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Mesmo os PLCs sendo dispositivos poderosos, eles as vezes não podem falar o " idioma " de todos dispositivos conectados a eles. Isso é o motivo porque os módulos de I/O, o qual falamos precisam estar ativos mais cedo. Os módulos agem como " tradutores " entre os dispositivos de campo e o PLC. Eles asseguram que o PLC e os dispositivos de campo adquiram as informações das que eles precisam em um idioma que eles podem entender.

Nós falamos pouco sobre o programa de controle. O programa de controle é um programa de software na memória do PLC. É o que põe o controle em um controlador programável. O usuário ou o desenhista de sistema normalmente é quem desenvolve o programa de controle. O programa de controle é composto das chamadas instruções. Instruções são, em essência, pequenos códigos de computador que fazem as entradas e saídas de dados atuarem como se deseja, ou seja, os dados entrarão de certa maneira e sairão de outra. Há todos os tipos diferentes de instruções e eles podem agir para que um PLC faça quase qualquer coisa (somar e subtrair dados, temporizar eventos, comparar informação, etc.). Tudo você tem que fazer é programar as instruções na ordem correta e ter certeza que eles estão contatando os dispositivos certos de modo adequado, e você terá um sistema PLC controlado. Lembre-se, alterar um sistema pode ser em um estalo. Se você quiser que o sistema atue diferentemente, apenas basta mudar as instruções no programa de controle. PLCs diferentes oferecem tipos diferentes de instruções. Isso é parte do motivo que faz cada tipo de PLC diferente. Porém, todos o PLCs usam dois tipos básicos de instruções:

- Contatos

- Rolagem

Contatos são instruções que recorrem às condições de entrada do programa que é controlado, da informação provida dos dispositivos de campo de saída. Cada contato monitora um programa de controle de um certo dispositivo de campo. O contato espera pela entrada de informação para fazer algo em particular (por exemplo, ligue, desligue, etc. No entanto isto tudo dependem do tipo de contato). Então, o contato conta ao programa de controle do PLC, "O dispositivo de saída acaba de fazer o que era suposto fazer. Seria melhor se você verificasse para ver se esta de acordo e se isto afeta quaisquer dos dispositivos de entrada".

Rolagem são instruções que recorrem às saídas de dados do programa de controle que é o que é suposto que cada dispositivo de saída particular faça no sistema. Como um contato, cada rolo monitora também um certo dispositivo de campo. Porém, cada contato distinto, monitora o dispositivo de campo e então diz ao PLC o que fazer, um rolo monitora o PLC controlando o programa e então diz para o dispositivo de campo o que fazer. Dizendo ao dispositivo de saída, "Hei, o PLC acaba de me falar que o interruptor ligou. Isso significa como é suposto que você ligue agora. Assim vamos "! Para o PLC, este processo de três passos para monitorar as entradas de dados, em que o PLC controla o programa mudando o estado dos dispositivos, são chamada de saídas adequadas e esquadrejada.

Como o PLC mantém diretamente tudo isso? O sistema de memória de um PLC é muito complexo, permitindo não só armazenar informação sobre o programa de controle, mas sobre o estado de todas as entradas e saídas de dados de modo adequado. Para manter a rastreabilidade de toda essa informação, usa um sistema chamado de diretor. Um endereço é um rótulo ou número que indicam onde uma certa parte da informação fica situado na memória de um PLC. Tal qual seu endereço residencial conta onde você vive em sua cidade, um dispositivo ou parte do endereço de dados conta onde a informação sobre isto reside na memória do PLC. Deste modo, se um PLC quiser descobrir informação sobre um dispositivo de campo, saberá olhar em seu local de endereço correspondente. Alguns endereços contêm informação sobre o estado dos dispositivos de campo particulares. Outros dados são armazenados nos endereços resultados de computações de programa de controle. Ainda outros contêm dados de referência introduzidos pelo programador de sistema. No entanto, não importa que tipo de dados seja, um PLC usa seu esquema dirigido para manter a rastreabilidade de tudo. Deste modo, terá os dados certos quando precisar.

Resumindo tudo

PLCs podem parecer um pouco complicado no princípio, mas nada para se apavorar. Apenas lembre-se que todos o PLCs seguem as regras básicas de operação que discutimos acima. Todos o PLCs têm uma CPU e um sistema de "input/output". Todos eles usam um programa para controlar instruções e dirigir equipamentos pelo sistema de controle para que façam o que se deseja que eles façam com intensidade e tempo adequados. E não importa quantos sinos e apitos você acrescente a isto, todos PLCs fazem as mesmas três coisas: (1) Examina seus dispositivos de entrada de dados, (2) Executa seu programa de controle, e (3) Atualiza seus dispositivos de saída de dados adequadamente. Assim na realidade, a compreensão dos PLCs é tão simples quanto 1-2-3

Sensores Sensores ópticos

São componentes eletrônicos que detectam qualquer material sem que haja contato mecânico entre eles.

Esse tipo de sensor possui três blocos principais: o oscilador, o emissor e o receptor.

O princípio de funcionamento consiste num sinal luminoso que é gerado pelo emissor e recebido pelo receptor. Para que não haja interferências causadas por outras fontes de iluminação o receptor só entende como sinal o feixe de luz com determinada freqüência que é gerada pelo oscilador. O oscilador modula um sinal elétrico e envia ao emissor, o emissor emite a luz com a freqüência do sinal recebido, o emissor recebe esses pulsos de luz e interpreta como sinal.

Sensor óptico por retroreflexão

Nesse tipo de sensor o emissor e o receptor são montados no mesmo corpo. O receptor percebe o feixe de luz através de um refletor disposto em frente ao sensor. A detecção é feita quando algum objeto passa entre o sensor e o refletor desviando o feixe de luz, o receptor não capta o sinal e acusa o objeto.

O acionamento do sensor depende das características do refletor, a má conservação do mesmo pode prejudicar sua performance.

Sensor óptico por retroreflexão

Sensor óptico por transmissão

Esse sensor forma uma barreira de luz para detectar o objeto, receptor e emissor são alinhados frente a frente e o objeto passa entre eles.

Sensor óptico por reflexão difusa

Montado no mesmo dispositivo, assim como o sensor por retoreflexão, porém não necessita de um refletor fixo. O objeto a ser detectado faz o papel do refletor mandando o sinal do emissor para o receptor de forma difusa.

Sensor óptico por transmissão

Sensor óptico por reflexão difusa

Cabos de fibra óptica

Os cabos de fibra óptica são de grande utilidade em conjunto com sensores ópticos pois facilita o uso em lugares restritos de difícil alcance e pouco espaço.

Esses cabos são compostos de vidro e plástico e têm a capacidade de conduzir os raios de luz por meio deles. A luz que entra numa ponta é refletida em todo o corpo da fibra até chegar à outra ponta. Assim é possível fazer com que luz gerada pelo transmissor seja transportada através do cabo e chegue ao emissor da mesma forma.

Fins de curso

Os sensores fim de curso são chaves que possuem contatos mecânicos e uma saliência para sua ativação. Quando algo atinge essa saliência um tipo de alavanca aciona o contato do fim de curso.

Esse tipo de sensor é muito utilizado como sensor de posição. Em máquinas cnc há fins de curso espalhados em cada eixo que servem como referência para, por exemplo, se chegar a machine home ou delimitar o avanço de cada eixo.

Uso do cabo de fibra óptica em conjunto com sensores ópticos

Tacômetros

Os tacômetros usam o princípio de um motor de corrente contínua para medir a rotação. Existem diversos tipos de tacômetro, os eletrônicos são muito utilizados. Através de um magneto que gira no interior de uma bobina é possível medir a tensão em seus terminais que exprime uma relação entre a rotação do eixo.

Relés

Os relés são chaves acionadas eletronicamente. Funcionam através de uma bobina que recebe uma corrente elétrica, essa corrente gera um campo magnético que atrai o contato. Através de uma pequena tensão é possível acionar cargas de tensões elevadas que vão depender do quanto seus contatos suportam.

No cnc os relés são muito utilizados para o acionamento dos motores. O sinal que ativa o relé pode vir dos sensores espalhados pela máquina.

Relé aberto

Disjuntores

O disjuntor é um importante mecanismo de segurança em máquinas.

Assim como em nossas casas ele nos previne de incêndios causados por uma sobrecorrente no sistema. Funciona como um fusível, porém tem a capacidade de ser rearmado quando o problema estiver resolvido.

Consiste em um simples interruptor, conectado a uma lâmina bimetálica ou a um eletroímã.

O fio fase no circuito conecta-se às duas extremidades do interruptor.

Quando o interruptor é ligado, a eletricidade pode fluir do terminal inferior através de um eletromagneto, subindo até um contato móvel, depois, através de um contato fixo e saindo pelo terminal superior. O aumento da corrente ativa a força magnética do eletromagneto, e a diminuição da corrente a reduz. Quando a corrente salta a níveis de risco, o eletromagneto baixa uma alavanca metálica conectada ao mecanismo do interruptor; este desloca-se, separando o contato móvel do contato fixo e quebrando o circuito. A eletricidade, então, é desligada.

Uma configuração com lâmina bimetálica funciona com o mesmo princípio, exceto pelo fato de que, ao invés de energizar um eletromagneto, uma corrente alta entorta uma fina lâmina para mover o mecanismo. Alguns disjuntores usam uma carga explosiva para desligar o interruptor. Quando a corrente se eleva a um certo nível, ela detona o material explosivo, que aciona um pistão para abrir o interruptor.

Bibliografia:

http://www.weg.net/br/Produtos-e-Servicos/Motores/Motores-Eletricos- de-Corrente-Continua/Motor-de-Corrente-Continua

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http://www.dee.feis.unesp.br/graduacao/disciplinas/ele0941/arquivos/cap 4_maquina_%20de_%20inducao.pdf

http://www2.eletronica.org/artigos/outros/estudo-do-motor-de-passo-e- seu-controle-digital

http://www.geindustrial.com.br/produtos/drives/

http://www.cncmcs.com.br/proteoMini.asp

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