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SUMÁRIO

Pág.

1.

Introdução.........................................................................................

2

2.

Fundamentação Teórica...................................................................

2

3.

Nutrientes..........................................................................................

3

3.1.1

Carboidratos......................................................................................

3

3.1.2

Proteínas...........................................................................................

3

3.1.3

Gordura.............................................................................................

4

3.1.4

Micronutrientes..................................................................................

4

3.1.5

Álcool e Diabetes..............................................................................

4

4.

Diabetes............................................................................................

4

4.11

Classificação do Diabetes.................................................................

5

4.1.2

Pâncreas...........................................................................................

5

4.1.3

Glucagon...........................................................................................

5

4.1.4

Insulina..............................................................................................

5

5.

Tratamento........................................................................................

6

5.11

Diabetes mellitus 2 e o tratamento cirúrgico.....................................

6

6.

Resultados........................................................................................

8

7.

Conclusão.........................................................................................

8

1. INTRODUÇÃO

O Diabetes mellitus é uma doença crônica, grave, de evolução lenta e progressiva, que acomete milhares de pessoas em todo mundo, necessitando de tratamento intensivo e orientação médica adequada. Após a conclusão do maior estudo envolvendo diabéticos tipo 1, o DCCT (Diabetes Control and Complications Trial) determinou que o tratamento disciplinado no Diabetes mellitus tipo 1 permite prevenir ou retardar as complicações agudas e crônicas da doença. Para isso, é preciso um envolvimento harmonioso e contínuo de pacientes, família e profissionais de saúde, na busca de se atingir o equilíbrio biológico, psíquico e social do indivíduo.

A educação é parte essencial no controle do Diabetes mellitus tipo 1 e consiste em um processo contínuo de alteração de hábitos de vida que requer tempo, espaço, planejamento, material didático e profissionais capacitados. Apenas seguir a prescrição médica corretamente aplicando a dose e o tipo de insulina no momento certo não é o suficiente para a melhoria da qualidade de vida desses indivíduos. Diversos estudos vêem sendo realizados em todo

o mundo na tentativa de se obter a cura do Diabetes mellitus. Na ausência de um tratamento definitivo é essencial a realização de uma terapêutica eficaz que consiste em insulinoterapia, mudança de hábitos de vida e educação continuada. O controle metabólico adequado permite a redução da mortalidade à doença.

A educação em diabetes pode ser desenvolvida de várias maneiras, como através de dinâmicas de grupos, folhetos informativos, palestras para a população carente, colônias de fim de semana, dentre outras.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O Diabetes mellitus é uma das doenças mais antigas do conhecimento

humano. Ele foi descrito na Índia no ano 400 antes de Cristo, e também tem

relato nesta época nos papiros egípcios de Ebers. Os antigos médicos da

Grécia foi os primeiros a empregar a palavra diabetes, significando “correr

através de um sifão”; a palavra latina mellitus, significando doce,foi acres --centada mais tarde.

Antes da descoberta da insulina em 1921 por Banting e Best não havia motivo algum para a criação de programas educacionais tipo colônias de fim de semana, uma vez que a sobrevida do Diabetes mellitus tipo 1 era extremamente baixa. Com a evolução das formas de terapia insulínica e a possibilidade de controle glicêmico adequado levando a uma diminuição de complicações crônicas e melhora da qualidade de vida, justificou-se o desenvolvimento de programas que realizassem o processo de educação para o portador de Diabetes mellitus tipo 1.

Durante séculos após a descoberta da “urina doce”, os médicos diagnosticaram a doença testando o “adocicado” da urina dos pacientes, uma forma precursora das modernas analises laboratoriais de detectar glicose na urina. (SKINNER, 1991, p.127).

3. NUTRIENTES

3.1.1. CARBOIDRATO

Alimentos ricos em carboidratos, como cereais integrais, frutas, vegetais, enfatizando o consumo de leguminosas como feijões, soja, lentilhas, ervilha, grão de bico e leite desnatado, são componentes importantes e devem ser incluídos numa alimentação saudável. Para os indivíduos que utilizam a insulinoterapia, a insulina aplicada antes da refeição deverá ser baseada no conteúdo de carboidratos das refeições. Dessa forma, a contagem de carboidratos deve ser adotada. A quantidade de carboidrato não

deve variar dia a dia, se a quantidade de insulina for fixa1.

As pesquisas apontam que não só a quantidade de carboidrato é importante, mas a qualidade é determinante da resposta glicêmica. Sendo assim, pesquisadores da Universidade de Harvard introduziram o conceito de carga glicêmica, que associa o índice glicêmico à quantidade de carboidratos ingeridos2(D).

A carga glicêmica apresenta relevância fisiológica como um fator de risco importante para doença cardiovascular. Estudos epidemiológicos indicam que a carga glicêmica está associada positivamente com o diabetes tipo 23(A). A utilização de dietas

com baixos índices glicêmicos pode servir como estratégia complementar no plano alimentar para o diabético, principalmente em períodos de hiperglicemias.

Adoçantes não nutritivos em quantidades aceitáveis podem ser consumidos com segurança, de acordo com o Food and Drug Administration (FDA). As recomendações sobre fibra dietética são as mesmas indicadas para o restante da população americana, em

torno de 20 a 35g/dia, tanto das fibras solúveis quanto das insolúveis. O consumo de fibras, pelo significante efeito na glicemia pós-prandial, deve ser estimulado, com os carboidratos sendo pelo menos 55% do valor energético total da dieta.

3.1.2. PROTEÍNAS

As proteínas (termo derivado do grego proteos, que significa ‘primeiro’ ‘fundamental’) desempenham um papel essencial na estrutura e na função das células, sendo a matéria- prima dos nossos músculos. São formadas por união de pequenas moléculas chamados aminoácidos. Os cientistas identificaram 22 aminoácidos diferentes que são classificados como essenciais e não essenciais, sendo que os essenciais só podem ser obtidos através da alimentação e os outros podem ser sintetizados a partir de outros aminoácidos.

No processo do metabolismo, as cadeias de proteínas são constantes quebradas e , assim, a maioria dos aminoácidos são libertados e recuperados pelas células,mas uma certa porcentagem se perde e deve ser renovada. È por essa razão que, desde o nascimento até a morte, temos de absorver proteínas com regularidade. Caso contrário, não cresceríamos e muitos tecidos e funções do organismo entrariam em colapso.

De fato, as proteínas são os materiais construtores do organismo e mantêm e reparam todos os tecidos(muscular, conjuntivo, nervoso, cartilaginoso,ósseo).

A hemoglobulina presente no sangue, que transporta o indispensável oxigênio, é uma proteína, tal como os glóbulos brancos, que asseguram a defesa imunológica do organismo

A ingestão de proteínas é recomendada no porcentual de 12 a 16% do valor energético total, caso não haja a presença de microalbuminúria. O consumo de carnes vermelhas não deve ser superior a 2 vezes por semana, principalmente para os diabéticos tipo 2.

3.1.3. GORDURA

Para todos, a ingestão de gordura saturada deve ser menor do que 10% do valor da gordura total e naqueles com colesterol LDL, maior que 100mg/dl; a ingestão de gordura saturada deve ser menor do que 7%. Deve ser estimulado o consumo de gordura monoinsaturada em torno de 12% a 15%6. A ingestão de colesterol deve ser menor do que 300mg/dl e, naqueles com colesterol LDL maior ou igual a 100mg/dl, deve ser utilizado 200mg por dia. A ingestão de ácidos graxos trans deve ser diminuída. A ingestão de duas ou três porções de peixe por semana é recomendada por apresentar a quantidade de ômega – 3 necessária.

3.1.4. MICRONUTRIENTES

Suplementação de vitaminas e minerais em pessoas com diabetes não apresentam evidências de benefícios, caso não haja deficiência, com exceção do folato para a prevenção de defeitos congênitos e do cálcio que é importante para a prevenção da doença óssea. A suplementação de antioxidantes na dieta não é recomendada pela insuficiência de segurança e eficácia em longo prazo.

3.1.5. ÁLCOOL E DIABETES

A ingestão de álcool deve ser realizada com o consumo de alimentos para não possibilitar o aparecimento de hipoglicemia. O consumo de álcool não deve ultrapassar um drinque para a mulher e dois drinques para o homem por dia. O consumo além de 720 ml de cerveja ou 240 ml de vinho ou 60 ml de bebida destilada para o homem e metade para a mulher poderá alterar a glicemia de pacientes diabéticos. Não recomendamos o consumo de bebidas alcoólicas, apenas informamos a quantidade limite referida na literatura.

4. DIABETES

Segundo NORWOOD (1999, p.15): “DIABETES É UMA DOENÇA SÉRIA. É

CRONICA, que significa que não tem cura, não passa. Se deixada sem

tratamento, pode encurtar a vida”.

Não existe uma formula mágica para o tratamento de pessoas com diabetes, as pessoas com essa doença têm que primeiro tomar consciência da necessidade do tratamento continuo e ininterrupto, em parceria com os profissionais, e familiares e amigos, através de uma união das partes, tentando tornar o tratamento uma rotina mais tranqüila e normal possível.

Como notamos na citação acima a diabetes é uma das doenças mais antigas, que já assola a humanidade há muito tempo, mas é uma doença que atualmente vem preocupando cada vez mais, tendo em vista que no Brasil existem aproximadamente 7 milhões de diabéticos, segundo censo demográfico do IBGE, de 2000, dado obtido no site da Associação Brasileira de Diabetes.

4.1.1. Classificação do Diabetes

Embora as pessoas pensem que diabetes seja uma doença única, na verdade

ela é um conjunto de distúrbios. O que eles têm em comum é o problema com a produção ou ação da insulina. Há vários tipos de diabetes, mas os mais comuns são a diabetes Tipo 1 e a Tipo 2. Também se vêem essa classificação escrita com algarismos romanos: diabetes Tipo I e Tipo II.

(NORWOOD &INLANDER1999, p. 23).

4.1.2. Pâncreas

Segundo NORWOOD (1999, p.19): “Uma glândula de 15 centímetros, localizada atrás do estomago. Em pessoas saudáveis, o pâncreas secreta muitos hormônios, entre eles a insulina”. O autor fala de algumas características do pâncreas e da ênfase apenas a sua produção de insulina, que é o principal hormônio mas existem outros muito importantes, que são produzidos pelo pâncreas. Segundo SILVEIRA (1994, p.38)

A função endócrina do pâncreas é exercida pelas ilhotas de Langherans. Entre tipos celulares das ilhotas, os mais numerosos são as células betas (75%), que produzem insulina e a alfa (20%), que produzem glucagon. .(SILVEIRA, 1994 p.38).

Já o autor acima já fala dos dois principais hormônios produzidos pelo pâncreas, a insulina e o glucagon, fundamentais para o controle da glicose.

41.3. Glucagon

Segundo GUYATON ( 1988, p.473): “hormônio secretado pelas células do

pâncreas que tem por principal função aumentar a concentração sanguínea de glicose”.

De acordo com o autor o glucagon, aumenta o nível de glicose no sangue, ou

seja, age de maneira contraria a insulina.SIMÕES (2002, p.1):”

O Glucagon acelera o desdobramento de glicogênio do fígado em glicose, aumentando a glicose sanguínea. Na realização do exercício, o nível de insulina diminui e aumenta o nível de glucagon.

A citação acima reafirma que o glucagon aumenta o nível de glicose no sangue, e isso pode ocorrer principalmente durante a atividade física.

4.1.4. Insulina

Segundo SKINNER(1991,p.143): “Poucas descobertas na medicina mudaram o

curso de uma doença tão dramaticamente como a descoberta da insulina por Banting e Best em 1921”.

Realmente essa descoberta foi um ícone no tratamento do diabetes, sem duvida mudando a vida de milhares de pessoas, controlando a doença e sendo fundamental para que essa população leve uma vida dentro da normalidade. “Segundo SIMÕES (2002, p.1):”

A insulina é o hormônio protéico constituído de cinqüenta e um aminoácidos no interior de duas cadeias ligadas por duas pontes dissulfeto.

Funções da Insulina:

- Aumenta a captação de glicose, resultando em redução de seus níveis sanguíneos:

- Inibe a liberação de glucagon pelo fígado;

- inibe a liberação de acido graxo pelo tecido adiposo;

- provoca o rápido transporte de glicose para dentro das fibras musculares, favorecendo a entrada de glicose na célula (FOX, 2000, p. 433, 436).

5. TRATAMENTO

Há vários tipos ou espécies de Insulina, cada uma proveniente de uma fonte

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