Segurança em eletricidade

Segurança em eletricidade

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ÍNDICE

APRESENTAÇÃO

1. INTRODUÇÃO À SEGURANÇA COM ELETRICIDADE

1.1. Introdução

1.2. Geração de Energia Elétrica

1.2.1. Manutenção

1.3. Transmissão de Energia Elétrica

1.3.1. Inspeção de Linhas de Transmissão

1.3.2. Manutenção de Linhas de Transmissão

1.3.3. Construção de Linhas de Transmissão

1.4. Distribuição de Energia Elétrica

1.4.1. Manutenção com Linha Desenergizada - “Linha Morta”

1.4.2. Manutenção com Linha Energizada - “Linha Viva”

2. REGULAMENTAÇÕES E REFERENCIAS COMPLEMENTARES

2.1. NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão

2.2. NBR 14039 - Instalações Elétricas de Média Tensão de 1,0kV a 36,2kV

2.3. NR-10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

2.4. Voce Sabia...

3. AUTORIZAÇÃO, HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO E CAPACITAÇÃO

4. RISCOS EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE

4.1. Eletricidade + Corpo Humano

4.2. Riscos da Eletricidade

4.2.1. Choque elétrico

4.2.2. Natureza do Choque Elétrico

4.2.3. Arco elétrico

4.2.4. Campos magnéticos

4.2.5. Incendio

4.3. Acidentes de Origem Elétrica

4.3.1. Atos Inseguros

4.3.2. Condições Inseguras

4.3.3. Causas Diretas de Acidentes

4.3.4. Causas Indiretas de Acidentes

5. TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS

5.1. Conceitos Básicos

5.1.1. Perigo

5.1.2. Risco

5.1.3. Análise de Riscos

5.1.4. Avaliação de Riscos

5.1.5. Gerenciamento de Riscos

5.1.6. Níveis de Risco

5.1.7. Classificação dos Riscos

5.2. Principais Técnicas para Identificação dos Riscos/Perigos

5.2.1. Análise Preliminar de Riscos

5.2.2. Análise de Falha Humana

5.2.3. Método de Análise de Falhas e Efeitos

5.2.4. Análise de Segurança de Sistemas

5.2.5. Árvore de Eventos

5.2.6.Árvore de Falhas

5.3. APP (Análise Preliminar de Perigos) ou APR (Análise Preliminar deRiscos)

6. MEDIDAS DE CONTROLE DO RISCO ELÉTRICO

6.1. Desenergização

6.1.1. Seccionamento

6.1.2. Impedimento de Reenergização

6.1.3. Constatação de Ausencia de Tensão

6.1.4. Instalação de Aterramento Temporário com Equipotencialização dos Condutores dos Circuitos

6.1.5. Proteção dos Elementos Energizados Existentes na Zona Controlada

6.1.6. Instalação da Sinalização de Impedimento de Reenergização

6.2. Aterramento Funcional de Proteção Temporário

6.2.1. Aterramento

6.2.2. Esquema TN

6.2.3. Esquema TT

6.2.4. Esquema IT

6.2.5. Aterramento Temporário

6.3. Equipotencialização

6.4. Seccionamento Automático da Alimentação

6.5. Dispositivos a Corrente de Fuga

6.6. Extra Baixa Tensão: SELV e PELV

6.7. Barreiras e Invólucros

6.8. Bloqueios e Impedimentos

6.9. Obstáculos e Anteparos

6.10. Isolamento das Partes Vivas

6.11. Isolação Dupla ou Reforçada

6.12. Colocação Fora de Alcance

6.13. Separação Elétrica

7. EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA TRABALHOS COM ELETRICIDADE

7.1 Equipamento de Proteção Coletiva - EPC

7.1.1. Cone de Sinalização

7.1.2. Fita de Sinalização

7.1.3. Grade Metálica Dobrável

7.1.4. Sinalizador Strobo

7.1.5. Banqueta Isolante

7.1.6. Manta Isolante/Cobertura Isolante

7.2. Equipamento de Proteção Individual - EPI

7.2.1. Proteção da Cabeça

7.2.2. Proteção dos Olhos e Face

7.2.3. Proteção Auditiva

7.2.4. Proteção Respiratória

7.2.5. Proteção dos Membros Superiores

7.2.6. Proteção dos Membros Inferiores

7.2.7. Vestimentas de Proteção

7.2.8. Sinalização

7.2.9. Proteção contra Quedas com Diferença de Nível

7.2.10. Proteção para a Pele

8. ROTINAS DE TRABALHO - PROCEDIMENTOS

8.1. Instalações Desenergizadas

8.1.1. Objetivo

8.1.2. Ambito de Aplicação

8.1.3. Conceitos Básicos

8.1.4. Procedimentos Gerais de Segurança

8.1.5. Procedimentos Gerais para Serviços Programados

8.1.6. Etapas de Programação

8.1.1. Emissão de PES

8.2. Liberação para Serviços

8.2.1. Objetivo

8.2.2. Ambito da Aplicação

8.2.3. Conceitos Básicos

8.2.4. Procedimentos Gerais

8.2.5. Procedimentos Básicos para Liberação

8.3. Sinalização de Segurança

8.3.1. Exemplos de Placas

8.3.2. Situações de Sinalização de Segurança

8.4. Inspeções de Áreas, Serviços, Ferramental e Equipamentos

8.4.1. Inspeções Gerais

8.4.2. Inspeções Parciais

8.4.3. Inspeções Periódicas

8.4.4. Inspeções por Denúncia

8.4.5. Inspeções Cíclicas

8.4.6. Inspeções de Rotina

8.4.7. Cuidados antes da Inspeção

8.4.8. Sugestão de Passos para uma Inspeção

9. DOCUMENTAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS pg 71

9.1. Medidas de controle

9.1.1. Objetivo

9.1.2. Exemplos de Documentação

10. RISCOS ADICIONAIS

10.1. Classificação dos riscos adicionais

10.1.1. Altura

10.1.2. Ambientes Confinados

10.1.3. Áreas Classificadas

10.1.4. Condições Atmosféricas

APRESENTAÇÃO

Eletricidade mata. Não tem discussão ou acordo. Errou, mata. Se não mata, inutiliza. Não importa se é de forma direta ou indireta. O resultado final da ação da eletricidade no corpo humano é e será sempre catastrófica.

Nosso estilo de vida atual envolve a todo o momento e em qualquer lugar, o uso da eletricidade. Aliás, a eletricidade é a energia que movimenta a sociedade mundial. Sem ela viver em centros urbanos se torna simplesmente impossível. Sem ela não é possível obter iluminação para as noites escuras, subir para nossas residencias amontoadas em prédios, conseguir água potável para nosso uso e principalmente, alimentos em condições de consumo. Imagine sua vida sem estes “confortos” conseguidos a partir da eletricidade. Tente conseguir água potável nos rios da sua cidade, levá-la em um recipiente (provavelmente um balde - aquele recipiente cilíndrico com uma alça) até o vigésimo quinto andar da edificação onde está a sua residencia utilizando o moderno meio de transporte chamado “escada” e, depois disso, vá tomar um bom e reconfortante banho quente de “canequinha” com esta água aquecida no moderno aquecedor a lenha (para voce conseguir o gás de cozinha precisa de eletricidade) instalado na área de serviço de seu apartamento. Relaxado, sirva-se de um apetitoso jantar que foi preparado a partir de alimentos conservados no sal (refrigeração só com eletricidade). Da janela da sala, admire a paisagem noturna da sua cidade iluminada por tochas etc. etc. etc. e tal.

Claro que não houve nenhuma intenção de colocar ninguém nas moderníssimas e saudáveis cidades da Idade Média mas, a partir deste pequeno raciocínio, procuramos mostrar que a sociedade tem ficado cada vez mais dependente do uso intensivo da eletricidade para sobreviver.

Seu uso começa com seu despertador digital colocado junto à cabeceira de sua cama e termina junto deste mesmo dispositivo digital. Neste intervalo de tempo voce está totalmente envolvido pela eletricidade, manuseia equipamentos movidos a eletricidade (lampadas, chuveiro, fogão, geladeira, elevador, computador, televisão e outros tantos aparelhos e dispositivos) que normalmente nem percebemos que funcionam com eletricidade e o pior, fica extremamente próximo dela e nada acontece com voce.

Talvez pelo fato de a eletricidade ser tão presente em sua vida nem sempre voce dá a ela o tratamento necessário. Mesmo que voce trabalhe diretamente com eletricidade, ainda assim não tem o devido cuidado (ou respeito) com ela. Afinal, tantos anos “mexendo com força” e nada aconteceu até hoje.

O perigo reside exatamente nestes fatos. Desconhecimento da eletricidade e, o mais perigoso, excesso de autoconfiança, podem levar à morte. O contato com partes energizadas de uma instalação pode fazer com que a corrente elétrica passe pelo corpo, e o resultado é o choque elétrico com ocorrencia de queimaduras externas e internas, de lesões físicas (que podem ser fatais) e traumas psicológicos.

Instalações sem manutenção, uso de equipamentos e materiais inadequados, falhas e desgastes podem originar incendios. O simples ato de ligar um aparelho na tomada de força já incorre no risco de acidente com eletricidade. Tomar um banho com chuveiro elétrico pode ser um exercício de “bravura indômita” principalmente se não houver dispositivos de proteção adequadamente projetados, instalados e mantidos.

Olhando com atenção, concluímos que nossa vida diária é sempre arriscada mas, se observarmos as Normas Técnicas e de Segurança no projeto , execução e operação de equipamentos e instalações e principalmente, tivermos o devido respeito pela eletricidade, seu uso e aplicação será seguro e tranquilo.

Lembre-se, eletricidade não avisa que está lá, não brilha, não muda de cor e nem tem cheiro. Quem trabalha com eletricidade sabe que, quando eletricidade tem cheiro (o odor característico de ampére), alguma coisa muito errada já aconteceu.

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