Estrutura e análise de balanços

Estrutura e análise de balanços

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Curso de Especialização em Controladoria e Auditoria Disciplina: Estrutura e Análise de Balanços

Prof. Benedito Albuquerque da Silva ba.silva@terra.com.br

A grande sacada da vida, É saber transformar perdas em ganhos

Cuiabá-MT 01 e 02 Setembro 2007

Estrutura e Análise de Balanços Prof. Benedito Albuquerque da Silva

Sumário e Programa de Disciplina:

Analise das demonstrações contábeis; interação das demonstrações contábeis; Estrutura do balanço patrimonial; Situação econômica e financeira; Objetivos e limitações da analise. Estrutura das Demonstrações Contábeis ajustada para analise. Analise vertical e horizontal. Analise por índices; Estrutura de capitais. Quociente de atividades. Estudos de casos e relatórios de análises.

Conteúdo Programático Página

Unidade I – O Processo Contábil 03 Unidade I – Estrutura dos Demonstrativos Contábeis 09 Unidade I – Introdução à Análise dos Demonstrativos Contábeis 19 Unidade IV – Reclassificação e Padronização das Contas para Análise 24 Unidade V – Análise por Quocientes ou Índices 27 Unidade VI – Análise Horizontal e Vertical 3 Unidade VII – Alavancagem Financeira 35 Unidade VIII – Modelos de Previsão de Falencias 35 Unidade IX – Relatório de Análise 37

- Possibilitar ao pós-graduando uma revisão da estrutura dos principais demonstrativos contábeis a serem analisados, bem como, dotá-lo de conhecimentos suficientes para analisar os demonstrativos contábeis e apresentar relatórios com pareceres sobre a situação econômicopatrimonial e financeira da empresa.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS - Aulas Expositivas com utilização de recursos multimídia

- Estudos de Casos

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO - Exercícios em Sala sendo atribuída nota de avaliação

- Estudo de caso, sendo atribuída nota

BÁSICA: MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços – Abordagem básica e gerencial. 6.ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. SILVA, José Pereira da. Análise Financeira das Empresas. 6.ª ed. São Paulo: Atlas, 2004. MARION, José Carlos. Análise das Demonstrações Contábeis – Contabilidade Empresarial. 2.ª ed. São Paulo: Atlas, 2002.

COMPLEMENTAR: IUDICIBUS, Sérgio de & MARION, José Carlos. Contabilidade Comercial. 5.ª ed. São Paulo: Atlas, 2002. MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. 10.ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. FIPECAFI. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2000. KASSAI, José Roberto et all. Retorno de Investimento. 2 ª ed. São Paulo: Atlas, 2000. PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial – Um enfoque em sistema de informação contábil. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1997. RIBEIRO, Osni Moura. Estrutura e Análise de Balanços Fácil. 6.ª ed. São Paulo:Saraiva, 2002

Sites Internet: w.analisefinanceira.com.br w.pwc.com.br w.cvm.org.br

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1.1 –ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE

O IPECAFI (Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) elaborou o trabalho intitulado “Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade”, que foi analisado e aprovado, cujo conteúdo foi discutido pelo IBRACON (Instituto Brasileiro de Contadores) em conjunto com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e com outras entidades e profissionais do meio contábil.

A estrutura conceitual básica da contabilidade trata dos seguintes tópicos:

Objetivos da contabilidade Cenários Contábeis Princípios fundamentais de contabilidade

Todos os conceitos acima listados visam nortear os procedimentos contábeis a serem aplicados a uma entidade (pessoa física ou jurídica). Toda entidade tem um patrimônio. O patrimônio compreende em seu sentido mais amplo e simples, os bens, direitos e obrigações os quais a empresa possui o domínio e a posse. O patrimônio é dividido em Ativo e Passivo que por sua vez se subdivide em Passivo Exigível (PC + PELP) e Passivo não Exigível (PL).

1. – Objetivos da Contabilidade

A contabilidade pode ser considerada como sistema de informações destinado a prover seus usuários de dados para ajuda-los a tomar decisões

Usuários podem ser qualquer pessoa física ou jurídica que se utilize dos relatórios ou qualquer informação produzida pela contabilidade.

2. – Cenários Contábeis

A contabilidade é uma ciência social, pois conforme a sociedade apresenta novas necessidades, conforme o patrimônio se diversifica, ela se ajusta para atender à essas novas necessidades, por isso, a denominação de ciência social.

Ainda que a contabilidade tenha sua origem da matemática e que se utilize de métodos quantitativos, não se pode confundi-la com as ciências matemáticas (ou exatas) que têm por objetivo as quantidades consideradas abstratas que independem das ações humanas. Na contabilidade, as quantidades são simples medidas dos fatos que ocorrem em função da ação do homem.

A contabilidade surgiu basicamente da necessidade de donos de patrimônio que desejavam mensurar, acompanhar a variação e controlar suas riquezas, tendo como principal percussora a Igreja Católica Romana.

A contabilidade surgiu em um cenário contábil primitivo, onde as entidades comerciais e industriais estavam em um estágio embrionário (em relação aos nossos dias), onde diversos fatores ocorreram na sociedade que fizeram com que a contabilidade tomasse força, iniciando desde a idade média com a queda do feudalismo, até os dias atuais com a globalização, caracterizada com cenário contemporâneo da contabilidade.

Para uns, uma ciência, para outros, uma arte, a Contabilidade é um instrumento da função administrativa que tem como finalidades controlar o patrimônio das entidades, apurar o resultado das entidades e prestar informações sobre o patrimônio e o resultado das entidades, aos diversos usuários da informação contábil.

O conceito oficial de contabilidade segundo o I Congresso Brasileiro de Contabilistas – RJ – 1924:

“Contabiidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro relativas à administração econômica”.

Segundo o pronunciamento do Ibracon (Instituto Brasileiro de Contadores) a CVM (Comissão de Valores

Mobiliários): “Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonsrações e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização”.

Aplica-se a contabilidade às entidades econômico-administrativas, também chamadas de aziendas. Essas entidades, para atingir seus objetivos, sejam eles econômicos ou sociais, se utilizam de bens patrimoniais e necessitam de um órgão administrativo que execute os atos necessários a seus fins.

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Portanto, uma entidade é qualquer pessoa física ou jurídica detentora de um patrimônio. A pessoa física é o individuo ou pessoa natural enquanto a pessoa jurídica é o individuo de existência abstrata. Porém, tanto a pessoa física, como a pessoa jurídica, ao possuir um patrimônio, passa a assumir a condição de entidade econômicoadministrativa ou azienda (palavra de origem italiana que em português é equivalente a FAZENDA, mas tem o sentido etimológico de “coisa a fazer”. Daí, por exemplo, é que o termo “azienda pública” é equivalente ao termo “fazenda pública”).

No caso da Contabilidade Empresarial, objeto de estudo deste curso, o campo de aplicação restringe a todas as empresas, ou seja, entidades jurídicas de fins lucrativos. 1) Pessoa Física (ou pessoa natural) Ê qualquer ser humano considerado individualmente, sujeito a direitos e obrigações.

Nascimento da Pessoa Física: De fato por meio do parto, com a vida.

De direito por meio do registro no Cartório Cível de Pessoas Físicas. 2) Pessoa Jurídica É toda entidade resultante de uma organização humana, com vida e patrimônio próprios, a qual, de forma semelhante às pessoas físicas, está sujeita a direitos e obrigações.

Nascimento da Pessoa Jurídica: De fato através dos atos praticados

De Direito No caso das empresas comerciais, que, segundo o Livro I do

Código Civil, que trata do Direito Empresarial, são agora denominadas de SOCIEDADES EMPRESÁRIAS, são as empresas industriais, comerciais ou prestadoras de serviços (exceto serviços de natureza cientifica ou intelectual), através do registro na Junta Comercial do Estado.

No caso das empresas prestadoras de serviços de natureza cientifica ou intelectual (empresas cíveis), que, segundo o Livro I do Código Civil, que trata do Direito Empresarial, são agora denominadas de SOCIEDADES SIMPLES, através do registro no Cartório Cível de Pessoas Jurídicas.

FUNÇÕES DA CONTABILIDADE Função Administrativa: Controlar o patrimônio da entidade, tanto sob o aspecto Estático quanto o dinâmico.

Função Econômica: Apurar o resultado (redito), isto é, apurar o Lucro ou o Prejuízo da entidade. Em termos práticos, controlar o patrimônio sob o aspecto estático significa controlar sua posição em dado momento (fazer o balanço). Controlar o patrimônio sob o aspecto dinâmico significa controlar suas mutações sob o aspecto qualitativo (o que é o patrimônio: ex: Veículos, Duplicatas a receber, Duplicatas a Pagar, etc..) e quantitativo (quanto vale o veículo, quanto se possui de Duplicatas a receber, quanto de Duplicatas a pagar, etc).

A finalidade da Contabilidade, que também pode ser entendida como o seu principal objetivo, é fornecer informações às pessoas ou entidades interessadas na situação patrimonial e econômica da entidade, bem como na aferição de suas capacidade produtiva.

Quando se fala em Situação Patrimonial de uma entidade, se refere aos seus BENS, DIREITOS e

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