Resenha de Psicologia

Resenha de Psicologia

RESENHA CRÍTICA

1 RESUMO DA TEXTO

O texto fala sobre a Evolução da Ciência Psicologica, relatando a história na qual foi construida, o seu desenvolvimento desde do seu início.

No capitulo inicial trata sobre a Psicologia e História, recuperando fatos para compreendermos melhor o nosso mundo. A História da psicologia teve início na Grécia 2000 aC. Está ligada á necessidade do homen compreender-se a sim mesmo.

O segundo capítulo relata o início, a evolução e conquistas dos gregos, mostrando que através dos estudos e busca de compreender o mundo os filosóficos chegam a uma definição, usando os seus métodos científicos, formulando duas teorias A Platônica e a Aristotélica.

Com a evolução dos povos e as construções das primeiras cidades, crescimento, riquezas para a arquitetura, agricultura e a organização social houve os avanços na Física, Geometria, nas teorias políticas. Esses avanços permitiram que o cidadão se ocupasse das coisas do espírito, como a Filosofia, e a Arte. Filósofos gregos tentativa de sistematizar a psicologia.

A alma ou espírito era concebido como parte imaterial do ser humano e englobaria o pensamento, os sentimentos de amor e ódio, a irracionalidade, o desejo, a sensação e a percepção.

Os filósofos pré-socráticos preocupavam-se em definir a relação do homem com o mundo através da percepção. Havia uma oposição entre os idealistas e os materialistas.

Sócrates (469-399 a.C.) - Psicologia na antiguidade ganha consistência: Limite que separa o homem dos animais, a razão. Esta teoria postulava que, a razão permitia ao homem sobrepor-se aos instintos que seria a base da irracionalidade.

Platão (427 – 347 a.C) - Discípulo de Sócrates. Procurou definir um “lugar” para a razão no nosso próprio corpo, e este lugar seria a cabeça, onde portanto se encontraria a “alma” do homem. A medula seria, portanto o elemento de ligação da alma com o corpo. Este elemento de ligação era necessário porque Platão concebia a alma separada do corpo. Quando alguém morria, a matéria (o corpo) desaparecia, mas a alma ficava livre para ocupar o outro corpo.

Aristóteles (384 – 322 A. C) - Discípulo de Platão. Postulava que tudo aquilo que cresce, se reproduz e se alimenta possui a sua “psyché” ou “alma”. Desta forma , os vegetais, os animais, e o homem teriam alma. Estudou as diferenças entre razão, percepção e sensação. “Da anima” que pode ser considerado o 1º tratado em Psicologia.

2.300 anos antes do advento da Psicologia científica os Gregos já haviam formulado duas “Teorias”:platônica, que postulava a imortalidade da alma e a concebia separada do corpo, aristotélica, que afirmava a mortalidade da alma e a sua relação de pertencimento ao corpo.

O terceiro capítulo Mostra o surgimento do império romano, o grande desenvolvimento e crescimento da Igreja Cristã que até se fortaleceu com invações que ocorreram por volta de 400d.C. trazendo prejuízos economicos. Tornando-se assim o Cristianismo principal religião da Idade Média.

A psicologia, nessa época, entra no estudo religioso representados por Santo Agostinho (354-430) Inspirado em Platão - Separação entre alma e corpo. Alma que era prova de manifestação divina e sede do pensamento, era o elemento que liga o homen a Deus- era imortal, e por São Tomás de Aquino (1225-1274) viveu a epoca do protestantismo, epoca da preparação do capitalismo com a revoluções francesa e Industrial na Inglaterra. com essa crise surgiram dúvida dos ensinamentos da igreja. Foi buscar nos estudo de Aristóteles distinção entre essência e existência, o homen na sua essência busca a perfeição através de sua existência. Porém ao Contrário de Aristóteles afirmou que o homen busca a perfeição a medida que busca a Deus.

No quarto capitulo surgi o renascimento ou Renascença, anos apos o falecimento de são Tomas Aquino, uma tranformação radical em diversos setores da produção humana. Descobertas de novas terras acumulação de riquezas e a valorização do homem.

Grandes obras começam a ocorrer entre 1300 e 1513, ao longo desde período Dante escreve a Divina comédia, Leonardo da vinci com seu quadro Anuciação, e Boticelli pinta o Nascimento de Vênus, Michelangelo esculpe o Davi e Maquieavel escreve O Príncipe.

Com surgimento de diversos avanços e causada uma revolução no conhecimento humano em 1543 com Copérnico mostrando que o planeta não é o centro do universo. Em 1610, Galileu estuda a queda dos corpos e surge a física moderna. Dando início a sistematização estabelecendo regras para a construção do conhecimento científico.

René Descartes (1596-1659) também filosofo, Postula separação entre mente e corpo. Afirmando que o homen possui duas substâncias material e a pensante, o restante seria desprovido do Espirito e somente uma máquina. Originando possível o estudo do corpo humano morto dando avanço no Anatomia e da Filosofia, contribuindo para o progresso da psicologia.

O capítulo cinco surgimento do capitalismo, junto à Revolução Industrial resultaram em fortes mudanças na maneira de se conceber as relações humanas e o próprio homem.Os estudos acerca do homem também são influenciados por essas mudanças no sistema sócio-econômico-cultural. .A fé já não tem razão o homen busca o conhecimento. O universo foi posto em movimento. O homem passou a ser concebido como um ser livre, capaz de construir seu futuro. Questionou-se a hierarquia. O servo, liberto de seu vínculo com a terra, pode escolher seu trabalho e seu lugar social. A racionalidade do homem tornou-se grande possibilidade de construção do conhecimento. A burguesia, que disputava o poder e surgia como a nova classe social e econômica, defendia a emancipação do homem para emancipar-se também. Era preciso questionar a natureza como algo dado para viabilizar a sua exploração em busca de matérias-primas; desta forma eram dadas às condições materiais para o desenvolvimento da ciência moderna. Sendo então: O conhecimento como fruto da razão. A possibilidade de desvendar a natureza e suas leis pela observação rigorosa e objetiva. A necessidade dos homens construírem novas formas de produzir conhecimento, que não fossem estabelecidos pelos dogmas religiosos e/ ou pela autoridade eclesial. Houve a necessidade da Ciência. Eram necessários métodos mais rigorosos, medidas, instrumentos de controle, todos buscando mais precisão no estudo do funcionamento da mente, uma ciência mais capaz.

Em meados do século19, é que os problemas e temas da psicologia, que até então eram estudados exclusivamente por filósofos, passam a ser, também, investigados pela fisiologia e pela Neurofisiologia.Os avanços nesta área levaram a formulação de teorias sobre o sistema nervoso central, demonstrando que o pensamento, as percepções e os sentimentos humanos eram produtos deste sistema.

O capitalismo trouxe consigo também “a máquina”. Todo o universo passou a ser pensado como uma máquina, isto é, podemos conhecer o seu funcionamento, a sua regularidade, o que nos possibilita o conhecimento de suas leis. Essa forma de pensar atingiu também as ciências do homem.

Para se conhecer o psiquismo humano passa a ser necessário compreender os mecanismos e o funcionamento da máquina de pensar do homem – seu cérebro. Assim, a Psicologia começa a trilhar os caminhos da Fisiologia, Neuroanatomia e Neurofisiologia.

Wilhelm Wundt (1832-1920), fisiólogo alemão da Universidade de Leipzig e pioneiro da Psicologia Experimental, cria o primeiro laboratório para realizar experimentos na área de Psicofisiologia, fato que pode ser considerado o início da psicologia como ciência independente.

Wundt desenvolve a concepção do paralelismo psicofísico, ou seja, acreditava que havia fenômenos do mundo físico, constituídos pelo corpo, e fenômenos do mundo mental, constituídos pela mente. O método instituído por Wundt se baseava no sujeito da experiência, um exemplo: o experimentador estimulava o sujeito com uma picada de agulha e esse fazia o relato introspeccionismo. sobre tamanho, intensidade e duração do estímulo, descrevendo o caminho percorrido no seu interior, como que descrevendo o processomental.

O capítulo seis estuda-se a psicologia moderna que nasceu na Alemanha no final do século 19, na universidade de Leipzig, com Wundt, Weber , Fechner, e o inglês Edward B. Tichner, e o americano William James.

Seu status de ciência é obtido à medida que se “liberta” da Filosofia, e desta forma sob os novos padrões de produção de conhecimento, passam a :

  1. definir seu objeto de estudo ( o comportamento, a vida psíquica, a consciência);

  1. delimitar seu campo de estudo, diferenciando-o de outras àreas de conhecimento, como a Filosofia e a Fisiologia;

  1. formular métodos de estudo deste objeto;

  1. formular teorias enquanto um corpo consistente de conhecimentos na área.

Essas teorias devem obedecer aos critérios básicos da metodologia científica, isto é, deve-se buscar a neutralidade do conhecimento científico, os dados devem ser passíveis de comprovação, e o conhecimento deve ser cumulativo e servir de ponto de partida para outros experimentos e pesquisas na área.

Embora a psicologia científica tenha nascido na Alemanha, é nos Estados Unidos que ela encontra campo para um rápido crescimento, na vanguarda do sistema capitalista, surgindo as primeiras abordagens ou escolas em Psicologia, que são: Funcionalismo, de William James (1842-1910). Estruturalismo, de Edward Titchner (1867 – 1927). Associacionismo, de Edward L. Thorndike (1947 – 1949).

O Funcionalismo

Para o Funcionalismo o que importa responder: “o que fazem os homens” e “porque o fazem”. E para responder isto, W. James elege a consciência como o centro de suas preocupações e busca a compreensão de seu funcionamento, na medida em que o homem a “usa” para adaptar-se ao meio.

O Estruturalismo

A preocupação do estruturalismo também é a consciência, mas de forma diferente Titchner, irá estudá-la em seus aspectos estruturais, isto é, os estados elementares da consciência como estrutura do sistema nervoso central; e prevalece o método de observação, sendo os conhecimentos psicológicos produzidos eminentemente experimentais, isto é, produzidos a partir do laboratório.Esta escola foi inaugurada por Wundt, mas foi Titchner, seu seguidor, que usou o termo estruturalismo para diferenciá-la do Funcionalismo.

O Associacionismo

Edward L. Thorndike revelou sua importância através da formulação da primeira teoria de aprendizagem na Psicologia. O termo associacionismo tem origem da concepção de que a aprendizagem se dá por um processo de associação de idéias – das mais simples às mais complexas.

Thorndike formulou a Lei do Efeito, que viria a ser de grande utilidade para a Psicologia Comportamentalista. De acordo com essa lei, todo comportamento de um organismo vivo (um homem, um pombo, um rato, etc) tende a se repetir, se nós recompensarmos (efeito) o organismo assim que este emitir o comportamento. Por outro lado, o comportamento tenderá a não acontecer, se o organismo for castigado(efeito) após sua ocorrência. E, pela Lei do Efeito, o organismo irá associar essas situações com outras semelhantes.

O capítulo sete relata as principais teorias da psicologia no século 20. Se antes a psicologia estava subordinada a filosofia, a partir desse século ela passa a ligar-se a especialidades da medicinam, que assumira o método de investigação das ciências naturais como critério rigoroso de construção do conhecimento. As três mais importantes tendências teóricas da Psicologia neste século são:

Behaviorismo ou Teoria S-R (Stimuli –Respond / Estímulo – Resposta)- Nasce com Watson, nos Estados Unidos e tornou-se importante por ter definido o fato psicológico de modo concreto, a partir da noção de comportamento.

Gestalt- Nasce na Europa e, postula a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade.

Psicanálise- Nasce com Freud, na Áustria, a partir da prática médica, recupera para a Psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, quebrando a tradição da Psicologia como a ciência da consciência e da razão.

2 CONCLUSÃO

    Torna-se fundamental compreender questões levantadas por Sócrates, Platão e Aistóteles investigações da filósofia; por Santo Agostinho e São Tomás de Aquino sobre o estudo da alma e corpo e essência e existência; René Descartes um importante contribuido do avando da Ciência entre outros estudiosos. Conhecer o processo de formação da psicologia enquanto a sua história permite-nos uma visão mais ampla para compreensão do homem, de suas ações e questionamentos. Em suma, conhecer a história da psicologia, fica claro a contribuição dos diversos pensadores acerca do assunto e essa evolução mostra a psicologia que estará sempre em desenvolvimento. Evidencia também que todas as ciências e não só a Psicologia, está sempre em transformação, influenciada por novas pesquisas, novas descobertas. Assim, ao buscar compreender a psicologia em sua história, torna-se fundamental a análise dessas diferenças entre seus pesquisadores.

3 CRÍTICA

   

Com conhecimentos acerca do desenrolar histórico da psicologia, a autora empenhou-se em apresentar clara e detalhadamente as circunstâncias e características da história da evolução cientifica, levando-nos a compreender as idéias básicas das várias linhas filosóficas, bem como a descobrir uma nova maneira de ver o que já havia sido visto, estudado de uma outra forma.

Com estilo claro o objetivo, a autora esclarece sobre o o surgimento de diversos estudo em diversas áreas das ciências naturais e sociais, exemplificando, impulsionando reflexão crítica e discussão teórica sobre o assunto.

Assim ao estudar e tentar compreender a psicologia como ciência independente vale, sem dúvida, a análise histórica da mesma.

4 INDICAÇOES

O texto tem por objetivo apresentar conhecimento enriquecidos e oferecer sugestões para estudantes universitário, a fim de que possam realizar, planejar e desenvolver as próprias pesquisas, na graduação, utilizando-se do rigor necessário à produção de conhecimentos confiáveis. É de grande auxilio, principalmente, àqueles que desenvolvem trabalhos acadêmicos no campo de Administração.

Ana Merces Bahia Bock Psicóloga. Atualmente é professora titular da mesma Universidade, onde ministra aulas no curso de graduação em Psicologia e no curso de Pós-Graduação em Psicologia da Educação. Tem várias publicações como organizadora ou co-autora. É membro da Comissão Editorial da Revista "Alternativas em Psicologia", da Revista Mexicana de Orientacion Educativa, da revista Psicologia Revista da PUCSP e da Revista da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Sócio Histórica, atuando principalmente nos seguintes temas: psicologia, educação, psicologia sócio-histórica, profissão e compromisso social e dimensão subjetiva da desigualdade social. Foi presidente do Conselho Federal de Psicologia.

Informações: http://lattes.cnpq.br/1540269108470331

Meu nome Joziane Miranda frança, Acadêmico do Curso de Administração da FINAC.

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