Apostila Desenho Tecnico

Apostila Desenho Tecnico

Prof. Dr. EDISON ROBERTO POLETI 2003

1. Noções Fundamentais para o Desenho Técnico01
1.1 Definição01
1.2 Instrumental Básico01
1.2.1 Através de pranchetas01
1.2.2 Através de Computador01
1.3 Normas Técnicas01
1.4 Associação Brasileira de Normas Técnicas01
1.4.1 Formatos de papel01
1.4.2 Módulo02
1.4.3 Pranchas ou folhas de desenho02
1.4.4 Dobradura das folhas03
1.4.5 Escala03
1.4.5.1 De Redução03
1.4.5.2 De Ampliação03
1.4.5.3 Escalas Usuais04
1.4.5.4 Escalas Numéricas04
1.4.5.5 Escalas Gráficas04
1.4.6 Letras e algarismos05
1.4.7 Legenda05
1.4.7.1 Modelo de legenda05
1.4.7.2 Preenchimento de legenda05
1.4.8 Linhas e espessuras06
1.5 Instrumental Básico e seu funcionamento07
2 Teoria das projeções08
2.1 Projeções ortogonais08
2.1.1 Plano de Vista Superior ou Horizontal de projeção (PVs ou PH)08
2.1.2 Plano de Vista Frontal ou Vertical de projeção (PVf ou PF)09
2.1.3 Plano de Vista Lateral ou de Perfil (PVL ou P)09
2.1.4 Plano de Vista em Corte de projeção (PVc ou PC)10
2.1.5 Exercícios1
2.1.6 Denominações dadas em projetos arquitetônicos13

1. Noções Fundamentais para o Desenho Técnico

1.1 Definição

Desenho é a representação gráfica onde se entendem tanto os projetistas de um objeto, quanto a quem o realiza.

¾ Esquadros de 45º e 60º ¾ Escalímetro, régua milimetrada

¾ Régua “T” ou Paralela ou Tecnígrafo

¾ Lapiseira, borracha, fita adesiva

¾ Compasso, gabaritos

¾ Papel cartão, Manteiga, Vegetal, Poliéster etc.

1.2.2 Através de Computador ¾ Uso de softwares aplicativos (CAD, CAD Design, CAD Map, etc)

1.3 Normas Técnicas

ASA = Americam Standart Association JIM = Japan International Norm

DIN = Deutsche Indrustrie Normen

ABNT = Associação Brasileira de Normas Técnicas

1.4 Associação Brasileira de Normas Técnicas 1.4.1 Formatos de Papel

O formato básico de papel designado de A0 (A zero) considera um retângulo de 841 m (x) por 1.189 m (y) correspondente a 1 m² de área. Deste formato derivam-se os demais formatos na relação y = x2, conforme quadro abaixo:

A1 = 594 x841 m
A2 = 420 x594 m
A3 = 297 x420 m
A4 = 210 x297 m

A0 = 841 x 1.189 m yY = 1.189 m A0

X = 841 m

A3 A2

Unidade empregada nos desenhos arquitetônicos, mecânicos, topográficos, etc e que tem a finalidade de definir as denominadas “Pranchas” ou “Folhas” de desenho. É considerado um módulo o formato “A4” com as dimensões 210 m (x) por 297 m (y) o qual representa o tamanho de uma folha papel ofício.

1.4.3 Pranchas ou folhas de desenho

variar até o limite do papel de mercado (1200 m)

Normalmente empregam-se as denominadas “pranchas” ou “folhas” de desenho utilizando-se de vários módulos “A4”, cujas áreas variam da normalização citada. Esta adequação permite variar o tamanho da folha de desenho em função do desenho desejado, contribuindo em diminuição de espaço em branco. Procura-se empregar as medidas na horizontal (x) em módulos ímpares (185 m), enquanto que, na vertical (y) esta medida pode Margem externa “corte”

25 10175 185 175 10

Margem interna “desenho”

Legenda

Arquivamento

Módulo A4

1.4.4 Dobradura das folhas

Para facilitar o arquivamento executa-se o dobramento das folhas de tal maneira que o resultado final é a dimensão da folha do módulo “A4” (folha do papel ofício igual a 210 x 297 m). Se a modulação em x empregada for em número ímpar, tem-se uma dobradura perfeita, enquanto que, se for par haverá uma medida menor que um módulo resultando em uma dobragem denominada de “falsa”.

Escala é a relação entre as dimensões representadas no desenho e as dimensões reais do objeto.

1: 200
DesenhoReal

Quando o objeto a ser representado for muito grande, não podendo ser desenhado no tamanho natural, deve-se reduzir.

1.4.5.2. De Ampliação

Quando o objeto a ser representado for muito pequeno, este deverá ser ampliado.

Em arquitetura normalmente empregam-se as escalas de redução, uma vez que as medidas reais geralmente são grandes.

Condições básicas na escolha da escala

¾ O tamanho do objeto a representar ¾ As dimensões do papel disponível

¾ A clareza e a precisão do desenho

Construção Civil1:50, 1:100, 1:200
Obras de Engenharia1:500, 1:1.0, 1:2.0
Plantas de Cidades1:2.0, 1:5.0, 1:10.0
Cartas do IBGE1:10.0, 1:25.0, 1:50.0
Mapas1:100.0, 1:10.0.0

1.4.5.3 Escalas Usuais

¾ forma de proporção1/100; 1/200; 1/125
¾ proporção ordinária1:100; 1:200; 1:125
1/E = d/Donde : e = escala desejada

1.4.5.4 Escalas Numéricas A escala numérica é dada pela expressão: d = medida do desenho D = medida real

Ex: A medida real (D) é igual a 35 metros e a medida no papel (d) é
iguala 35 cm. Qual é a escala do desenho?
1/E = 0,35/ 35E = 1:100

1.4.5.5 Escalas Gráficas

É a representação gráfica da escala numérica. Ela controla as variações que ocorrem nas ampliações, reduções, dilatação do papel etc, mantendo sempre a mesma proporcionalidade.

Conceitos:

D = U/Ee d = D/10
Onde :D = Divisão Principal (cm)

U = Unidade escolhida (km, m, cm etc) E = Escala da planta (1:1.0) d = talão de escala (espaço inicial da escala ÷10 pares)

Os tipos de letras e algarismos empregados devem ser bem legíveis, de rápida execução e de tamanho adequados ao desenho.

No desenho através de pranchetas utiliza-se da caligrafia normografada (uso de réguas normógrafos, aranha e canetas a nanquim). Empregam-se também, em certos desenhos, a caligrafia técnica vertical ou inclinada.

No desenho atual via computador trabalha-se com caligrafias definidas pelos softwares.

A legenda é um quadro que deve ser apresentado no canto inferior à direita, com a finalidade de fornecer todas as informações para uma consulta rápida de identificação e interpretação do desenho.

1.4.7.1 Modelo de legenda

Disciplina : Escala:
Data: Título :

Turma :

Aluna: RA :

1.4.7.2 Preenchimento de legenda Exemplo 1 :

Escala: 1:50
Data: 04/02/02 Título : Projeções Ortogonais

Disciplina : Desenho Técnico ST 103

Aluna: Bruna Medeiros RA : 025555

Turma : A

Deve constar :

¾ Título do projeto ¾ Numeração da obra e arquivamento

¾ Denominação da obra

¾ Nome do proprietário

¾ Localização do imóvel (logradouro, bairro, cidade, estado)

¾ Escalas utilizadas

¾ Data

¾ Áreas (construção, demolição, livres, total, etc)

¾ Desenhista (nome, data, assinatura)

¾ Engenheiro responsável (Nome, CREA, ART, RM, RO) ¾ Outros

Obra n°045/02 Projeto

Exemplo 2 :

ARQUITETÔNICO Arquivo n ° DWG/045

Data05/02/02

Denominação : Residencial

Localização : Av. Fabrício Vampré 215

Jardim Nova Itália Limeira - SP

Proprietário : Ernesto Brumer

Áreas m2

Construção188,40
Livre1,60
Total30,0
Escala1 : 100 Eng° Responsável

Eng° Roberto de Andrade CREA 0056700874

Registros

Em todo desenho deve-se empregar uma variância de tipos de linhas e espessuras, permitindo adequar o que é mais importante a ser destacado na visualização, sendo recomendado adotá-las segundo as convenções estabelecidas pelas normalizações.

Tipos de linha

Cheia

Interrompida

Traço e ponto

Espessuras

¾ Média

¾ Grossa ¾ Fina

7 1.5 Instrumental Básico e seu funcionamento

2. Teoria das projeções

É tarefa dos engenheiros elaborar projetos e dirigir suas construções. Para desenhar e transmitir cada detalhe é necessário preparar descrições que mostrem os aspectos construtivos das “formas e das dimensões” do objeto. A expressão gráfica é o método fundamental de comunicação entre os projetistas e o construtor.

Os métodos projetivos empregados para facilitar os entendimentos entre o projetista e o construtor são as projeções ortogonais, as perspectivas e a visão tridimensional.

2.1 Projeções ortogonais

Consiste em uma ou mais vistas, separadas e tomadas de posições diferentes (vistas), geralmente em ângulos retos entre si, dadas por perpendiculares do objeto ao plano de projeção. Cada vista mostra a forma do objeto a partir de um plano de visão.

2.1.1. Plano de Vista Superior ou Horizontal de projeção (PVs ou PH)

Esta projeção produz a “vista superior” do objeto ou a de “cima”. O observador se posiciona acima do objeto e tem uma visão das dimensões do objeto (largura e comprimento).

Figura 1: Vista Superior

2.1.2 Plano de Vista Frontal ou Vertical de projeção (PVf ou PF)

Produz a “vista de frente” do objeto O observador se posiciona frontalmente ao objeto e tem a visão das alturas do objeto. Também é denominada de “fachada” ou “elevação”

Figura 2 : Vista Frontal

2.1.3 Plano de Vista Lateral ou de Perfil (PVL ou P)

Nesta projeção tem-se a “vista lateral” do objeto. O observador se posiciona ao lado do objeto (à direita ou à esquerda) e tem também a visão das alturas.

Figura 3 : Vista Lateral

2.1.4 Plano de Vista em Corte de projeção (PVc ou PC)

informações

Esta projeção produz a “vista vertical” cortando o objeto. O observador se posiciona internamente e tem uma visão frontal do detalhamento interno (construções), podendo este estar em qualquer lugar de visão, tanto no comprimento quanto na largura, normalmente sempre onde há o maior detalhamento de Exemplos de projeções ortogonais:

Figura 4 : Objeto 1

12 LISTA 2

2.1.6 Denominações dadas em projetos arquitetônicos

O posicionamento do observador define o plano de projeção desejado - Plano Horizontal, Plano Vertical e Plano de Perfil os quais recebem as seguintes denominações:

a) Plano Horizontal = PLANTA

m de altura em relação ao piso
m de altura em relação ao piso

Define a vista de cima, posicionado na altura que melhor represente as diversas dimensões (comprimento e largura) do objeto, usualmente a 1,50 Define a vista de cima, posicionado na altura que melhor represente as diversas dimensões (comprimento e largura) do objeto, usualmente a 1,50

b) Plano Vertical interno = CORTES Vista do detalhamento interno em comprimento e altura

c) Plano Perfil frontal = FACHADA Representa a vista externa do objeto.

3. Bibliografia

• BACHMANN, A. e FORBERG, R. - DESENHO TÉCNICO - Porto Alegre - Editora Globo

• CYRILLO, L. F. e SAFADI, R. S. - COLETÂNEA PROJETOS DE 100 a 200 m2 Casa Dois Editora - São Paulo

• FERLINI, P. de B. - NORMAS PARA O DESENHO TÉCNICO - Rio de Janeiro Ed. Globo

• FRENCH, T.E. - DESENHO TÉCNICO - Porto Alegre - Editora Globo

• MACHADO, A. - O DESENHO NA PRÁTICA DA ENGENHAIRA - SP - Ed. Cupolo Ltda

• MONTENEGRO, G.A. - DESENHO ARQUITETÔNICO - SP - Ed. Edgard Blucher Ltda

• NEIZEL, E. - DESENHO TÉCNICO PARA A CONSTRUÇÃO CIVIL - SP - Vol I e I EDUSP

• NEUFERT, E. - ARTE DE PROJETAR EM ARQUITETURA - Barcelona - Ed. Gustavo Gilli

• OBERG, L. - DESENHO ARQUITETÔNICO - SP - Editora Ao Livro Técnico SA

• POLETI, E. R. - DESENHO TÉCNICO - Apostila Técnica - CESET - Unicamp

• SCHAARWATER, G. - PERPECTIVAS PARA ARQUITETOS - Barcelona - Ed. Gustavo Gilli

Revista • Arquitetura e Construção - Ed. Abril.

Catálogos • Companhia Metalúrgica Bárbara.

• Companhia Hansen Industrial Tigre

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