(Parte 1 de 5)

DESEMPREGO: “ A BOMBA QUE AMEAÇA O MUNDO ”

A situação do emprego, no mundo, é alarmante. Em todo o planeta, o já combalido mercado de trabalho passa por profundas transformações - muitas delas traumáticas - , causadas pela globalização e pelo fantástico progresso tecnológico dos últimos 20 anos.

O atual processo de acumulação capitalista prega o uso intensivo de informação, a horizontalização das grandes unidades produtivas e o sistema de produção flexível, provocando mudanças relevantes nas relações com fornecedores. Exige, ainda, transformações rápidas no mix, demandando reduzido mercado de trabalho. dos trabalhadores que ficam, exige-se grande variedade de habilidades: flexibilidade, soluções criativas, alto grau de engajamento na empresa e capacidade para tomar conhecimento de todo o processo produtivo.

O conceito clássico de pleno emprego, defendido por Willian Beveridge em 1944, admite como tolerável uma taxa de desemprego conjuntural aceitável em torno de 3% - desde que essa margem abranja pessoas desempregadas por breve período de tempo, indivíduos que possam manter-se graças a um seguro desemprego.

A OIT revelou que a taxa média de desemprego, na União Européia (UE), foi de 11,3 % em julho/96, com ligeiro aumento em relação ao ano anterior. De 1995 a julho/96, o índice manteve-se acima de 22% na Espanha, de 14,5 % na Bélgica e em mais de 12 % na França e na Itália.

Na Austrália a taxa subiu para 8,5 % em 1996 e no Japão 3,4 %. O desemprego não variou no Canadá, que registrou taxa de 9,8 % em julho/96, e continuou baixando nos EUA, de 5,7 % para 5,4 %, no mesmo período.

Na América Latina, estima-se que, entre julho/95 e julho/96, a taxa de desemprego passou de 8 % para 10 % na Colômbia.

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A SITUAÇÃO NO BRASIL (1998)

No Brasil dos anos 90, foram abertos, anualmente, 951.400 postos de trabalho em média. Em contrapartida, 1.417.100 pessoas em média ingressaram no mercado de trabalho a cada ano durante este período. Ou seja, o desemprego atingiu, em média, 465.700 pessoas ao ano.

No Brasil, de acordo com o IBGE, existem aproximadamente 3 milhões de desempregados, entretanto 3 milhões é o número de desempregados que o DIEESE considera que exista apenas nas setes regiões metropolitanas onde o órgão faz suas pesquisas. Só em São Paulo, hoje existem em torno de 1.500.000 trabalhadores desempregados. Segundo o Economista Márcio Pochmann (UNICAMP), as taxas de investimentos na década de 90, em relação ao PIB, são inferiores às registradas nos anos 80.

A qualidade do emprego no país está pior, assim como as relações de trabalho. Nos anos 90, ocorreram uma ampliação das ocupações não-assalariadas e das assalariadas sem carteira de trabalho. Ao mesmo tempo, os empregos com registro em carteira diminuíram.

Para Pochmann, “ o trabalhador não-assalariado adota uma estratégia de sobrevivência e isso não pode ser desejado como futuro, pois a pessoa não tem acesso à previdência e aos direitos sociais”.

Para que o desemprego acabasse, a economia teria que crescer à taxa de 6% ao ano - mais que o triplo do que prevê o Ipea. Só assim seria possível absorver o contingente de de 1 milhão a 1,5 milhão de jovens que a cada ano ingressam no mercado de trabalho, segundo o professor Carlos Ivan Simonsen Leal.

"Nos próximos dez anos, o Brasil ainda vai ter uma taxa muito alta de pessoas entrando no mercado de trabalho. Isso significa que o país terá que gerar muitos empregos novos. Quando o PIB cresce a 3% ao ano, não gera o número de empregos novos suficientes", disse Simonsen Leal. O professor refere-se à criação líquida de emprego, isto é, empregos novos menos os empregos que deixaram de existir.

José Márcio Camargo, do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC), concorda que o corte de gastos públicos reduz o crescimento econômico, a curto prazo. Mas ressalta que o ajuste fiscal, aliado à execução das reformas da legislação trabalhista e da Previdência Social, permitirá a retomada do crescimento econômico a partir de 2000.

Fonte: Revista Rumos do Desenvolvimento, Jornal do Brasil, Jornal Sindibancários

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A Trajetória do Desemprego Estrutural no Brasil

O Desemprego é um problema mundial, mas suas razões são agravadas por problemas nacionais, diz Márcio Pochmann. O desemprego estrutural vem piorar um quadro de distorções sociais que remontam ao final do século passado no País, época da Segunda Revolução Industrial. Entre 1890 e 1980, o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo, sem resolver os problemas tradicionais de mercado de trabalho, afirma Pochmann.

Entre os fatores que agravam a questão estão a baixa escolaridade da mão-de-obra, a informalidade do trabalho e a precária rede de proteção social que cerca a população. Além disso, o País passou a adotar políticas públicas de proteção ao trabalhador com enorme atraso. O seguro-desemprego, por exemplo, só foi implementado em meados da década de 80. O Brasil enfrenta, simultaneamente, problemas de atraso e da modernidade.

Os países desenvolvidos resolveram o problema do emprego no século XIX com um conjunto de medidas como a reforma agrária, a reforma tributária e a reforma social. Por não termos feito a reforma agrária, em três décadas o Brasil deixou de ser uma economia agrária para se tornar uma economia urbana: cerca de 100 milhões de pessoas deslocaram-se do campo para a cidade. Para fazer o mesmo movimento, a França levou 100 anos, compara Pochmann. O resultado, como se sabe, foi esse mercado de trabalho urbano abundante de mão-de-obra, sem alternativas ocupacionais.

O Brasil também não seguiu o exemplo das nações que hoje são desenvolvidas ao deixar de fazer a reforma tributária. Convivemos com uma estrutura tributária regressiva, onde os mais pobres pagam muitos impostos. Outra diferença marcante do Brasil em relação ao Primeiro Mundo, a má distribuição de renda, exclui grande parte da população do mercado de consumo. Nos Estados Unidos, por exemplo, 3 em cada 4 pessoas possuem um automóvel. No Brasil, a proporção é de 1 em cada 11 pessoas. Essa exclusão constrange a expansão do emprego. A exclusão do mercado de consumo foi um dos fatores que não nos permitiram resolver os problemas estruturais da Segunda Revolução Industrial.

As famílias pobres, por exemplo, não utilizam os serviços pessoais, como cabeleireiros, tinturarias, e tampouco freqüentam restaurantes, três setores de atividade terciárias fortemente empregadores de mão-de-obra. O setor de serviços pessoais no Brasil não representa mais do que 5% na estrutura de emprego, ao passo que nos Estados Unidos esse percentual atinge 24%. Também não fizemos a reforma social para implantar no País o Estado do Bem-Estar Social, com garantia de Saúde, Educação, Transporte e Habitação, o que nos permitiria, além de generalizar a cidadania, resolver o problema do emprego.

Não é compromisso do capital gerar empregos. Não podemos exigir isso do setor privado, diz Pochmann. Cabe ao Estado implementar as reformas e garantir a empregabilidade, ainda que isso implique aumento dos gastos públicos. Estamos falando de um país em construção como o Brasil. Nos países mais desenvolvidos, não há mais muito o que fazer. Aqui, ao contrário, há muito o que fazer. Fonte: Revista Inovação empresarial set/98 - Accor Brasil

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INDÚSTRIA BRASILEIRA A N O Nº DE INDÚSTRIAS PESSOAL OCUPADO

1920 13.569 293.673

1940 49.418 781.185

1950 92.350 1.279.184

1960 110.771 1.799.376

1970 164.793 2.699.969

1980 226.306 5.720.006

1985 207.157 5.608.704

1990 191.315 5.464.436

1995 208.806 4.906.524

1996 211.778 4.751.422

FONTE: 1920-1985 -IBGE (CENSO INDUSTRIAL); 1990-1996 - MINISTÉRIO DO TRABALHO -RAIS

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BRASIL - 3º PAÍS DO MUNDO EM DESEMPREGO

O Brasil é o terceiro país em desemprego no mundo, em números absolutos, segundo pesquisa realizada pelo economista Márcio Pochmann, da Unicamp, com base em dados oficiais de 141 países. Em 1999, o volume de desemprego aberto em todo mundo foi de 138 milhões de pessoas . O Brasil , de acordo com os dados IBGE, com 7,7 milhões de pessoas sem trabalho , concentrou 5,61% desse total. O país só fica atrás da Rússia, com 9,1 milhões de pessoas sem emprego, e da Índia, com quase 40 milhões.

De acordo com o estudo feito por Pochmann, no início dos anos 90, o país ocupava o oitavo lugar no ranking mundial do desemprego, em 95, subiu para quinto e, em 98 atingiu a terceira posição . Nos últimos 24 anos , o desemprego mundial aumentou de 2,3% da PEA (População Economicamente Ativa) para 5,5%. Nos países desenvolvidos ,as taxas cresceram, em média , 53%. Em outros , o aumento chegou a 200%. No Brasil , nesse período, o índice cresceu 369,4% passando de 1,73% da PEA , em 1975, e para 9,85% em 1999.

O economista avalia que a globalização está aumentando a concentração do desemprego em países pobres , incluindo o Brasil. Considera também que a pesquisa questiona a tese de que os avanços tecnológicos seriam responsáveis pelo desemprego ,já que os países mais afetados pelo problema são justamente os mais atrasados (Correio Bancário, 01/02/2000).

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Desemprego: chaga do capitalismo

Por Leonardo Melo

O desemprego nunca foi problema nas sociedades baseadas na caça e coleta; em sociedades tribais, o desempenho das atividades de subsistência requer relativamente pouco tempo, não proporciona status ou remuneração especial e não é encarado como uma esfera isolada da vida. Somente nas sociedades baseada no trabalho remunerado o desemprego assume o significado social, econômico e político que tem hoje.

Assim sendo, não há dúvida de que uma das maiores chagas do capitalismo chama-se desemprego. A situação é alarmante não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Segundo a United Nations International Labor Organization o número de desempregados e sub-empregados (contando pessoas com renda inferior a US$ 50,00 / mês e trabalhadores que vivem da informalidade), no planeta pode passar de 1 bilhão de pessoas.

Em 1950, a força de trabalho contando pessoas entre 15 e 65 estava na casa de 1,2 bilhão de pessoas para uma população mundial de 2,5 bilhões. Em 1999 a força de trabalho era de cerca de 3 bilhões para uma população de 6 bilhões, ou seja, a força de trabalho subiu de 48 para 50% em meio século.

A criação de empregos porém, não acompanhou esse dado, visto que o mundo todo convive hoje com altas taxas de desemprego. Salvo algumas “ilhas” que possuem níveis toleráveis de desemprego, a situação global é preocupante.

Em geral os economistas têm como principal preocupação, questões abstratas como estabilização da moeda e controle da inflação, e acabam não dando a devida atenção à problemas concretos como desemprego e má distribuição de renda. Seja qual for o motivo: a famigerada globalização, o fator neoliberal, a mecanização da agricultura e o conseqüente êxodo para o meio urbano, a crescente automatização das indústrias ou qualquer outro: o fato é que vivemos uma crise mundial de emprego e pouco se tem feito de concreto para corrigir esse problema, a questão da má distribuição de renda têm um aspecto semelhante. Surgem várias teorias para explicá-las, mas pouco se faz para acabar com ela.

E como poderia num contexto mundial de desemprego e crises econômicas surgirem alguma “ ilhas” como os Estados Unidos, onde o índice de desemprego vêm caindo mês a mês? Falando de Brasil, a nossa realidade é preocupante, nós temos dimensões continentais, somos vários Brasis num só país; somos ao mesmo tempo o Brasil agrícola, o Brasil industrial, o Brasil mineral, o Brasil urbano, o Brasil rural, o Brasil do luxo e o Brasil da miséria, o Brasil do desemprego.

Os números variam entre 8 e 17%, são exatamente contraditórios uns aos outros dependendo de onde estes são exibidos. Quando se trata de um órgão governamental, quase sempre a situação é mascarada, apresentada de modo a não parecer tão ruim quando realmente é. Deixando um pouco de lado os números, o fato é que vivemos uma epidemia de desemprego, impulsionada basicamente pelas anomalias sociais que sempre tivemos e agravada mais recentemente por outros fatores como a globalização e a automação. Nos últimos anos e evidente a agudização da escassez de abertura de vagas e a diminuição do contingente empregado.

A má distribuição de renda é um exemplo de anomalia social que contribui para o avanço do desemprego. As famílias mais pobres não freqüentam cabeleireiros, não vão à shows ou exposições, não freqüentam restaurantes, etc. Esses são setores fortemente empregadores de mão de obra, no Brasil os serviços ocupam 5% da estrutura de emprego, ao passo que nos EUA esse número é de 24%. A reforma tributária e a reforma agrária no Brasil não passam de ilusões quiméricas. Sem a primeira, empresas e indivíduos de menor poder aquisitivo acabam pagando mais imposto que os de maior poder econômico. Sem a segunda, acabamos tendo ainda no ano 2003 um fluxo migratório do meio rural para o meio urbano sem qualquer perspectiva. Globalização e automação vêm apenas acentuar esse quadro de desemprego que traz consigo fome, marginalização, exclusão social, etc.

A educação que deveria ser um fator de correção acaba sendo um fator que só agrava o problema, visto que as escolas públicas não oferecem um nível de ensino semelhante ao das particulares. Com isso, o jovem que vier de uma escola pública não tem a mesma probabilidade de passar num vestibular que um jovem oriundo de uma escola particular e acaba tendo que procurar emprego sem a devida qualificação, já que também não pode pagar cursos de especialização, isso na melhor das hipóteses, quando consegue completar o segundo grau, já que muitos têm que abandonar antes, para trabalhar devido ao desemprego e/ou aos baixos salários dos pais. Sem contar a aprovação automática, que vêm sendo utilizada em grande parte das escolas públicas do país; onde o estudante é aprovado automaticamente, sem avaliação. Com isso, temos crianças de 11, 12 anos estudando normalmente na quarta série, por exemplo, que mal sabem ler ou escrever, quer dizer: pensar na educação como remédio para o desemprego é utopia

Fala-se muito atualmente em banco de horas e redução da jornada de trabalho, assuntos que geram polêmica, já que são vistos como soluções para alguns e como uma forma de “tapar o sol com peneira” para outros. Também se fala em desconcentração industrial; processo que ocorre quando as indústrias passam a se instalar em regiões alternativas, fora das zonas onde já há uma grande concentração de indústrias. Esse fato vêm ocorrendo no Brasil principalmente em São Paulo, no Paraná e em Minas Gerais, onde observa-se por exemplo o Crescimento Acentuado das oportunidades de trabalho em Ubá, interior de Minas ao passo que em Belo Horizonte o índice de desemprego segue aumentando anualmente.

O mesmo acontece com Paraná e São Paulo, onde registram-se baixas taxas de desemprego no interior e altos índices nas capitais. Para citar um exemplo disso, podemos observar que de 1992 a 1996 surgiram 41,2 mil oportunidades de trabalho, ao passo que na zona metropolitana de Curitiba registrou-se nesse período a criação de apenas 8,2 mil oportunidades de trabalho. Com esse fenômeno, observamos que baixam as taxas de desemprego em uma região e aumenta os índices de outra, como o ABC paulista que registra índices de 20%. Logo essa não é a solução para o problema.

A solução para o problema do desemprego consiste na adoção por parte do governo de medidas como a reforma agrária, a reforma tributária e uma reforma social para combater problemas crônicos como a má distribuição de renda. A solução vem a ser a adoção de medidas que tenham como prioridade a geração de empregos, com garantia de saúde, educação, transporte, habitação e alimentação para a população. O mundo hoje cresce baseado principalmente nos setores siderúrgico, petroquímico, energético e de telecomunicações. Exatamente os setores que foram privatizados pelo governo neoliberal de FHC, que priorizou este tipo de insanidade à questões emergenciais como o desemprego e a miséria. Ao prestar obediência ao neoliberalismo, o governo deixa o Brasil sem metas e sem prioridades, sem políticas setoriais. De que adianta um programa de desenvolvimento, se o governo promove o retorno do país a um passado colonial?

O desemprego é uma chaga do capitalismo, uma chaga do Brasil que infelizmente está muito difícil de cicatrizar.

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Desemprego global bate recorde e supera 191 milhões

Terça, 24 de Janeiro de 2006, 12h47

Fonte: BBC Brasil

O ano de 2003 terminou com 185,9 milhões de desempregados em todo o mundo, atingindo 6,2% da força de trabalho da Terra. É o maior número da história da OIT, superando a marca de 185,4 milhões de atingida em 2002. A maior parte deste contingente é formada por homens: 108,1 milhões (600 mil a mais que em 2002); as mulheres são 77,8 milhões (cem mil a menor do que em 2002). Entre os jovens, de 15 a 24 anos, há 88,2 milhões de desempregados, isto é, 47,4% do total. A taxa de desemprego nesta faixa de idade é mais de duas vezes maior que a média, 14,4%. Além do grande desemprego, o estudo mostra que, em 2003, 550 milhões dos trabalhadores no mundo eram pobres, ganhando no máximo um dólar americano por dia (menos de R$ 3,00).

A região mais afetada pela recessão econômica mundial de 2001 foi a América Latina e o Caribe, que se refletiu na queda do crescimento econômico e, em conseqüência, na eliminação de empregos. A região teve um decréscimo de -0,1% em 2002, e voltou a crescer, discretamente, em 2003: 1,6%, com uma recuperação do emprego muito lenta. A taxa de desemprego regional caiu de 9% para 8%, redução que pode ser atribuída à recuperação argentina e à diminuição do crescimento da mão-de-obra, diz o estudo. Já “o crescimento do PIB dos Estados Unidos foi ofuscado pela escassa criação de empregos e por uma taxa de desemprego que se manteve em níveis altos, em cerca de 6%. A União Européia (UE), por outro lado, obteve resultados positivos nos mercados de trabalho de alguns países, apesar da baixa taxa de crescimento do PIB: 1,5%.”

Apesar de taxas de crescimento anuais do PIB de mais de 7%, a Ásia Oriental (que inclui a China) registrou um ligeiro aumento do desemprego, enquanto no Sudeste Asiático (que inclui Indonésia e Vietnã) houve um pronunciado recuo do desemprego em 2003. Na Ásia meridional (que inclui a Índia) o desemprego permaneceu estável apesar do rápido crescimento do PIB, 5,1%.

No Oriente Médio e Norte da África o desemprego não só aumentou como mostrou a taxa mais elevada, 12,2%. A África Subsaariana viveu uma ligeira queda do número de desempregados, mas “insuficiente para reduzir o elevado número de trabalhadores pobres” e sofrendo o impacto negativo da epidemia de aids.

Não há vagas

Ano 1993 1998 2000 2001 2002 2003

Mulheres 58,2 71,9 73.4 74,3 77,9 77,8

(Parte 1 de 5)

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