Cuidados pré e pós operatórios

Cuidados pré e pós operatórios

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  • Determinar se a pessoa apresenta infecção poderia contribuir para o surgimento de osteomielite após cirugia.

  • Preparar o paciente para as rotinas pré-operatórias: tosse e respiração profunda, checagem freqüente dos sinais vitais.

  • Pedir ao paciente que pratique como urinar na comadre ou no compadre na posição de decúbito dorsal, antes da cirurgia.

  • Familiarizar o paciente com o aparelho de tração e a necessidade de uma tala ou um aparelho gessado, conforme indicado pelo tipo de cirurgia

2.3. Cuidados de enfermagem no pós – operatório:

  • Monitorar o estado neurovascular e tentar eliminar a tumefação causada por edema e sangramento para dentro dos tecidos.

  • Imobilizar a área afetada e eliminar a atividade a fim de proteger o local operado e estabilizar as estruturas músculo esqueléticas.

  • Monitorar quanto a hemorragia e choque, que podem resultar de um sangramento significativo e de uma hemostasia precária dos músculos que ocorre com a cirurgia ortopédica.

2.4. Intervenções de enfermagem

  • Monitorando quanto choque e hemorragia
  • Promovendo um padrão respiratório eficaz

  • Monitorando o estado neurovascular periférico

  • Aliviando a dor

  • Prevenindo infecção

  • Minimizando os efeitos da imobilidade

  • Proporcionando cuidados adicionais de enfermagem

3. Cirurgia Gastrintestinal

3.1. Tipos de cirurgia:

  • Cirurgias Gástricas

  • Cirurgia para Hernia

  • Cirurgias Intestinais

  • Cirurgias Laparoscopica

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3.2. Tratamento pré-operatório/cuidados de enfermagem

  • Explicar todas as provas diagnosticas e procedimentos para promover uma colaboração e relaxamento.

  • Descrever o motivo e o tipo do procedimento cirúrgico, bem como os cuidados pós-operatórios (isto é soro, bomba de analgesia controlada pelo paciente, sonda nasogástrica, drenos, cuidados com a incisão, possibilidade de ostomia.

  • Explicar os fundamentos da respiração profunda e ensinar ao paciente como virar-se tossir, respirar, usar o espirômetro de incentivo e mobilizar a incisão. Essas medidas minimizarão as complicações pós – operatórias

  • Administrar líquidos IV ou nutrição parenteral total (NPT) antes da cirurgia, conforme determinado para melhorar o equilíbrio hidroeletrolítico e o estado nutricional.

  • Monitorar a ingestão e a eliminação.

  • Enviar amostras de sangue conforme prescrito para estudos laboratoriais pré-operatórios, e monitorar os resultados.

  • Informar que o preparo do intestino será iniciado 1 a 2 dias antes da cirurgia para uma melhor visualização.

  • Administrar antibióticos, conforme prescrito.

  • Coordenar uma consulta como enfermeiro terapeuta quando o paciente estiver programado para uma ostomia a fim de iniciar o conhecimento o tratamento precoce dos cuidados pós – operatórios.

  • Explicar que o paciente estará em dieta zero após a meia noite da véspera da cirurgia

3.3. Tratamento Pós – operatório/cuidados de enfermagem:

  • Realizar um exame físico completo pelo menos uma vez por plantão ou mais freqüentemente, conforme indicado.

  • Monitorar os resultados dos exames laboratoriais e avaliar o paciente quanto a sinais e sintomas de desequilíbrio eletrolítico.

  • Manter drenos, acessos IV e todos os cateteres.

  • Manter a SNG, quando prescrito.

  • Aplicar meias elásticas.

  • Estimular e ajudar o paciente a virar-se, tossir, respirar profundamente e usar o espirômetro de incentivo a cada 2 Hs e conforme necessidade.

  • Instruir sobre o uso de analgesia controlada pelo paciente ou fornecer conforto com outros analgésicos.

  • Mudar os curativos todos os dias ou quando necessário, mantendo uma técnica asséptica.

  • Aumentar a dieta conforme prescrito o retorno dos sons intestinais indica que o trato GI readquiriu a motilidade.

  • Orientar quanto aos hábitos dietéticos.

4. Cirurgia Renal

A cirurgia renal pode incluir a nefrectomia (remoção do rim), transplante renal para insuficiência renal crônica, procedimentos para remover obstrução, tal como cálculos ou tumores, procedimentos para introduzir tubos de drenagem, (nefrostomia). As abordagens variam mas podem envolver o flanco, as regiões torácicas e abdominal.

A nefrectomia é mais utilizada, para tumores malignos do rim, mas também pode estar indicada para traumatismo e rim que não mais funciona devido a distúrbios obstrutivos e outras doenças renais.

A ausência de um rim não leva a uma função renal inadequada quando o rim remanescente é normal.

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4.1.Tratamento pré-operatório/cuidados de enfermagem:

  • Preparar o paciente para cirurgia, com informações a respeito da rotina da sala de cirurgia, administrar antibióticos para limpeza intestinal.

  • Avaliar os fatores de risco para a tromboembolia (Fumo, uso de anticoncepcionais orais varizes nas extremidades inferiores) e aplicar meias elásticas, se prescrito. Rever os exercícios com a perna e fornecer informações a respeito das meias compressivas/seqüenciais que serão utilizadas no pós-operatório.

  • Avaliar o estado pulmonar (presença de dispnéia, tosse produtiva, outros sintomas cardíacos relacionados) e ensinar os exercícios de respiração profunda, tosse eficaz e uso do espirômetro de incentivo.

  • Se a embolização da artéria renal está sendo feita antes da cirurgia para pacientes com carcinoma de células renais, monitorar e tratar dos seguintes sintomas da síndrome pós-infarto, que pode durar até 3 dias:

- Dor no flanco.

- Febre.

- Leucocitose.

- Hipertensão.

4.2. Tratamento pós-operatório/cuidados de enfermagem:

  • Monitorar os sinais vitais e a área da incisão quanto a indícios de sangramento ou hemorragia.

  • Avaliar quanto a complicações pulmonares de atelectasia, pneumonia, pneumotórax. Manter os pulmões limpos e boa drenagem do tubo torácico, quando usado (a proximidade da cavidade toráxica com a região operada pode levar à necessidade de uma drenagem torácica pela colocação de um dreno no pós-operatório).

  • Manter a permeabilidade dos tubos de drenagem urinária (nefrostomia, cateter suprapubiano ou uretral) e extensores uretrais, quando indicados.

  • Monitorar as extremidades inferiores e o estado respiratório quanto a complicações trombólicas.

  • Avaliar sons intestinais, distensão abdominal e dor que possa indicar íleo paralítico e necessidade de descompressão nasogástrica.

  • Para os pacientes de transplante renal, administrar medicamentos imunossupressores (corticosteróides, associados com azatioprina [imuran] ou agente semelhante), conforme prescrito, e monitorar os sinais precoces de rejeição- temperatura superior a 38.5ºC, débito urinário diminuído, aumento de peso de 1kg ou mais durante a noite, dor ou hipersensibilidade sobre o local do enxerto. Hipertensão, creatinina sérica aumentada.

4.3. Intervenções de enfermagem

  • Aliviando a dor.

  • Promovendo a eliminação urinária.

  • Evitando a infecção.

  • Mantendo o equilíbrio hídrico.

5. Cirurgias proctologicas

A cirurgia proctologicas pode ser feita para HPB ou câncer de próstata. A abordagem cirúrgica depende do tamanho da glândula, intensidade da obstrução, idade, saúde subjacente e doença prostática.

5.1. Intervenções cirúrgicas

  • Ressecção trasuretral da próstata (RTU ou RTUP)- a mais comum e feita sem uma incisão por meio de instrumento endoscópico.

  • Prostatectomia aberta

  • Suprapubaian- incisão na área suprapubiana e através da parede vesical; feita freqüentemente para HBP

  • Perineal – incisão entre o escroto e a área retal; pode ser feita em pacientes com baixo risco cirúrgico, mas produz uma incidência mais elevada de incontinência urinária e impotência.

  • Retropúbica- incisão ao nível da sínfise pubiana; conserva os nervos responsáveis pela função sexual em 50% de pacientes.

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5.2. Tratamento pré-operatório / cuidados de Enfermagem

  • Explicar a natureza da cirurgia e os cuidados pós-operatórios presvistos, incluindo a drenagem por cateter, irrigação e monitoramento da hematúria.

  • Discutir as complicações da cirurgia e como o paciente se adaptará.

  • Incontinência ou gotejamento da urina por até 1 ano após a operação; exercícios perineais (kegel) ajudam a readquirir o controle urinário.

  • Ejaculação retrógrada – líquido seminal liberado para dentro da bexiga e eliminado na urina me vez da uretra durante as relações sexuais; a impotência geralmente não é uma complicação da RTU, mas é freqüentemente uma complicação da prostatectomia aberta.

  • Administrar a preparação intestinal conforme prescrito, ou instruir o paciente na administração doméstica e manter-se em jejum após a meia – noite.

  • Garantir um bom estado cardíaco, respiratório e circulatório para diminuir o risco de complicações.

  • Administrar antióticos profiláticos, conforme prescrito.

5.3. Tratamento pós – operatório/cuidados de Enfermagem:

  • Manter a drenagem urinária e monitorar quanto à hemorragia.

  • Proporcionar cuidados com a ferida e evitar a infecção.

  • Aliviar a dor e promover a deambulação precoce.

  • Monitorar e evitar as complicações :

- Infecção e deiscência da ferida.

- Obstrução ou infecção urinária.

- Hemorragia.

- Tromboflebite, embolia pulmonar.

- Incontinência urinária, disfunção sexual.

5.4. Intervenções de enfermagem

  • Facilitando a drenagem Urinária.

  • Evitando a infecção.

  • Aliviando a Dor.

  • Reduzindo a ansiedade.

6. Cirurgia neurológica

Os avanços tecnológicos e o refinamento dos procedimentos de imageamento e das técnicas cirúrgicas tornaram possível aos neurocirurgiões localizar e tratar das lesões intracranianas com maior precisão que outrora. Os instrumentos microcirúrgicos permitem que o delicado tecido seja separado sem trauma.

O uso de armações e equipamentos estereotáxicos possibilitam a localização de um alvo puntiforme específico no cérebro; as condutas esterotáxicas são utilizadas com lasers e bisturi gama. Os vasos às estruturas podem ser coagulados sem provocar lesões para as próprias estruturas. Para alguns pacientes, a craniotomia permanece como a conduta mais apropriada; ela pode ser combinada a outras modalidades de tratamento.

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6.1. Tratamento pré-operatório

Em geral são colocados sob medicamentos anticonvulsivantes antes da cirurgia para diminuir o risco de convulsões pós – operatórias. Antes da cirurgia, os esteróides podem ser administrados para reduzir o edema cerebral. Os líquidos podem ser restringidos. Um agente hiperosmótico e um diurético podem ser administrados imediatamente antes e por vezes, no decorrer da cirurgia, caso o paciente tenda a reter líquidos, como acontece com muitos portadores de disfunção intracraniana. Uma sonda urinária de demora é inserida antes que o paciente seja levado para a sala de cirurgia, de modo a drenar a bexiga durante a administração dos diuréticos e para permitir que o débito urinário seja monitorizado. O paciente pode ter um acesso central instalado para a administração de líquidos e para a monitorização da pressão venosa central depois da cirurgia. O paciente pode receber antibióticos, caso exista um possibilidade de contaminação cerebral, ou diazepam antes da cirurgia para combater a ansiedade.

O couro cabeludo é tricotomizado imediatamente antes da cirurgia, de modo que quaisquer abrasões superficiais resultantes não tenham tempo para ficar infectadas.

6.2. Tratamentos pós – operatório:

Um acesso arterial e uma linha de pressão venosa central podem estar posicionados para monitorizar a pressão arterial e a pressão venosa central. O paciente pode estar intubado e pode receber oxigenoterapia suplementar. Além disso deve-se obter os seguintes resultados:

  • Reduzir o edema cerebral.

  • Aliviar a dor e prevenindo as convulsões.

  • Monitorar a PIC.

6.3. Tratamento de Enfermagem:

O histórico pré-operatório serve como uma linha basal contral a qual podem ser julgados o estado pós-operatório e a recuperação. Esse histórico inclui a avaliação do nível de consciência e responsividade aos estímulos e a identificação de quaisquer déficits neurológicos, como a paralisia, disfunção visual, alterações na personalidade e na fala, bem como distúrbios vesicais e intestinais. A função motora dos membros é testada pela força de preensão manual ou pela impulsão com os pés.

A compreensão que o paciente e a família têm do procedimento cirúrgico previsto e suas possíveis seqüelas é avaliada, juntamente com suas reações à cirurgia iminente. Avalia-se a disponibilidade de sistemas de suporte para o paciente e para a família.

Na preparação para a cirurgia, os estados físico e emocional do paciente são trabalhados até um nível ótimo, a fim de reduzir o risco de complicações pós-operatórias. O estado físico do paciente é avaliado para os déficits neurológicos e seus impactos potenciais depois da cirurgia. Quando os braços ou as pernas estão paralisados, os apoios de trocanter são aplicados aos membros e os pés são posicionados contra uma prancha de pé. Um paciente está afásico, os materiais para escrever ou os cartões com figuras e palavras, indicando a comadre, copo para água, cobertor e outros itens freqüentemente utilizados, podem ser fornecidos para ajudar a melhorar a comunicação.

O preparo emocional do paciente inclui fornecer informações sobre o que esperar depois da cirurgia. O grande curativo craniano aplicado depois da cirurgia pode comprometer temporariamente a cura. A visão pode ficar limitada, caso os olhos apresentem edema. Quando uma traqueostomia ou tubo endotraqueal está em posição, o paciente será incapaz de falar até que o tubo seja removido, de modo que deve ser estabelecido um método alternativo de comunicação.

Um estado cognitivo alterado pode fazer com que o paciente não fique ciente da cirurgia iminente. Mesmo assim, são necessários o encorajamento e a atenção para as necessidades do paciente. A despeito do estado de consciência do paciente, os membros da família precisam de tranqüilização e apoio porque eles reconhecem a gravidade da cirurgia cerebral.

6.4. Prescrições de Enfermagem:

  • Obter a homeostase neurológica.

  • Regular a temperatura.

  • Melhorar a troca gasosa.

  • Tratar a privação de sensação.

  • Estimular a auto – imagem.

  • Monitorar a PIC aumentada, o sangramento e o choque hipovolêmico.

  • Prevenir as infecções.

  • Monitorar a atividade convulsiva.

7. Cirurgias ginecológicas

As cirurgias ginecológicas são uma gama de cirurgia relacionada ou aparelho reprodutor feminino, entre algumas delas pode-se relacionar: a histectomia, salpingectomia, oforectomia, portos cesarianos, perinioplastia, ligadura tubária entre outras, todas elas possuem cuidados em comuns estes cuidados também irá depender bastante das necessidades de cada paciente, a enfermagem tem papel fundamental para com estas paciente isso se deve pela grande influencia psicossocial que a mesma irá enfrentar, desta forma cabe a enfermagem diversos cuidados relacionados ao paciente alguns deles estão relacionados logo abaixo:

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7.1. Cuidados pré – operatórios:

  • Manter paciente em jejum.

  • Efetuar tricotomia local.

  • Providenciar enteroclisma.

  • Elaborar tipagem sangüínea.

  • Aplicar pré – anestésico prescrito.

  • Providenciar preparo psicológico.

7.2. Cuidados pós – operatórios:

  • Sonda vesical: deverá ser retirada 24 à 48 horas após cirurgia, observar drenagem e aspectos da urina.

  • Monitorar e observar curativos, drenos e sangramentos vaginais.

  • Alimentação progressiva – iniciar 24 ou 48 horas após cirurgia (critério médico).

  • Estimular deambulação precoce.

  • Retirar gazes de tamponamento 24 horas após determinadas cirurgias

BIBLIOGRAFIA

- BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de enfermagem médico – cirurgico. 9ª ed. Rio de Janeiro; Guanabara Koogan: 2002.

- NETTINA. Prática de Enfermagem. 6ª ed. Rio de Janeiro; Guanabara Koogan: 1996.

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