Apostila de noções de topográfia

Apostila de noções de topográfia

(Parte 7 de 12)

8.3. Métodos de Medida com Diastímetros

8.3.1. Lance Único - Pontos Visíveis

Segundo GARCIA (1984) e analisando a figura a seguir, na medição da distância horizontal entre os pontos A e B, procura-se, na realidade, medir a projeção de AB no plano topográfico horizontal H'. Isto resulta na medição de A'B', paralela a AB.

Para realizar esta medição recomenda-se uma equipe de trabalho com:

⎩duas pessoas para tensionar o diastímetro (uma em cada extremidade);

⎩uma pessoa para fazer as anotações (dispensável).

A distância DH (entre os pontos A' e B') é igual à fração indicada pelo diastímetro.

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8.3.2. Vários Lances - Pontos Visíveis

Segundo GARCIA (1984) e analisando a figura a seguir, o balizeiro de ré (posicionado em A) orienta o balizeiro intermediário, cuja posição coincide com o final do diastímetro, para que este se mantenha no alinhamento.

Depois de executado o lance, o balizeiro intermediário marca o final do diastímetro com uma ficha. O balizeiro de ré, então, ocupa a posição do balizeiro intermediário, e este, por sua vez, ocupará nova posição ao final do diastímetro. Repete-se o processo de deslocamento das balizas (ré e intermediária) e de marcação dos lances até que se chegue ao ponto B.

É de máxima importância que, durante a medição, os balizeiros se mantenham sobre o alinhamento AB.

Para realizar esta medição recomenda-se uma equipe de trabalho com:

⎩duas pessoas para tensionar o diastímetro (uma em cada extremidade).

⎩um balizeiro de ré (móvel).

⎩um balizeiro intermediário (móvel).

⎩um balizeiro de vante (fixo).

⎩uma pessoa para fazer as anotações (dispensável).

A distância DH será dada pelo somatório das distâncias parciais (contagem do número de fichas pelo comprimento do diastímetro) mais a fração do último lance.

Observações Importantes

1. Ao ponto inicial de um alinhamento, percorrido no sentido horário, dá-se o nome de Ponto a Ré e, ao ponto final deste mesmo alinhamento, dá-se o nome de Ponto a Vante. Balizeiro de Ré e Balizeiro de Vante são os nomes dados às pessoas que, de posse de uma baliza, ocupam, respectivamente, os pontos a ré e a vante do alinhamento em questão. 2. Os balizeiros de ré e intermediário podem acumular a função de tensionar o diastímetro. 3. Para terrenos inclinados, os cuidados na medição devem ser redobrados no que se refere à horizontalidade do diastímetro.

8.3.3. Traçado de Perpendiculares

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Segundo GARCIA (1984) o traçado de perpendiculares é necessário:

a)À amarração de detalhes em qualquer levantamento topográfico, e b)Na determinação de um alinhamento perpendicular em função de um outro já existente. Ex.: locação de uma obra.

a)Amarração de Detalhes

A amarração de detalhes (feições naturais e artificiais do terreno) é realizada utilizando-se somente diastímetros. Para tanto, é necessário a montagem, no campo, de uma rede de linhas, distribuídas em triângulos principais e secundários, às quais os detalhes serão amarrados.

A esta rede de linhas denomina-se triangulação.

A figura a seguir (BORGES, 1988) ilustra uma determinada superfície já triangulada.

Nesta triangulação, observa-se que os triângulos maiores englobam os menores.

O objetivo da formação de triângulos principais (ABC e ACD) e secundários (ABE, BEG, EGF, EFH, FCD, GCF, DFH, AEH e AHI) é atingir mais facilmente todos os detalhes que se queira levantar.

Segundo BORGES (1988) a amarração dos detalhes pode ser feita:

• Por perpendiculares tomadas a olho

É o caso da figura abaixo, onde se deve medir os alinhamentos

Aa, ab, bc, cd, de, eB e, também, os alinhamentos a’, b’, c’, d’ e e’ para que o contorno da estrada fique determinado.

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• Por triangulação

Devendo-se medir os alinhamentos a e b, além do alinhamento principal DB, para que o canto superior esquerdo da piscina representada na figura a seguir (BORGES, 1988) fique determinado.

A referida piscina só estará completamente amarrada se os outros cantos também forem triangulados.

Obs.: para que a amarração não resulte errada, a base do triângulo amarrado deve coincidir com um dos lados do triângulo principal ou secundário, e, o vértice daquele triângulo será sempre um dos pontos definidores do detalhe levantado.

b)Alinhamentos Perpendiculares

Segundo ESPARTEL (1987) é possível levantar uma perpendicular a um alinhamento, utilizando-se um diastímetro, através dos seguintes métodos:

b.1)Triângulo Retângulo

Este método consiste em passar por um ponto A, de um alinhamento AB conhecido, uma perpendicular.

Utilizando-se os doze (12) primeiros metros de uma trena, dispõe-se, respectivamente, dos lados 3, 4 e 5 metros de um triângulo retângulo.

Como indicado na figura abaixo (GARCIA, 1984), o 0 e 12o metros estariam coincidentes em C, situado a 3 metros do ponto A. O 7o metro (soma dos

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