Coleta laboratorial

Coleta laboratorial

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O planejamento dos serviços de apoio diagnóstico deve ser orientado pelos princípios e diretrizes do SUS (Sistema Único de Saúde). Desta forma, no que diz respeito aos serviços laboratoriais, deve-se buscar garantir: a universalidade e oportunidade de acesso dos cidadãos a todas as ações e serviços necessários, a integralidade da atenção, a eqüidade na alocação de recursos e no acesso e a subordinação das diretrizes às políticas para essa área ao controle social. Quanto à organização dos serviços laboratoriais, esta deve ser coerente com as diretrizes de descentralização, regionalização e hierarquização, reconhecendo o caráter de apoio das atividades de laboratório para a resolutividade da atenção, seja no âmbito das ações de promoção da saúde, da atuação de equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), nos postos de saúde, nos ambulatórios de especialidades e hospitais de vários níveis de complexidade (MANUAL DE APOIO AOS GESTORES DO SUS – ORGANIZAÇÃO DA REDE DE LABORATÓRIOS CLÍNICOS. Brasília/MS- 2001).

A presente publicação - CADERNO DE APOIO AO SETOR DE COLETA

DE EXAMES LABORATORIAIS foi criada com o propósito de subsidiar os profissionais da rede envolvidos com as atividades de coleta de exames, acondicionamento, transporte, recepção das amostras biológicas e o fluxo do retorno dos laudos dos exames com informações e orientações técnicas gerais e normas que devem ser adotadas, estabelecendo a padronização dos procedimentos e melhoria na qualidade da assistência prestada.

a melhoria dos serviços

A organização dos serviços laboratoriais deve ser orientada por ações específicas e coordenadas, buscando garantir a qualidade do produto final para

Como primeira proposta é sugerido a educação continuada dos profissionais envolvidos com a coleta de exames e a elaboração de MANUAIS DE ROTINA DE FUNCIONAMENTO contendo procedimentos operacionais, orientações técnicas e normas de biossegurança. A atualização contínua e a contribuição dos profissionais da rede, envolvida nesses processos, serão de fundamental importância para a implementação e/ou alteração das orientações aqui contidas, o que possibilitará a construção conjunta de um serviço laboratorial de melhor qualidade. O planejamento dos serviços de apoio diagnóstico deve ser orientado pelos princípios e diretrizes do SUS (Sistema Único de Saúde).

Desta forma, no que diz respeito aos serviços laboratoriais, deve-se buscar garantir: a universalidade e oportunidade de acesso dos cidadãos a todas as ações e serviços necessários, a integralidade da atenção, a eqüidade na alocação de recursos e no acesso e a subordinação das diretrizes às políticas para essa área ao controle social.

Quanto à organização dos serviços laboratoriais, esta deve ser coerente com as diretrizes de descentralização, regionalização e hierarquização, reconhecendo o caráter de apoio das atividades de laboratório para a resolutividade da atenção, seja no âmbito das ações de promoção da saúde, da atuação de equipes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programa de Saúde da Família (PSF), nos postos de saúde,

complexidade

policlínicas, nos ambulatórios especializados e hospitais de vários níveis de

(MANUAL DE APOIO AOS GESTORES DO SUS – ORGANIZAÇÃO DA REDE DE LABORATÓRIOS CLÍNICOS. Brasília/MS-2001).

Obedecendo à orientação do Ministério da Saúde e, a fim de facilitar o acesso do usuário, os exames laboratoriais solicitados pelas Unidades de Saúde da rede pública do município de São Paulo são coletados, em sua maioria, nas próprias unidades e encaminhados aos laboratórios públicos e conveniados da rede. Os profissionais envolvidos com esses serviços na unidade de saúde devem ter como principais funções:

. Atendimento e orientação aos usuários para a coleta necessária aos diversos tipos de procedimentos.

. Coleta, recebimento e identificação das amostras biológicas.

. Dessoração de sangue (quando se aplica) e o acondicionamento adequado das amostras biológicas para posterior transporte.

. Recebimento, conferência, arquivamento e entrega dos laudos dos exames aos usuários.

A avaliação dos serviços que envolvem a coleta de exames laboratoriais demonstra a necessidade de intervenção no modelo atual existente.

A organização dos serviços laboratoriais deve ser orientada por ações específicas e coordenada, buscando garantir a qualidade do produto final.

Com o objetivo de subsidiar os profissionais da rede envolvidos com as atividades já descritas, elaboramos este CADERNO DE APOIO AO SETOR DE COLETA DE EXAMES LABORATORIAIS com orientações técnicas gerais e normas que devem ser adotadas, estabelecendo a padronização dos procedimentos e conseqüente melhoria na qualidade da assistência prestada ao usuário.

Como primeira proposta sugerimos a educação continuada dos profissionais e elaboração de MANUAIS DE ROTINA DE FUNCIONAMENTO contendo procedimentos operacionais, orientações técnicas e normas de biossegurança.

a construção conjunta de um serviço laboratorial de melhor qualidade

A atualização contínua e a contribuição dos profissionais da rede, envolvida nesses processos, serão de fundamental importância para a implementação e/ou alteração das orientações aqui contidas, o que possibilitará COORDENAÇÃO DA ASSISTENCIA LABORATORIAL

São consideradas amostras biológicas de material humano para exames laboratoriais: sangue urina, fezes, suor, lágrima, linfa (lóbulo do pavilhão auricular, muco nasal e lesão cutânea), escarro, esperma, secreção vaginal, raspado de lesão epidérmico (esfregaço) mucoso oral, raspado de orofaringe, secreção de mucosa nasal (esfregaço), conjuntiva tarsal superior (esfregaço), secreção mamilar (esfregaço), secreção uretral (esfregaço), swab anal, raspados de bubão inguinal e anal/perianal, coleta por escarificação de lesão seca/swab em lesão úmida e de pêlos e de qualquer outro material humano necessário para exame diagnóstico. Atualmente a maioria dos procedimentos de coleta são realizados nas próprias Unidades Assistenciais de Saúde da Rede Pública Municipal.

1. 2 LABORATÓRIOS DE ANÁLISES:

São estabelecimentos destinados à coleta e ao processamento de material humano visando a realização de exames e testes laboratoriais, que podem funcionar em sedes próprias independentes ou, ainda, no interior ou anexadas a estabelecimentos assistenciais de saúde, cujos ambientes e áreas específicas obrigatoriamente devem constituir conjuntos individualizados do ponto de vista físico e funcional.

1. 2 PROCEDIMENTOS TÉCNICOS ESPECIAIS:

٠ A execução de procedimentos de coleta de material humano que exijam a prévia administração, por via oral, de quaisquer substâncias ou medicamentos, deverá ser supervisionada, "in loco", por profissionais de nível superior pertencentes aos quadros de recursos humanos dos estabelecimentos.

٠ Os procedimentos de que trata o item anterior, que sejam de longa duração e que exijam monitoramento durante os processos de execução, deverão ser supervisionados, "in loco", por profissionais médicos pertencentes aos quadros de recursos humanos dos estabelecimentos.

٠ O Setor de Coleta deverá ter acesso aos equipamentos de emergência visando propiciar o atendimento de eventuais intercorrências clínicas.

٠ O emprego de técnicas de sondagem é permitido, mediante indicação médica, e somente para casos em que seja realmente necessária, a adoção de tal conduta para viabilizar a coleta de amostras de material dos usuários.

1. 4 COLETA NAS UNIDADES DE SAÚDE:

Os procedimentos de coleta dos exames laboratoriais nos ambulatórios são executados por profissionais médicos, assim como por profissionais de saúde componentes de equipes multiprofissionais, com finalidades de investigação clínica e epidemiológica, de diagnose ou apoio diagnóstico, de avaliação pré-operatória, terapêutica e de acompanhamento clínico.

1. 5 RECURSOS HUMANOS:

O Setor de Coleta obrigatoriamente contará com pelo menos 01 (um) dos seguintes profissionais de nível universitário: médico, enfermeiro, farmacêutico, biomédico ou biólogo que tenha capacitação para execução das atividades de coleta.

Os profissionais de nível universitário do Posto de Coleta deverão estar presentes, diariamente, no interior de suas dependências durante o período de funcionamento da coleta destes estabelecimentos.

Os procedimentos de coleta de material humano poderão ser executados pelos seguintes profissionais legalmente habilitados:

1. De nível universitário: médicos, enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos, biólogos e químicos que no curso de graduação, e/ou em caráter extracurricular, freqüentaram disciplinas que lhes conferiram capacitação para execução das atividades de coleta.

2. De nível técnico: técnicos de enfermagem, assim como técnicos de laboratório, técnicos em patologia clínica e demais profissional legalmente habilitados que concluíram curso em nível de ensino médio que no curso de graduação, e /ou em caráter extracurricular freqüentaram disciplinas que lhes conferiram capacitação para execução das atividades de coleta. 3. De nível intermediário: auxiliares de enfermagem, assim como profissionais legalmente habilitados que concluíram curso em nível de ensino de fundamental que no curso de graduação, e /ou em caráter extracurricular, freqüentaram disciplinas que lhes conferiram capacitação para a execução das atividades de coleta.

1. 6 ESPAÇO FÍSICO:

De uma forma geral, os estabelecimentos que são dotados de um único ambiente de coleta deverão contar com sala específica e exclusiva no horário de coleta para esta finalidade, com dimensão mínima de 3,6 metros quadrados, ter pia para lavagem das mãos, mesa, bancada, etc. para apoiar o material para coleta e o material coletado. O ambiente deve ter janelas, ser arejado, com local para deitar ou sentar o usuário, as superfícies devem ser laváveis.

De acordo com a RDC 50/2002 ANVISA/MS, as dimensões físicas e capacidade instalada são as seguintes:

1. Box de coleta = 1,5 metros. Caso haja apenas um ambiente de coleta, este deve ser do tipo sala, com 3,6 metros quadrados. 2. Um dos boxes deve ser destinado à maca e com dimensões para tal. 3. Os estabelecimentos que contarem com 02 (dois) Boxes de Coleta, obrigatoriamente, possuirão no mínimo, 01 (um) lavatório localizado o mais próximo possível dos ambientes de coleta. 4. Área para registro dos usuários. 5. Sanitários para usuários. 6. Número necessário de braçadeiras para realização de coletas = 1 para 15 coletas/hora.

7. Para revestir as paredes e pisos do box de coleta e técnica em geral, deve-se utilizar material de fácil lavagem, manutenção e sem frestas. 8. Insumos para coleta deverão estar disponibilizados em quantidade suficiente e de forma organizada.

1. 7 BIOSSEGURANÇA:

Entende-se como incorporação do princípio da biossegurança, a adoção de um conjunto de medidas voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de prestação de serviços, produção, ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, que possam comprometer a saúde do homem, o meio ambiente e, ainda, a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

Os Equipamentos de Proteção Individual - EPI e Equipamento de

Proteção Coletiva – EPC, destinam-se a proteger os profissionais durante o exercício das suas atividades, minimizando o risco de contato com sangue e fluidos corpóreos.

placas ilustrativas, fitas antiderrapante, etc

São EPI: óculos, gorros, máscaras, luvas, aventais impermeáveis e sapatos fechados e, são EPC: caixas para material pérfurocortante,

Os técnicos dos postos de coleta devem usar avental, luvas e outros EPI que devem ser removidos e quando passiveis de esterilização, guardados em local apropriado antes de deixar a área de trabalho.

Deve-se usar luvas de procedimentos, adequadas ao trabalho em todas as atividades que possam resultar em contato acidental direto com sangue e materiais biológicos. Depois de usadas as luvas devem ser descartadas.

➲ Observar a integridade do material; quando alterada solicitar substituição. ➲ Manter cabelos presos e unhas curtas.

➲ Não usar adornos (pulseiras, anel, relógio, etc...).

➲ Observar a obrigatoriedade da lavagem das mãos.

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