Psicologia:Relatório de Estágio em Psicologia Escolar

Psicologia:Relatório de Estágio em Psicologia Escolar

(Parte 1 de 6)

1 UNIVERSIDADE DO PLANALTO CATARINENSE-UNIPLAC

LAGES 2008

2 LENIR BERNARDINO RODRIGUES

Relatório de Estágio Escolar apresentado na disciplina de Estágio Básico Supervisionado em Psicologia Escolar no 4º Semestre do Curso de Psicologia da Universidade do Planalto Catarinense. Professora: Marivete Gesser

LAGES, NOVEMBRO DE 2008

Dedico este Relatório de Estágio em Psicologia Escolar aos meus filhos, meu marido, em especial, à minha mãe.

Em primeiro lugar, agradeço a Deus, e a minha família que, me proporcionou o apoio e a base necessária para capacidade ascender a essa importante conquista de conhecimento e da tão almejada realização pessoal.

Agradeço com carinho aos professores da Escola Zulmira Auta da Silva pela compressão. Agradeço as diretoras Sandra e Kátia que autorizaram a realização deste estágio, em especial a Orientadora Escolar Marta pela ajuda na coleta de informações.

Ao professor Reno por ter disponibilizado suas aulas para a efetuação deste relatório. Agradeço a confiança de todos os profissionais na secretaria da escola, há todos muito vocês obrigado.

Agradeço em especial aos formandos do terceiro ano que colaboraram com seu tempo para participar dos questionários, muito obrigado.

Agradeço ao meu marido, Antonio, pelas contribuições dadas a este relatório.

Em especial, as professoras Vanir e a professora e orientadora Marivete, pelo conhecimento repassado em sala de aula, proporcionando a concretização deste trabalho.

A todos, muito obrigada.

Gráfico 01: Distribuição percentual da entrevista com os professores31

LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 02: Distribuição percentual do questionário Eu e a Escola...............................32

6 LISTA DE FIGURAS

Figura 01: Diga não, para a violência infantil!29
Figura 02: Não, para a violência!29
Figura 03: Diga não, para a violência!30

Figura 04: Diga não, para a violência!.........................................................................30

7 SUMÁRIO

LISTA DE GRÁFICOS05
LISTA DE FIGURAS06
1.INTRODUÇAO09
2. FUNDAMENTAÇAO TEÓRICA10
2.1 O Nascimento e a Evolução das Escolas no Mundo10
2.2 Desenvolvimento da Educação no Brasil1
2.3 Psicologia da Educação12
2.3 Psicologia Escolar13
2.4Atuação do Psicólogo escolar14
3. O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA16
3.1 Desenvolvimento da criança para Piaget, Vygotsky e Freud16
3.2 Fatores que influenciam o desenvolvimento da criança19
4. OBJETIVOS20
4.1 Objetivo geral20
4.2 Objetivos específicos20
5. HISTÓRIA DA PATRONESSE21
5.1 Histórico da unidade escolar21

5.2 Dados de Identificação da Instituição ....................................................................2

5.3 Missão, visão e valores da escola23
5.3.1 Missão da Escola23
5.3.2 Visão da Escola23
5.3.3 Valores da Escola23
5.4Dimensões Da Escola24
6. DISPOSISÕES DO ENSINO MÉDIO26
6.1Bases Estruturadas do Ensino Médio27
6.2Grades Curriculares27
7. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS28
7.1 Descrições das entrevistas31
7.1.1Apresentação das entrevistas com os professores32
7.1.2Apresentação do questionário com os alunos34
RESULTADOS E DISCUSSÃO38
CONCLUSÃO39
REFERÊNCIA40

1.INTRODUÇAO

Neste relatório final, procedemos a um levantamento de alguns parâmetros que envolvam questões da atuação da Psicologia Escolar e Educacional , assim como buscamos desvelar a história da evolução escolar , que passou de instituição e orfanatos para centros de ensino e aprendizagem, abordaremos as fases do desenvolvimento da criança no olhar de alguns teóricos.

Abordaremos a atuação da Psicologia no contexto escolar, como também as possibilidades do Psicólogo Escolar em vir a atuar junto às escolas com projetos para beneficiar e proporcionar a qualidade da aprendizagem e do desenvolvimento psicológico e social dos docentes e grupos de alunos das escolas onde o profissional está inserido.

Além da satisfação pessoal em vivenciar esse estágio, é de se destacar o ganho de conhecimento proporcionado pelo próprio, pela troca de experiências com estudos já realizados em sala de aula Reforçaremos o papel do Psicólogo Escolar, ao atuar junto na promoção do desenvolvimento da aprendizagem, assim como identificar fatores que estão interferindo neste processo de desenvolvimento biopsicossocial da criança e do adolescente.

Discorreremos a importância das observações realizadas em sala de aula, na

Escola de Educação Básica Zulmira Auta da Silva, assim como as entrevistas semiestruturadas respondidas pelos alunos e professores do Ensino Médio, no qual foi efetuado o estágio escolar. Aqui se mostra a relevância do Estágio Básico Supervisionado na disciplina de Psicologia Escolar e sua a importância no Curso de Psicologia.

10 2. FUNDAMENTAÇAO TEÓRICA

2.1 O Nascimento e a Evolução das Escolas no Mundo As escolas anteciparam ao capitalismo e prosseguiram a se desenvolvendo por

transformação no sistema escolar (CUNHA, 2000)

muito tempo sob a imposição da igreja, antecedendo as necessidades escolares provocadas pelo processo de industrialização, em termos de mão-de-obra, gerassem

No século XVII foi aquele em que mais se incentivou o internamento e disciplinamento das crianças órfãs. As crianças eram pobres, e que vagavam pelas ruas, e a escolarização conseqüentemente não existia, mais apenas a permanência dos mesmos longe dos olhares da sociedade, as crianças permaneciam muitas horas e alguma instrução.

suas ocupações das fábricas (CUNHA, 2000)

No sec. XIX, na Europa, os projetos de lei que estavam em desenvolvimento, estabeleciam um mínimo de instrução literária para as crianças foram rejeitadas, pois nesta época temia-se que ao alfabetizar as crianças, elas sairiam do patamar estipulado pela sociedade o mais baixo possível a pobreza, a educação impulsionaria neles ambições indesejáveis e os conhecimentos do povo não deveriam se estender além se

Segundo Silva (2007), a educação pela igreja bloqueava o desenvolvimento da primeira infância, diante as necessidades da nova ordem capitalista e industrial, sob a pressão da Revolução Industrial e da burguesia, a escola-internato foi se alterando de ambiente único da educação religiosa, passa a construção de uma ideologia mais disciplinada.

A escola ao disciplinar as crianças e jovens transformá-los-ia em ótimos trabalhadores para as indústrias da época. As crianças eram submetidas a castigos, vigilância permanente, agressões essas físicas e psicológicas. Pois os patrões percebiam que os empregados escolarizados eram precisos, sucintos, mais hábeis, respeitosos, ordenados entre outras qualidades.

Segundo Foulin et.al (2000), preocupados em conhecer o comportamento humano, muitos empresários da época queriam saber como se dava os processos mentais das pessoas, aparecendo a Psicologia e os seus testes de Binet-Simon, utilizados para avaliar o Q.I1;

Certamente você já ouviu falar do Q.I.. Este índice, utilizado para medida da inteligência, foi desenvolvido a partir da submissão a testes compostos por questões de raciocínio lógico. Aplicando esses testes a um grande numero de pessoas, verificou-se que, para cada idade, há uma quantidade de acertos médios. Desta forma, podia se determinar o que foi chamado de idade mental. A idade mental era transposta para uma escala para estabelecimento do quociente de inteligência (SILVA, 2007, p. 20).

Ao medir a inteligência, fez com que muitas crianças fossem encaminhadas para atendimento psicológico, principalmente as que as escolas não tinham retorno na aprendizagem, e as crianças que não acompanhavam as demais eram rotuladas, “criouse, com isso, uma verdadeira fábrica de rótulos, reproduzidos no interior das escolas. As classes passam a ser divididas conforme o desempenho dos alunos nas avaliações psicológicas, (Silva, 2007, p.21)”, as crianças que não acompanhavam a aprendizagem escolar eram as crianças como déficit intelectual e baixa inteligência.

2.2 Desenvolvimento da Educação no Brasil.

Enquanto isso no Brasil encontrava-se na Era Vargas, diante da modernização em que o país se encontrava, reprimido pelas correntes intelectuais, existia a necessidade de transformação econômica e da sociedade diante a estrutura educacional da época.

uma via importante para a modernização do país (SILVA, 2007, p. 21)”

“A educação passava a ser vista como grande promotora das mudanças necessárias para a manutenção do capitalismo no mundo e, no Brasil, era considerada

individuais assumiram grande importância para as escolas

Diante da necessidade de modernização o então presidente Getúlio Vargas, introduz na educação as disciplinas de Sociologia e Psicologia, restrita apenas na formação de docentes de pedagogia embasadas em teorias científicas, neste período o acesso se ampliava, e ao estudar a inteligência, a aprendizagem e as diferenças

Compreender o processo de aprendizagem da criança como algo delimitado por seu quociente de inteligência é manter uma visão inatista do processo de desenvolvimento. Nesta perspectiva, a capacidade cognitiva, a capacidade de conhecer o mundo estaria determinada desde o nascimento. A educação, esta sim, é que deveria se organizar para receber os alunos com diferentes capacidades, que não mudariam com a educação (SILVA, 2007, p. 2).

1 Quociente de inteligência (Silva , 2007).

A Psicologia tem se relacionado com a Educação na realidade brasileira.

Psicologia ao caminhar para a educação entra com suas técnicas inovadoras, aplicando o seu papel de ciência do comportamento, na construção de um novo homem, especialmente por sua contribuição aos ares metodológicos do ensino, portanto, saber ensinar.

2.3 Psicologia da Educação

A Psicologia Educacional fornecem base para as teorias praticadas na educação;

um campo de pesquisaSkinner (Educacional Psychology, 1959) considera

A Psicologia educacional é um domínio de estudo, uma área de conhecimento, um conjunto de leis e princípios, desde um setor do conhecimento a um processo social, um quadro de instrumentos e técnicas e a Psicologia Educacional o estudo da personalidade e dos problemas de ajustamento da criança, do seu crescimento e desenvolvimento mental, das condições de desenvolvimento emocional e social; atitudes, valores e motivações; e, finalmente, os processos de educação formal, sua avaliação e medição, investigação das potencialidades da criança, inteligências, aptidões e aprendizagem (CABRAL & NICK, 1979, p. 304).

Segundo Mellander (2006, p. 23) “É muito mais fácil adotar bons princípios educativos se você não tiver que ensinar”. É muito mais fácil criar formas de ensinar do que estar atuando junto às crianças, pois quem desenvolve livros didáticos não imagina os processos pelos quais as crianças se encontram psicologicamente, e os fenômenos que estão ligados a elas interferindo diretamente no seu desenvolvimento.

Os professores são responsáveis pelo ensino e os alunos são repensáveis pelo aprendizado, mas nem sempre isso acontece, pois fatores biológicos, sociais e psicológicos, interferem nesse possesso, Mellander (2006, p. 26) “Os professores e alunos estão começando a dividir2 a responsabilidade pela instrução oferecida. Estão se ajudando a criar condições adequadas ao aprendizado”, quando essa troca acontece em uma sala de aula, todos saem lucrando e cada um aprende dentro de sua potencialidade.

Nesta ótica, sabendo-se que a educação envolve as condutas psicológicas do individuo em seu todo, a psicologia da educação torna-se o ponto de cruzamento de todas as especialidades da psicologia contemporânea: desenvolvimento, cognição, personalidade, condutas sociais, etc., (FOULIN et.al., 2000, p.03).

O Psicólogo inserido no ambiente escolar reforçará o possesso de ensino e aprendizagem das crianças que por algum motivo sente dificuldades de aprender, pois

2 Grifo do autor: Mellander (2006, p.26).

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