tamanhos para se adaptarem ao canal auditivo.

  • Antes de introduzir o otoscópio, verificar se há corpos estranhos na abertura do canal.

  • Instruir o cliente a não movimentar a cabeça.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Girar o otoscópio, rodando o disco na extremidade do tubo da bateria. Pedir ao cliente para inclinar a cabeça em direção ao ombro oposto.

  • Segurar o otoscópio entre o polegar e o indicador, apoiado no dedo médio( mão direita para orelha direita e esquerda para orelha esquerda, estabilizar o aparelho com o lado ulnar da mão apoiando contra o lado da cabeça do cliente.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Empurrar a aurícula para a frente, para trás e ligeiramente para fora, tornando o canal auditivo mais reto.

  • Inserir o espéculo para baixo e para frente, 1 ou 1,5 cm no canal.

  • Inspecionar o canal auditivo até a membrana timpânica

  • Observar sua cor que deve ser rosada uniformemente, com pouco cerume e com pêlos finos em seu terço externo.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Inspecionar a membrana timpânica movendo lentamente o otoscópio para ver toda ela e sua periferia.

  • Mudar a direção da luz do otoscópio.

  • Inspecionar a cor que deve ser translúcida, brilhante e cinza perolada,

  • Posição dos ossículos e presença do cone de luz.

  • Um anel de cartilagem circunda a membrana oval. O umbo fica perto do centro da membrana, e a inserção do martelo está atrás dele.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Anormalidades da membrana

  • Uma membrana rosa ou vermelha indica inflamação, pode haver sangue atrás da membrana já uma cor branca revela pús atrás dela. É anormal aparecerem perfurações ou cicatrizes.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Acuidade auditiva

  • Orientar retirada do aparelho auditivo se fizer uso do mesmo.

  • Observar respostas do cliente a perguntas durante a conversação normal.

  • Se houver suspeita de perda auditiva:

  • Verificar a resposta do clienta a voz sussurrante,

  • Testar um ouvido de cada vez, enquanto o cliente cobre o outro com a própria mão .

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • De pé 30 a 60 cm do ouvido testado, cubrir sua boca para que o cliente não leia seus lábios, recite palavras ao acaso, acentuando as sílabas igualmente, o cliente deve repetir corretamente pelo menos metade das palavras, se necessário aumente o tom de voz gradualmente, teste o outro ouvido para avaliar diferenças.

TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO

  • Para evitar problemas de comunicação com clientes com audição prejudicada posicionar-se sempre lateralmente ao cliente respeitando o lado com o qual ele ouve melhor, falar em tom de voz claro e normal de frente para que ele possa ver seus lábios e seu rosto.

INFECÇÕES DE OUVIDO

  • Otite Externa:

    • É a inflamação do conduto auditivo externo.
    • É unilateral, porém pode ser bilateral.
    • Causada por bactérias ou fungos
  • Sinais e Sintomas:

    • Otalgia, prurido e drenagem branca, amarelada ou esverdeada.
    • Inflamação do canal auditivo externo e das estruturas.
    • Dor quando a orelha é manipulada.

INFECÇÕES DE OUVIDO

  • Os fatores de risco compreendem:

    • Natação freqüente, especialmente em piscinas cloradas.
    • Inserção de objetos dentro do canal auditivo.
    • Otite média aguda com perfuração da membrana timpânica;
    • Tubos de ventilação com drenagem.

INFECÇÕES DE OUVIDO

  • Avaliação Diagnóstica:

    • Exame otoscópio; pode ser difícil por causa da dor intensa e edema;
    • Mostra rubor, edema e drenagem no canal;
    • A membrana timpânica parece normal.
    • Geralmente não são necessárias as culturas.

TERMOS

  • Otorréia: Corrimento mucoso ou purulento pela orelha.

  • Otorragia: Sangramento pela orelha.

  • Disacusia: Qualquer distúrbio da função auditiva.

TERMOS

  • Hipoacusia: Diminuição da acuidade auditiva.

  • Anacusia: Ausência de resposta comportamental ou fisiológica a todo estímulo auditivo, perda total da capacidade auditiva.

TERMOS

  • Surdez: Incapacidade de percepção dos sons; pode ser total ou parcial(hipoacusia).

  • Hoje distinguem-se três tipos de surdez:

    • Surdez de transmissão
    • Surdez de recepção
    • Surdez mista, conforme a localização das lesões responsáveis pela anomalia.

TERMOS

  • A surdez de transmissão é devida a alterações dos orgãos internos destinados ao transporte das ondas sonoras.

  • A surdez de recepção é causada por lesões do ouvido interno, do nervo acústico ou da zona do cérebro aonde chegam as fibras nervosas.

  • A surdez mista é devido a lesões tanto nos orgãos de transmissão como nos de recepção.

VERTIGEM

  • É a ilusão de movimento do corpo ou do ambiente algumas vezes definida adicionalmente como rotatória ou unidirecional.

  • Grande parte das vertigens tem origem no ouvido interno, mais precisamente no vestíbulo), órgão que analisa as vibrações provocadas pelos movimentos da cabeça.

EXPOSIÇÃO A RUÍDOS

  • Quanto maior o nível do ruído, maior será o grau de perda de audição.

  • Quanto maior o tempo de exposição do ruído, também maior será o grau perda de audição

AVALIAÇÃO PEDIÁTRICA

  • Avalia-se a capacidade auditiva do lactente, observando seu comportamento e suas respostas ao som:

  • Nascimento aos 3 meses: reflexo de alarme, choro, cessação da respiração em resposta a ruído súbito;

  • 4 - 6 meses: vira a cabeça na direção da fonte do som, mas pode não localizá-lo; responde a voz dos pais;

AVALIAÇÃO PEDIÁTRICA

  • 6 - 10 meses: responde ao próprio nome, ao soar do telefone, à voz da pessoa: começa a localizar o som acima e abaixo;

  • 10 - 12 meses: reconhece e lateraliza fontes de som.

AVALIAÇÃO PEDIÁTRICA

  • Antes de proceder o exame com o otoscópio, certificar-se de que a criança não tem algum corpo estranho no ouvido. A criança deve ficar com a cabeça imóvel; lactentes em posição de supina, com a cabeça virada para o lado e bem segura;

AVALIAÇÃO PEDIÁTRICA

  • Ao introduzir o otoscópio, cuidar para que o mesmo fique contra a bochecha da criança, para evitar movimento acidental; movê-lo em torno da margem externa, para acostumar a criança a sentir algo no ouvido.Examinar primeiro o ouvido ileso, depois ao dolorido;

AVALIAÇÃO PEDIÁTRICA

  • Em menores de 3 anos de idade, puxar o pavilhão auricular para baixo e para trás, para que o canal auditivo fique reto.

  • Deixar que crianças maiores brinquem com o otoscópio antes de introduzi-lo, isso diminui a ansiedade delas.

AVALIAÇÃO GERONTOLÓGICA

  • Orientar os clientes idosos para evitarem de coçar ou esfregar excessivamente as orelhas, pois isso pode ocasionar inflamação;

  • Com o envelhecimento, o canal auditivo externo fica mais estreito porque sua parede o invade.os cílios ficam mais grosseiros e rígidos e ocorre alterações nas glândulas sebáceas;

AVALIAÇÃO GERONTOLÓGICA

  • A membrana timpânica pode ter um aspecto maciço, retraído, branco ou cinzento;

  • Alterações degenerativas na cóclea e nos neurônios das vias auditivas superiores resultam em presbiacusia, uma perda auditiva sensorineural bilateral progressiva que começa na meia-idade;

AVALIAÇÃO GERONTOLÓGICA

  • Os idosos em geral têm uma capacidade diminuída de ouvir sons de alta freqüência e consoantes como S, Z, T e G. Mas são tipicamente capazes de ouvir palavras sussurradas suavemente com 50% de acurácia à distância de 30-60 cm;

  • Avalia-se observando todos os itens citados acima.

ORIENTAÇÕES AO CLIENTE

  • Instruir o cliente sobre a maneira adequada de limpar o ouvido externo com uma toalha úmida;

  • Dizer ao cliente para não inserir objetos pontiagudos no canal auditivo;

ORIENTAÇÕES AO CLIENTE

  • As crianças devem ter os ouvidos examinados rotineiramente.

  • Pessoas com mais de 65 anos devem submeter-se a um exame dos ouvidos regularmente. Explicar que uma redução da audição é parte normal do envelhecimento;

ORIENTAÇÕES AO CLIENTE

  • Instruir familiares de clientes com diminuição da acuidade a falarem num tom de voz normal e de frente para a pessoa;

  • Instruir clientes com perda de acuidade a tomarem medidas de segurança,

  • Levantar a possibilidade de uso de um aparelho auditivo com o cliente. Caso ele já o tenha, orientar como cuidá-lo.

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