Apostila de comandos elétricos
Chave Estrela Triângulo
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CHAVE DE PARTIDA ESTRELA-TRIÂNGULO
1. INTRODUÇÃO
A compreensão de um sistema de acionamento e proteção merece muita atenção, pois dela dependem a durabilidade do sistema e o funcionamento correto dos equipamentos a serem acionados. Neste módulo, estudamos acionamento elétrico e equipamentos de proteção na forma prática, montando uma chave de partida estrela-triângulo.
2. TERMINOLOGIA
2.1. Acionamento Manual:
Componente mecânico de acionamento de um equipamento. Exemplo: botão de comando, alavanca, etc.
2.2. Acionamento por corrente alternada (CA):
Circuito de comando alimentado por corrente alternada.
2.3. Acionamento por corrente continua (CC):
Circuito de comando alimentado por corrente contínua.
2.4. Botão:
Designação dada a dispositivos de comando, aos quais pertencem os botões de comando de diversos tipos, que possibilitam o acionamento ou interrupção da corrente de comando. Podem ser do tipo pulsante ou travante, com contatos normalmente abertos ou normalmente fechados, ou ambos.
2.5. Botão de comando de fim de curso:
Botão acionado mecanicamente para sinalização, comando e limitação de curso. O miolo da botoeira é que contém os contatos e os terminais do dispositivo fim de curso.
2.6. Botão Sinalizador:
Botoeira com botão transparente de forma tal, que se obtenha, assim como no sinalizador luminoso, uma indicação ótica dada por uma lâmpada embutida no mesmo.
2.7. Capacidade de Interrupção:
Máxima corrente que um dispositivo de manobra ou proteção (contator, disjuntor, chave seccionadora, etc) pode interromper em condições definidas.
2.8. Categoria de Emprego:
Classificação dos dispositivos de comando de cargas de acordo com as finalidades para as quais são previstos.
2.9. Chave:
Dispositivo de manobra mecânico, capaz de ligar, conduzir e interromper correntes sob condições de sobrecarga previstas e, também, de conduzir por tempo especificado, correntes sob condições anormais pré-estabelecidas, tais como as de curto-circuito. Certos tipos de chaves podem ligar mas não interromper correntes de curto-circuito.
2.10. Chave Principal:
Dispositivo que comanda o circuito principal de alimentação, ligado direto ao consumidor, passando através desse a corrente de operação.
2.11. Chave Seccionadora:
Dispositivo que na condição aberta, satisfaz as exigências de distância de isolação especificadas.
2.12. Chave Seccionadora sob Carga:
Dispositivo que permite operar o circuito com sua carga ligada.
2.13. Circuito auxiliar ou de comando:
Circuito por onde são acionados os dispositivos de manobra. Pode ser usado para fins de medição, comando, travamento e sinalização.
2.14. Circuito principal:
Circuito formado pelas partes mais importantes, incluindo os contatos principais, destinados a conduzir a corrente de operação.
2.15. Contato:
Parte de um dispositivo de manobra, através da qual um circuito é ligado ou interrompido:
Contato NF (Normalmente Fechado): Contato que abre, quando do estabelecimento, e fecha quando da interrupção;
Contato NA (Normalmente Aberto): Contato que fecha, quando do estabelecimento, e abre quando da interrupção;
Contato auxiliar:
Contato de chave auxiliar;
Contato inserido em um circuito auxiliar e operado mecanicamente pelo contator.
Contato de selo: É um contato auxiliar do contator, que tem a finalidade de selar a alimentação da bobina do contator. Este contato é ligado em paralelo com o botão de ligação do contator.
Contato principal:
Contato no circuito principal de um dispositivo de manobra;
- Contato inserido no circuito principal de um contator, previsto para conduzir na posição fechada, a corrente desse circuito.
2.16. Corrente de curto-circuito:
Designação genérica para a corrente possível de ocorrer no local de instalação de um dispositivo de manobra, quando os terminais estão curto-circuitados.
2.17. Corrente nominal:
Corrente de operação de um circuito, determinada pelas condições de emprego, em função da qual são escolhidos os diversos dispositivos.
2.18. Corrente de partida:
Corrente que o motor consome quando ligado, porém ainda em repouso (na partida ou frenagem). Seu valor médio é de seis a nove vezes a corrente nominal dos motores.
2.19. Sobrecarga:
Quando é ultrapassado o valor da corrente nominal de um equipamento elétrico. Pode ser por excesso de carga no eixo do motor ou defeito mecânico no motor ou acoplamentos.
2.20. Nível de Isolamento:
Conjunto de valores de tensão suportáveis nominais que caracterizam o isolamento de um equipamento elétrico em relação a sua capacidade de suportar solicitações dielétricas.
2.21. Partida lenta:
São partidas em que a inércia de carga é alta, provocando um tempo de partida acima de:
5s – partida direta;
10s – partida estrela-triângulo;
15s – partida compensadora;
10s – partida estrela série-paralelo.
2.22. Proteção do motor:
Proteção contra efeitos de sobrecarga e curto-circuito sobre o motor, isto é, proteção da instalação do enrolamento contra aquecimentos e esforços eletrodinâmicos inadmissíveis através de:
Relé térmico de sobrecarga;
Sondas térmicas;
Fusíveis;
Disjuntores.
2.23. Seletividade:
Operação conjunta dos dispositivos de proteção que atuam sobre os de manobra ligados em série para a interrupção escalonada de correntes anormais (por exemplo, curto-circuito). O dispositivo de proteção deve interromper a parte do circuito de força imediatamente anterior a falha. Os demais dispositivos de manobra devem permanecer ligados, a não ser que o dispositivo anterior tenha falhado e assim sucessivamente.
2.24. Vida útil mecânica:
Caracterizada pela resistência ao desgaste do equipamento, sendo determinado pelo número de manobras sem carga que o equipamento pode realizar sem defeitos mecânicos.
3. MATERIAIS UTILIZADOS
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