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FATECBA – FACULDADE TEOLÓGICA CULTURAL DA BAHIA

Curso: Bacharelado em Teologia

Aluno: Carlos Henrique da Conceição Seabra

Matéria: Hemernéutica

Data: 15/06/2008

Fl 4.8

Ap 1.3

Índice

Introdução 3

Estudar a Bíblia 4

Chave do Entendimento 5

Antigo Testamento 6

Ex 35.3 e Nm 15.32-36 6

Is 1.13 8

DN 9.24-27 9

DT 5.6-21 14

ML 3.10 19

Novo Testamento 22

Mt 5.17-18 22

Mc 2.23-28 e Mt 12.3-8 26

Rm 14 33

Cl 2.16-17 e Gl 4.10 39

2 Co 3.7-11 44

Conclusão 54

Bibliografia 55

Introdução

Uma das condições para estudar a Bíblia com o máximo de proveito é estudá-la como a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo, ao escrever ao tessalonicenses, dava graças incessantes a Deus por eles terem recebido a palavra anunciada "não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus" (1 Ts 2.13).

Aquele que não crê que a Bíblia é a Palavra de Deus deve ser encorajado a estudá-la. Anteriormente eu também duvidava que fosse a Palavra de Deus, mas hoje a firme confiança que tenho veio mais do estudo da própria Bíblia do que de qualquer outra fonte. Aqueles que duvidam são geralmente os que estudam sobre a Bíblia e não os que investigam e buscam dentro dos próprios ensinamentos da Bíblia.

Estudar a Bíblia como Palavra de Deus envolve quatro coisas:

1. Envolve a aceitação incondicional dos seus ensinamentos, assim que forem claramente descobertos, mesmo que pareçam ser irrazoáveis ou impossíveis. A razão exige que submetamos nosso juízo e raciocínio às declarações da sabedoria infinita. Nada é mais irracional que o racionalismo que faz da sabedoria finita o teste para avaliar a sabedoria infinita; e que submete os ensinamentos da onisciência de Deus à aprovação do juízo humano. A mente presunçosa diz: "Isto não pode ser verdade, mesmo que Deus o tenha dito, pois não é aprovado por minha razão". "Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?!" (Rm 9.20).

A verdadeira sabedoria humana, ao encontrar-se com a sabedoria infinita, curva-se diante dela e diz: "Fale o que quiser e acreditarei". Uma vez formos convencidos de que a Bíblia é a Palavra de Deus, seus ensinamentos terão de ser o fim de toda controvérsia e discussão. Um "Assim diz o Senhor" resolve toda questão. Entretanto, muitos que afirmam acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus balançam a cabeça e dizem: "Sim, mas eu acho assim e assim"; ou "Doutor fulano, ou Professor beltrano, ou nossa igreja ensina de outra maneira". Nesta base, há pouco proveito para o estudo da Bíblia.

2. Estudar a Bíblia como Palavra de Deus envolve total confiança em todas suas promessas, em toda sua extensão e abrangência. A pessoa que estuda a Bíblia como Palavra de Deus não descontará uma vírgula de qualquer uma de suas promessas. Ele dirá: "O Deus que não pode mentir prometeu", e não tentará fazer Deus de mentiroso, fazendo com que sua palavra signifique menos do que de fato está dizendo. Aquele que estuda a Bíblia como a Palavra de Deus estará sempre à procura das suas promessas. Ao encontrar uma, procurará verificar seu verdadeiro significado, e então colocará sua confiança total no que ela diz.

Este é um dos segredos do estudo proveitoso da Bíblia. Procure por promessas, e aproprie-se delas o mais rápido que puder, preenchendo as condições e arriscando tudo por elas. É assim que se toma posse de toda a plenitude da bênção de Deus. Esta é a chave a todos os tesouros da graça de Deus. Feliz é o homem que aprendeu a estudar a Bíblia de tal forma que está pronto para apropriar para sua vida cada promessa que encontra, e a arriscar tudo para confiar nela.

3. Estudar a Bíblia como Palavra de Deus envolve obediência imediata a todos os seus princípios. Obediência pode parecer algo duro e impossível; mas Deus a ordenou, e nada temos a fazer, senão obedecer e deixar os resultados com ele. Para ter proveito no seu estudo da Bíblia, decida que de hoje em diante se apropriará de cada promessa que lhe for revelada, e que obedecerá a cada ordem clara. Se o significado da promessa ou da ordem não for claro, procure esclarecimento e luz para entender.

4. Estudar a Bíblia como Palavra de Deus envolve estudá-la como se estivesse na presença de Deus. Quando lê um versículo da Escritura, ouça a voz do Deus vivo falando diretamente a você naquelas palavras escritas. Há um novo poder e uma nova atração na Bíblia quando se aprende a ouvir uma pessoa viva e presente – Deus, nosso Pai – conversando diretamente consigo naquelas palavras.

Uma das afirmações mais fascinantes e inspiradoras na Bíblia é: "Andou Enoque com Deus..." (Gn 5.24). Podemos ter a gloriosa companhia de Deus a qualquer momento, simplesmente abrindo sua Palavra, e deixando o Deus vivo e sempre presente falar conosco através dela. Que reverência santa, que alegria estranha e inexprimível, se sentirá quando se estuda a Bíblia desta maneira! É o céu descendo para a terra.

A Chave do Entendimento

Outra condição para o estudo bíblico proveitoso é uma atitude de oração. O salmista orou: "Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei" (Sl 119.18). Todo aquele que desejar um estudo proveitoso deve oferecer uma oração semelhante cada vez que começar a estudar a Palavra. Poucas chaves poderão abrir muitos "cofres" trancados cheios de tesouros. Poucas pistas poderão levar à solução de muitos enigmas. Poucos microscópios desvendem muitas maravilhas escondidas dos olhos do observador comum. Quanta luz nova brilha a partir de um texto conhecido quando se dobra o joelho colocando o texto diante dele em oração!

Eu acredito que se deve estudar a Bíblia freqüentemente de joelhos. Quando se lê um livro inteiro de joelhos – o que pode ser feito sem dificuldade alguma – aquele livro assume um novo significado e se torna um novo livro. Nunca se deve abrir a Bíblia sem pelo menos elevar seu coração em oração silenciosa, pedindo que a interprete e que ilumine suas páginas com a luz do seu Espírito. É um raro privilégio estudar qualquer livro sob a orientação imediata e a instrução do seu autor; no entanto este privilégio é de todos nós quando estudamos a Bíblia.

Quando chegar a uma passagem de difícil compreensão, ou difícil interpretação, ao invés de desistir, ou de correr para algum conhecido erudito, ou para algum comentário, coloque a passagem diante de Deus e peça-lhe para explicá-la. Clame baseado na promessa: "Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando..." (Tg 1.5-6).

ANTIGO TESTAMENTO

Êxodo 35:3 e Números 15:32-36.

 

Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”. (Êx35:3 RA).

 

Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então, disse o SENHOR a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés”. (Nm 15:32-36 RA).

 

Estas Leis existentes acerca do Sábado, aparentemente excessivas, eram dadas deste modo sabe porque? “As Leis são dadas de acordo com a consciência moral das pessoas”. Naquela época, eles tinham uma mentalidade diferente. Acender fogo no Sábado, maldizer os pais era punido com a morte. Em Êxodo 21:17 era ordenado: “quem maldizer seu pai ou sua mãe será morto”. Será que o fato de ser ordenado matar quem maldissesse seus pais seria uma desculpa para não guardarmos o mandamento que diz Honra teu pai e tua mãe? Claro que não, pois eles merecem todo nosso amor e respeito.

 

Vemos então que não é porque a profanação do Sábado era punida com a morte que iremos abolir o mandamento de Deus, que é eterno (Salmo 119:152), assim como não podemos tirar do decálogo o mandamento “honra teu pai e tua mãe”(Êxodo 20:12) pelo fato deste também ser punido na época com a morte. Estas punições estabelecidas por Moisés eram para “mostrar a importância” da Lei.

 Ascender fogo no dia de sábado.

“Antanho ascender um fogo exigia considerável esforço. O clima relativamente cálido da região do Sinai não se fazia necessário o aquecimento, e o fogo só houvera servido para cozinhar. Posto que não era indispensável para a saúde comer alimentos quentes em tal clima, não se devia preparar comida quente no sábado ... Este mandato é observado estritamente todavia, nos lugares de clima frio, para os judeus caraítas, que não permitem ascender nem luz nem fogo nas suas casas durante o dia de sábado. Sem dúvida, muitos judeus consideram que esta ordem era de caráter transitório, e ascendem luzes e fogo, inclusive em Israel. Porém os judeus ortodoxos estritos não cozinham (hoje) nenhum alimento no dia sábado”

Porque o homem que apanhou lenha no sábado foi morto?

 

“O pecado deste homem era claramente insolente, e o mesmo era uma ilustração da classe de pecado de que se fala em Números 15: 30...”.

33.

 

“Foi sua atitude desafiadora que provocou o severo castigo. Deliberadamente quebrantou o sábado”.

 

Isaías 1:13.

 

“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene”. (Isaías 1:13 RA).

 

Existe uma ciência responsável pela interpretação do versículo Bíblico chamada de “Hermenêutica”, que estabeleceu alguns princípios para a interpretação dos textos, e um deles é examinar o “Contexto Externo” e o “Contexto Interno”.

 

Analisar o “contexto externo” seria analisar o que o autor queria dizer, quando escreveu a quem escreveu e o porque escreveu. “Contexto interno” seria ler os versos que vem antes e depois do texto que queremos estudar.

 

Portanto, não devemos tirar conclusões precipitadas sem analisar o contexto do verso, pois estaríamos forçando a Bíblia a dizer o que “não disse”.

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