Desenhos de Projetos - CIVIL

Desenhos de Projetos - CIVIL

(Parte 1 de 10)

Desenho de Projetos I - CVL51

Universidade Federal de Uberlândia Faculdade de Engenharia Civil - FECIV

Professor: Arlindo Junqueira Bernardi Filho

Editado pelo Aluno Tiago Oliveira Moreira

1º Edição - 2005

Desenho de Projetos I

Informações Gerais6
Capítulo I - Lei de Uso e ocupação do solo8
1.1. Introdução8
1.2. Das Definições8
1.3. Do Zoneamento Do Uso Do Solo10
1.4. Da Classificação dos Usos12
1.5. Dos Índices Urbanísticos13
1.6. Das Áreas de Estacionamento de Veículos16
Capítulo I - Código de Obras17
2.1. Introdução17
2.2. Disposições Preliminares17
2.3. Procedimentos Administrativos17
2.3.1. Das Licenças17
2.3.2. Responsabilidades17
2.3.3. Dos Projetos17
2.3.4. Auto de Conclusão (Habite-se)18
2.4. Normas Gerais das Edificações18
2.4.1. Implantação18
2.4.2. Salubridade e Conforto das Edificações18
2.4.2.1. Classificação dos Compartimentos18
2.4.2.2. Condições Mínimas Das Edificações19
2.4.2.3. Elementos Construtivos20
2.4.2.4. Insolação, Iluminação e Ventilação20
2.4.3. Estacionamento, Garagens, Carga e Descarga23
Física24
2.4.5. Equipamentos de Circulação Vertical e Segurança25
2.5. Normas Específicas das Edificações25
2.5.1. Edificações Residenciais25
2.5.1.1. Disposições Gerais25
2.5.1.2. Edifícios de Apartamentos25

Sumário 2.4.4. Condições de Acesso à Edificação e Circulação de Pessoas Portadoras de Deficiência 2.5.2. Edificações Não Residenciais: Comércio, Serviço, Indústria, Locais de Reunião e

Edificações de Uso Especial26
2.5.2.1. Disposições Gerais26
2.5.3. Passeios e Muros26
Capítulo I - Convenções e símbolos de projetos arquitetônicos27
3.1. Introdução27
3.2. Paredes27
3.2.1. Dimensões das paredes27
3.2.1.1. Paredes Revestidas27
3.2.1.2. Paredes em Osso27
3.2.1.3. Observações27
3.3. Pisos e Tetos28
3.3.1. Pisos intermediários28
3.3.2. Contrapisos28

Desenho de Projetos I

3.4. Esquadrias29
3.4.1. Portas29
3.4.1.1. Porta Abrir29
3.4.1.2. Porta Correr29
3.4.1.3. Porta Sanfonada ou Pantográfica29
3.4.1.4. Porta Basculante30
3.4.1.5. Porta Enrolar30
3.4.1.6. Vai Vem30
3.4.1.7. Pivotante30
3.4.2. Janelas30
3.4.2.1. Abrir30
3.4.2.2. Correr31
3.4.2.3. Basculante31
3.4.2.4. Guilhotina31
3.4.2.5. Pivotante31
Capítulo IV - Escadas32
5.1. Definições32
5.1.1. Escada com guarda-corpo contínuo3
5.1.2. Escada com guarda-corpo vazado3
5.2. Emprego das Escadas34
5.2.1. Escadas internas34
5.2.2. Escadas externas34
5.3. Forma e disposição dos lances34
5.3.1. Escadas retas34
5.3.2. Escadas curvas34
5.3.3. Escadas mistas35
5.4. Largura das escadas35
5.5. Caixa da Escada35
5.6. Iluminação35
5.7. Forma dos degraus36
5.7.1. Piso perpendicular ao espelho36
5.7.2. Espelho inclinado com o piso36
5.7.3. Pisos engastados sem espelhos36
5.7.4. Pisos sobre vigas36
5.8. Dimensionamento de degraus e patamares37
5.9. Altura livre37
5.10. Inclinação37
5.1. Corrimãos e guarda-corpos38
5.12. Projeto de uma escada38
5.12.1. Cálculo do desnível entre pavimentos39
5.12.2. Quantidade de espelhos39
5.12.3. Dimensão dos espelhos ( h )39
5.12.4. Dimensão dos pisos ( b )39
5.12.4.1. Para h = 0,18m c/ 17 espelhos:39
5.12.4.2. Para h = 0,17m c/ 18 espelhos:39
5.12.4.3. Para h = 0,1611m c/ 19 espelhos:39
5.12.5. Largura da escada40
5.12.6. Forma da escada40
5.12.6.1. Definição do número de lances40

Desenho de Projetos I

5.13. Projeto completo de uma escada41
5.13.1. Cálculo do desnível entre pavimentos41
5.13.2. Quantidade de espelhos41
5.13.3. Dimensão dos espelhos ( h )41
5.13.4. Dimensão dos pisos ( b )41
5.13.5. Largura da escada41
5.13.6. Forma da escada41
5.13.6.1. Definição do número de lances41
5.13.7. Desenho da escada - Planta do Pavimento Térreo42
5.13.7.1. Desenho da caixa da escada42
5.13.7.2. Desenho dos degraus42
5.13.7.3. Desenho dos corrimãos4
5.13.7.4. Finalização do Desenho da Planta do Pav. Térreo da Escada4
5.13.8. Desenho da escada - Planta do Pavimento Superior45
5.13.8.1. Desenho da caixa da escada45
5.13.8.2. Desenho dos degraus45
5.13.8.3. Desenho dos corrimãos46
5.13.8.4. Finalização do Desenho da Planta do Pav. Superior46
5.13.9. Desenho da escada - Corte A e Corte B47
5.13.9.1. Desenho da caixa da escada47
5.13.9.2. Desenho dos degraus da escada47
5.13.9.3. Desenho dos corrimãos da escada48
5.13.9.4. Finalização do Desenho do Corte A49
5.13.9.5. Corte B49
5.13.10. Desenho da escada - Corte C50
5.13.10.1. Desenho da caixa da escada50
5.13.10.2. Desenho dos degraus da escada50
5.13.10.3. Desenho dos corrimãos da escada52
5.13.10.4. Finalização do Desenho do Corte C53
5.14. Exercícios53
Capítulo V - Rampas5
6.1. Definições5
6.2. Dimensionamento56
6.2.1. Tabela para dimensionamento de rampas57
6.2.2. Tabela para dimensionamento de rampas para situações excepcionais57
6.2.3. Outras normas de dimensionamento57
6.2.4. Patamares das rampas58
Capítulo VI - Telhados59
4.1. O que são telhados59
4.2. Tipos de superfície59
4.2.1. Superfícies curvas59
4.2.1.1. Abóbodas59
4.2.1.2. Cúpulas59
4.2.1.3. Cascas60
4.2.2. Superfícies planas60
4.2.2.1. Lajes60
4.2.2.2. Telhados60
4.3. Cobertura61
61
4.3.1. Tipos de cobertura62
4.4. Estrutura64
4.4.1. Estrutura em madeira64
4.4.1.1. Terminologia64

Desenho de Projetos I

4.5. Calhas65
4.6. Inclinação das coberturas65
4.7. Formas de cobertura6
4.7.1. Águas6
4.7.1.1. Cobertura meia-água6
4.7.1.2. Cobertura duas-águas6
4.7.1.3. Cobertura quatro-águas6
4.7.1.4. Cobertura seis-águas6
4.7.2. Beirais67
4.7.3. Platibandas67
4.7.4. Oitões67
4.8. Projeto de uma cobertura68
4.8.1. Projeção das paredes externas68
4.8.2. Projeção das paredes externas com beiral de 80cm69
4.8.3. Encontrando a cumeeira mais alta69
4.8.4. Projetando a cobertura de quatro águas teremos:70
4.8.5. Projetando o telhado do retângulo ABEF71
4.8.5.1. Projetando o retângulo 171
4.8.5.2. Projetando o retângulo 2, idem ao anterior72
4.8.5.3. Projetando o retângulo 3, idem ao anterior73
4.8.6. Traçado definitivo73
4.8.7. Projeto definitivo da cobertura74
4.8.8. Cortes75
4.9. Exercícios:76
Capítulo VII - Acessibilidade79
7.1. Introdução79
7.2. Parâmetros Antropométricos79
7.2.1. Pessoas em cadeira de rodas (PCR)79
7.2.1.1. Cadeira de Rodas79
7.2.1.2. Módulo de Referência79
7.2.2. Área de Circulação80
7.2.2.1. Largura para deslocamento em linha reta de pessoas em cadeira de rodas80
7.2.2.2. Área para manobra de cadeiras de rodas sem deslocamento80
7.2.2.3. Manobra de cadeiras de rodas com deslocamento81
7.3. Símbolos81
7.3.1. Símbolo internacional de acesso - Representação81
7.4. Acessos e Circulação82
7.4.1. Circulação82
7.4.1.1. Pisos82
7.4.1.2. Desníveis82
7.4.2. Acessos82
7.4.3. Circulação Interna82
7.4.3.1. Corredores82
7.4.3.2. Portas83
7.4.4. Circulação Externa83
7.4.4.1. Inclinação Transversal83
7.4.4.2. Inclinação Longitudinal83
7.4.4.3. Rebaixamento de calçadas para travessia de pedestres84
7.4.5. Vagas para veículo84
7.4.6. Sanitários85
7.4.6.1. Bacia sanitária85
7.4.6.2. Boxe para bacia sanitária86
7.4.6.3. Boxes para chuveiro e ducha86
7.4.6.4. Lavatório87
7.4.6.5. Mictório87

Desenho de Projetos I

Capítulo VIII - Projeto residencial8
Legenda89
Planta Situação / Planta Planialtimétrica / Planta Locação90
Veja como construímos a Planta91
Planta Pavimento Térreo92
Planta Pavimento Superior93
Detalhe da Escada94
Cobertura95
Veja como realizamos o Corte A96
Corte A97
Corte B / Corte C98
Fachada9
Fachada Muro100
Laiaute Mobiliário Pavimento Térreo101
Laiaute Mobiliário Pavimento Superior102

Desenho de Projetos I

Informações Gerais

1. Objetivos do curso

Não estaríamos exagerando em dizer que o desenho em todos os seus aspectos é uma importante forma gráfica de comunicação universal em todos os tempos.

Em todas as atividades nas quais exista a presença do desenho como processo de transmissão de forma, grandeza e locação, do conhecimento técnico ou mesmo artístico, pode-se avaliar a sua importância não só pelo aspecto acima, como também, pela sua grande eficiência, versatilidade, segurança e objetividade. É pois, para o Engenheiro Civil, o desenho, além de um elemento de enorme valia no desempenho de sua profissão, uma poderosa arma à disposição para a transmissão de suas idéias e conhecimentos. O Curso de Desenho de Projetos I, não almeja formar desenhistas, e muito menos um arquiteto, mas sim criar no futuro Engenheiro Civil, condições para que ele possa enfrentar através de conhecimentos adquiridos, os problemas atinentes a sua profissão. A disciplina Desenho de Projetos tem então, como objetivo principal, dar ao aluno conhecimentos gerais e muito superficiais sobre os princípios básicos na definição de um programa e um partido de um projeto de arquitetura residencial e comercial.

2. Natureza do curso

Podemos caracterizá-lo como um curso teórico prático, onde existirão aulas teóricas seguidas por aulas práticas. As aulas teóricas serão enriquecidas de recursos audio-visuais e apresentadas em falas apropriadas para tal fim. As aulas práticas serão ministradas em salas especiais com prancheta.

3. Resumo do Plano de Ensino

3.1.Lei do Uso e Ocupação de Solo. 3.2.Código de Obras 3.3.Convenções e símbolos de projetos arquitetônicos 3.4. Escadas 3.5. Telhados

4. Programa, Partido e Concepção de um Projeto Arquitetônico

4.1. Anteprojeto 4.2. Projeto Definitivo 4.3. Mobiliário

5. Materiais e instrumentos

5.1.Lapis ou lapiseira com grafites F ou H; 5.2. Borracha; 5.3.Escova de prancheta para limpeza dos desenhos; 5.4.Pano ou flanela para limpeza dos instrumentos; 5.5.Fita crepe; 5.6.Régua Tê 0,80m;

Desenho de Projetos I

5.7.Jogo de esquadros de 45º e 60º; 5.8. Compasso; 5.9.Escalímetro com escalas 1:100, 1:50, 1:20, 1:25, 1:75, 1:125; 5.10.Papel sulfite formatos A2 e A3.

6. Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2004 - 2º edição.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9077: Saídas de emergência em edifícios. 2001

UBERLÂNDIA. Lei Complementar n. 245, de 30 de novembro de 2000. Dispõe sobre o parcelamento e zoneamento do uso e ocupação do solo do município de Uberlândia e revoga a lei complementar nº 244 de 23 de dezembro de 1999 e suas alterações posteriores.

UBERLÂNDIA. Lei Complementar n. 4808, de 26 de outubro de 1988. Aprova o Código de Obras do Município de Uberlândia e dá outras providências.

Desenho de Projetos I

Capítulo I Lei de Uso e ocupação do solo

1.1. Introdução

O que veremos neste capítulo não é uma Lei de Uso e Ocupação do Solo de uma cidade específica.

Estas leis variam de município para município, mas em geral elas são bem parecidas. Então, quando você for desenvolver um projeto, seja ele qual for, você deve obter junto à prefeitura do município que tem jurisdição sobre a obra, a Lei de Uso e Ocupação do Solo daquele município.

1.2. Das Definições

Art. 1º. Para os efeitos de interpretação e aplicação desta Lei, adotam-se as definições e conceitos adiante estabelecidos:

01 - AFASTAMENTO: é a menor distância entre duas edificações, ou entre uma edificação e as linhas divisórias do lote onde ela se situa.

02 – AGRUPAMENTO RESIDENCIAL: é um conjunto de edificações de uso habitacional unifamiliar ou multifamiliar que constitui um agrupamento integrado, em área não parcelada.

03 - ÁREA INSTITUCIONAL: são as áreas públicas destinadas à implantação de equipamentos sociais e comunitários, reservadas no processo de parcelamento do solo.

04 - ÁREA DE RECREAÇÃO: é a área reservada a atividades culturais, cívicas, esportivas e contemplativas da população, tais como praças, bosques e parques.

05 - ARRUAMENTO: é a abertura de via composta, no mínimo, de pista de rolamento e passeio público.

06 - ATIVIDADE INCÔMODA: é a atividade capaz de produzir ruídos, vibrações, gases, poeiras, exalações e perturbação no tráfego de forma significativa e prejudicial ao bem-estar da vizinhança.

07 - COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO MÁXIMO: é o fator numérico pelo qual se multiplica a área do lote para obtenção da área total máxima permitida de construção.

Desenho de Projetos I

08 - COMÉRCIO ESPECIAL: é o estabelecimento cuja atividade exige tratamento diferenciado, em função de sua natureza ou impacto ambiental e no tráfego local, independentemente da área construída.

09 - COMÉRCIO VAREJISTA DIVERSIFICADO: é o estabelecimento de venda direta ao consumidor de produtos relacionados ou não com o uso residencial, destinado a atender uma região ou zona.

10 - COMÉRCIO VAREJISTA LOCAL: é o estabelecimento de venda direta ao consumidor de produtos que se relacionam com o uso residencial.

1 - DESDOBRO: é a subdivisão de área já loteada que não implica em abertura de via pública.

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