PICC enfermagem

PICC enfermagem

(Parte 3 de 5)

  • Preencher Protocolo de Instalação e Manutenção do PICC (anexos: III e IV) , anotando as características do cateter escolhido (diâmetro e priming), sítio de inserção, intercorrências durante o procedimento, laudo da radiografia de controle da punção.

7.2 – DIARIAMENTE

  • Preencher a folha de controle diário de manutenção de PICC (anexo IV).

  • Aspecto do local de inserção;

  • Medicamentos infundidos;

  • Notificar a CCIH da unidade caso haja sinais de infecção local e / ou caso o paciente apresente febre sem outro foco de infecção que possa ser identificado;

8 - RETIRADA DO CATETER

8.1 - INDICAÇÃO

  • Término da terapia proposta;

  • Sinais flogísticos de infecção no sítio de inserção ou ao longo do trajeto da veia: dor, calor, rubor, enduração, edema ou secreção;

  • Febre ou hipotermia sem outro foco de infecção identificável (neste caso contactar a CCIH);

  • Trombose;

  • Obstrução.

8.2 – TÉCNICA DE RETIRADA

8.2.1 - MATERIAL NECESSÁRIO

  • Luvas de procedimento;

  • Solução salina a 0,9%;

  • Gaze;

8.2.2 – Procedimento

  • Lavar as mãos com sabão líquido comum;

  • Fechar os equipos;

  • Calçar luvas de procedimento;

  • Remover a fixação e o curativo, utilizando solução salina 0,9%;

  • Observar o aspecto local;

  • Firmar o cateter próximo ao sítio de inserção;

  • Tracionar o cateter, exteriorizando-o lentamente;

  • Fazer compressão utilizando compressa gaze, no sítio de inserção;

  • Medir o comprimento do cateter retirado, comparar com a medida de inserção inicial e registrar na ficha de protocolo;

  • Retirar a paramentação;

  • Lavar as mãos com sabonete líquido comum;

  • Efetuar os registros nas fichas de controle do PICC (anexos III e IV)

OBSERVAÇÕES EM CASO DE RESISTÊNCIA À RETIRADA DO CATETER

EM CASO DE RESISTÊNCIA A RETIRADA DO CATETER

  • Antes da retirada de um cateter “resistente”, radiografar a região, para eliminar a presença de nós e dobras na parte interna do cateter;

  • Não fazer pressão no local de saída próximo do cateter e ao longo da veia, pois isto aumenta a possibilidade de embolia ou pode fazer com que o cateter encoste-se à veia, aumentando o espasmo;

  • Falhando as primeiras tentativas de retirada, aguardar 20 a 30 minutos e repetir o procedimento.

  • Poderá ser feita compressa morna, sobre a área afetada;

  • Caso continue havendo resistência, fechar o cateter refazer o curativo e tentar retirá-lo novamente depois de 12 a 24 horas. Se a indicação de retirar do cateter for infecção, não aguardar as 12 ou 24 horas, contactar imediatamente o cirurgião vascular para retirada do mesmo.

OBSERVAÇÕES NA SUSPEITA DE INFECÇÃO RELACIONADA AO CATETER

COMO PROCEDER EM SUSPEITA DE INFECÇÃO RELACIONADA AO CATETER

  • Fazer anti-sepsia do sítio de inserção do cateter com clorexidina degermante;

  • Após 2 a 3 minutos, retirar o excesso de clorexidina degermante com gaze estéril, embebida em solução salina a 0,9%;

  • Retirar o cateter;

  • Cortar a ponta do cateter (aproximadamente 5 cm);

  • Colocar em recipiente estéril;

  • Enviar ao laboratório, solicitando cultura por técnica de rolamento com lâmina de bisturi estéril;

  • Coletar amostras de sangue para realização de hemocultura, conforme rotina estabelecida pela CCIH da unidade;

  • Não enviar para cultura os cateteres retirados por término de indicação.

9 – COMPLICAÇÕES

9.1 - DURANTE A INSERÇÃO

  • Secção do cateter pela agulha;

  • Punção arterial e nervos braqueais;

  • Dificuldade de progressão do cateter no vaso sangüíneo;

  • Hematoma;

  • Arritmias cardíacas.

9.2 - NAS PRIMEIRAS 24 HORAS

  • Sangramento;

  • Hematoma;

  • Edema;

  • Oclusão parcial ou total da luz do cateter por :dobra, posição inadequada da ponta do cateter ou impermeabilização insuficiente do mesmo.

9.3 - COMPLICAÇÕES TARDIAS (após 24 horas)

9.3.1 – Infecciosas

  • Infecção no sítio de inserção;

  • Flebite / Tromboflebite;

  • Celulite / Abscesso;

  • Sepse;

  • Endocardite.

9.3.2 - Não infecciosas

  • Mau posicionamento do cateter;

  • Perfuração de endocárdio e miocárdio;

  • Ruptura do cateter;

  • Trombose venosa;

  • Coleção extravascular de fluídos;

  • Flebite mecânica;

  • Flebite química;

  • Oclusão parcial ou total da luz do cateter por dobra, posição inadequada da ponta do cateter ou impermeabilização insuficiente do mesmo.

9.4 - DURANTE A RETIRADA

  • Resistência à retirada;

  • Ruptura do cateter durante a retirada levando a embolia, trombose e arritmia cardíaca.

BIBLIOGRAFIA

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BRASIL, COFEN. Resolução nº 258, 12 de julho de 2001;

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ANEXOS

Anexo I

RESOLUÇÃO COFEN N º 258/2001-03-20

Inserção de Cateter Periférico Central, pelos Enfermeiros

O Conselho Federal de Enfermagem- COFEN, no uso de suas atribuições legais e regimentais;

CONSIDERANDO a competência técnica do Enfermeiro, estatuída na Lei nº 7.498/86 em seu artigo 11, inciso I, alíneas ï “em” m “, e inciso II, alíneas ë” e “f”.

CONSIDERANDO a Resolução COFEN nº 240/2000. que aprova o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, em seu Capítulo III, artigos 16,17 e 18;

CONSIDERANDO o Parecer da Câmara Técnica

Assistencial nº 011/2001, aprovado na Reunião Ordinária do Plenário nº 296;

RESOLVE:

Art. 1º-É lícito ao enfermeiro a inserção de cateter periférico central.

Art. 2º- O enfermeiro para o desempenho de tal atividade, deverá ter-se submetido à qualificação e/ou capacitação profissional.

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