manutençao industrial

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5. PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO:

5.1 INTRODUÇÃO

A organização da manutenção era conceituada, até há pouco tempo, como planejamento e administração dos recursos para a adequação à carga de trabalho esperada. A conceituação, no entanto, tornou-se mais ampla:

O gráfico da figura 5.1 ilustra o aumento do percentual efetivo da manutenção em decorrência direta dos conceitos acima:

PROJETO: APOSTILA VIRTUAL DISCIPLINA: ELE339 -MANUTENÇÃO ELÉTRICA INDUSTRIAL ORIENTADOR: JOÃO MARIA CAMARA

CRISLUCI KARINA SOUZA SANTOS

a.A organização da manutenção de qualquer empresa deve estar voltada para a gerência e a solução dos problemas na produção, de modo que a empresa seja competitiva no mercado. b.A Manutenção é uma atividade estruturada da empresa, integrada às demais atividades, que fornece soluções buscando maximizar os resultados.

Fig. 5.1 -Evolução do percentual da Manutenção.

Nota-se pelo gráfico acima, uma maior participação de pessoal contratado no efetivo total da manutenção, função do desenvolvimento das formas de contratação de empresas voltadas para a atividade.

5.2 CUSTOS Antigamente, quando se falava em custos de manutenção a maioria dos gerentes achava que:

No Brasil, o custo da manutenção em relação ao faturamento das empresas vem apresentando uma tendência de queda, situando-se em 1997 em 4,39%. O gráfico a seguir mostra essa evolução (Fonte: ABRAMAN -Associação Brasileira de Manutenção):

não havia meios de controlar os custos da manutenção; a manutenção, em si, tinha um custo muito alto;

os custos e manutenção oneravam, e muito, o produto final.

Fig. 5.2 -Custos da Manutenção no Brasil. A composição os custos de manutenção, para o ano e 1995 está mostrada no gráfico 5.3, a seguir.

Fig. 5.3 -custos de manutenção para 1995.

Para fins de controle, podemos classificar os custos de manutenção em três grandes famílias:

CUSTOS DIRETOSSão aqueles necessários para manter os equipamentos em operação. Neles se incluem: manutenção preventiva, inspeções regulares, manutenção preditiva, detectiva, custos de

O acompanhamento de custos, um dos itens de controle na manutenção, deve ser colocado na forma de gráfico para fácil visualização, mostrando pelo menos:

É fundamental que cada especialidade da manutenção faça um controle e custos, independente do modo que a estrutura organizacional as agrupa ou divide.

Outro aspecto importantíssimo nos custos de manutenção é:

O gráfico 5.4 representa bem esta afirmação, e mostra que existe um compromisso entre o nível de manutenção, a disponibilidade operacional e os custos. Desse modo pode-se estabelecer um nível ótimo de intervenção que varia para cada tipo de instalação ou equipamento.

reparos ou revisões e manutenção corretiva de uma maneira geral.

CUSTOS DE PERDASão os custos oriundos de perda de produção, causados:

pela falha do equipamento principal sem que o equipamento reserva, quando existir, estivesse disponível para manter a unidade produzindo;

pela falha do equipamento, cuja causa determinante tenha sido ação imprópria da manutenção.

CUSTOS INDIRETOSSão aqueles relacionados com a estrutura gerencial e de apoio administrativo, custos com análises e estudos e melhoria, engenharia de manutenção, supervisão, dentre outros.

previsão de custos mês a mês; realização -quanto foi efetivamente gasto em cada mês;

realizado no ano anterior (ou anos anteriores);

benchmark-qual a referência mundial, isto é, valores da empresa que tem o menor custo de manutenção nesse tipo de instalação.

Fig. 5.4 -Relação Custos -Disponibilidade -Nível de Manutenção.

5.3 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA MANUTENÇÃO SUBORDINAÇÃO

De um modo geral, o gerente da manutenção se reporta diretamente à gerência, superintendência ou diretoria da planta, unidade operacional ou unidade organizacional, ou seja, está ligado ao primeiro escalão gerencial.

CENTRALIZADAO próprio nome sugere: a manutenção é centralizada em torno de uma equipe. Vantagens:

A eficiência global é maior do que na descentralizada, pela maior flexibilidade na alocação da mão-de-obra em vários locais da planta, os quais acabam desenvolvendo maiores habilidades. O efetivo de manutenção tende a ser bem menor.

A utilização de equipamentos e instrumentos é maior e normalmente podem ser adquiridos em menor número. A estrutura de manutenção é muito mais enxuta.

Desvantagens:

A supervisão dos serviços costuma ser mais difícil, pela necessidade de deslocamentos a várias frentes de serviço, por vezes distantes umas das outras.

O desenvolvimento de especialistas que entendam os equipamentos com a profundidade necessária demanda mais tempo do que na descentralizada.

Maiores custos com facilidades como transporte em plantas que ocupam maiores áreas. Favorece a aplicação da polivalência.

DESCENTRALIZADAOcorre o contrário do caso anterior, de modo que as vantagens de uma passam a ser

No Brasil, a forma de atuação é mostrada no gráfico da figura 5.6:

Fig. 5.6 -Evolução das Formas e Atuação da Manutenção no Brasil. ESTRUTURAS DE MANUTENÇÃO

A estrutura organizacional da manutenção pode apresentar-se e três formas:

5.4 PRIORIDADE DA MANUTENÇÃO desvantagens na outra e vice-versa. A principal vantagem é a cooperação entre operação e manutenção, de modo que exista espírito de equipe.

MISTACombina as duas formas anteriores. É muito bem aplicada em plantas grandes ou muito grandes, proporcionando as vantagens da manutenção centralizada e descentralizada.

a.Em linha direta, numa estrutura convencional (Fig. 5.5). b.Em estrutura matricial; c.Em estrutura mista, a partir da formação de times.

Tabela de Classificação de Prioridades para Manutenção Impacto da FalhaPRIORIDADE

Programação imediata

Equipamentos s/ reserva cujas falhas provocam paradas de unidades de processo, vazamentos, agressão ao M.Amb., Perda de Qualidade, Não

Equipamentos s/ reserva cujas falhas provocam paradas de sistemas

Equipamentos c/ reserva operando em condições precárias, cujas falhas provoquem; Paradas de sistemas ou unidades de processo, Perda de qualidade

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