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É um tecido semitransparente de certo modo elástico, e de cor branca azulada. Permite o deslizamento entre si das superfícies articulares, evitando um desgaste excessivo, além de atuar como amortecedor em face de pequenos traumatismos

    1. Ligamentos

São estruturas fibrosas que se inserem perto das articulações em todos ou só em alguns ossos, limitando especificamente a amplitude de movimentos de cada articulação. Podem ser largos, curtos, redondos, etc.

Alguns localizam-se no interior da cavidade articular.Por exemplo, o ligamento da cabeça do fêmur ou os cruzados do joelho.

2.3.Cápsula Articular

É uma membrana fibrosa que envolve a articulação, em forma de manguito .Encere-se ao longo da borda das superfícies ósseas a unir, sendo a sua função mais importante a de proporcionar estabilidade.

Existe, portanto, nas articulações que se encontram submetidas a muitas tensões como por exemplo nos ombros.

2.4. Membrana sinovial

Consiste em uma espécie de bolsa que recobre a superfície interna da cavidade articular, convertendo-a num espaço fechado.Tem um aspecto liso e brilhante, devido a secreção de um líquido incolor e viscoso, o líquido sinovial ou sinóvia, cujas funções são atuar como lubrificante para as cartilagens articulares e proporcionar-lhes nutrição, uma vez que carecem de vasos sanguíneos.

2.5. Meniscos

São duas estruturas em forma semilunar que, vistas de perfil lembram uma cunha, uma vez que sua espessura vai diminuindo da periferia para o centro. Encontram-se no interior da articulação do joelho. A sua função consiste em aumentar a superfície de contato entre os ossos, concretamente entre o fêmur e a tíbia. Deste modo as pressões a que se vê submetida a articulação tornam-se mais repartidas conferindo-lhe mais estabilidade.

3.Tipos de Articulações

As articulações são classificadas em diversos tipos, segundo sua mobilidade, muito variável de região. Há articulações que têm movimentos nulos ou quase nulos. Outras, que em geral correspondem às extremidades, são bastante complexas e podem efetuar uma gama de movimentos muito variada. Veja, a seguir, os diferentes tipos de articulações, divididos em três grandes grupos: Diartroses ou sinoviais, que são as mais móveis e complexas; Anfiartroses ou Fibrosas, sem mobilidade.

3.1.Diartroses ou Sinoviais

São articulações mais móveis e mais complexas. Possuem uma cavidade articular geralmente recoberta por cartilagem. Alguns subtipos apresentam outros elementos sinovial, meniscos, ligamentos, etc. Subdividem-se em seis gêneros, segundo a forma das suas superfícies articulares.

Esferóides ou Enartroses: As superfícies articulares são por um lado, uma cabeça esférica e , por outro, uma cavidade. Como meio de união, apresentam uma cápsula fibrosa, atapetada por membrana sinovial. Permite movimentos em todos os sentidos. Por exemplo, a articulação do joelho.

Selares: Também denominadas sela de montar, apresentam duas superfícies articulares que se adaptam perfeitamente uma a outra. São convexas num sentido e côncavas no outro. Estão unidas por uma cápsula fibrosa e não permitem nenhum movimento rotativo. Por exemplo, a articulação calcâneo-cubóide.

Gínglimo: Uma das superfície tem a forma de polia em que a outra superfície articular se aloja. Permitem a flexão e a extensão, assim como ligeiros movimentos laterais.Por exemplo, a articulação úmero-ulnar.

Trocóide : Uma das superfícies articulares é um segmento de cilindro ósseo que gira em volta do seu maior eixo.A outra superfície é um anel osteofibroso no qual se introduz o cilindro ósseo. Só permite movimentos de rotação.Por exemplo, a articulação rádio-ulnar.

Planas: São duas superfícies articulares lisas e aplanadas. Só permitem movimentos de deslizamento. Por exemplo, a articulação entre os processos articulação entre os processos articulares das vértebras.

3.2.Anfiartroses ou Cartilaginosas

São articulações semimóveis, com movimentos pouco extensos. Apresentam faces articulares pouco escavadas ou planas, uma camada de cartilagem hialina, que as atapeta, e ligamentos mais débeis que os das diartroses. Subdividem-se, por sua vez, em dois grupos: as sínfises e as sincondroses.

As sincondroses são um tipo de articulação temporária existente nos ossos longos, entre as epífises e a diáfise. Com o crescimento do osso essa articulação desaparece sendo substituída por tecido ósseo.

As sínfises são constituídas por fibrocartilagem e ocorrem, por exemplo, entre os corpos das vértebras e entre os ossos do púbis, formando a síntese púbica.

Antiartroses verdadeiras: As duas superfícies articulares estão unidas entre si por fibrocartilagem, chamada ligamento interósseo, como por exemplo, as articulações intervertebrais.

3.3. Sinartroses ou Fibrosas

São articulações completamente imóveis, encontradas principalmente entre os ossos da cabeça, onde recebem a denominação de suturas. Segundo a configuração das suas superfícies articulares podem classificar-se em:

Suturas denteadas ou serráteis as duas superfícies apresentam irregularidades em forma de dentes que engrenam reciprocamente.

Suturas escamosas: Os dois ossos estão cortados em bisel.

Suturas harmônicas: As superfícies são regularmente lisas.

Esquindilese: Uma das superfícies é uma ranhura e a outra é como uma crista que se encaixa nela.

4.Articulações da cabeça, pescoço e coluna vertebral.

4.1.Articulações dos ossos do crânio entre si

Os ossos do crânio estão unidos entre si por meio de suturas, um tipo de articulação fibrosa. São desprovidos de movimento. Contudo, no recém-nascido não estão totalmente soldados, ficando espaços abertos ou fontanelas entre os ossos, que se fecham geralmente durante o primeiro ano e meio de vida.

4.2.Articulações dos ossos da face entre si com o crânio são também do tipo das suturas. Os ossos do maxilar superior se unem mediante uma sutura harmônica. Entre todas estas uniões, existem também suturas denteadas (por exemplo, entre os ossos nasais e o frontal) e a esquindilese (entre o vômer e o esfenóide).

4.3.Articulação temporomandibular

É a que une a mandíbula com o temporal.Permite os movimentos de mastigação. É do tipo sinovial . A mandíbula apresenta dois processos, o coronóide e o condilar, este articula-se com o osso temporal. Essa articulação possui disco articular, membrana sinovial e ligamentos.

4.4. Articulações do pescoço

O osso occipital se une com as duas primeiras vértebras cervicais, o atlas e o áxis, formando duas articulações diferentes. As duas vértebras também estão unidas entre si.O pescoço possui grande mobilidade e exige umas articulações muitos resistentes,porque os movimentos bruscos poderiam lesionar a medula espinhal, com a conseqüente paralisia.

4.5.Articulação atlanto-occipital

Une o occipital ao atlas, sendo uma articulação sinovial. Os dois côndilos do occipital encaixam-se nas faces articulares superiores do atlas.Como reforço, apresenta ligamentos(laterais, anterior e posterior) e uma membrana sinovial muito frouxa (relaxada).

4.6.Ligamentos occipito-axiais

Não apresentam superfícies articulares , pelo fato do occipital e do áxis não estarem em contato direto. Apresentam ligamentos (medianos e laterais) que unem o occipital com o corpo e com o dente do áxis, respectativamente.

4.7. Articulação atlanto-axial

São duas: a articulação atlanto-axial lateral e articulação atlanto-axial mediana, que unem o corpo e o processo espinhoso do áxis ao arco do atlas, através de um anel osteofibroso no interior do atlas, respectivamente. Esta última,é um exemplo perfeito de articulação sinovial do tipo trocóide.

5.Articulações da coluna vertebral

A coluna vertebral necessita de elementos de sustentação muito potentes porque suporta, por um lado, todo o peso do corpo e, por outro , aloja no seu interior s frágil medula espinhal, cuja lesão tem conseqüência desatrosas para o organismo, pois pode provocar paralisia.

As articulações entre as diferentes vértebras ou interverbrais compreendem as que unem os corpos vertebrais entre si e outras, de reforço, que unem entre si os diversos processos e as lâminas vertebrais.

Algumas delas (entre atlas e áxis, sacro e última vértebra lombar e entre sacro e cóccix) apresentam características especiais.

5.1. Articulações dos corpos vertebrais entre si

São do tipo anfiartrose ou cartilagíneas, que apresentam entre os corpos contíguos pequenas almofadas de fibrocartilagem plana, em número de 23, denominadas discos intervertebrais. Os discos são compostos de uma zona exterior dura, o ânulo fibroso, e zona central frouxa (relaxada) repleta de líquido o núcleo pulposo.

Tem a função de equilibrar as diferentes pressões a que se vê submetida a coluna vertebral e amortecer os seus movimentos. Como reforços articulares possuem ligamentos, os ligamentos longitudinal posterior e anterior, que limitam a extensão da coluna.

5.2.Articulações dos processos vertebrais

São também de tipo anfiartrose e unem entre si as apófises espinhosas transversais e as lâminas vertebrais. São compostas por vários ligamentos: Os interespinhosos, que unem entre si os processos espinhosos, transversos e as lâminas vertebrais. São compostos por vários ligamentos: os interespinhosos, que unem entre si os processos espinhosos; os intertransversários, que unem os processos transversos , o supra-espinhoso que unem todos os processos espinhosos de uma vez e percorre toda a coluna vertebral, e os ligamentos amarelos que unem entre si as lâminas vertebrais.

6.Articulações do tórax e da pelve

6.1.Articulações do tórax

São três os tipos principais: esternocostais, costovertebrais e esternoclavicular (considerada como uma das articulações do membro superior).

Individualmente estas articulações possuem movimentos muito limitados, mas no seu conjunto tornam possível a expansão do tórax durante a inspiração. A articulação esternoclavicular contribui para os movimentos do ombro.

6.1.Articulações do tórax

São três os tipos principais: esternocostais, costovertebrais e esternoclavicular (considerada como uma das articulações do membro superior).

Individualmente estas articulações possuem movimentos muito limitados, mas no seu conjunto tornam possível a expansão do tórax durante a inspiração. A articulação esternoclavicular contribui para os movimentos do ombro.

6.2.Articulações esternocostais

Unem as costelas ao esterno. As cinco primeiras costelas apresentam cartilagem costal própria e as outras tem uma cartilagem comum.

As duas primeiras costelas se unem com o manúbrio do esterno e as outras com o corpo do esterno.A primeira destas articulações não tem cápsula articular.

Da segunda a quinta costela existe a cápsula articular, articulando-se diretamente, cada uma delas com o esterno.

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