Base de dados: cultura caiçara - monografia

Base de dados: cultura caiçara - monografia

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Escola de Comunicações e Artes Departamento de Biblioteconomia e Documentação

Trabalho final elaborado para a disciplina CBD0201 - Recursos Informacionais I, publicado em arquivo pdf no portal Nexos: da informação ao conhecimento, sob a coordenação da Prof. Dra. Brasilina Passarelli.

Discente: EDISON LUÍS DOS SANTOS

Nº USP: 0359.953, e-mail: edisonlz@usp.br Curso: BIBLIOTECONOMIA (noturno)

Julho - 2007 São Paulo - SP

APRESENTAÇÃO04
INTRODUÇÃO07
I. CULTURAS TRADICIONAIS & CULTURA CAIÇARA08
1.1. Contexto histórico08
1.2. Conceitos10
1.3. Unesco: diversidade cultural & patrimônio imaterial1
I. INFORMAÇÃO & CULTURA13
2.1. Cultura caiçara: resgate de um povo13
2.2. Resistência caiçara na era digital: Nupaub15
I. INFORMAÇÃO & EDUCAÇÃO: REALIDADE BRASILEIRA17
3.1. Base de dados & informação: tendências oligopolizantes17
3.2. Base de dados & educação no Brasil20
3.3. Base de dados & pesquisa: desconhecidas e pouco usadas24
para a escolha de base de dados26
IV. BASE DE DADOS & ECONOMIA30
4.1. IBGE: conhecer a realidade e exercer a cidadania30
4.2. Aplicações de base de dados numéricas32
4.3. Disponibilidade de informações no Sidra3
V. BASE DE DADOS & LEGISLAÇÃO34
5.1. Sistema jurídico no Brasil34
5.2. Direitos: em busca de base jurídica para a sobrevivência35
VI. AVALIAÇÃO DE BASES DE DADOS37
6.1. Ficha modelo para avaliação de base de dados37
6.2. Critérios para a avaliação de base de dados38
6.3. Resultado da avaliação de 5(cinco) bases de dados39
6.3.1. ProQuest39
6.3.2. UnibibliWeb40
6.3.3. Nupaub-USP41
6.3.4. IBGE-Sidra42
6.3.5. Legislação Federal do Brasil43
BIBLIOGRAFIA4
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS46

SUMÁRIO 3.4. UnibibliWeb: aprimorando a interface com o usuário SANTOS, Edison L. Guia de bases de dados - cultura caiçara: informação e resistência na era digital. São Paulo: CBD-ECA-USP, 2007, pág. - 2

“Pedi tam pouco à vida e esse mesmo pouco a vida me negou.

Uma restea de parte do sol, um campo (...), um bocado de socego com bocado de pão, não me pesar muito o conhecer que existo, e não exigir nada dos outros nem exigirem eles nada de mim. Isso mesmo me foi negado, como quem nega a sombra não por falta de boa alma para não ter que desabotoar o casaco”. (Fernando Pessoa, O livro do desassocego.)

“A conquista do supérfluo produz uma excitação espiritual maior que a conquista do necessário. O homem é uma criação do desejo, não uma criação da necessidade”. (Gaston Bachelard. A psicanálise do fogo, p. 25)

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A região costeira é uma coisa surpreendente, uma interrupção maravilhosa, uma interface, como se diz. Sempre pensei o espaço em termos de ruptura, em termos de ‘ou/ou’, em termos de divisor de águas – esses lugares onde as coisas são trocadas, transformadas. [...] A extensão é menos importante do que o ponto em que as coisas mudam, em que há um fragmento. [...] O continente e o mar existem graças à área costeira. E isso é uma ambivalência muito interessante. (VIRILIO & LOTRINGER, 1984. p. 110-1.)

O avanço desenfreado do globalismo — movido pela tirania do mercado e a lógica global dos atores dominantes — produz crescente artificialização do meio ambiente e impõe, deliberadamente, modos culturais que reduzem o universo da psicoesfera cotidiana, modificando as formas de sociabilidade e condicionando a maioria dos indivíduos às regras viciadas do consumo e das “marcas registradas”, à revelia de um Estado impotente e corrupto.

A lógica da industrialização apropria-se dos espaços naturais e sociais de acordo com as necessidades imediatas de expansão e reprodução econômica. A obtenção do maior lucro é “a” medida de ocupação do espaço. Contudo, impactos de natureza sócio-ambiental têm sistematicamente ocorrido com efeitos desastrosos à vida das populações que dependem diretamente dos recursos naturais para a sua reprodução social, pois essa lógica expansionista não contempla a diversidade – as diferentes formas sociais de o homem interagir com a natureza. A natureza é reduzida a empreendimento econômico.

Tal modelo tem levado à extinção ou à degradação das formas tradicionais de produção baseadas na secular interação com a natureza. “A expansão do modelo urbano-industrial nas zonas pesqueiras artesanais tem levado à extinção dos recursos pesqueiros – base de sobrevivência das populações litorâneas – e de seus habitats”.1 Ao longo do litoral paulista – região que se estende desde as encostas da Serra do Mar (divisa de Parati e Ubatuba) até a fronteira com o Paraná (Cananéia e Iguape) observa-se a

SANTOS, Edison L. Guia de bases de dados - cultura caiçara: informação e resistência na era digital. São Paulo: CBD-ECA-USP, 2007, pág. - 4 mesma tendência, comandada pela pressão turística, especulação imobiliária e empreendimentos agropastoris, ou seja, intervenções “que tem provocado a descaracterização social e ecológica da região. Mesmo as medidas de proteção ambiental como a Área de Proteção Ambiental (APA), criada em 1985 pelo Governo Federal, parecem não assegurar o controle desse processo”.

Tais questões merecem estudo e aprofundamento, mas requer informação acurada e abordagem multidisciplinar. Impossível compreender os rumos e suas conseqüências, sem ao menos dominar fundamentos básicos, a fim de propor soluções para um entendimento das formas de utilização do espaço e recursos naturais, desenvolvidas ao longo dos anos pelos caiçaras.

Neste estudo procuramos identificar o local da cultura caiçara na era digital em meio a uma gama de especulações de ordem econômica, jurídica, ideológica e política que — malgrado o descaso de um Estado impotente e a tirania do mercado — ameaçam a sua sobrevivência, tendo em vista que o “espaço tornou-se a mercadoria universal por excelência”.

Na elaboração conceitual deste “Guia de Bases de Dados – Cultura

Caiçara”, tratamos de situar o tema em seu contexto histórico à luz de conceitos consolidados pela literatura (capítulo I). Em seguida, estabelecemos as relações entre cultura e informação na era digital (capítulo I). Como subsídio a esse dois capítulos iniciais, recorremos ao acervo da Base de Dados Nupaub - USP, ancorados nos vetores interdependentes da Unesco para preservação de patrimônio cultural e promoção da diversidade, firmados em Paris (2003 e 2005).

No capítulo I, discute-se as novas tecnologias da informação no contexto das atuais fissuras do modelo educacional brasileiro — carências que remontam ao processo histórico de colonização e deculturação dos nativos promovido pela catequese dos jesuítas nas tabas; a ignorância e o analfabetismo digitais quanto ao uso de bases de dados e o papel das universidades no processo de inclusão digital de comunidades de cultura tradicional, a partir das tecnologias de informação e comunicação. Nesse caso, para ilustrar a importância do acesso a bases de conteúdo pedagógico e científico, a escolha das bases para avaliação recaiu sobre as Bases de Dados ProQuest e UnibibliWeb.

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As relações entre as populações litorâneas e as áreas de proteção ambiental são a justificativa para a escolha de uma base de dados econômicoestatística para a compreensão do espaço, contemplando as relações entre as Ciências Humanas e as Ciências Naturais. Por isso, incluímos no rol mínimo do “Guia de Bases de Dados – Cultura Caiçara” a possibilidade de acesso às informações da Base de Dados IBGE - SIDRA, a fim de estimular estudos integrados da dinâmica terrestre, tendo em vista a magnitude e a especificidade dos problemas sócio-ambientais brasileiros. (capítulo IV)

Neste trabalho interdisciplinar houve a preocupação de amparar os sujeitos marginalizados pelo processo de industrialização da informação e do lazer, bem como apoiá-los juridicamente diante da carência de informações na luta contra a tirania do mercado imobiliário e do turismo. Daí advém a relevância de incluirmos também a Base de Dados Legislação Federal do Brasil (capítulo V).

No último capítulo, apresentamos o resultado geral da avaliação realizada com 5 (cinco) Bases de Dados para a composição deste Guia, a partir dos critérios discutidos em sala de aula, além das recomendações extraídas do site NEXUS - da informação ao conhecimento, para avaliação e recuperação de informações em bases de dados eletrônicas.

Por fim, o propósito maiúsculo do “Guia de Bases de Dados – Cultura

Caiçara” é apontar caminhos e horizontes de pesquisa interdisciplinares que contemplem as diferentes dimensões da inserção da cultura caiçara no universo digital: cotidiano, história, economia, mundo do trabalho, espaço do fazer, espaço do lazer, formas de representação simbólicas e culturais, participação na vida social, acesso à informação, aos bens culturais e científicos.

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Com o aquecimento global do planeta, um desafio histórico tem se colocado para as sociedades contemporâneas: como combinar as formas atuais de desenvolvimento com uma utilização racional e não predatória do meio-ambiente? E mais: como conciliar a conservação da natureza com o modo de vida de populações que dependem diretamente dos recursos naturais para sua sobrevivência física e social?

A proposta de composição deste Guia de Base de Dados consiste numa tentativa de reunir as primeiras bases sobre a cultura caiçara, fruto de incursões feitas na literatura disponível e dos levantamentos preliminares realizados para a disciplina Recursos Informacionais I. Apresentamos estudo preliminar sobre alguns aspectos da cultura caiçara no litoral do estado de São Paulo, decorrente de pesquisa que visou recobrir minimamente o universo conceitual a partir de estudos anteriores realizados por outros pesquisadores, incorporando quadro teórico de referência, consoante com os parâmetros da Unesco (Paris, 2005).

Diante da questão imperativa de melhorar a interface de acesso às bases de dados nacionais e internacionais, sejam estas impressas ou eletrônicas, pagas ou gratuitas na Internet, esperamos aumentar o êxito na busca da informação desejada e contribuir para derrotar uma das maiores ameaças à cultura caiçara: a apatia e anomia social das novas gerações, que vivem cada vez mais afastadas do legado cultural de seus pais.

Não basta reconhecê-las como objetos de estudo, mas permitir que sejam também agentes de sua própria história, partícipes na condução de projetos de modo autônomo. Assim, o “Guia de Bases de Dados – Cultura Caiçara” busca facilitar o acesso à informação remetendo o usuário diretamente à base de dados ou informação desejada, a fim de obter respostas objetivas às suas reais necessidades, desde a fase inicial do processo de busca por informações.

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Capítulo 1 CULTURA RÚSTICA TRADICIONAL & CULTURA CAIÇARA

1.1. CONTEXTO HISTÓRICO

A colonização do Brasil empreendida pelos portugueses a partir do século XVI plasmou entre a população rural um modelo sociocultural de adaptação ao meio que, malgrado suas diferenças regionais e as que se podem detectar ao longo do tempo, apresenta características comuns que marcam ainda hoje as comunidades humanas em regiões isoladas do país.

Diante de uma natureza desconhecida — os portugueses e a população brasileira, que se constituiu ao longo do empreendimento colonial, adotaram as técnicas adaptativas indígenas para o sustento. Delas incorporaram sua base alimentar constituída pelo plantio de milho, mandioca, abóbora, feijões, amendoim, batata-doce, cará etc. Esse modelo sociocultural de ocupação do espaço e de utilização dos recursos naturais deve a maior parte de suas características às influências das populações indígenas e ao caráter cíclico e irregular do avanço da sociedade nacional sobre o interior do país. Segundo argumenta o professor Aziz Ab’Saber:

A cultura é um conjunto de valores animológicos, sociológicos, ergológicos, e tecnológicos. As culturas dos grupos indígenas são muito ricas na parte animológica e sociológica. Enquanto estiverem em seus refúgios, longe da letalidade do contato com o “homem branco” e com a chamada cultura ocidental, os indígenas não necessitam das nossas tecnologias. Suas crianças vivem bem e o ambiente é bom, favorável.2

Adotaram os produtos de coleta compondo sua dieta com a extração do palmito e de inúmeras frutas nativas como maracujá, pitanga, goiaba, banana, caju, mamão e tantas outras, tendo como complemento essencial o apoio na caça e na pesca. Segundo Arruda, procedimento implicou:

SANTOS, Edison L. Guia de bases de dados - cultura caiçara: informação e resistência na era digital. São Paulo: CBD-ECA-USP, 2007, pág. - 8 a adoção de técnicas de plantio indígenas (roça consorciada, itinerante, com base na queimada, tipo slash-and-burn) e de artefatos como as peneiras, os pilões, o ralo, o tipiti e outros implementos que fazem parte da cultura rústica brasileira. Implicou também a incorporação da extraordinária capacidade de ajustamento ao meio demonstrada pelos índios: conhecimento minucioso dos hábitos dos animais e técnicas precisas de captura e morte, incluindo inúmeros tipos de armadilhas. A base alimentar indígena foi ampliada e mesclada com espécies vegetais trazidas de fora, como o trigo, o arroz branco, legumes, bananas exóticas e outras, naturalizadas e incorporadas à dieta da população. A lista de elementos apropriados das culturas indígenas é enorme e não caberia aqui detalhá-la, mas apenas mencionar mais alguns itens como as técnicas de fabricação e uso de canoas, da jangada, de tapagem, de redes e armadilhas de pesca, de cobertura de casas rurais com material vegetal, o uso da rede para dormir, etc.3

A influência indígena também se manifestou nas formas de organização para o trabalho e nas formas de sociabilidade. No modelo de "cultura rústica" as famílias são as unidades de produção e consumo que, através de relações de ajuda baseadas na reciprocidade (na instituição do "mutirão", nas festas religiosas etc.) se articulam umas com as outras em estruturas frouxas, porém mais abrangentes que constituem os “bairros rurais". Embora relativamente autônomos, esses "sitiantes tradicionais" sempre mantiveram certa relação de dependência com os pequenos núcleos urbanos, com os grandes proprietários rurais e as autoridades locais, expressa nas categorias de meeiros, parceiros, posseiros, pequenos proprietários e colonos.

Em linhas bastante gerais a colonização portuguesa dedicou-se à exploração intensiva de certos produtos valiosos no mercado internacional, promovendo o adensamento populacional apenas nas regiões em que essa exploração era mais bem sucedida. [...] A perda da importância econômica ou o esgotamento do recurso em exploração deslocava o eixo do povoamento deixando a região ao abandono, restando no mais das vezes núcleos populacionais relativamente isolados e dispersos subsistindo numa economia voltada para a auto-suficiência, marcados por uma fisionomia e características predominantemente indígenas.4

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1.2. CONCEITOS

A sujeição significa que o sujeito sujeitado sempre julga que trabalha para seus próprios fins, desconhecendo que, na realidade, trabalha para os fins daquele que o sujeita. (Edgar Morin, Ciência com consciência, p. 109)

Segundo a classificação proposta por Darcy Ribeiro (1995), as variantes do modelo de povoamento rural são denominadas: de cultura criola — desenvolvida na faixa de massapé do Nordeste, sob a égide do engenho açucareiro; de cultura caipira — constituída pelo cruzamento do português com o indígena e que produziu o mameluco paulista, caçador de índios e depois "sitiante tradicional" das áreas de mineração e de expansão do café. Esta se apresenta no litoral sob o nome de cultura caiçara; já a cultura difundida pelo sertão nordestino até o cerrado do Brasil central pela criação de gado — de cultura sertaneja; a das populações amazônicas, afeitas à indústria extrativa — de cultura cabocla; e por fim, a cultura de pastoreio nas campinas do Sul — de cultura gaúcha.

Nessa cultura rústica brasileira coexistiram as fazendas monocultoras ao lado de criação de gado, constituindo a base da produção do abastecimento para estas empresas e os povoados, expandindo-se por todo o Brasil à medida que encontrava terras devolutas para reproduzir seu modo de vida.

As populações alijadas dos núcleos dinâmicos da economia nacional, ao longo de toda a história do Brasil, adotaram o modelo da cultura rústica, refugiando-se nos espaços menos povoados, onde a terra e os recursos naturais ainda eram abundantes, possibilitando sua sobrevivência e a reprodução desse modelo sociocultural de ocupação do espaço e exploração dos recursos naturais, com inúmeros variantes locais determinados pela especificidade ambiental e histórica das comunidades que neles persistem. Processo paralelo ocorreu com os povos "desindianizados" que se mantiveram como comunidades relativamente fechadas, mas, perdendo sua identidade étnica, convergiram para o modelo da cultura rústica.

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A emergência da questão ambiental nos últimos anos jogou ainda uma outra luz sobre esses modos "arcaicos" de produção. Ao deslocar o eixo de análise do critério da produtividade para o do manejo sustentado dos recursos naturais, evidenciou a positividade relativa dos modelos indígenas de exploração dos recursos naturais e desse modelo da cultura rústica, parente mais pobre, mas valioso, dos modelos indígenas. Desse modo, parece evidente que:

As populações "tradicionais", seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, quilombolas, mas principalmente as sociedades indígenas, desenvolveram através da observação e experimentação um extenso e minucioso conhecimento dos processos naturais e, até hoje, ainda são as únicas práticas de manejo adaptadas às florestas tropicais (Meggers, 1977; Descola, 1990; Anderson & Posey, 1990). Embora estas populações corporifiquem um modo de vida tradicionalmente mais harmonioso com o ambiente, vêm sendo persistentemente desprezadas e afastadas de qualquer contribuição que possam oferecer à elaboração das políticas públicas regionais, sendo as primeiras a serem atingidas pela destruição do ambiente e as últimas a se beneficiarem das políticas de conservação ambiental.5

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