ressecçao trans uretral

ressecçao trans uretral

Ressecção Transuretral

  • Perioperatória

  • Hallen Nunes

  • Janine Branco

  • Jaqueline Couto

  • Mellissa Brezolin

Próstata

  • Abaixo do colo da bexiga.

  • Circunda a uretra.

  • Canal ejaculatório, canal deferente.

  • Secreção química adequada aos espermatozóides em sua passagem.

Ressecção Transuretral da Próstata

  • É a retirada, via uretral, da porção da próstata que bloqueia a uretra e o esvaziamento da urina pela bexiga.

    • Ressecção: procedimento que tem por finalidade retirar uma parte de um tecido ou órgão.
    • Transuretral: que atravessa a uretra; que é praticado pela uretra.

Ressecção Transuretral da Bexiga

  • É um procedimento cirúrgico onde há a remoção via uretral e com auxílio de videocâmera de tumores da próstata e bexiga. Vegetantes (dedos de luva) ou sésseis (base larga) e ainda polipóides (como um cogumelo).

Indicações

  • Hiperplasia prostática.

  • Tumores vesicais.

Vários fatores influenciam a conduta cirúrgica:

  • A ressecção transuretral é um dos quatro métodos cirúrgicos aceitáveis de tratamento do aumento da obstrução prostática. Tamanho da glândula;

  • Localização da condição patológica;

  • Idade e condição do paciente, e

  • Presença de doenças associadas.

  • É necessário um fluxo contínuo de líquidos de irrigação isotônico e não-eletrolítico para assegurar transmissão de corrente elétrica e clara visualização durante a cirurgia.

2.Patologia

Hiperplasia Prostática - HPB

  • A hiperplasia prostática benigna é a

  • doença urológica de maior prevalência

  • em homens com idade superior a 50 anos.

  • A próstata é constituída de três tipos

  • fundamentais de tecidos: o epitelial, o muscular liso e o estroma conjuntivo.

  • As glândulas

  • periuretrais, assim como o estroma

  • que as envolve, sofrem um processo de

  • hiperplasia, acompanhado por hipertrofia

  • das fibras musculares. Esses processos

  • levam a um aumento do volume da glândula,

  • acarretando constrição da luz uretral

  • e obstrução à passagem de urina.

Hiperplasia Prostática HPB

  • Próstata aumentada.

  • > de 50 Anos.

  • Estende-se para cima, para dentro da bexiga e obstruindo o efluxo da urina por sobrepor-se ao orifício vesical.

  • Segunda Causa mais comum de intervenções cirúrgicas em homens de mais de 60 anos de idade.

Manifestações Clínicas:

  • Próstata grande, indolor e elástica.

  • Sugere-se que os hormônios iniciam a hiperplasia do tecido do estroma de sustentação e dos elementos glandulares na próstata.

  • Hormônios.

  • Lobos hipertrofiados.

  • Os lobos hipertrofiados podem obstruir o colo vesical ou a uretra prostática.

  • Esvaziamento incompleto da bexiga.

  • Retenção urinária.

  • Hidroureter e Hidronefrose (Dilatação gradual dos ureteres e dos rins)

  • Infecção.

Câncer de Bexiga

  • O câncer de bexiga é a segunda neoplasia mais comum do trato urogenital; somente superado pelo câncer de próstata. É responsável por aproximadamente 6% de todos os cânceres em homens e 2 % em mulheres, sendo três a cinco vezes mais comum em homens.

  • Hematúria, que pode ser macroscópica ou microscópica, é o sinal mais comum de apresentação da neoplasia de bexiga, não estando relacionado o grau da hematúria ao volume ou ao estágio do tumor. Todavia, pode estar presente em outras etiologias como doenças inflamatórias, litíase, ou outras condições que produzam sangramento do trato urinário

  • Assintomáticas as neoplasias de bexiga são geralmente.

  • Urgência miccional e disúria; pode queixar-se de irritabilidade severa

Câncer de bexiga

  • O tratamento das neoplasias de bexiga é, muitas vezes, feito através da ressecção transuretral (RTU) durante a cistoscopia nas neoplasias superficiais, sendo geralmente suficiente para as neoplasias limitadas à mucosa vesical.

  • Casos de recorrência são esperados entre 50% e 70% dos casos e são, em sua maioria, do mesmo estágio e grau, podendo ser tratados novamente através da RTU com sucesso.

3.Cuidados de Enfermagem

Assistência no Pré - Operatório

  • 1.Ansiedade relacionada à cirurgia e a seu resultado.

  • 2.Dor relacionada à distensão vesical.

  • 3.Déficit de conhecimento sobre fatores ligados ao distúrbio e ao protocolo de tratamento.

Prescrições de Enfermagem.

  • 1.F- Estabelecer comunicação, proporcionar privacidade e relacionamento profissional de confiança. Esclarecer sobre o procedimento cirúrgico.

  • 2.F- Monitorar padrões de micção, distensão vesical e auxilia com o cateterismo.

  • O- repouso no leito.

  • 3.F- explicar o que vai ocorrer, mostrando em desenhos e linguagem compatível, sobre qual anestesia e oferecer chance do pct fazer perguntas sobre seu estado, cirurgia e tratamento.

Assistência no Pós -Operatório

  • Dor relacionada à inserção de cateter e espasmos vesicais.

  • Déficit de conhecimento sobre os cuidados pós operatórios e tratamento.

Prescrições de Enfermagem

  • Monitorar e tratar complicações potenciais.

  • Cateter Obstruído: F- manter cateter permeável através do lasix e hiratação.

  • S- parte inferior do abdômen para uma bexiga distendida. Sinais de sangramento na urina do coletor.

  • Retirada do Cateter

  • Monitorar para hemorragia.

  • S- para sintomas de estenose uretral, como: disúria, esforço, jato urinário fraco.

4.Técnica Cirúrgica

Ressecção Transuretral da Próstata

  • Por meio de um ressectoscópio introduzido na bexiga através da uretra, porções sucessivas de tecido são removidas da ´raea ao redor do colo vesical e os lobos da próstata são ressecados, deixando a cápsula intacta.

  • O ressectoscópio utiliza uma alça de corte estabilizada para ressecar o tecido e coagular vasos sanguíneos por meio de corrente elétrica. A corrente elétrica que alimenta o eletrodo é suprida por uma unidade eletrocirpurgica de alta frequência. OS ajustes são específicados pelo urologista, que ativa a corrente cortante ou coagulante com um pedal no decorrer do procedimento.

Enfermagem perioperatória

  • Soluções de irrigação aquecidas, que são substituídas pela enfermagem.

  • Deve conhecer os sintomas iniciais e as medidas empregadas pra remediar complicações de extravasamento e absorção de líquidos para seios prostáticos abertos ou perfuração vesical.

  • Sonda Foley para controle da situação.

  • Alterações respiratórias e desconforto abdominal.

Tipos de ressectoscópios

  • McCarthy;

  • Nesbit;

  • Iglesias, e

  • Baumrucker.

  • Com tamanhos que variam de 24 a 28 Fr.

Partes do Ressectoscópio

  • Telescópio Foroblique,

  • Elemento operador,

  • Bainhas pós-ressectoscópios,

  • Alças de corte.

Instrumentos para a RTU

  • 1. Ressectoscópio.

  • 2. Telescópio Foroblique

  • 3. Alças de corte estabilizadas ou não.

  • 4.Bainha pós operatória com obturador de Timberlake.

  • 5.Cistouretroscópio.

  • 6. Cordão de luz de fibra óptica.

  • 7.Adaptador para válvuça reguladora de água.

  • 8.Cordão de alta frequência.

  • 9.Adaptador para ressectoscópio.

  • 10.Ponte curta.

  • 11.Escova.

  • 12.Pinças para toalha.

  • 13.Pinças simples.

  • 14.Onstrumentos e soluções de preparo.

Continuação

  • 15. Seringa de Toomsy.

  • 16.Seringa, 20ml.

  • 17.Evacuador de Ellik ou Uro vac.

  • 18.Sondas de Van Buren.

  • 19.Filtro e pequena bacia.

  • 20.Lubrificante, hidrossolúvel.

  • 21.Cateter de Foley, n° 22 ou n° 24, 30ml, tridirecional.

  • 22.Campo urológico descartável com bainha retal.

  • 23.Pacote de campo para cistoscopia.

  • 24.Roupão e luvas estéreis conforme a necessidade.

  • 25.Sistemas de irrigação.

  • 26.Fonte luminosa de fibra óptica.

  • 27.Unidade eletrocirúrgica.

  • 28.Sistema de drenagem urinária.

Procedimento cirúrgico 1

  • O urologista avalia os instrumentos endoscópicos antes de realizar o procedimento transuretral.

  • Dilatação da uretra com sonda de 20a 30 Fr.

Procedimento cirúrgico 2

  • É realizada cistouretroscopia para avaliar o grau de obstrução prostática e inspecionar a bexiga.

Procedimento cirúrgico 3

  • Uma bainha pós-ressectoscópio bem lubrificada com seu obturador de Timberlake ajustado é introduzida na uretra. O obturador é removido e o elemento operador, montado com telescópio foroblinque e alça de corte, é introduzido através da bainha. O tubo de irrigação, o cordão de luz e o cordão de lata freqüência são apropriadamente conectados. Permite-se que o líquido de irrigação encha a bexiga.

  • É realizada a inspeção inicial da uretra prostática e do trígono vesical. Após determinar a localização do óstio uretereral, o urologista inicia eletrodissecção, alternando correntes de corte e coagulação conforme a necessidade.

Continuação do Proc. 3.

  • Periodicamente a bexiga é drenada, removendo tecido prostático e pequenos coágulos sanguíneos. Algumas vezes é necessário empregar o evacuador de Ellik pra remover tecido prostático ressecado. Para fazer isso , o urologista deve remover o elemento operador do ressectoscópio. O bocal do evacuador é encaixado na bainha do ressectoscópio, e por pressão pulsátil manual o conteúdo vesical é removido. Uma seringa evacuadora de Ellik ou Uro Vac deve estar facilmente disponível para irrigação manual. O líquido pode ser colhido do irrigante diretamente para a bainha do ressectoscópio através do tubo já fixado.

Procedimento cirúrgico 4

  • Quando a ressecção prostática é concluída, a fossa prostática é inspecionada para assegurar que todos os pontos de sangramento forma coagulado. O ressectoscópio é então removido e um cateter de Foley é introduzido na bexiga para drenagem urinária. O balão é insuflado e tracionado suavemente contra o colo vesical pra ajudar a controlar o sangramento venoso.

Continuação do Proc. 4.

  • O balão de Foley não deve ser insuflado dentro da fossa prostática, onde pode causar sangramento excessivo da cápsula prostática ressecada.

Procedimento cirúrgico 5

  • Se desejado, é iniciada irrigação contínua com drenagem gravitacional com solução salina normal, em lugar da glicina ou do sorbitol. É sugerido um sistema de drenagem urinária de 3 a 4 L para evitar frequentes esvaziamento da bolsa de drenagem.

Vantagens da RTU

  • Evita incisão abdominal.

  • Mais seguro para pacientes com risco cirurgico.

  • Períodos de hospitalização e recuperação menores.

  • Menor taxa de morbidade.

  • Causa menos dor.

Complicações

  • Disfunção Erétil;

  • Ejaculação precoce;

  • A RTU raramente provoca disfunção erétil, mas pode gerar ejaculação precoce, porque a retirada do tecido prostático no colo da bexiga pode fazer com que o líquido seminal flua para trás, para dentro da bexiga, em vez de para diante, através da uretra, durante a ejaculação.

  • Estenose;

  • Tecido residula pode crescer novamente.

  • As estenose são mais freqüentes, e os procedimentos repetidos podem ser necessários porque o tecido prostático residual pode crescer novamente.

  • Requer cirurgião altamente habilitado.

  • Sangramento tardio pode acontecer.

Referências

  • Smeltzer, Suzanne C. Brunner & Suddarth, Tratado de Enfermagem Médico – Cirúrgica/ Suzanne C. Smeltzer, Brenda G. Bare, e mais de 50 colaboradoes. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

  • Cotran, Kumar & Collins. Robbins Patologia Estrutural e Funcional. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2000.

Obrigada!

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