Administração de Recursos MAterias e Patrimoniais

Administração de Recursos MAterias e Patrimoniais

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Resumo de aulas

Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais 2o Semestre 2006

Caro aluno este material foi elaborado com base na bibliografia citada no final da apostila, e tem por objetivo oferecer material complementar de estudo para fixação da matéria, lembrando que esta não deve ser a única fonte de consulta, pois além dela vocês devem consultar o(s) livro(s) adotados, textos, artigos, caderno, entre outros recursos utilizados durante as aulas.

Também foi respeitada a lei de direitos autorais, para elaboração deste material.

Este material poderá ser obtido através do site: w.alexlocci.pro.br

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Administração de Materiais1
Aplicação da Administração de Materiais1
Objetivos Básicos da Administração de Materiais2
Organização do Departamento de Materiais3
1-) Organização por Função:3
2) Organização por Localização3
3) Organização por Produto / Projeto4
4) Organização por Estágio de Fabricação4
Gerência de Materiais Centralizada X Descentralizada4
Demanda de Materiais4
Previsões Gerais de Negócios5
Cronograma de Compras5
Compras por Médias X Compras por orçamento5
Compras Por Média:5
Compras Por Orçamento:5
Disponibilidade6
Estoques6
Controle de Estoques6
As Principais Informações da Ficha de Estoque7
Determinação de Níveis de Estoques9
Introdução a Curva ABC1
O uso da curva ABC nas empresas1
A Técnica ABC1
Montagem e Aplicabilidade da Curva ABC12
A Abordagem do Cálculo de Necessidades14
Introdução14
Objetivos14
Como Funciona o MRP I14
JUST IN TIME15
OBJETIVOS15
Fim aos Desperdícios e Melhora Contínua15
As metas colocadas pelo JIT em relação aos vários problemas de produção são:16
VANTAGENS DO JIT16
Custos:16
Qualidade:16
Flexibilidade:16
Velocidade:17
Confiabilidade:17
KANBAN17
CONCEITOS BÁSICOS18
COMO FUNCIONA18
VANTAGENS DO KANBAN19
ERP (Enterprise Resource Planning)20
Movimentação e Armazenagem de Materiais2
Recursos Patrimoniais24
Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management)25

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Administração de Materiais

Histórico

O alcance da administração de materiais nas indústrias é no mínimo, tanto produto desenvolvimento histórico quanto de logística econômica.

Organizações em que a administração de materiais desempenhe otimamente seus papéis de linha e assessoria raramente são criadas de um momento para outro e evoluem gradualmente e, na maioria dos casos, demoram a amadurecer.

Processo evolutivo

O processo de desenvolvimento em administração de materiais está longe de ser uniforme, mas parece seguir o padrão de escrita seguir:

Estágio 1: Todas as atividades de administração de materiais são conduzidas quase inconscientemente por executivos fundamentalmente preocupados com outras atividades em.

Estágio 2: As principais atividades de administração de materiais são formalmente reconhecidas, mas subordinam-se a um grande número de executivos e não estão centralizadas dentro da organização. O resultado é que o único gerente de materiais genuíno é o presidente ou gerente geral que, na maioria das vezes, está preocupado com problemas aparentemente mais importantes.

Estágio 3: A as atividades da administração de materiais relacionadas com as compras são agrupadas sob as ordens de um único executivo que gradualmente começa a comportar-se como um gerente de linha.

Estágio 4: A administração de materiais torna-se uma atividade genuinamente somadora de valor para materiais comprados. Fornece, também, maior assistência especializada quanto aos problemas de distribuição relativos à fabricação e ao marketing.

Estrutura

Uma tradicional organização de um sistema de materiais para pode ser dividida nas seguintes áreas de concentração:

• Controle de estoques; • Compras;

• Planejamento e controle da produção;

• Importação;

• Transportes e distribuição

Aplicação da Administração de Materiais

A Administração de Materiais é parte fundamental de qualquer organização que produza itens / serviços de valor econômico, sendo assim essencial não só às indústrias de fabricação como às de serviços, e existem tanto em empresas que visem o lucro, como em setores públicos e privados da economia que não o tenham em vista.

Na Administração de Materiais emprega-se capital, incorrendo-se em custos para produzir algo de valor econômico. O capital empregado é basicamente o ESTOQUE de materiais comprados, mas inclui também: prédios e terrenos necessários para guardar os estoques; equipamentos de manuseio para transportá-lo; e escritórios e equipamentos usados pelo pessoal. A Administração de Materiais acrescenta valor por distribuição, isto é, os produtos não são fisicamente modificados, mas adquirem valor adicional como resultado de terem sido deslocados do produtor para o usuário.

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Para cumprir a missão básica de acrescentar valor por distribuição, a Administração de Materiais deve abranger todas as atividades relacionadas com a obtenção do material comprado no fornecedor, até o estágio em que o valor começa a ser somado por fabricação. Nesta atividade básica estão incluídas: Compra, todas as atividades relacionadas com o manuseio, guarda e transporte do material, antes de sua incorporação ao processo de fabricação.

Quando lida com o material comprado o gerente de Materiais é um executivo de linha, isto é, responsável por uma função básica do negócio. Em muitas organizações, ele tem um segundo papel (assessor), responsável por serviços especializados que caem sob o controle da fabricação ou do Marketing.

É fácil diferenciar as capacidades das gerências de Materiais e Marketing. Em empresas que visem o lucro, a tarefa de Marketing é vender o produto, e os executivos concentram seus esforços em vendas e publicidade. O processo completo incluí todas as atividades necessárias para levar o produto da última operação fabril até o cliente. O produto deve ser transportado e armazenado, passando virtualmente pelo mesmo processo que se desenvolve quando um material comprado é levado do fornecedor até o usuário. Este processo de transportar bens até o consumidor é chamado DISTRIBUIÇÃO FÍSICA.

A Administração de Materiais é tão essencial para uma pequena quanto grande corporação. No pequeno negócio devido a pouca especialização funcional, o proprietário faz todos os trabalhos administrativos.

Quando a empresa se expande, o trabalho fica cada vez mais pesado, e geralmente o proprietário, contrata um "assistente", delegando uma parte da responsabilidade, porém retendo a Compra e o controle de estoques. Se a empresa continua se expandindo, existe a necessidade de maior especialização, gerando assim a divisão de um departamento independente de Compras, contratando-se um agente de compras em tempo integral. Porém, o gerente de produção continua responsável pela administração de estoques e a alta administração retém a autoridade sobre os contratos a serem firmados com os fornecedores.

Na maioria das empresas o departamento de Compras, Tráfego e Controle de Estoques, controlam em conjunto todas as atividades de Administração de Materiais. Não existe uma concordância geral quanto as funções, que devem ser agrupadas de maneira organizacional sob a gerência de materiais; Contudo, a maioria concorda que tais funções compreenderiam todas as atividades pertinentes aos materiais, EXCETO: projeto e fabricação do produto, manutenção de instalações, equipamentos e ferramentas, NÃO incluindo a Inspeção de Recebimento. Esta inspeção é uma função do Controle de Qualidade, que assegurará que cada remessa que chega a empresa está de acordo com o solicitado.

Objetivos Básicos da Administração de Materiais

O objetivo básico da Administração de Materiais é a aquisição de produtos pelo menor preço possível. Para alcançá-lo o gerente de materiais deve considerar os efeitos de sua ação a longo e curto prazo, e o impacto de suas operações sobre os custos de outras atividades da organização.

Devemos destacar os OBJETIVOS PRINCIPAIS do Departamento de Materiais:

a) Preços baixos: é o mais importante e o mais óbvio. O Departamento deve reduzir os preços dos itens, para que os custos operacionais diminuam e os lucros aumentem.

b) Alto giro de estoques: quando os estoques são baixos em relação as vendas, uma parcela menor de capital fica presa a eles.

c) Baixo custo de aquisição e posse: quando os materiais são manuseados e armazenados com eficiência, o custo real é mais baixo.

d) Continuidade de Fornecimento: quando existem "quebras" na continuidade de fornecimento tornam-se inevitáveis custos excessivos.

e) Consistência de Qualidade: o departamento é responsável apenas pela qualidade de materiais e serviços provenientes de fornecedores externos.

f) Despesas e aperfeiçoamento com pessoal: as empresas devem estimular um aperfeiçoamento contínuo de pessoal, contratando elementos especializados.

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Prof. José Alexandre Fernandes Locci Material revisado em: novembro/06 g) Relações favoráveis com fornecedores: as empresas dependem de fornecedores externos, sendo primordial as relações com eles. Um dos maiores problemas dos gerentes de materiais são as súbitas mudanças na demanda de materiais, o que exige um rápido cancelamento de pedido ou um fornecimento extra.

h) Bons registros: compradores gastam o dinheiro da empresa e ficam sujeitos à grandes tentações. Com bons registros e auditorias periódicas podem desencorajar a corrupção.

Organização do Departamento de Materiais

A atividade de gerir materiais deve ser dividida em várias tarefas diferentes agrupadas em uma determinada estrutura organizacional.

Entre as várias divisões de trabalho temos: 1-) Organização por Função:

Vantagens

Concentração do poder de compra: compras divididas com base na especialização de mercadorias, gerando melhores compras com custos baixos.

Desvantagens

Insatisfação dos empregados: pessoas ficam aborrecidas com trabalhos repetitivos, pois gostam de variedade.

Burocratização: muitos níveis de supervisão, com longas cadeias de comando gerando um processo decisório lento e complexo.

2) Organização por Localização

Observação: Grandes empresas que possuem muitas fábricas usam esta organização, pois cada fábrica requer uma organização de materiais, e pelo menos uma parte desta, deve ali estar localizada.

Gerente Compras

Agente Compras Fábrica A

Agente Compras Fábrica B

Agente Compras Fábrica C

Diretor Geral

Gerente Financeiro

Gerente Materiais

Gerente Produção

Chefe

Compras

Ch. Expedição

/Transporte

Ch. Controle Materiais

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3) Organização por Produto / Projeto

Observação: O departamento de compras é organizado de modo que cada comprador se especialize em uns poucos artigos.

4) Organização por Estágio de Fabricação

Observação: A responsabilidade passa de departamento para departamento à medida que o material ou componente se move desde o estágio idealizado, até ser processado nas instalações do vendedor, passando pela recepção e pelos armazéns dos compradores, até o ponto em que é utilizado no processo de fabricação.

Gerência de Materiais Centralizada X Descentralizada

As Administrações das empresas gigantescas resolvem os problemas decorrentes do tamanho adotando as gerências descentralizadas, dividindo a empresa em unidades de negócios.

Como vantagens podemos destacar: aproxima os gerentes dos objetivos dos negócios e permite um maior controle dos custos; A principal desvantagem apresentada é a diluição do poder de compra, pois o volume do que é comprado gera grandes concessões de preços.

Assim, empresas que usam peças ou materiais idênticos / similares em um certo número de fábricas tendem a uma organização centralizada para explorarem seu poder de compra. Por outro lado, empresas que fabricam produtos com pouca semelhança entre si, adotam um departamento de compras descentralizado.

Demanda de Materiais

A demanda de materiais comprados deriva da demanda do produto final. Na maioria das empresas o gerente de materiais, responsável pela previsão, da demanda dos produtos finais. Mas em outras, esta responsabilidade é delegada pela alta administração, porque se diz que o gerente de materiais deve ter disponível tudo o que a Produção precisa para atender a todos os pedidos que vem de Marketing. Assim, a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso para ter o material disponível é do gerente de materiais.

É necessário ressaltar que infelizmente prever é um processo falível. A fábrica que esperava vender um milhão de carros descobrirá freqüentemente que a demanda real é diferente de sua previsão. Se ela exceder a previsão, o gerente tem que ter em mãos uma quantidade que permita satisfazer a demanda maior. Se a demanda cair, poderá haver excesso de material. Então o que fazer? O gerente de materiais toma suas próprias decisões, autorizados pela alta administração, que dará a previsão da demanda de produto final para materiais e não para Marketing (que deve vender tanto quanto possível), enquanto Materiais e Produção devem estar prontos para suprir o quanto possa ser vendido.

Gerente Divisional Fundição

Gerente Divisional Estamparia

Gerente Divisional Pintura

Gerente Materiais Fábrica

Comprador Produto A

Comprador Produto B

Comprador Produto C

Gerente Compras

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O suprimento de materiais comprados está igualmente sujeito às flutuações da demanda dos mesmos. No geral o problema básico da gerência de materiais consiste na rapidez com que os fornecedores possam responder as variações de demanda, e não na sua capacidade em responder. Quase todos os fornecedores, por exemplo, ficam encantados em dobrar as remessas para seus clientes, porém, dificilmente seriam capazes de dobrar sua produção sem semanas ou mesmo meses, de aviso prévio.

Assim o problema chave do gerente de materiais raramente é sua capacidade de obter os produtos que necessita, mas sim a maneira de obtê-lo em certa data fatal.

Previsões Gerais de Negócios

O gerente de materiais preocupa-se com três tipos fundamentais de previsões:

1. Demanda de materiais comprados: em geral deriva diretamente da demanda pelos produtos finais da empresa.

2. Suprimento de materiais comprados: na maioria dos casos, a preocupação básica é o prazo de entrega, o número de semanas ou meses que precisa esperar pela entrega de materiais específicos, depois de terem sido encomendados.

3. Preços pagos pelos materiais comprados: tem relação direta com o sucesso da empresa, pois muitas poucas podem ignorar as flutuações nos preços dos materiais comprados.

Cronograma de Compras

As flutuações de preço introduzem um elemento de risco na Administração de Materiais, que não pode ser evitado. Os gerentes de materiais realistas sabem que talvez errem em suas previsões quase tão freqüentemente quanto acertem. Apesar disto, tentam fazer com que a época de suas compras reflita as previsões de preços e disponibilidade futuros, e usam seus estoques com o objetivo de protegerem-se contra a incerteza. Então a maioria segue o seguinte procedimento:

1. Estimar a necessidade de materiais: faz uma estimativa firme de consumo de material pelo menos de alguns trimestres, e possivelmente um ano à frente, revistas periodicamente. As compras devem ser feitas a tempo de satisfazer as necessidades. 2. Desenvolver um plano experimental de compras: divide as necessidades em lotes econômicos e programa sua entrega, concedendo suficiente prazo de entrega para prevenirem faltas de estoque, caso os fornecedores falhem no cumprimento do programa. 3. Estar atento às oportunidades de compra: quando os preços parecem excepcionalmente favoráveis, deve considerar a hipótese de comprar além de suas necessidades, devendo trabalhar em estreita ligação com o setor financeiro, para verificar se existe disponibilidade.

Compras por Médias X Compras por orçamento

Compras Por Média: calcular o preço médio é o mais simples dos métodos para se defender dos riscos ocasionados pela flutuação dos preços das matérias primas. Isto implica em manter os estoques tão baixo quanto possíveis o tempo todo, e comprar visando atender apenas à produção imediata. Com esta estratégia o custo médio da mercadoria usada na produção será quase o mesmo durante todo o ano. A técnica de compras por média permite que a empresa concentre seus esforços em fazer e vender produtos terminados, sem se preocupar em demasia com as flutuações do mercado. Só funciona bem quando:

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