Relatório de aula prática ? utilização do bico de bunsen

Relatório de aula prática ? utilização do bico de bunsen

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ – UESC

CURSO: BIOMEDICINA

DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL E ORGÂNICA

PROFESSORA: TÂNIA BRITO

Raphael Patury

Rodrigo Duarte

Carolina Bizerra

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA – UTILIZAÇÃO DO BICO DE BUNSEN

ILHÉUS (BA)

30-03-2009

Sumário

1. INTRODUÇÃO 3

2. OBJETIVOS 4

3. MATERIAIS E MÉTODOS 4

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5

5. CONCLUSÃO 6

6. REFERÊNCIAS 6

1.INTRODUÇÃO

No relatório a ser apresentado, serão discutidas a maneira correta de se utilizar o bico de bünsen e demonstrar algumas reações, com corpos de provas, em diferentes partes da chama. Geralmente o aquecimento em laboratório é feito utilizando-se queimadores de gases combustíveis, normalmente G.L.P (butano e propano), sendo o mais simples deles o bico de Bunsen (Figura 1). De uma maneira geral, o gás entra no queimador pela sua base e seu fluxo é regulado por uma torneira externa na parte inferior do bico. À medida que o gás sobe pelo tubo do queimador, o ar é injetado através de orifícios situados um pouco acima da base. A quantidade de ar pode ser controlada girando-se o anel que fica sobre os orifícios. A etapa inicial para se acender um bico de gás é fechar a entrada de ar e posicionar o queimador longe de objetos inflamáveis. A seguir, deve-se abrir o gás e acender o queimador. A chama obtida apresenta uma cor amarela brilhante e é bastante grande. Esta chama é "fria" e inadequada ao uso porque a mistura é pouco oxidante. Para que uma chama mais quente seja obtida, deve-se deixar o ar entrar gradualmente no sistema, até que sua coloração se torne azulada. Nota-se então, duas regiões cônicas distintas, como mostradas na Figura 1: a interna, mais fria, chamada de zona redutora, e a externa, quase invisível, chamada de zona oxidante. A região mais quente, com temperatura em torno de 1560 °C, está situada logo acima do cone interno.

Figura 1: Esquema de um bico de büsen

2.OBJETIVOS

Objetivo Geral:

- Teste da chama

Detectar a presença de alguns íons metálicos em função do espectro de emissão típico de cada elemento.

  • Chama luminosa: mais quente

  • Chama mais luminosa: menos quente

  • Chama oxidante (azul): libera mais calor – ocorre combustão completa

  • Chama redutora (amarela) – libera menos calor.

3.MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Materiais

Bico de Bunsen

Pinça de madeira

Tubos de ensaio

Alças Ni-Cr

Corpo de prova de Alumínio

Corpo de prova de Cobre

Corpo de prova de Magnésio

Água destilada

Solução de Cloreto de Sódio

Solução de Cloreto de Lítio

Solução de Cloreto de Cobre

Solução de Cloreto de Estrôncio

Béqueres

3.2 Métodos

Para realizar a observação do fenômeno de emissão foi pipetado 5 ml das soluções de cloreto de Lítio, cloreto de Sódio, cloreto de Estrôncio e cloreto de Estrôncio, que foram transferidas para béqueres enumerados com os números 1, 2, 3 e 4.

Utilizando uma pipeta graduada foi transferido um volume de 5 ml de água destilada para um tubo de ensaio que, com o auxílio de uma pinça de madeira foi levado à chama do bico de Bunsen até a fervura da água.

Com o auxílio de uma pinça metálica foram levados à chama do bico de Bunsen os corpos de prova de alumínio, cobre e magnésio em diferentes regiões da chama, anotando os resultados.

Quatro diferentes alças de Ni-Cr foram mergulhadas nas soluções anteriormente especificadas e levadas com o auxílio de uma pinça metálica à chama do bico de Bunsen, anotando o que ocorre.

4.RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para realizar o experimento fazia-se necessária a utilização do bico de Bunsen. Ao ligá-lo ficou evidente a importância de verificar as saídas de gás, pois neste experimento o gás estava vazando e poderia ter ocorrido um acidente se a fonte que alimenta o gás naquele local da bancada não fosse fechada a tempo.

A água destilada presente no tubo de ensaio foi aquecida até a fervura e liberação de gás.

Ao levar o corpo de prova à chama do bico de Bunsen os seguintes resultados foram anotados:

O corpo de prova de alumínio ao entrar em contato com a região amarela do bico de Bunsen entrou em combustão mais rapidamente, e quando em contato com a região azul resultou numa coloração amarelada.

O corpo de prova de cobre ao entrar em contato com a chama, ocorreu uma mudança química. Observou-se uma mudança de cor, do brilhoso do cobre para preto. Mudança na camada superficial do fio de cobre. É importante salientar que a coloração característica do cobre (azulada) dificultou a observação do fenômeno ao contato com a chama.

O corpo de prova de magnésio foi levado à chama com auxílio da pinça. Rapidamente e violentamente o magnésio entrou em combustão, produzindo brilho intenso e deixando uma cinza residual. O magnésio apresentou-se como sendo um metal extremamente reativo

Ao mergulhar a alça de Ni-Cr na solução de Cloreto de lítio e levá-la a chama do bico de Bunsen ela tornou-se vermelha.

A alça mergulhada na solução de Cloreto de sódio, em contato com a chama, tornou-se alaranjada.

A solução de cloreto de estrôncio, em contato com a chama, tornou-se vermelha de coloração mais intensa e a reação mais rápida, quando comparada com a reação ocorrida com a solução de cloreto de sódio.

A reação da solução de cloreto de cobre em contato com a chama resultou numa coloração esverdeada.

Após a realização do experimento os resíduos do corpo de prova de alumínio, cobre e magnésio foram descartados

5.CONCLUSÃO

Os experimentos realizados puderam confirmar vários itens teóricos no aprendizado da Química, como a formação de precipitados, a liberação de calor em uma reação, a combustão e formação de óxidos, mudança de cor e formação de novos compostos. Ao realizar o experimento e então estudar a teoria que explica os fatos observados, mantém-se viva na mente a imagem de tudo o que é previsto na teoria, acontecendo na prática.

Com as técnicas realizadas, podemos analisar corretamente cada material utilizado, e perceber que os tempos e os tipos de reações variam de acordo com os diversos materiais utilizados, seja soluções, seja corpos de provas.

As técnicas realizadas também foram de grande importância para a aprendizagem dos materiais e dos métodos utilizados, agregando maior conhecimento e facilitando assim, a abordagem de futuras práticas.

6.REFERÊNCIAS

FELTRE. Feltre. Química geral, vol. 1, p.45 – 47,2000.

KOSLOWSKI. Luciano. Manual e Regras básicas de segurança e experimentos para o laboratório de química.

OLIVEIRA. Edson Albuquerque. Aulas praticas de química, São Paulo, UNESP, 2004.

AMARAL. Luciano Francisco do. Trabalho prático de química, São Paulo, Saraiva, 1966.

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