Relatorio Final de Pratica de Ensino de Matemática I

Relatorio Final de Pratica de Ensino de Matemática I

(Parte 4 de 4)

(8) Relações de Girard(7) Produto Cartesiano
(6) Equação Biquadrática(4) Funções: Conceito e Definição
(1) Equação Irracional(19) Domínio e Imagem
(10) Coordenadas Cartesianas(2) Aplicações na Física

As respostas foram equivocadas, pois os alunos não compreenderam a pergunta, então apenas citaram os conteúdos (os quais são perguntados no próximo item). Então será redundante comentar as mesmas respostas em ambas as perguntas. 4) Nesta questão foi pedido que os alunos assinalassem as opções com os conteúdos ministrados pelo estagiário que mais aprenderam. Entre os parênteses será indicado o número de alunos que assinalaram a opção dada.

Os alunos nesse item marcaram com mais freqüência as opções que foram descritas como os assuntos mais simples e objetivos e que não causam nenhum tipo de desafio ou estímulo a pensar.

Note que os conteúdos que exigiram um pouco mais de aplicação conceitual, tiveram grande índice de rejeição. Entre os parênteses será indicado o número de alunos que assinalaram essa opção. 5) Nesta questão, foi perguntado se o tempo foi suficiente para realização das atividades realizadas em salda de aula. (12) Sim (8) Não

O tempo nas escolas públicas sempre é dividido em micro tempos de 50 minutos, 5 vezes por semana, onde o ideal seriam tempos de 100 minutos duas vezes na semana e um tempo de 50 minutos. Durante o desenvolvimento dos conteúdos ou resolução de exercícios, as aulas ficaram prejudicadas devido a esse aspecto, pois no momento em que se realizava a atividade o tempo se encerrava antes de terminá-la. 6) Foi pedido para o aluno indicar se as atividades permitiram a interação com os colegas. O número entre parênteses indica o total de alunos que escolheu a opção indicada. (1) Sim (9) Não

(8) satisfeito(6) insatisfeito (6) indiferente

Esse tipo de interação com os colegas, somente ocorria durante a resolução de trabalhos em grupo. 7) O aluno nessa questão, indicou o nível de satisfação em relação às atividades realizadas, entre parênteses foi indicado a quantidade de alunos que assinalaram as opções indicadas.

Houve equilíbrio entre as opiniões dos alunos quanto o grau de satisfação das atividades realizadas, pois como observado anteriormente, os alunos somente mostraram simpatia com as atividades quando essas não exigiam esforço de pensar, argumentar ou quando não era exigida a participação na resolução de exercícios no quadro. 8) No final do questionário, foram pedidas sugestões para melhoria das aulas, sendo essa questão aberta a todo crítica ao estagiário e/ou atividades realizadas.

Houve muitas respostas para esse item, a maioria seguiu um padrão, pois se tratavam de informações de mesma natureza. As respostas foram analisadas e apenas consideradas as mais claras e objetivas (felizmente todas as respostas foram claras e objetivas, apesar do grande número de equívocos quanto à ortografia).

Respostas Quantidade

Fazer dinâmica na aulaOu não? (???) 1

Melhorar a caligrafia. 1 Não expor assunto de outra matéria (Física) na aula. 1 Parar de contar histórias. 1 Passar mais exemplos. 1 Não complicar algumas explicações, com outro exemplo. 2 Ensinar de forma simples, rápida e fácil. 2 Não se mostrar tímido durante alguns momentos da aula. 2 Mudar o tom de voz nos momentos certos. 2 Resolver exercícios de maneira mais detalhada. 2 Não fazer da maneira que aprendeu na faculdade (?). 2 Melhorar as explicações. 4 Falar mais devagar nas explicações. 5

Ter paciência e calma com os alunos. 7

As dificuldades encontradas para aplicação da Proposta, permaneceram as mesmas citadas no início do item 7.

A dificuldade encontrada pelos alunos foi em conceitos elementares da

Matemática Básica, os quais não possibilitavam todos a acompanhar o nível de exigência esperado, pois não estavam adaptados a esse fato.

O professor acolhedor não se mostrou interessado na Proposta, chegou ao ponto de desdenhar, pois discordava do Plano de Ação feito, e desejava que o conteúdo fosse abordado da maneira que lhe conviesse.

Felizmente, os alunos gostam e mostram interesse em ver a Matemática aplicada ao seu cotidiano, mas levar a Matemática para suas vidas, não garante que irá ocorrer aprendizado, pois como citado anteriormente é necessário possuir pré-requisitos para se trabalhar a contextualização em qualquer nível de ensino. Infelizmente, o nível da turma não correspondia o esperado para se ter resultados satisfatórios em relação a proposta aplicada.

Desde o início do estágio, tentou-se cumprir as metas estabelecidas, isso se definiu num trabalho árduo, que exigiu grande esforço por parte do estagiário, do seu parceiro e do professor-acolhedor.

O objetivo principal do estágio acredita-se ter sido cumprido, pois o estagiário adquiriu experiência e maturidade quando a prática da docência e, além disso, aprendeu a valorizar o aluno como um ser em constante processo de aprendizado.

Durante o estágio foi avaliada a estrutura física e pedagógica da E. E.

Altair S. Nunes, observados e analisadas as relações entre professor e aluno, e por fim, auxiliou-se o professor-acolhedor e ministraram-se aulas durante o período de um mês.

Em todas as fases, os fatos não ocorreram como esperados, pois se esperava mais da Escola, do professor-acolhedor e principalmente dos alunos. Essa frustração está resumida neste relatório, felizmente foram observados fatores positivos, porém os negativos sobrepõem a verdadeira realidade encarada na escola.

Todos esses fatores foram comentados neste relatório, podem-se indicar quais foram os que mais causaram preocupação e espanto por parte do estagiário. O que causou maior preocupação foi o fato de o professoracolhedor não ser formado em Matemática, e ter demonstrado em vários momentos falta de embasamento para desenvolver os conteúdos, cometendo equívocos ao transmitir conceitos e definições.

O que realmente causou espanto foi o fato de alunos do 9º ano, que supostamente estariam atendendo a todos os pré-requisitos necessários para ingressar no Ensino Médio, não saberem ler, interpretar e resolver problemas simples, e nem operar equações do 1º grau e nos piores casos, não saberem trabalhar com as operações fundamentais.

Apesar de tudo, o estágio foi muito proveitoso, e esses fatos que causaram indignação, servem apenas de estímulo, pois tratam de novos desafios que devem ser superados, com muito esforço e dedicação, futuramente pelo estagiário no papel de docente.

ABRANTES, P. Reorganização Curricular do Ensino Básico: Princípios, Medidas e Implicações. Lisboa: Departamento da Educação Básica.

CARRAHER, T. N. Na vida dez, na escola zero. São Paulo: Cortez, 1988.

CHAGAS, Elza M. P. F. Educação Matemática na sala de aula: problemáticas e possíveis soluções. São Paulo: Artigo, Seminário de Ciência e Tecnologia, s.d.

DANTE, Luis R. Matemática: volume único. São Paulo: Editora Ática, 2008. (Manual do Professor).

DEMO, Pedro. Avaliação qualitativa. 7ª ed. ver. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2002. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo).

LIMA, Elon L. Matemática e Ensino. 3ª ed. Rio de Janeiro: SBM, 2002. (Coleção do Professor de Matemática).

MORAIS, Nelson. O ensino/aprendizado da Matemática: Dificuldades de aprendizagem da Matemática no ensino fundamental. São Paulo: Artigo, UNIMESP, 2006.

Possibilidades. São Paulo: Artigo, FEA-USP,1996

NEVES, José L. Pesquisa Qualitativa – Características, Usos e

PELIZZARI, Adriana; et al. Teoria da Aprendizagem Significativa Segundo Ausubel. Rev. PEC, vol.2. Santa Catarina: Artigo, UFSC, 2002.

REGO, Marion A. A teoria na prática é outra. Rio de Janeiro: Ao livro técnico, 1992.

1 Carta de Apresentação 2 Plano de Ação 3 Ficha de Freqüência 4 Relatórios de Observação 5 Relatórios de Auxílio Regência 5.1 EXERCÍCIOS 5.2 LISTA DE EXERCÍCIOS 5.3 AVALIAÇÕES PARCIAIS (PROVA) 5.3.1 Análise dos Resultados da 2ª Avaliação 5.4 NOTAS FINAIS 6 Planos de Aulas 6.1 PLANOS REALIZADOS 6.2 PLANOS NÃO REALIZADOS 7 Relatórios de Regência 8 Questionários de Avaliação do Professor-Estagiário 9 Ficha de Avaliação do Professor-Acolhedor

ANEXO 1: Carta de Apresentação ANEXO 1: Carta de Apresentação

ANEXO 2: Plano de Ação ANEXO 2: Plano de Ação

ANEXO 3: Ficha de Freqüência ANEXO 3: Ficha de Freqüência

ANEXO 4: Relatórios de Observação ANEXO 4: Relatórios de Observação

ANEXO 5: Relatórios de Auxílio Regência ANEXO 5: Relatórios de Auxílio Regência

ANEXO 5.1: EXERCÍCIOS ANEXO 5.1: EXERCÍCIOS

ANEXO 5.2: LISTA DE EXERCÍCIOS ANEXO 5.2: LISTA DE EXERCÍCIOS

ANEXO 5.3: AVALIAÇÕES PARCIAIS (PROVAS) ANEXO 5.3: AVALIAÇÕES PARCIAIS (PROVAS)

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