Quimica i - experimentos no laboratório

Quimica i - experimentos no laboratório

(Parte 1 de 7)

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS – UNILESTEMG

Práticas de Química Geral 1

CURSOS DE ENGENHARIAS

1º SEMESTRE DE 2009

5ª edição

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS – UNILESTEMG

PRÁTICAS DE QUÍMICA GERAL 1

5ª Edição elaborada por:

Profª Maria Cândida de Oliveira Bello Corrêa

Profª Rosangela Maria Vitor Paranhos

Prof Ricardo França Furtado da Costa

2008

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Prefácio

O trabalho experimental é um dos alicerces para o ensino e para a compreensão dos fenômenos químicos. As experiências descritas nesta apostila procuram dar ao aluno uma visão clara dos principais fenômenos relacionados como aprendizado da Química, incluindo as técnicas básicas e noções gerais sobre segurança no laboratório.

Os autores

Profª Maria Cândida de Oliveira Bello Corrêa

Profª Rosangela Maria Vitor Paranhos

Profº Ricardo França Furtado da Costa

“Não é possível obter um seguro conhecimento de Química simplesmente estudando teoria Química.

A Química é uma ciência essencialmente descritiva, que só pode ser aprendida através do conhecimento de fatos experimentais.

Assim você deve aprender o máximo de Química da sua própria experiência no laboratório e das próprias observações sobre as substâncias e as reações químicas que você encontra em cada passo.”

LINUS PAULING

SUMÁRIO

Informações Gerais 1

Elaboração de um Relatório 5

Equipamentos Básicos de Laboratório 7

Experiência 01 Introdução às Técnicas de Laboratório (Medidas de Volume) 12

Experiência 02 Introdução às Técnicas de Laboratório (Bico de Bunsen) 16

Experiência 03 Identificação de Amostras Sólidas e Líquidas 19

Experiência 04 Estudo de Ácidos e Bases 24

Experiência 05 Estequiometria nas Reações 28

Experiência 06 Reações Químicas 31

Experiência 07 Reações de Oxi-Redução 34

Experiência 08 Eletrólise de Soluções Aquosas 37

Experiência 09 Pilhas Galvânicas 40

Informações Gerais

Introdução

As atividades propostas para a parte experimental da disciplina Química Geral 1 visam a proporcionar ao aluno a oportunidade para trabalhar com autonomia e segurança em um laboratório de química. Procurar-se-á, para isto, não apenas desenvolver a habilidade no manuseio de reagentes e aparelhagens, mas também criar condições para uma avaliação crítica dos experimentos realizados.

Dinâmica das Aulas Práticas

  • leitura com antecedência, pelos alunos, do assunto a ser abordado na aula;

  • discussão inicial, com o professor, dos aspectos teóricos e práticos relevantes;

  • execução pelos alunos dos experimentos utilizando guias práticos;

  • interpretação e discussão dos resultados juntamente com o professor;

  • apresentação dos resultados de cada experimento em relatório.

Avaliação

Ao longo do curso, o aluno será avaliado da seguinte forma:

  • Avaliações periódicas;

  • Relatórios;

  • Pesquisa;

  • Participação.

Procurar-se-á avaliar:

  • A correção e clareza na redação de relatórios;

  • A capacidade para trabalhar com independência e eficiência durante as aulas práticas;

  • O aproveitamento na associação de conceitos teóricos e práticos através de testes e exercícios escritos;

  • Cumprimento dos prazos determinados.

A distribuição detalhada dos pontos consta do cronograma do curso, apresentado ao aluno no início do semestre.

Funcionamento do Laboratório

O Setor de Química do UnilesteMG conta com três laboratórios para aulas práticas atendendo às disciplinas:

  • Química Geral 1;

  • Química Experimental Geral

  • Química Orgânica.

Segurança no Laboratório

É muito importante que todas as pessoas que lidam num laboratório tenham uma noção bastante clara dos riscos existentes e de como diminuí-los. Nunca é demais repetir que o melhor combate aos acidentes é a sua prevenção. O descuido de uma única pessoa pode por em risco todos os demais no laboratório. Por esta razão, as normas de segurança descritas abaixo terão seu cumprimento exigido. Acima disto, porém, espera-se que todos tomem consciência da importância de se trabalhar em segurança, do que só resultarão benefícios para todos.

  1. Será exigido de todos os estudantes e professores o uso de jaleco ou guarda-pó no laboratório. A não observância desta norma gera roupas furadas por agentes corrosivos, queimaduras, etc.

  2. Os alunos não devem tentar nenhuma reação não especificada pelo professor. Reações desconhecidas podem causar resultados desagradáveis.

  3. É terminantemente proibido fumar em qualquer laboratório.

  4. É proibido trazer comida ou bebida para o laboratório, por razões óbvias. Da mesma forma, não se deve provar qualquer substância do laboratório, mesmo que inofensiva.

  5. Cuidado com lentes de contato quando estiver trabalhando em laboratórios, devido ao perigo de, num acidente, ocorrer a retenção de líquido corrosivo entre a lente e a córnea.

  6. Não se deve cheirar um reagente diretamente. Os vapores devem ser abanados em direção ao nariz, enquanto se segura o frasco com a outra mão.

  7. Não usar sandálias no laboratório. Usar sempre algum tipo de calçado que cubra todo o pé.

  8. Não use roupas de tecido sintético, facilmente inflamáveis.

  9. Nunca acender um bico de gás quando alguém no laboratório estiver usando algum solvente orgânico. Os vapores de solventes voláteis, como éter etílico, podem se deslocar através de longas distâncias e se inflamar facilmente.

  10. Não deixar livros, blusas, etc., jogadas nas bancadas. Ao contrário, colocá-los longe de onde se executam as operações.

  11. Não pipetar nenhum tipo de produto com a boca (exceto se orientado pelo professor).

  12. Não leve as mãos à boca ou aos olhos quando estiver trabalhando com produtos químicos.

  13. Fechar cuidadosamente as torneiras dos bicos de gás depois de seu uso.

  14. Não aquecer tubos de ensaio com a boca virada para o seu lado, nem para o lado de outra pessoa.

  15. Use equipamentos apropriados nas operações que apresentarem riscos potenciais.

  16. Não aquecer reagentes em sistemas fechados.

  17. Feche todas as gavetas e portas que abrir.

  18. Planeje o trabalho a ser realizado.

  19. Verifique as condições da aparelhagem. Não trabalhar com material imperfeito ou defeituoso, principalmente com vidro que tenha pontas ou arestas cortantes.

  20. Conheça a periculosidade dos produtos químicos.

  21. Aprender a localização e a utilização do extintor de incêndio existente no corredor.

  22. Mantenha as bancadas sempre limpas e livres de materiais estranhos ao trabalho.

  23. Jogue papéis usados e materiais inservíveis no lixo somente quando não apresentar riscos.

  24. Utilize a capela ao trabalhar com reações que liberem fumos venenosos ou irritantes.

  25. Em caso de derramamento de produtos tóxicos, inflamáveis ou corrosivos, tomar as seguintes precauções:

    • Parar o trabalho, isolando na medida do possível a área;

    • Advertir pessoas próximas sobre o ocorrido;

    • Só efetuar a limpeza após consultar a ficha de emergência do produto;

    • Alertar o professor;

    • Verificar e corrigir a causa do problema;

    • No caso de envolvimento de pessoas, lavar o local atingido com água corrente e procurar o serviço médico.

  26. Saber tomar certas iniciativas em caso de pequenos acidentes. Exemplos:

  • Todas as vezes que ocorrer um acidente com algum aparelho elétrico (centrífuga, por exemplo), puxar imediatamente o pino da tomada;

  • Cuidado com mercúrio entornado (de termômetros quebrados, por exemplo). O mercúrio, além de corrosivo, é muito tóxico. Deve-se coletá-lo ou cobri-lo com enxofre ou zinco em pó;

  • Procurar conhecer a toxidez dos vários reagentes usados e tratá-los com a devida seriedade;

  • Lembrar que em caso de incêndio, na ausência de um extintor, um guarda-pó pode servir como um cobertor para abafar as chamas.

  1. Comunicar imediatamente ao professor qualquer acidente ocorrido.

  2. Finalmente, lembrar que a atenção adequada ao trabalho evita a grande maioria dos acidentes. É muito importante ter a certeza de que se sabe perfeitamente bem o que se está fazendo.

Materiais de vidro e conexões

  1. Ao usar material de vidro, verifique sua condição. Lembre-se que o vidro quente tem a mesma aparência que a do vidro frio. Qualquer material de vidro trincado deve ser rejeitado e comunicado ao professor ou monitor.

  2. Vidros quebrados devem ser entregues ao professor ou monitor, para o descarte em local apropriado.

  3. Use sempre um pedaço de pano protegendo a mão quando estiver cortando vidro ou introduzindo-o em orifícios. Antes de inserir tubos de vidro em tubos de borracha ou rolhas lubrifique-os.

  4. Tenha cuidado especial ao trabalhar com sistemas sob vácuo ou pressão. Dessecadores sob vácuo devem ser protegidos com fita adesiva e colocados em grades de proteção próprias.

A Realização de Experimentos

  1. Nunca despejar água num ácido, mas sim o ácido sobre a água. Além disso, o ácido deve ser adicionado lentamente, com agitação constante.

  2. A destilação de solventes, a manipulação de ácidos e compostos tóxicos e as reações que exalem gases tóxicos são operações que devem ser realizadas em capelas, com boa exaustão.

  3. O último usuário, ao sair do laboratório, deve desligar tudo e desconectar os aparelhos da rede elétrica.

Os Resíduos

Os resíduos aquosos ácidos ou básicos devem ser neutralizados na pia antes do descarte, e só então descartados. Para o descarte de metais pesados, metais alcalinos e de outros resíduos, consulte antecipadamente a bibliografia adequada.

Elaboração de um Relatório

Introdução

Um dos objetivos de ensino de uma disciplina experimental introdutória é ensinar a redigir relatórios. A elaboração de relatórios é um procedimento bastante corriqueiro durante o exercício de qualquer profissão técnico-científica e, em certos casos, essa habilidade chega a ser usada como uma medida de capacidade profissional. Ser um bom profissional envolve também saber transmitir a outros os resultados de um trabalho. Espera-se que, aos poucos, cada um dos alunos adquira a habilidade de redigir bons relatórios. A seguir, são dadas algumas orientações sobre a redação de relatórios científicos, que devem ser seguidas na elaboração dos relatórios referentes às diferentes experiências realizadas.

Estilo Impessoal e Necessidade de Clareza

É praxe redigir relatórios de uma forma impessoal, utilizando-se a voz passiva no tempo passado, pois se relata algo que já foi feito. Assim, para relatar a determinação da massa de algumas amostras sólidas, pode-se escrever:

a)"A massa das amostras sólidas maciças foi determinada utilizando-se uma balança..."; ou

b)"Determinou-se a massa das amostras sólidas maciças utilizando-se uma balança...”

Não se deve usar formas como: "Eu determinei a massa..." ou "Pesei as amostras..."; sempre evite a forma pessoal.

Outro aspecto muito importante é ter sempre em mente que as pessoas que eventualmente lerão o relatório poderão não ter tido nenhuma informação prévia sobre aquilo que está sendo relatado. Isto significa que o relato do que foi feito deve ser realizado de modo que qualquer pessoa que leia o relatório consiga efetivamente entender o que foi feito e como.

As Partes de um Relatório

Um bom relatório deve ser curto, de linguagem correta e não prolixo ou ambíguo. As idéias devem ser expressas de maneira clara, concisa e em bom estilo de linguagem.

O relatório deve conter os seguintes itens:

IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO

Nome, turma, nome do professor e data.

TÍTULO DA EXPERIÊNCIA

Através de um título, que pode ser o mesmo já contido no material referente à experiência, deve-se explicitar o problema resolvido através da experiência realizada.

OBJETIVOS ou JUSTIFICATIVA

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