Redação Oficial e Empresarial

Redação Oficial e Empresarial

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REDAÇÃO OFICIAL E EMPRESARIAL

Professoras:Maria Lucilene da Silva

Maria Edna Porongaba

Cursos: Administração Geral (1º período)

Administração Financeira (1º período)

Administração em Marketing (1º período)

Maceió

2006

DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA

ALUNO(A):____________________________________________

REDAÇÃO OFICIAL E COMERCIAL

CORRESPONDÊNCIA

Correspondência é o diálogo escrito entre emissor e receptor, que podem ser duas pessoas ou entidades. Este tipo de redação tem duas finalidades: levar algum tipo de conhecimento ao receptor e constituir um testemunho do acontecimento.

CORRESPONDÊNCIA OFICIAL

Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações.

A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.

CORRESPONDÊNCIA COMERCIAL OU EMPRESARIAL

Correspondência comercial é o conjunto de preceitos orientadores da elaboração e circulação de papéis próprios às organizações empresariais, destinados a criar, manter ou encerrar transações.

A carta é o instrumento usual de comunicação escrita no comércio, indústria, bancos e afins, entre as entidades, ou delas a fregueses ou clientes, uma vez que nela se concentram as observações, conselhos e comentários.

QUADRO DE RECURSOS DOS DOCUMENTOS E CORRESPONDÊNCIAS

DENOMINAÇÃO

FINALIDADE

ALCANCE

Ofício

Tratamento de assuntos oficiais pelos Órgãos Públicos da Administração Pública.

Interno e externo

Memorando

Encaminhamento de atos, propostas, pedidos, etc, afetos aos chefes dos Poderes Públicos.

Interno

Carta

Tratamento de assuntos diretamente a pessoas ou publicamente em jornais.

Uma ou várias pessoas.

Ata

Registro em que se relatam os assuntos de uma reunião, assembléia ou convenção.

Externo e interno.

Fax/Telex

Transmissão de mensagens urgentes ou quando há premência em se dar ciência de certos documentos.

Externo e interno.

Relatório

Exposição circunstanciada sobre atividades em função do cargo que exerce.

Superior hierárquico.

QUALIDADES EXIGIDAS PELA CORRESPONDÊNCIA OFICIAL E EMPRESARIAL

  • Vocabulário simples e formal;

  • clareza;

  • objetividade;

  • frases curtas;

  • gramática correta.

PRONOMES DE TRATAMENTO: concordância e emprego

Concordância com os Pronomes de Tratamento

Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”.

Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”).

Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.

Emprego dos Pronomes de Tratamento

O emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso consagrado:

Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:

a) do Poder Executivo;

Presidente da República;

Vice-Presidente da República;

Ministros de Estado1;

Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;

Oficiais-Generais das Forças Armadas;

Embaixadores;

Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial;

Secretários de Estado dos Governos Estaduais;

Prefeitos Municipais.

b) do Poder Legislativo:

Deputados Federais e Senadores;

Ministro do Tribunal de Contas da União;

Deputados Estaduais e Distritais;

Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;

Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.

c) do Poder Judiciário:

Ministros dos Tribunais Superiores;

Membros de Tribunais;

Juízes;

Auditores da Justiça Militar.

O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,

Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.

As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:

Senhor Senador,

Senhor Juiz,

Senhor Ministro,

Senhor Governador,

No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:

A Sua Excelência o Senhor

Fulano de Tal

Ministro de Estado da Justiça

70.064-900 – Brasília. DF

Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo(DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação.

Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado é:

Senhor Fulano de Tal,

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