(Parte 3 de 7)

Quanto à sua posição em relação ao solo, os reservatórios são classificados em subterrâneos (enterrados), apoiados e elevados.

5.2 Redes de distribuição

pavimentação das ruas da cidade. Essas canalizações são chamadas redes de distribuição

Para chegar às casas, a água passa por vários canos, que estão instalados sob a

Para que uma rede de distribuição possa funcionar perfeitamente, é necessário haver pressão satisfatória em todos os seus pontos. Onde existe menor pressão, instalam-se bombas, chamadas boosters, cujo objetivo é bombear a água para locais mais altos. Muitas vezes, é preciso construir estações elevatórias de água, equipadas com bombas de maior capacidade. Nos trechos de redes com pressão em excesso, são instaladas válvulas redutoras.

5.3 Ligações domiciliares

A ligação domiciliar é uma instalação que une a rede de distribuição à rede interna de cada residência, loja ou indústria, fazendo a água chegar às torneiras. Para controlar, medir e registrar a quantidade de água consumida em cada imóvel, instala-se um hidrômetro junto à ligação.

6 TIPOS DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA

6.1 Estação de Tratamento de Água Aberta ETA

O sistema de tratamento de água ETA aberta, tem sua principal aplicação para a tratabilidade de águas com variações constantes em suas características físico-químicas. São normalmente projetadas e implantadas para potabilizar ou industrializar águas oriundas de córregos, rios e outros mananciais similares e, que apresentam mudanças rápidas e significativas em seus parâmetros devido às variações climáticas.

Tem maior flexibilidade operacional que a ETA compacta pressurizada, uma vez que, neste caso o operador tem a visualização total dos processos e, se necessário, poderá rapidamente alterar a dosagem química, adequando-a ás suas novas necessidades de tratabilidade.

O correto dimensionamento de uma estação de tratamento de água aberta, garante o atendimento aos padrões de potabilidade, mesmo com águas de alta cor (200 ppm Pt) e turbidez elevada (700 ppm SiO2).

6.2 Estação de Tratamento de Água Pressurizada - ETA

A estação de tratamento de água compacta pressurizada, tem sua aplicação principal no tratamento de águas com características físico-químicas constantes, como por exemplo aquelas oriundas de poços, lagos, represas e mananciais similares.

A ETA compacta pressurizada fechada é indicada para vazões de até 200 m3/h em função do custo/benefício.

Limitações seguras para a utilização da ETA Pressurizada: Cor até: 100 ppm Turbidez até: 200 ppm.

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O seqüencial básico de processo de uma ETA - Estação de Tratamento de Água compacta compreende as seguintes etapas: unidade elevatória; dosagem química (compreendendo a correção pH, adição de floculante e coagulante e, em alguns casos, pré-desinfecção); mistura rápida; floculação; decantação; filtração e cloração final.

6.3 Tratamento convencional 6.3.1 Captação

A seleção da fonte abastecedora de água é processo importante na construção de um sistema de abastecimento. Deve-se, por isso, procurar um manancial com vazão capaz de proporcionar perfeito abastecimento à comunidade, além de ser de grande importância a localização da fonte, a topografia da região e a presença de possíveis focos de contaminação.

A captação pode ser superficial ou subterrânea. A superficial é feita nos rios, lagos ou represas, por gravidade ou bombeamento. Se for feita por bombeamento, uma casa de máquinas é construída junto à captação; a casa contém conjuntos de motobombas que sugam a água do manancial e a enviam para a estação de tratamento.

A subterrânea é efetuada através de poços artesianos, perfurações com 50 a 100 metros feitas no terreno para captar a água dos lençóis subterrâneos. Essa água também é sugada por motobombas instaladas perto do lençol dágua e enviada à superfície por tubulações. A água dos poços artesianos está, em sua quase totalidade, isenta de contaminação por bactérias e vírus, além de não apresentar turbidez.

6.4 Tratamento da água de captação superficial O tratamento da água de captação superficial e composto pelas seguintes fases: 6.4.1 Oxidação

remoção nas outras etapas de tratamento

O primeiro passo é oxidar os metais presentes na água, principalmente o ferro e o manganês, que normalmente se apresentam dissolvidos na água bruta. Para isso, injeta-se cloro ou produto similar, pois tornam os metais insolúveis na água, permitindo, assim, a sua 6.4.2 Coagulação

A remoção das partículas de sujeira se inicia no tanque de mistura rápida com a dosagem de sulfato de alumínio ou cloreto férrico. Estes coagulantes, têm o poder de aglomerar a sujeira, formando flocos. Para otimizar o processo adiciona-se cal, o que mantém o pH da água no nível adequado.

6.4.3 Floculação

Na floculação, a água já coagulada movimenta-se de tal forma dentro dos tanques que os flocos misturam-se, ganhando peso, volume e consistência.

Na decantação, os flocos formados anteriormente separam-se da água, sedimentando-se, no fundo dos tanques.

6.4.5 Filtração

A água ainda contém impurezas que não foram sedimentadas no processo de decantação; por isso, ela precisa passar por filtros constituídos por camadas de areia ou areia e antracito suportadas por cascalho de diversos tamanhos para que ocorra a retenção da sujeira restante.

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6.4.6 Desinfecção

qualidade da água nas redes de distribuição e nos reservatórios

A água já está limpa quando chega a esta etapa. Mas ela recebe ainda mais uma substância: o cloro. Este elimina os germes nocivos à saúde, garantindo também a 6.4.7 Correção de pH

Para proteger as canalizações das redes e das casas contra corrosão ou incrustação, a água recebe uma dosagem de cal, que corrige seu pH.

6.4.8 Fluoretação

dentes, que inicia na gestação e vai até a idade de 15 anos

Finalmente a água é fluoretada, em atendimento à Portaria do Ministério da Saúde; esta operação consiste na aplicação de uma dosagem de composto de flúor (ácido fluossilícico). Esta etapa reduz a incidência da cárie dentária, especialmente no período de formação dos 6.5 Tratamento da água de captação subterrânea

A água captada através de poços profundos, na maioria das vezes, não precisa ser tratada, bastando apenas a desinfecção com cloro. Isso ocorre porque, nesse caso, a água não apresenta qualquer turbidez, eliminando as outras fases que são necessárias ao tratamento das águas superficiais.

6.6 Tratamento por filtração direta

A filtração direta, além de tratar a água também a torna potável. A filtração direta pode ser dos seguintes tipos:

6.6.1 Filtração Direta Ascendente

vidro ou aço carbono

São utilizados para tratamento de águas com turbidez baixa e pouca substância dissolvida, a floculação é realizada no próprio leito filtrante. São consideradas unidades completas de clarificação, não necessitando de unidades anteriores ou posteriores de tratamento. A filtração ocorre no sentido ascendente sendo efetuada no sentido ascendente sendo efetuada no sentido do leito filtrante. Podem ser construídas em concreto armado, fibra de

6.6.2 Filtração Direta Descendente

filtração, sendo que esta última ocorre no sentido descendente

Tecnologia de tratamento, onde se pode ter as etapas de mistura rápida, floculação e

Este tipo de estação é especialmente recomendado para o tratamento de água bruta com baixos valores de turbidez, porém com cor em níveis mais altos. Pela sua concepção, sem a utilização de floculadores e decantadores, normalmente utilizados em estações convencionais, a estação com filtração direta descendente, não é recomendada para casos onde os valores de turbidez possam atingir valores altos, como ocorre em captações fluviais de superfície em época de chuvas onde, devido ao arraste de barro e matéria orgânica das margens, a turbidez aumenta diminuindo o pH e alcalinidade total da água in natura.

Para águas com teor de turbidez abaixo de 75 mg/l, a quantidade de flocos formados na floculação é pequena e permite que a água, após floculada, seja filtrada diretamente e apresente as características de água potável, mantendo os filtros em bom estado de funcionamento. Para poder utilizar-se de tal técnica, os filtros necessitam de projeto especial, para que de modo algum o ciclo de lavagens e a quantidade de água filtrada possam ser afetados.

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Basicamente, o projeto especial dos filtros consistirá de: - aumento de altura cilíndrica do filtro para se obter um tempo de formação conveniente dos flocos na parte superior, acima do leito filtrante, - lavagem executada com perfeição,

- altura de material filtrante maior do que nos filtros convencionais.

6.6.3 Filtração Direta Ascendente ou Descendente Antecedida de Aeração

do oxigênio atmosférico na água, com a finalidade de remover ferro, manganês ou gases

Antes da filtração, a água bruta passa por um Aerador, dispositivo que promove a introdução 6.6.4 Filtração Direta com Dupla Filtração

Consiste na associação de filtros ascendentes, que recebem a água coagulada, seguidos por filtros de fluxo descendentes que têm por finalidade reter as impurezas remanescentes dos primeiros filtros.

6.6.5 Filtração Direta com Osmose Reversa

Utilizado para águas com elevado teores de cloretos. Após a filtração direta, a água é submetida a Osmose Reversa( dessalinização ), que é um processo de separação por meio de membrana, para redução da concentração de cloretos ao nível determinado pela portaria 518/04 do Ministério da Saúde.

6.7 Estação de Tratamento com Filtração Lenta

Neste processo, a estação de tratamento de água, apresenta apenas as etapas de filtração e desinfecção. Os filtros lentos realizam várias ações, ação física de coar, sedimentação, aderência, e atividades biológicas, sendo esta a mais importante.

6.8 Estação de Tratamento Modular

Estação composta de variados processos (aeração, floculação, decantação etc.), com proporções geométricas definidas, variando suas dimensões de acordo com a capacidade nominal, podendo ser ampliada sem contar com dispositivos independentes, e sem prejudicar a operação normal do sistema.

6.9 Desinfecção Simples

padrões exigidos pelo Ministério da Saúde

Sistemas que recebem como tratamento, apenas a desinfecção. Normalmente é utilizado em sistemas com mananciais subterrâneos, de características físico-químicas dentro dos

6.10 Desinfecção por ultravioleta

O sistema de desinfecção por ultravioleta é uma unidade compacta que usa raio ultravioleta para impedir de maneira rápida e confiante que bactérias e vírus que causam cólera, febre tifóide, disenteria e outras doenças mortais se proliferem, produzindo uma água potável.

A luz germicida ultravioleta usada altera o DNA das bactérias e vírus até que eles não sejam mais capazes de se reproduzir. Sem a capacidade de se reproduzir os microorganismos são inofensivos. A desinfecção pela UV é extremamente segura, método confiante de desinfecção de água para o consumo diário. Este método é rápido, barato e não deixa gosto ou odor na água. Sistemas de esterilização por ultravioleta são utilizados pós filtração, em substituição ao cloro e de modo a possibilitar o reuso seguro do tratado.

6.10.1 Vantagens do Sistema Ultravioleta

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. Não agride o meio ambiente, não tem problemas com manuseio ou estocagem de produtos químicos; . Baixo investimento inicial, bem como reduzidos gastos quando comparados com tecnologias semelhantes como ozônio, cloro, etc.; . Processo de tratamento imediato, não necessitando tanques de estocagem ou longos períodos de retenção; . Extremamente econômico; . Não há adição de produtos químicos na água, não havendo o risco de formação de trihalometanos; . Não altera sabor ou odor da água; . Operação automática sem atenção especial ou medições constantes; . Simplicidade e facilidade de manutenção, limpeza periódica, e troca anual das lâmpadas; . Compatível com qualquer outro processo para tratamento de água (Osmose Reversa, Filtração, Troca Iônica, etc.).

Figura 2:Sistema de ultra violeta Fonte: Enasa Engenharia e Comércio Ltda., [199?]

6.1 Estação de tratamento de água aberta

O sistema de tratamento de água aberta, tem sua principal aplicação para o tratamento de águas com variações constantes em suas características físico-químicas. São normalmente projetadas e implantadas para potabilização ou industrialização de águas oriundas de córregos, rios e outros mananciais similares e, que apresentam mudanças rápidas e significativas em seus parâmetros devido às variações climáticas. O correto dimensionamento de uma estação de tratamento de água aberta, garante o atendimento aos padrões de potabilidade, mesmo com águas de alta cor (200 ppm Pt) e turbidez elevada (700 ppm SiO2).

6.12 Estações de tratamento de água tipo filtração direta de fluxo ascendente (filtro russo)

O sistema de tratamento de água, utilizando-se Filtros Tipo Russo, ou seja, de filtração direta ascendente de água coagulada, tem sua utilização vinculada à qualidade da água bruta, para produzir água tratada dentro dos padrões de potabilidade. Este tipo de estação é especialmente recomendado para o tratamento de água bruta com baixos valores de turbidez, porém com cor em níveis mais altos. Pela sua concepção, sem a utilização de floculadores e decantadores, normalmente utilizados em estações convencionais, o Filtro Tipo Russo com filtração direta ascendente, não é recomendado para casos onde os valores de turbidez possam atingir valores altos, como ocorre em captações fluviais de superfície em época de chuvas onde, devido ao arraste de barro e matéria orgânica das margens, aumentam a turbidez, diminuindo o pH e alcalinidade total da água in natura.

Nesta época, para se efetivar a coagulação da água bruta, será necessário a adição de um alcalinizante (carbonato de sódio ou hidróxido de cálcio), para possibilitar a reação do coagulante (sulfato de alumínio) com a alcalinidade total da água bruta, iniciando-se assim o processo de floculação. Quando a turbidez da água bruta é muito elevada, ocorrerá a formação de uma quantidade muito elevada de flocos, colmatando rapidamente o Filtro Russo e conseqüentemente produzindo uma água de baixa qualidade, muitas vezes fora dos padrões de potabilidade.

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Valores Máximos Admissíveis para tratamento de água por filtração ascendente, tipo Filtro Russo: turbidez : 200 NTU; cor : 1.0 mg/l PtCo (aparente).

Outros parâmetros importantes, para se obter sucesso neste tipo de tratamento, são as taxas de aplicação utilizadas, que deverão obedecer as seguintes especificações: . taxa de Filtração : de 200 a 250 m3/h/m2 . taxa de Lavagem : entre 40 e 60 m3/h/m2 . duração da lavagem : em torno de 10 minutos . ciclo entre lavagens : máximo de 24 horas . lavagem intermediária : entre duas a três lavagens / dia (mínimo de três minutos)

7 PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO

Muitas características das águas consideradas inconvenientes, podem ser removidas pelo uso de produtos químicos, cuja ação se faz sentir de diversas maneiras. Alguns produtos são utilizados para reagir entre si, ou reagir com a água e com compostos presentes na água a ser tratada, formando um novo produto capaz de promover a remoção pretendida. Os produtos químicos rotineiramente utilizados no tratamento de água são:

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