Gerenciamento de Residuos Solidos de Saude

Gerenciamento de Residuos Solidos de Saude

RESÍDUOS SÓLIDOS de SERVIÇOS de SAÚDE (RSS)

CONTROVÉRSIAS EXISTENTES

  • CLASSIFICAÇÃO

  • - adequar processos de manuseio [segurança, minimização de riscos (saúde, ambiente)]

  • TERMINOLOGIA

  • POTENCIAL de RISCO

  • FORMAS de TRATAMENTO

  • LEGISLAÇÕES

DEFINIÇÃO da OMS

  • Resíduos de serviço de saúde é “todo aquele gerado por prestadores de assistência médica, odontológica, laboratorial, farmacêutica, instituições de ensino e pesquisa médica, relacionados à população humana, bem como veterinário, possuindo potencial de risco, em função da presença de materiais biológicos capazes de causar infecção, produtos químicos perigosos, objetos pérfuro-cortantes efetiva ou potencialmente contaminados e mesmo rejeitos radiativos, necessitando de cuidados específicos de acondicionamento, transporte, armazenamento, coleta e tratamento”.

DEFINIÇÕES da NBR 12.807/93

  • Acondicionamento (proteger do risco e facilitar transporte)

  • Área de higienização (limpeza e desinfecção)

  • Armazenamento interno/externo

  • Coletas internas I e II, externa

  • Desinfecção (destruição de agentes infectantes na forma vegetativa situados fora do organismo mediante aplicação direta de meios físicos e químicos)

  • Esterilização (destruição de microrganismos na forma esporulada ou vegetativa)

  • Resíduo (material desprovido de utilidade para o estabelecimento gerador)

    • comum
    • especial
    • farmacêutico
    • infectante
    • químico perigoso

DEFINIÇÕES da NBR 12.807/93

  • Resíduos de serviço de saúde: resíduos resultantes de atividades exercidas por estabelecimento gerador”

  • Serviço de saúde: estabelecimento gerador destinado à prestação de assistência sanitária à população

  • Estabelecimento gerador: instituição que, em razão de suas atividades, produz resíduos de serviços de saúde

  • Unidade geradora: conjunto de elementos funcionalmente agrupados, onde são gerados, acondicionados e armazenados os resíduos dos serviços de saúde

  • Segregação: operação de separação dos resíduos no momento da geração, de acordo com a classificação adotada pela NBR 12808

DEFINIÇÕES da NBR 12.810/93

  • Equipamentos de coleta interna

    • EPI
      • uniforme, luvas, botas, gorro, máscara, óculos, avental
    • Carro de coleta interna
  • Equipamentos de coleta externa

    • EPI da guarnição
      • uniforme, luvas, botas, colete, boné
    • Container
    • Veículo coletor
      • casos de acidentes
      • limpeza e higienização

CLASSIFICAÇÕES

  • - NORMA ABNT NBR 12.808/93 (e NBR 10.004)

  • classes A, B e C

  • - RESOLUÇÃO CONAMA NO 5/93

  • classes A, B, C e D

  • RESOLUÇÃO CONAMA NO 358/2004 classes A, B, C, D e E

  • ANVISA (RDC 306/2004)

  • classes A, B, C, D e E

ABNT NBR 12.808/93 (e NBR 10.004)

  • CLASSE A: RESÍDUOS INFECTANTES

  • A1: BIOLÓGICO

  • A2: SANGUE e HEMODERIVADOS

  • A3: CIRÚRGICO ANATOMOPATOLÓGICO e EXSUDATO

  • A4: PERFURANTE ou CORTANTE

  • A5: ANIMAL CONTAMINADO

  • A6: ASSISTÊNCIA ao PACIENTE

ABNT NBR 12.808/93 (e NBR 10.004)

  • CLASSE B: RESÍDUOS ESPECIAIS

  • B1 : REJEITO RADIATIVO

  • B2: RESÍDUO FARMACÊUTICO

  • B3: RESÍDUO QUÍMICO PERIGOSO

  • CLASSE C: RESÍDUOS COMUNS (não classificados como A ou B e não oferecem risco à saúde pública)

RESOLUÇÃO CONAMA NO 5/93

  • GRUPO A: resíduos que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente, devido à presença de agentes biológicos

  • GRUPO B: resíduos que apresentam risco potencial à saúde pública e ao meio ambiente, devido às suas características químicas

  • GRUPO C: rejeitos radioativos

  • GRUPO D: resíduos comuns

RESOLUÇÃO CONAMA NO 358/2005

  • GRUPO A: resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção

  • GRUPO B: resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar riscos à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade.

  • GRUPO C: quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificadas na norma NE 6.05 da CNEN, e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista

  • GRUPO D: resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares

  • GRUPO E: materiais pérfuro-cortantes ou escarificantes, tais como lâminas de barbear, agulhas, escalpes (...) lâminas de bisturi (...), espátulas, utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sangüínea, placas de Petri) e outros similares

RESOLUÇÃO CONAMA NO 358/2005

  • GRUPO A: agentes biológicos

  • A1 – culturas de microrganismos, descarte de vacinas,meios de cultura e instrumentos (...)

  • - resíduos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica (...)

  • - bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes (...)

  • - sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos (...)

  • A2 - carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais (...)

  • A3 - peças anatômicas (membros) do ser humano (...)

  • A4 - kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados

  • - filtros de ar e gases aspirados de área contaminada, membrana filtrante (...)

  • - sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes (...)

  • - resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou outro (...)

  • - recipientes e materiais resultantes de processo de assistência à saúde, que não contenham sangue

  • - peças anatômica (órgãos e tecidos) e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos (...)

  • - carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação (...)

  • - bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós-transfusão

  • A5 - órgãos, tecidos, fluidos orgânicos, materiais perfuro-cortantes ou escarificantes e demais materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação com príons

RESOLUÇÃO CONAMA NO 358/2005

  • GRUPO B: substâncias químicas

  • - produtos hormonais e produtos antimicrobianos; citostáticos, antineoplásicos; imunopressores, digitálicos, anti-retrovirais (...)

  • - resíduos de saneantes, desinfetantes, desinfestantes; resíduos contendo metais pesados

  • - efluentes de processadores de imagem

  • - efluentes de equipamentos automatizados utilizados em análises clínicas

  • - demais resíduos sólidos contendo metais pesados que podem ser encaminhados a aterro de resíduos perigosos (Classe I) (....)

RESOLUÇÃO CONAMA NO 358/2005

  • GRUPO C: radioativos

  • - devem ser segregados de acordo com a natureza física do material e do radionuclídeo presente, e o tempo necessário para atingir o limite de eliminação, em conformidade com esta norma. Os rejeitos radioativos não podem ser considerados resíduos até que seja decorrido o tempo de decaimento necessário ao atingimento do limite de eliminação

  • - enquadram-se neste grupo quaisquer materiais resultantes de laboratórios de pesquisa e ensino na área da saúde, laboratórios de análises clínicas e serviços de medicina nuclear e radioterapia que contenham radionuclídeos em quantidade superior aos limites de eliminação

RESOLUÇÃO CONAMA NO 358/2005

  • GRUPO D: ´comuns´

  • -papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos (...)

  • - sobras de alimentos e do preparo de alimentos

  • - resto alimentar de refeitório

  • - resíduos provenientes das áreas administrativas

  • - resíduos de varrição, flores, podas e jardins

  • - resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde

  • GRUPO E: pérfuro-cortantes

  • - ampolas, brocas, lancetas, lamínulas, pontas

Classificação ANVISA (RDC 306/2004)

  • GRUPO A1:

  • a) Culturas e estoques de microrganismos resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os hemoderivados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética. Estes resíduos não podem deixar a unidade geradora sem tratamento prévio. Havendo descaracterização física das estruturas, podem ser acondicionados como resíduos do Grupo D.

  • b) Resíduos resultantes de atividades de vacinação com microorganismos vivos ou atenuados, incluindo frascos de vacinas com expiração do prazo de validade, com conteúdos inutilizados, vazios ou com restos do produto, agulhas e seringas. Devem ser submetidos a tratamento antes da disposição final.

Classificação ANVISA (RDC 306/2004)

  • GRUPO A1:

  • c) Resíduos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes de classe de risco 4, microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido. Devem ser submetidos a tratamento antes da disposição final.

  • d) Bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, ou com prazo de validade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta; sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos, recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. Devem ser submetidos a tratamento antes da disposição final.

Classificação ANVISA (RDC 306/2004)

  • GRUPO A2

  • Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos, bem como suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem portado-res de microrganismos de relevância epidemioló-gica e com risco de disseminação, que foram sub-metidos ou não a estudo anátomo-patológico ou confirmação diagnóstica. Devem ser submetidos a tratamento antes da disposição final.

Classificação ANVISA (RDC 306/2004)

  • GRUPO A3

  • Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou seus familiares.

Classificação ANVISA (RDC 306/2004)

  • GRUPO A4

  • Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores; filtros de ar e gases aspirados de área contaminada; membrana filtrante de equipamento médico-hospitalar e de pesquisa, entre outros similares; sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes de classe de risco 4, e nem apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou micror-ganismo causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com suspeita de contaminação com príons; adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo; recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenham sangue ou líquidos corpóreos na forma livre; peças anatômicas (órgãos e tecidos) e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos anátomo-patológicos ou de confirmação diagnóstica; carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de micror-ganismos, bem como suas forrações; cadáveres de animais provenientes de serviços de assistência; bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós-transfusão.

Classificação ANVISA (RDC 306/2004)

  • GRUPO A5

  • Órgãos, tecidos, fluidos orgânicos, materiais pérfuro-cortantes ou escarificantes e demais materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, com suspeita ou certeza de contaminação com príons. Os resíduos do Grupo A, gerados pelos serviços de assistência domiciliar, devem ser acondicionados e recolhidos pelos próprios agentes de atendimento ou por pessoa treinada para a atividade, de acordo com este Regulamento, e encaminhados ao estabelecimento de saúde de referência.

  • Os resíduos do Grupo A, gerados pelos serviços de assistência domiciliar, devem ser acondicionados e recolhidos pelos próprios agentes de atendimento ou por pessoa treinada para a atividade, de acordo com este Regulamento, e encaminhados ao estabelecimento de saúde de referência.

Classificação ANVISA (RDC 306/2004)

  • GRUPO B

  • As características dos riscos destas substâncias são as contidas na Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos - FISPQ, conforme NBR 14725 da ABNT e Decreto/PR 2657/98.

  • GRUPO C

  • Os rejeitos radioativos devem ser segregados de acordo com a natureza física do material e do radionuclídeo presente, e o tempo necessário para atingir o limite de eliminação, em conformidade com a norma NE-6.05 da CNEN. Os rejeitos radioativos não podem ser conside-rados resíduos até que seja decorrido o tempo de decai-mento necessário ao atingimento do limite de elimina-ção.

Classificação ANVISA (RDC 306/2004)

  • GRUPO D (resíduos comuns)

  • são todos os resíduos gerados nos serviços abrangidos por esta resolução, que por suas características, não necessitam de processos diferenciados relacionados ao acondicionamento, identificação e tratamento, devendo ser considerados resíduos domésticos.

  • GRUPO E

  • são os objetos e instrumentos contendo cantos, bordas, pontos ou protuberâncias rígidas e agudas, capazes de cortar ou perfurar.

Classificação OPAS (1/12)

  • 1) Resíduos infecciosos

    • a. materiais provenientes das salas de isolamento dos pacientes
    • b. materiais biológicos
    • c. sangue humano e hemoderivados
    • d. resíduos anatômicos patológicos e cirúrgicos
    • e. resíduos pérfuro-cortantes
    • f. resíduos de animais
  • 2) Resíduos especiais

  • a. resíduos químicos perigosos

  • b. resíduos farmacêuticos

  • c. resíduos radioativos

  • 3) Resíduos comuns

Classificação OPAS (2/12)

  • 1) Resíduos infecciosos

  • são aqueles gerados durante as diferentes etapas do atendimento de saúde (diagnóstico, tratamento, imunizações, pesquisas, etc.) que contêm agentes patogênicos. Representam diferentes níveis de perigo potencial conforme o grau de exposição aos agentes infecciosos que provocam as doenças.

Classificação OPAS (3/12)

  • a. materiais provenientes das salas de isolamento dos pacientes

  • resíduos biológicos, excrementos, exsudados ou restos de materiais provenientes de salas de isolamento de pacientes com doenças altamente transmissíveis. Incluem-se os animais isolados, assim como qualquer tipo de material que tenha estado em contato com os pacientes dessas salas.

Classificação OPAS (4/12)

  • b. materiais biológicos

  • culturas; amostras armazenadas de agentes infecciosos; meios de cultura; placas de Petri; instrumentos usados para manipular; misturar ou inocular microorganismos; vacinas vencidas ou inutilizadas; filtros de áreas altamente contaminadas; etc.

Classificação OPAS (5/12)

  • c. sangue humano e hemoderivados

  • sangue de pacientes; bolsas de sangue com prazo de utilização vencido ou sorologia positiva; amostras de sangue para análises; soro; plasma e outros subprodutos. Também se incluem os materiais encharcados ou saturados com sangue; materiais como os anteriores mesmo que secos, inclusive plasma, soro e outros, assim como os recipientes que os contêm, como os sacos plásticos, tubos intravenosos, etc.

Classificação OPAS (6/12)

  • d. resíduos anatômicos patológicos e cirúrgicos

  • dejetos patológicos humanos, inclusive tecidos, órgãos, amostras para análise, partes e fluidos corporais que se removam durante autópsias, cirurgia, etc.

Classificação OPAS (7/12)

  • e. resíduos pérfuro-cortantes

  • elementos pérfuro-cortantes que estiveram em contato com pacientes ou agentes infecciosos, inclusive agulhas hipodérmicas, seringas, pipetas de Pasteur, bisturis, tubos, placas de culturas, vidraria inteira ou quebrada, etc. Considera-se, também, qualquer objeto pérfuro-cortante que foi jogado fora, ainda quando não utilizado.

Classificação OPAS (8/12)

  • f. resíduos de animais

  • carcaças ou partes de animais infectados, assim como as camas ou palhas usadas, provenientes dos laboratórios de pesquisa médica ou veterinária.

Classificação OPAS (9/12)

  • 2) Resíduos especiais

  • são os gerados durante as atividades auxiliares dos estabelecimentos de saúde, que não entraram em contato com os pacientes nem com os agentes infecciosos. Constituem um perigo para a saúde devido a suas características agressivas, como corrosividade, reatividade, inflamabilidade, toxicidade, explosividade e radioatividade. Esses resíduos são gerados principalmente nos serviços auxiliares de diagnóstico e tratamento, nos complementares e nos gerais.

Classificação OPAS (10/12)

  • a. resíduos químicos perigosos

  • substâncias ou produtos químicos com caracterís-ticas tóxicas, corrosivas, inflamáveis, explosivas, reativas, genotóxicas ou mutagênicas, como qui-mioterápicos, antineoplásicos, produtos químicos não utilizados, pesticidas fora de especificação, solventes, ácido crômico (usado na limpeza de vidros de laboratório), mercúrio de termômetro, substâncias para revelação de radiografias, bate-rias usadas, óleos, lubrificantes usados, etc.

Classificação OPAS (11/12)

  • b. resíduos farmacêuticos

  • medicamentos vencidos, contaminados, desatualizados, não utilizados, etc.

  • c. resíduos radioativos

  • materiais radioativos ou contaminados com radioisótopos de baixa atividade, provenientes de laboratórios de pesquisa química e biológica; de laboratórios de análises clínicas, e de serviços de medicina nuclear. Esses materiais são normalmente sólidos ou líquidos (seringas, papel absorvente, frascos, líquidos derramados, urina, fezes, etc.). Os resíduos radioativos com atividades médias ou altas devem ser acondicionados em containeres de cimento armado, até que suas atividades se encontrem dentro dos limites permitidos para sua eliminação.

Classificação OPAS (12/12)

  • 3) Resíduos comuns

  • são os gerados pelas atividades adminis-trativas, auxiliares e gerais, que não corres-pondem a nenhuma das categorias anteriores;

  • não representam perigo para a saúde e suas características são similares às que apresentam os resíduos domésticos comuns. Incluem-se nesta categoria papéis, papelões, caixas, plásticos, restos da preparação de alimentos e materiais de limpeza de quintais e jardins, entre outros.

TERMINOLOGIA e CONCEITUAÇÃO

  • INÚMEROS TERMOS TÉCNICOS GERAM DIFERENTES CONCEITOS

  • NÃO HÁ CONSENSO NA DEFINIÇÃO DE RESÍDUO INFECTANTE

  • ex: RESÍDUO CAPAZ DE PRODUZIR UMA DOENÇA INFECCIOSA

    • presença de um patogênico com suficiente virulência
    • dose
    • porta de entrada
    • resistência do hospedeiro

POTENCIAL de RISCO

  • Existência de diversos tipos de microrganismos no lixo

  • Resíduos domésticos: contaminação entre 10 e 100.000 vezes superior à do lixo hospitalar

  • Controvérsias sobre fatos que comprovem que o lixo hospitalar seja mais contaminado que o lixo doméstico

  • Controvérsias sobre evidências conclusivas do papel do lixo na transmissão de doenças microbianas

LEGISLAÇÃO

  • Portaria Nº 53 de 01/03/79 do Ministério do Interior estabelece a obrigatoriedade da incineração dos RSS

  • Resolução CONAMA Nº 06, DE 19/09/91 estabelece a não-obrigatoriedade da incineração ou qualquer outro tratamento de queima dos resíduos sólidos provenientes dos serviços de saúde, portos e aeroportos.

LEGISLAÇÃO

  • A Resolução CONAMA Nº 05 de 08/93 estabelece:

    • a responsabilidade do gerador no gerencia-mento dos RSS
    • a submissão do plano aos órgãos de meio am-biente e de saúde
    • a recomendação da esterilização a vapor e da incineração
    • a proibição da reciclagem de resíduos conta-minados

LEGISLAÇÃO

  • Legislação Estadual

  • Ato normativo do COPAM no 7/81 - proíbe depositar, dispor, descarregar, enterrar, infiltrar ou acumular resíduos no solo de forma inadequada; obriga tratar e/ou acondicionar os resíduos patogênicos e especiais/perigosos.

  • Legislação Municipal

  • Dec. 2839/76 - obriga acondicionar o lixo hospitalar em sacos plásticos

  • Portaria no 3693/98 - cria a COPAGRESS

GERENCIAMENTO dos RESÍDUOS dos SERVIÇOS de SAÚDE

  • OBJETIVOS

  • ASSEGURAR QUE OS RESÍDUOS SEJAM MANEJADOS ADEQUADAMENTE

  • REDUZIR OS RISCOS PARA A SAÚDE DA COMUNIDADE INTRA E EXTRA UNIDADE HOSPITALAR

  • PROTEGER O MEIO AMBIENTE

ETAPAS para a ELABORAÇÃO de um PLANO de GERENCIAMENTO (1/7)

  • Segregação

  • Acondicionamento / manuseio

  • Coleta / transporte interno I

  • Armazenamento interno

  • Coleta / transporte interno II

  • Armazenamento externo

  • Coleta / transporte externo

  • Tratamento

  • Disposição final

ETAPAS de um PGRSE (2/7)

  • SEGREGAÇÃO

  • “operação de separação dos resíduos no momento de sua geração, em função de classificação previamente adotada para estes resíduos”

  • - minimização

  • - na fonte: redução das quantidades de resíduos que necessitam de cuidados especiais

  • - classificação

  • . (ex:) contaminados X não contaminados

ETAPAS de PGRSE (3/7)

  • ACONDICIONAMENTO/MANUSEIO

  • - resíduos infectantes

    • resíduos perfuro-cortantes (agulhas, bisturis): recipientes lacrados, paredes rígidas, saco plástico branco leitoso
    • resíduos cirúrgicos (tecidos, sangue, gaze) e material biológico (culturas, secreções): saco plástico duplo
    • resíduos especiais [farmacêuticos (medicamentos vencidos), químicos (tóxicos, inflamáveis)]: saco plástico branco leitoso + parede rígida + papelão
  • - resíduos comuns

  • - resíduos radiativos: resolução CNEN 6/73

ETAPAS de PGRSE (4/7)

  • COLETA/TRANSPORTE INTERNO

  • pessoas treinadas; horários; locais

  • plano de coleta

    • caracterização dos resíduos
    • seleção de alternativas e procedimentos
    • emergência
    • capacitação permanente
    • normas e procedimentos

ETAPAS de PGRSE (5/7)

  • ARMAZENAMENTO INTERNO

  • - conter resíduos até coleta nos fluxos pré-determinados

  • - cômodos especiais

  • ARMAZENAMENTO EXTERNO

  • - restrição de acesso

  • - limpeza

  • - tempo mínimo de estocagem

  • - identificação

ETAPAS de PGRSE (6/7)

  • TRATAMENTO

  • - incineração (controle ambiental)

  • - esterilização

  • . a vapor

  • . por agentes químicos

  • . por radiação ionizante

  • - desinfecção / limpeza

  • - saneantes hospitalares

  • . hipoclorito

  • . derivados de amônia

  • - microondas

ETAPAS de PGRSE (7/7)

  • DISPOSIÇÃO FINAL

    • aterro ‘especial’
    • co-disposição
    • valas sépticas
      • 3 m acima do lençol freático
      • área cercada
      • cobertura imediata
      • drenagem de água de chuva
    • pré-condicionamento: moagem, trituração

Prog. Gerenciamento Interno de RSS

  • OBJETIVOS

  • - melhorar o sistema de coleta dos resíduos sólidos (fluxo, manuseio, acondicionamento e armazenamentos interno e externo)

    • reduzir o volume de resíduos infectantes
  • - estabelecer nova cultura de responsabilidade (funcionários, atendentes, etc)

  • - zelar pela saúde dos usuários e dos manipuladores

    • reduzir riscos potenciais de acidentes e contaminação biológica
    • diminuir probabilidade de ocorrência de infecção hospitalar
  • - preservar o meio ambiente

CARACTERIZAÇÃO dos RESÍDUOS do HOSPITAL

  • PLANEJAMENTO DA AMOSTRAGEM

  • ÁREA DE AMOSTRAGEM

  • TAMANHO DA AMOSTRA

  • PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS

Caracterização física - componentes (%)

  • PARÂMETROS ANALISADOS

  • MASSA ESPECÍFICA

  • PESO TOTAL DE RESÍDUOS

  • TAXAS DE GERAÇÃO DE RESÍDUOS

    • tipos e quantidades
    • indicadores (ex: kg/paciente.d, kg/m2.d)
  • PODER CALORÍFICO

  • - Fluxos

Caracterização química - teores (C, H, S), cloretos, etc

  • Caracterização biológica

  • Coliformes (indicadores de contaminação fecal)

  • Staphylococcus aureus: pus

  • Candida albicans: pelos, mucosas

  • Pseudomonas: trato urinário, diarréias

  • Vírus: difícil identificar

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA dos RESÍDUOS (ex: Hosp. das Clínicas)

MASSA ESPECÍFICA

Considerações finais

  • Controvérsias sobre os RSS:

    • formas de tratamento e de (co)disposição
    • transmissibilidade das doenças
  • Fundamental conhecer características dos resíduos e dos processos de gerenciamento e de tratamento e disposição

  • Formas de melhoria do gerenciamento

    • geração / difusão de informação
    • segregação na fonte
    • capacitação de funcionários, responsabilização
    • armazenamento(s) adequado(s)
    • carrinho fechado para a coleta e com identificação
    • atenção especial pela Diretoria e CCIH

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