Doenças Associadas aos Riscos Ergonômicos

Doenças Associadas aos Riscos Ergonômicos

Doenças Associadas aos Riscos Ergonômicos

  • CURSO: TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO

  • DISCIPLINA: SAUDE DO TRABALHADOR

  • PROFESSOR: FRANCELI RODRIGUES KUNTZLER

Dor

  • A dor é, antes de mais nada, parte integrante do ciclo da vida: gestação, nascimento e morte. É responsável por desencadear eventos para a defesa da vida do indivíduo, exercendo função protetora, e perpetuando a espécie humana. Ao mesmo tempo, pode ser causa de sofrimento extremo a um, ou mesmo a um grupo de indivíduos, que interage de forma direta ou indireta, com o indivíduo sofredor.

  • Há diferentes enfoques relacionados a terapêutica da dor, e o primeiro limite a ser estabelecido é o que diferencia dor aguda de dor crônica. Mas, antes de tudo, o que consideramos dor?

  • A IASP (International Association for the Study of Pain) define a dor como uma "experiência sensorial e emocional desagradável, associada a dano presente ou potencial, ou descrita em termos de tal dano", demonstrando que a dor sempre apresenta um componente subjetivo.

  • Dor como sintoma, normalmente, DOR é conseqüência de algum distúrbio em algum órgão ou sistema do nosso organismo, sendo quase sempre possível estabelecer uma correlação entre eles. Múltiplas causas podem dar origem à DOR, como por exemplo ferimentos, queimaduras, fraturas, inflamações, distensão ou estreitamento de  vísceras ôcas, ou alteração de função de um órgão, da circulação sangüínea, e tantas outras mais. 

  • Então, a dor é uma sensação, e a reação a esta sensação. Mas a dor gera sofrimento. E o que consideramos sofrimento? Consideramos sofrimento a um conceito mais global, um sentimento negativo que prejudica a qualidade de vida do sofredor.

Classificação Neurofisiológica da Dor

  • A classificação neurofisiológica da dor baseia-se nos mecanismos dolorosos desencadeantes, diferenciando as dores em Nociceptivas e Não Nociceptivas.

  • Dor Nociceptiva:

    • Dor Somática: sensação dolorosa rude, exacerbada ao movimento (dor "incidental"). É aliviada pelo repouso, é bem localizada e variável, conforme a lesão básica. Ex.: dores ósseas, pós-operatórias, dores músculo-esqueléticas, dores artríticas, etc.
    • Dor Visceral: é provocada por distensão de víscera oca, mal localizada, profunda, opressiva, constritiva. Freqüentemente associa-se a sensações de náuseas, vômitos, e sudorese. Muitas vezes há dores locais referidas, como por exemplo, em ombro ou mandíbula relacionadas ao coração, em escápula referente a vesícula biliar, e em dorso, referente ao pâncreas. Ex.: câncer de pâncreas, obstrução intestinal, metástase intraperitoneal, etc.

Classificação Neurofisiológica da Dor

  • Já a Dor Não-Nociceptiva subdivide-se em Dor Neuropática e Psicogênica.

    • Dor Neuropática: é fruto da lesão ou disfunção do Sistema Nervoso Central (SNC) ou Sistema Nervoso Periférico (SNP). Em geral, persistem por longo tempo após o evento precipitante. A dor neuropática pode ser episódica, temporária ou crônica, persistente, podendo inclusive não estar associada a qualquer lesão detectável. Esta dor também pode ser conseqüência de algumas doenças degenerativas que levam a compressão ou a lesões das raízes nervosas, ao nível da coluna. Os pacientes descrevem a dor neuropática como "ardente ou penetrante", podendo haver a presença de alodínia (estímulos inócuos em situações normais, mas que nesta situação são percebidos pelo organismo como estremamente dolorosos, muitas vezes o simples "roçar" de um tecido sobre a pele desencadeia dor intensa imediata). Os pacientes queixam-se de dores recorrentes. A dor neuropática manifesta-se de várias formas, como sensação de queimação, peso, agulhadas, ferroadas ou choques, podendo ou não ser acompanhada de "formigamento" ou "adormecimento" (sensações chamadas de "parestesias") de uma determinada parte o corpo.
    • Dor Psicogênica: considera-se a existência da dor psicogência quando nenhum mecanismo nociceptivo ou neuropático pode ser identificado e há sintomas psicológicos suficientes para o estabelecimento de critérios psiquiátricos estabelecidos na classificação DSM-IV. Na prática, a dor psicogênica é diagnóstico de exclusão e de ocorrência muito rara. Muitos autores consideram-na virtual, uma vez que mesmo patologias puramente psiquiátricas são manifestações de alterações orgânicas e identificáveis, mesmo que somente bioquimicamente.

Dor Aguda

  • A dor aguda é relacionada temporalmente a lesão causadora, isto é, deve desaparecer durante o período esperado de recuperação do organismo ao evento que está causando a dor, sendo tratada com analgésicos e suporte terapêutico da causa desencadeante da dor. Não há um limite preciso estabelecido para sua duração na literatura mundial, variando entre 3 a 6 meses, limite máximo em que a maioria dos autores passam a considerar sua presença como crônica. Contudo, a dor aguda pode ter duração extremamente curta, desde alguns minutos, até a algumas semanas, decorrentes das mais variáveis situações, incluindo causas inflamatórias, causas traumáticas, causas infecciosas, pós-operatórios e procedimentos médicos e terapêuticos em geral.

Dor Crônica

  • A dor crônica é considerada por alguns autores aquela com duração maior que 3 meses, ou que ultrapassa o período usual de recuperação esperado para a causa desencadeante da dor (alguns consideram a esse limite 6 meses). Para efeitos práticos, o importante é que a dor crônica não apresenta utilidade a qualquer processo biológico, ou seja, não apresenta propósito biológico, e não assume qualquer outra função senão a de causar sofrimento ao indivíduo, em seu aspecto mais amplo: físico, emocional e financeiro.

  • Muitas vezes, na dor crônica, o fator causal pode já não estar mais atuante ou não ser passível de remoção, sendo um exemplo importante a dor oncológica, que deve ser tratada como um processo patológico distinto, e não mais como apenas um sintoma.

  • Segundo o Dr. Heinz Konrad a DOR AGUDA pode e deve ser interpretada como um sinal de alerta, a DOR CRÔNICA já não tem mais essa função. Uma dor pode tornar-se crônica pelos mais variados motivos, mas ela certamente não tem mais uma função de alerta ou defesa. A dor crônica merece maior atenção por parte da medicina moderna, pois é a dor crônica que acaba com a qualidade de vida, é ela que limita a movimentação, a agilidade, a atividade e o bem-estar das pessoas.

Princípios básicos para o controle da dor:

  • A relação médico-paciente-família deve ser baseada em confiança mútua.

  • Avaliação multidisciplinar e multifatorial completa em relação a causa da dor.

  • Tratamento precoce em todos os estadios da doença.

  • O controle da dor é parte integrante da assistência médica ao paciente oncológico.

  • O paciente deverá ser avaliado e reavaliado sob aspecto álgico, sempre que achar necessário.

  • Em princípio, sempre acreditar que o paciente que sofre dor, realmente sente dor.

Tendinite

  • A tendinite é uma síndrome de excesso de uso em resposta a inflamação local devido a microtraumas repetidos que podem ocorrer devido a desequilíbrios musculares ou fadiga, alterações nos exercícios ou nas rotinas funcionais, erros de treinamento ou uma combinação de vários desses fatores.

  • A síndrome ocorre pois uma demanda contínua é colocada no tecido sem que haja tempo adequado para cicatrização, de forma que a dor e a inflamação continuem.

  • Os tendões são estruturas fibrosas cuja função é a transmissão da força produzida pelos elementos contráteis e não contráteis, dentro da unidade músculo-tendão. A força é transmitida através do tecido tendão para agir sobre um segmentos do osso e produzir o torque (momento de força) sob o segmento em relação ao eixo articular.

Esta função é executada pelo tendão, através curso de proximal para as inserções distais de três formas:

  • 1: Ele pode atravessar um curso direto, ao longo da linha proximal para as inserções distais como é o caso do tendão músculo bíceps femural,

  • 2: Um tendão pode também seguir ao redor de uma roldana óssea anterior à inserção no osso principal, como é o caso da músculo tibial posterior ao redor do maléolo medial.A roldana óssea (polia) muda a linha de vetor de força de tendão, alterando desse modo o momento em relação à articulação;

  • 3: Esta é similar a roldana óssea (item nº1), só que nesse caso o tendão segue ao redor de uma estrutura anterior a inserção no osso principal. A estrutura retinacular, também altera a ação da linha do vetor de força do tendão e o momento articular resultante, como no caso do tendão do músculo tibial anterior, onde segue o curso em volta do retináculo extensor.

  • Eles são revestidos por uma capa por onde flui o líquido sinovial (o mesma que encontramos no interior das articulações) , que serve para lubrificar as superfícies de fricção onde os tendões fazem contato.

    • A tendinite é descrita como uma inflamação dos tendões (tendinite) e vem acompanhada simultaneamente de inflamação da "capa" que protege os tendões (tenossinovite) podendo ocorrer em qualquer faixa de idade ou sexo.
    • Geralmente a inflamação da "capa" é mais intensa que a dos tendões propriamente.

Sinais, sintomas e diagnóstico

    • Esse tipo de inflamação é originário de traumatismos (fricção) repetidos (esforço repetitivo), esforço exacerbado onde pode haver inclusive, ruptura dos tendões ou até ser parte da manifestação de outras doenças como artrite reumatóide, esclerose sistêmica, gota etc.
    • Outras vezes, pode ser devido a um processo infeccioso que acaba por envolver também os tendões e sua "capa".
    • Tudo isso se traduz em dor para o paciente, principalmente quando ele tenta movimentar o tendão afetado, seja das mãos ou dos pés. Há também inchaço ficando muitas vezes os tendões visíveis sob a pele em forma de cordões avermelhados e dolorosos. Postura antálgica para se locomover (tendinite de joelho, aquiles ou pubis), espessamento do tendão, apalpação ( confirma o local do alargamento e elucida o local da dor), flexibilidade passiva da unidade músculotendinosa mantida, contração ativa, contração isométrica sem sobrecarga difere a tendinite de uma lesão capsuloligamentar, também são sinais da tendinite.
    • O tratamento para essas doenças inclui a consulta a um médico, que poderá aconselhar repouso de tendão e uso de antinflamatórios orais ou injetáveis.

LER / DORT - Legislação - Resolução n.º 221 - 1997 Conselho Nacional de Saúde Ministério da Saúde Conselho Nacional de Saúde

  • Resolução n.º 221, de 06 de março de 1997 O Plenário do Conselho Nacional de Saúde em sua Sexagésima Terceira Reunião Ordinária, realizada nos dias 05 e 06 de março de 1997, no uso de suas competências regimentais e atribuições conferidas pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e pela Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, considerando o aumento da intensidade das Lesões por Esforços Repetitivos - LER nos últimos anos. RESOLVE: 1. Recomendar ao Ministério da Saúde a criação do Comitê Assessor a ser integrado por representantes do CONASS, do CONASEMS, da ABRASCO, da UNITRABALHO, de Centrais Sindicais, do Ministério do Trabalho - FUNDACENTRO, da Previdência e Assistência Social e do Ministério Público, para em conjunto com o Ministério da Saúde conhecer e propor políticas e diretrizes de controle das Lesões por Esforços Repetitivos; e 2. Recomendar o desenvolvimento de ações, no âmbito do Ministério da Saúde, de coleta de dados sobre LER nos Sistemas de Informações no âmbito do SUS, como etapa inicial para a elaboração de Programa de Controle das Lesões por Esforços Repetitivos - LER. CARLOS CÉSAR S. DE ALBUQUERQUE Presidente do Conselho Nacional de Saúde Homologo a Resolução CNS nº 221, de 06 de março de 1997, nos termos do Decreto de Delegação de Competência de 12 de novembro de 1991. CARLOS CÉSAR S. DE ALBUQUERQUE Ministro de Estado da Saúde DOU. de 05/05/97. Seção I p. 8.933

SIGLAS

  • Siglas da literatura cientifica:

    • R.S.I. - Repetitive Strain Injuries, é o termo usado na Austrália
    • L.E.R. - Lesões por Esforços Repetitivos, foi a tradução no Brasil
    • O.C.D. - Occupatinal Cervicobraquial Disorder, no Japão
    • C.T.D. - Cumulative Trauma Disorrders, nos Estados Unidos
    • L.T.C. - Lesões por Traumas Cumulativos, foi a tradução no Brasil
    • D.O.R.T. - Disfunção Osteomuscular Relacionada ao Trabalho,
      • Após essa variação de letras, no Brasil as normas e o consenso apontam para a essa nomenclatura.

LER – Lesão por esforço repetitivo

LER – Lesão por esforço repetitivo

  • CAUSA:

    • A causa direta parece ser o uso excessivo de determinadas articulações do corpo, em geral relacionado a certas profissões. Como exemplo, poderemos citar os datilógrafos, os operadores de caixas registradoras, os profissionais da área de computação, os trabalhadores de linhas de montagem, costureiras e outros. Essas pessoas passam horas fazendo o mesmo movimento com as mãos ou braços, provocando uma inflamação das estruturas ósseas, ou nos músculos, nos tendões ou mesmo comprimindo nervos e a circulação. Existem várias doenças que podem ser enquadradas nesse grupo LER, cada uma delas com uma característica diferente, mas que irão levar no final aos sintomas de dor, fraqueza e fadiga das articulações, impedindo a pessoa de trabalhar normalmente.

LER – Lesão por esforço repetitivo

  • Alguns dos principais tipos de lesões por esforços repetitivos são:

  • Síndrome do Túnel do Carpo

  • Tendinites dos Extensores dos Dedos

  • Tenossinovite dos Flexores dos Dedos

  • Tenossinovite Estenosante (Dedo em Gatilho)

  • Epicondilite Lateral

  • Doença de Quervain

Síndrome do Túnel do Carpo

  • O QUE É?

    • Essa doença é uma forma bastante comum de LER, provocada pela compressão do nervo Mediano, que vem do braço e passa pelo punho, numa região chamada túnel do carpo.
    • Esse nervo é o responsável pela movimentação do dedo polegar, além de promover a sensação nos dedos polegar, indicador e médio na parte da palma das mãos.
    • Devido ao uso excessivo dos dedos e punhos, começa a haver uma inflamação e inchaço das estruturas que passam pelo túnel do carpo, resultando na compressão do nervo mediano. Como resultado, esse nervo passa a ficar mais "fraco", provocando a sensação de formigamento e amortecimento dos dedos das mãos, principalmente dos dedos polegar, indicador e médio. Às vezes, pode dar até a sensação de "choque" sentida nos dedos e indo em direção ao braço.
    • Em geral, os sintomas pioram com o decorrer do dia, principalmente após um dia de trabalho. Alguns pacientes acordam no meio da noite com as mãos amortecidas. Essa doença é comum em mulheres de 30 a 50 anos, e acomete 3 vezes mais o sexo feminino do que o masculino. Normalmente, os sintomas estão presentes nas duas mãos, mas são notados primeiramente na mão dominante

Síndrome do Túnel do Carpo

  • DIAGNÓSTICO:

    • Para se fazer o diagnóstico da doença é preciso colher os dados de dor nas mãos, a perda de sensibilidade nos dedos, ou formigamento ou mesmo adormecimento dos mesmos. Também é comum o paciente se queixar que não consegue segurar bem as coisas, principalmente fazer o movimento de pinçar.
    • A relação com a profissão tem importância fundamental no diagnóstico. Ao exame físico, um exame de grande importância é a manobra de Phalen, em que se pede para o paciente colocar as mãos em flexão, ou seja, com os dedos voltados para baixo, e unir dorso contra dorso das mãos, durante um minuto. Os cotovelos devem ficar num ângulo de 90 graus e na mesma altura dos punhos. A presença de dor ou sintomas de formigamento ou adormecimento aponta fortemente para o diagnóstico de Síndrome do túnel do carpo.
    • Outro teste é o chamado teste de Tinnel que consiste da compressão do nervo mediano no trajeto dele pelo túnel do carpo. A presença de dor indica a presença da síndrome do túnel do carpo. Caso seja necessário, poderá ser feito um teste para medir a condução do nervo mediano, para ver se está normal ou não. Os exames de raio-X das mãos são importantes para afastar as outras causas de dor nas mãos, como artrites, tumores ou fraturas ósseas.

Síndrome do Túnel do Carpo

  • TRATAMENTO:

    • O tratamento se baseia no uso de terapia medicamentosa com antinflamatórios, para aliviar a dor bem como a inflamação das estruturas envolvidas.
    • Também o uso de munhequeiras ajuda a manter a articulação dos punhos fixa, aliviando assim a dor.
    • O repouso é uma das melhores formas de tratamento e muitas vezes o paciente deve ficar alguns dias sem trabalhar as articulações para haver a diminuição completa da inflamação.
    • Nos casos em que há grande comprometimento do nervo mediano está indicada a cirurgia para a descompressão do mesmo. Essa cirurgia leva a uma melhora dos sintomas em 95% dos casos.

Síndrome do Túnel do Carpo

  • PREVENÇÃO:

    • A medida mais importante é evitar usar as articulações durante muito tempo. Dê umas paradas no serviço para relaxar a musculatura das mãos e dedos.
    • Outro fator importante é a posição em que você está trabalhando. Para aqueles que usam computadores ou máquinas de escrever, é muito importante a posição em que você está sentado. Os pés devem ficar paralelos ao chão, as pernas devem ficar flexionadas no joelho, sendo que a coxa forme um ângulo de 90 graus com as costas. A cadeira deve ser bem confortável e as costas devem estar apoiadas no encosto. Os braços devem ficar na mesma altura do teclado, sendo que as mãos ficam também no mesmo nível, não forçando assim os punhos.
    • Coloque a tela do computador de modo que você fique a uma distância de 40 a 60 centímetros dela e sua visão direta forme um ângulo de 15 a 30 graus com a mesma.

Tendinites dos Extensores dos Dedos

  • O QUE É?

    • Tendões são estruturas que se parecem com cordões extremamente fortes, responsáveis pela fixação dos músculos nos ossos. Toda vez que o músculo se contrai, os tendões se esticam, dando-se assim o movimento desejado.
    • O termo tendinite significa uma inflamação dessas estruturas, em geral causada por excessivo uso daquela articulação envolvida. A tendinite pode ocorrer em qualquer articulação, mas é mais comum nos punhos, nos joelhos, ombros e cotovelos. Devido à inflamação, a pessoa irá apresentar dor quando movimentar as articulações em questão.
    • No caso das mãos, possuímos um grupo de músculos que estendem os dedos e as mãos, e os respectivos tendões passam pela parte dorsal das mãos.
    • Da mesma forma que para a síndrome do túnel do carpo, o uso excessivo e repetitivo de certa articulação irá provocar o inchaço das estruturas presentes nas costas das mãos, provocando dor ao movimento dos dedos e punhos.

Tendinites dos Extensores dos Dedos

  • DIAGNÓSTICO:

    • Pode ser feito através da queixa do paciente que revela dor na parte dorsal da mão, principalmente após o uso excessivo daquelas articulações. O paciente pode se queixar de fraqueza nas mãos bem como sensação de queimação em vez de dor.
  • TRATAMENTO:

    • O tratamento indicado é o uso de antinflamatórios e repouso da articulação envolvida.
  • PREVENÇÃO:

    • É preciso tomar cuidado com a posição em que se está sentado, observar a posição dos braços e mãos, principalmente para aqueles que trabalham com computadores e máquinas de escrever. Os punhos devem sempre ficar numa posição confortável, evitando que eles fiquem desalinhados com os braços e o teclado. Da mesma forma, pare o seu trabalho de tempos em tempos para relaxar a musculatura e os tendões.

Tenossinovite dos Flexores dos Dedos

  • O QUE É?

    • Os tendões flexores dos dedos estão presentes na parte da palma das mãos. Esses tendões estão recobertos por uma bainha chamada sinovial, que faz com que a contração do músculo fique mais "macia". Quando ocorre a inflamação dessa bainha sinovial, usa-se o termo tenossinovite, no caso dos tendões que fazem a flexão dos dedos. Devido à inflamação da bainha, quando houver contração do músculo para movimentar os dedos, aparecerá o sintoma de dor local, e o movimento das mãos não será bem realizado.
  • DIAGNÓSTICO:

    • O paciente irá se queixar dor e inflamação na parte interna da mão, principalmente quando fizer o movimento de flexão dos dedos (quando a pessoa fecha as mãos, por exemplo)
  • TRATAMENTO:

    • Da mesma forma, usa-se antinflamatórios para aliviar a dor e inflamação, bem como é indicado o repouso das articulações envolvidas.

Tenossinovite Estenosante (Dedo em Gatilho)

  • O QUE É?

    • Essa doença envolve os tendões flexores dos dedos das mãos, que passam por túneis dentro dos dedos. Se houver a formação de um nódulo sobre o tendão ou ocorrer um inchaço na bainha que o cobre, ele então se tornará mais largo, ficando comprimido nos túneis por onde ele passa. Conforme a pessoa mexe os dedos, ela irá sentir um estalo ou escutar um barulho na articulação envolvida, principalmente no meio dos dedos.
  • DIAGNÓSTICO

    • Pode ser feito através dos sintomas apresentados, bem como a referência de que a pessoa trabalha em serviços que requerem o uso da palma das mãos e o movimento de fechar os dedos, como carimbar e grampear, em movimentos repetitivos e por longos períodos.

Tenossinovite Estenosante (Dedo em Gatilho)

  • TRATAMENTO:

    • O tratamento mais indicado para este problema é o uso de antinflamatórios e repouso das articulações.
  • PREVENÇÃO:

    • Evitar o uso repetitivo das articulações, se possível usar um grampeador elétrico ou que ele seja acolchoado para evitar que a palma das mãos se force. A mesma coisa é válida para os carimbos. Também podem ser usadas luvas com gel para que amorteçam a batida contra a palma das mãos.

Epicondilite Lateral

  • O QUE É?

    • Essa doença é conhecida como tennis elbow (cotovelo de tênis) e é causada pela inflamação das pequenas protuberâncias dos ossos do cotovelos, os chamados epicôndilos. Neste caso, os ossos envolvidos são os epicôndilos laterais, ou seja, da parte de fora do braço. Apesar do nome, poucos tenistas apresentam essa doença, sendo mais comum em pessoas que trabalham levantando peso, donas de casa, pessoas que fazem trabalhos manuais e que trabalham em escritórios. Alguns músculos que promovem a retificação do punho e dos dedos são presos pelos tendões no epicôndilo lateral do cotovelo. Quando houver um uso excessivo dessas estruturas, começará a se desenvolver uma inflamação das mesmas, iniciando os sintomas de dor.

Epicondilite Lateral

  • DIAGNÓSTICO:

    • O paciente pode se queixar de dor aguda quando roda o antebraço. Em geral, a pessoa vai notando que a dor vai aumentando gradativamente conforme o uso das articulações, como ao abrir latas, ou ao abrir as fechaduras das portas ou mesmo quando vai parafusar alguma coisa. As outras doenças que causam inflamação e inchaço das juntas, como artrite, etc...devem ser afastadas.
  • TRATAMENTO:

    • Em geral é feito com o repouso da articulação em questão e com o uso de antinflamatórios. São úteis também os exercícios de alongamento do antebraço e músculos das mãos. Poderá ser usado um suporte para o antebraço, para reduzir a pressão na área afetada. Em casos mais graves, podem ser injetados corticóides no local afetado. Caso não haja melhora, poderá ser indicada cirurgia para alívio dos sintomas.

Doença de Quervain

  • O QUE É?

    • Essa doença decorre da inflamação dos tendões que passam pelo punho no lado do polegar. Se houver um uso excessivo dessa articulação, poderá ocorrer a inflamação desses tendões, dificultando o movimento do polegar e do punho, principalmente quando for pegar algum objeto ou rodar o punho. Em geral as pessoas que trabalham em escritório arquivando documentos, ou datilografando ou escrevendo a mão, em que há uso constante do polegar em direção ao dedo mínimo são as mais propensas a apresentar essa doença.
  • DIAGNÓSTICO:

    • O paciente irá revelar dor na região do polegar e punho, principalmente se estiver relacionada com profissões acima relacionadas. A manobra de Filkestein é em geral positiva, em que se segura a mão do paciente na parte das costas e leva-se o polegar em direção ao dedo mínimo e faz-se a flexão do punho. O paciente irá apresentar dor na região do punho que poderá se irradiar para o braço.

Doença de Quervain

  • TRATAMENTO:

    • O tratamento para a doença de Quervain consiste no uso de antinflamatórios e repouso da articulação envolvida.
  • PREVENÇÃO:

    • Procure relaxar as mãos durante o trabalho. Alterne o uso do polegar direito com o esquerdo quando for digitar a barra de espaço do computador ou máquina de escrever. Sempre sente-se confortavelmente, com os punhos sempre no mesmo nível das teclas. Procure usar canetas e lápis que sejam bem confortáveis nas mãos, para não forçar o polegar. Se você trabalha com uma atividade que faça movimentos de pinçamento, use luvas de borracha e alterne as mãos.

Artrite

  • Artrite é um termo genérico para aproximadamente 100 doenças que produzem ou uma inflamação no tecido conjuntivo (particularmente nas articulações), ou uma degeneração não-inflamatória desses tecidos. Ela afeta aproximadamente 350 milhões de pessoas no mundo todo. As formas mais comuns são a osteoartrite, uma doença degenerativa causada pelo uso e desgaste da articulação, e a artrite reumatóide, uma doença inflamatória resultante de uma alteração no sistema imunológico

O que é Osteoartrite?

    • Osteoartrite (OA) é uma doença degenerativa que ocorre quando a cartilagem da articulação que cobre a terminação do osso é danificada ou desgastada de forma irregular, tornando a movimentação daquela articulação extremamente difícil e dolorosa.
    • Ela normalmente atinge as articulações do pescoço, do quadril, do joelho e da coluna vertebral e é a causa mais comum de limitação funcional em pessoas idosas.
    • A osteoartrite, segundo estimativas, afeta 90% da população acima de 50 anos, prejudicando a sua capacidade de dirigir, fazer compras, caminhar, banhar-se e fazer outras atividades rotineiras, como subir escadas e abrir latas.
    • Segundo o Colégio Americano de Reumatologia (ACR), quase 70% das pessoas com mais de 70 anos tem sinais dessa doença, o que torna a osteoartrite a mais comum das artrites.

O que é Artrite Reumatóide?

  • A Artrite Reumatóide, uma doença inflamatória que se manifesta inicialmente nas articulações, afeta cerca de 1 a 2 % da população global e ocorre predominantemente em mulheres. Por razões ainda não bem esclarecidas, o organismo produz uma resposta imunológica contra todas as articulações, causando dor, edema, inflamação e erosões nos ossos e na cartilagem articular.

  • Com o correr do tempo, o paciente evolui para deformidades nestas articulações, acompanhadas de rigidez principalmente pela manhã, imobilidade e perda de movimentos juntamente com intensa dor. Em cerca de 40% dos pacientes que sofrem de formas mais agressivas desta doença, deformidades irreversíveis podem ocorrer, assim como sintomas sistêmicos envolvidos com a produção de um anticorpo chamado fator reumatóide, que é capaz de provocar danos em outros órgãos que não as articulações, como por exemplo o rim, o fígado e o pulmão.

  • Embora a artrite reumatóide mais comumente afete as mãos, punhos, joelhos e pés, ela também é comum no cotovelo, ombro, quadril e tornozelo. A maioria dos pacientes começa a apresentar os primeiros sintomas da doença em idades precoces, entre 25 e 40 anos, embora a artrite reumatóide possa ocorrer em qualquer idade, inclusive em crianças (artrite reumatóide juvenil).

Artrose

  • Artrose é a alteração destrutiva das cartilagens e do aparelho capsuloligamentar das articulações decorrente de um processo degenerativo não-inflamatório, que afeta especialmente as articulações que sustentam peso.

  • Tipos de Artrose:

    • A artrose primária é devida ao processo de envelhecimento dos tecido da articulação, que se manifesta de modo mais ou menos aparente a partir dos 40 anos. A cartilagem articular, que se encontra mal vascularizada e nutrida principalmente por embebição no líquido sinovial, perde progressivamente a sua elasticidade, desseca-se, desgasta-se, expõe o osso epifisário; essa necrose da cartilagem articular aparece nos pontos em que a pressão se apresenta máxima.
    • Na artrose secundária, o envelhecimento prematuro da cartilagem articular pode decorrer de um traumatismo que afetou as superfícies articulares, de microtraumatismos repetidos ou de um distúrbio estático que sobrecarrega a articulação, ou pode aparecer como seqüela de artrite séptica, poliartrite reumatóide, gota etc.
    • Com freqüência, essas formas secundárias são mais graves do que as formas primárias. 0 peso corporal excessivo explica a maior freqüência das artroses nos indivíduos obesos.

Bursite

  • O ombro possui grandes bolsas (bursas) para movimentos livres de atrito entre os tendões e seus tecidos subjacentes. Cada uma delas poderá inflamar-se, porque você esteve usando o ombro de forma errada durante alguma atividade ou devido a uma lesão num tendão ou em alguma das outras estruturas articulares, que causou irritação.

  • Toda vez que você move o ombro de modo a contrair ou irritar a bolsa inflamada há uma reação de dor. No topo do ombro, a bursite provoca dor quando você estende o braço lateralmente ou quando o volta para frente com a palma da mão virada para baixo. Estando a bursite localizada na parte posterior do ombro, a dor se manifesta pela torção do braço em ambas as direções. Pode haver também uma sensação de “mordida” num determinado ponto do movimento do ombro.

  • É difícil distinguir a dor da bursite e a de um estiramento de músculo ou tendão. A principal diferença é que a Segunda se manifesta pelo acionamento ou alongamento do músculo, ao passo que a primeira está relacionada com o movimento do ombro, mesmo estando você completamente relaxado, por exemplo se deixa os braços oscilarem à deriva na superfície da água numa piscina. A bursite pode tornar-se mais dolorosa, se o problema se agravar, mas a dor será sentida sempre no mesmo lugar, toda vez que a bolsa é contraída numa posição que a irrite.

Tipos de Bursite

  • Bursite Subdeltóidea Aguda:

    • A bursite subdeltóidea aguda é a causa mais freqüente da limitação da mobilidade articular que não respeita as proporções capsulares. Esta doença tem início súbito, atingindo seu apogeu em apenas três dias. O paciente refere dores de intensidade progressiva, inicialmente localizadas no ombro e projetando-se em seguida até o punho. O exame revela acentuada limitação da mobilidade. Esta afecção difere do padrão capsular pela limitação predominante da abdução, enquanto a rotação externa se revela praticamente normal. As dores costumam ser muito intensas durante os primeiros dez dias; a cura espontânea leva cerca de seis semanas. É perfeitamente possível que ocorra uma recaída dentro dos cinco anos seguintes, seja no mesmo ombro, seja no lado oposto. A calcificação do tendão do músculo supra-espinhal é capaz de provocar a bursite aguda, quando os sais de cálcio se distribuem de repente na luz da bolsa subdeltóidea.
    • A bursite aguda pode também ser a primeira manifestação de um processo reumático.
  • Bursite Subdeltóidea Crônica:

    • Pode ser primária ou secundária, em analogia ao que ocorre com afecções da articulação acrômio-clavicular. Todavia, cumpre assinalar que a bursite crônica não apresenta a continuação ou a seqüela tardia da bursite agida. Essa última é uma doença inteiramente à parte.
    • A bursite crônica “primária” pode ocorrer em qualquer período etário entre os 15 e 65 anos. Parece ser secundária a alguma outra afecção do ombro, geralmente de natureza degenerativa, a qual por si só não provoca sintomas.
    • A bursite crônica secundária é muito mais freqüente que a forma primária. Trata-se sempre de seqüela de alguma afecção do manguito, de alguma patologia da articulação acrômio-clavicular ou da presença de irregularidades no acrômio e/ou no grande tubérculo (após fratura, por exemplo).
  • Bursite Subcoracóide:

    • A bursite subcoracóide manifesta-se por limitação dolorosa da rotação interna e a abdução permanecem normais. A rotação externa é completa quando executada passivamente, no ombro mantido em abdução de 90 graus. Nesta afecção, a dor é mais intensa durante a adução passiva horizontal, praticada adiante do corpo.

Ciatalgia e Nervo Ciático

  • Ciatalgia é a dor que ocorre no trajeto no nervo ciático.

    • A causa mais comum no adulto é a compressão de uma das 5 raízes do mesmo por uma hérnia de disco intervertebral lombar.
    • A dor ocorre numa das pernas, ao longo do dermátomo que esta raiz corresponde (e que está comprimida), podendo ocorrer, também, alterações de sensibilidade (parestesias, dormências, agulhadas), alteração da força da musculatura que esta raiz inerva (miótomo) e alteração do reflexo.
    • Por exemplo, se a raiz comprometida for L4, haverá diminuição do reflexo do tendão patelar (aquela marteladinha que o dor dá no joelho do paciente...).

Outras causas para uma ciatalgia são:

  • neurite (como no herpes zoster, uma virose);

  • síndrome do piriforme (compressão do ciático ao passar sob este músculo);

  • tumores intravertebrais;

  • fraturas da coluna.

    • O tratamento depende do caso. Se for uma ciática por hérnia de disco, tentamos sempre o tratamento conservador, com medicamentos, repouso e fisioterapia. Este tratamento deve ser no mínimo por 4 a 6 semanas. A cirurgia é feita somente em casos em que não houve melhora, o paciente tem dor muito forte acompanhada das alterações neurológicas citadas acima, ou se ocorre piora do problema apesar do tratamento bem realizado. A única situação que uma hérnia de disco será operada de urgência é na chamada síndrome da cauda equina, onde uma volumosa hérnia comprime completamente todo o saco dural. O paciente, além da dor forte, terá incontinência vesical e intestinal.
    • Os exames complementares a serem solicitados são Rx, ex de laboratório e TC. A hérnia de disco não provoca dor nas costas. Isto é uma coisa importante, pois muitos pacientes com lombalgia e uma Tc que mostra a hérnia são operados com resultados muito ruins, pois a dor lombar permanece

COMO O ESTRESSE AFETA A PESSOA HUMANA?

  • Em geral o estresse se manifesta em 3 fases distintas:

    • Reação Aguda ao Estresse, é desencadeada sempre que nosso cérebro, independentemente de nossa vontade, interpreta alguma situação como ameaçadora.
    • Fase de Resistência, acontece quando a tensão se acumula, e sua principal característica são flutuações no nosso modo habitual de ser e maior facilidade para termos novas reações agudas.
    • Fase de Exaustão, há uma queda acentuada de nossos mecanismos de defesa.

Fiibromialgia

  • Fibromialgia - Significa, literalmente, "dor nos músculos e nos tecidos fibrosos" (ligamento e tendões). A doença se caracteriza por uma dor espalhada por todo o corpo.

  • Sempre existiu, mas só foi oficialmente reconhecida em 1981, num congresso de medicina nos Estados Unidos.

  • Sintomas:

    • Dores: Começam numa área especifica - o ombro ou a coluna lombar, por exemplo - e depois se estendem para o corpo.
    • Rigidez generalizada do corpo, ao se levantar de manhã e inchação nas mãos e nos pés. Também se notam formigamentos nas mãos.
    • Cansaço: se mantém durante quase todo o dia, semelhante à fadiga crônica. A vitima se sente como se estivesse totalmente sem energia. Sofre enxaquecas, dores na menstruação e secura na boca.
    • Ansiedade e depressão.
    • Insônia: com dores pelo corpo todo, a pessoa não encontra uma posição confortável para dormir.

Fibromialgia

  • A Incidência:

    • As mulheres são as maiores vítimas da fibromialgia. Esta doença é oito vezes mais freqüente em mulheres do que em homens.
  • Causas:

    • O que produz a dor - o ser humano tem mecanismo para sentir dores e para se proteger delas. O mecanismo que regula a sensação de dor é uma substância chamada serotonina.
    • Numa pessoa saudável, quando o corpo se exercita, ou se movimenta, o organismo produz automaticamente a serotonina para proteger os músculos de dores.
    • Quem tem fibromialgia produz - por motivos que a ciência ainda não sabe explicar - pouca serotonina. Assim basta uma pequena sobrecarga das articulações, uma leve movimentação do corpo, para que a dor comece.
  • Fatores que desencadeiam a doença:

    • Externos - Clima úmido, sedentarismo (falta de exercícios) postura incorreta.
    • Internos - Depressão, ansiedade e problemas emocionais

Como reconhecer?

  • Diagnóstico:

    • O exame é feito com o tato pois a vítima tem um nódulo (caroço) na junção entre o nervo e o músculo. O nódulo funciona como um "ponto de gatilho" da dor: ou seja, sempre que ele é pressionado surgem dores.
    • O médico só consegue identificar a enfermidade pressionando, com o polegar, 18 pontos pré-estabelecidos do corpo. Se pelo menos 11 pontos estiverem doloridos, a doença é diagnosticada.

Os pontos estão localizados...

  • A - Occipital - inserção do músculo occiptal

  • B - Cervical baixa - face anterior no espaço intertransverso de C5-C7

  • C - Trapézio - ponto médio da borda superior

  • D - Segunda costela - junção da segunda costocondral

  • E -Supraespinhoso - acima da borda medial da espinha da escápula

  • F - Epicôndilo lateral - a 2 cm do epicôndilo

  • G - Gluteos - quadrante lateral e superior das nádegas

  • H - Grande trocanter - posterior à proeminência trocantérica

  • I - Joelho - região medial próxima à linha do joelho

Tratamento x Atividades Sugeridas

  • Tratamento:

    • Antes de tudo é preciso manter hábitos saudáveis, como procurar dormir bem. Isto é fundamental na terapia. O lado psicológico não pode ser esquecido: o paciente precisa ocupar seu tempo com atividades que o façam ser útil, para não se entregar à doença e recuperar o prazer de viver.
  • Atividades Sugeridas:

    • A natação é um dos melhores exercícios porque movimenta o corpo todo. A água deve ser morna.
    • A hidroginástica é importante. Á água também deve ser morna, pois na água fria o paciente não consegue suportar as dores.
    • A massagem é um bom tratamento, desde que seja leve, sem pressionar demais os músculos para não agravar as dores.
    • Na ginástica, o exercício de alongamento é um dos mais indicados para combater a doença.

Stress

  • O QUE É ESTRESSE?

    • Estresse é um termo retirado da física, e significa qualquer força que aplicada sobre um sistema, leva à sua deformação ou destruição. Aplicando-se o termo ao homem vê-se que estresse é qualquer estímulo que afeta negativamente a pessoa humana. Aí surge a pergunta: o que é afetar negativamente o homem?
    • Na verdade, existem vários tipos de estímulos. Para nossos objetivos, dividimos os estímulos em absolutos e relativos absolutos - como ruído, falta de oxigênio, pressão física. relativos - como todas as nossas dificuldades no dia a dia. São relativos porque não dependem tanto de "quanto" ou mesmo da "natureza" do problema, mas sim da maneira como são interpretados.

CANSAÇO ESTRESSE

  • Cansaço nem sempre é uma coisa ruim. Todos nós já vivenciamos situações em que no final do dia o corpo pedia um banho e uma cama, mas havia uma clara sensação de bem estar. Em geral uma atividade pode se tornar muito gratificante quando possui um significado especial para a pessoa e quando oferece desafios à altura das nossas capacidades. No entanto, existem diversas outras pressões que podem estar provocando um desgaste desnecessário.

  • Se você estiver vivendo pressões que não diminuem, com situações que mobilizam seu corpo para lutar ou fugir várias vezes ao dia, ou ainda com um saldo negativo em matéria de vazão das reações de alarme, seu corpo vai avisar que o estresse está acontecendo. Pode ser que você mesmo perceba. Mas pode ser necessário que alguém lhe aponte o alarme. Por isso, é sempre interessante prestar atenção às observações de pessoas íntimas. Mesmo que não esteja no momento com os sintomas, é muito importante conhecê-los para saber o ponto em que será necessário desacelerar o ritmo.

Depressão

  • O que é Depressão?

    • A depressão é uma síndrome clínica constituída de sintomas básicos, tais como: humor básico deprimido, inibição mental, inibição do impulso vital e transtornos do sono. Além destes, podem ocorrer os sintomas chamados associados, que são: ansiedade, transtornos do caráter e perturbações físicas. Os quadros clínicos dos estados depressivos são muito variados, de acordo com a predominância deste ou daquele sintoma.

  • "Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.

  • Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura."

  • Charles Chaplin

Comentários