Pressão Arterial

Pressão Arterial

Universidade de Pernambuco – UPE Instituto de Ciências Biológicas - ICB

  • Fisiologia Geral

  • Professor: Adílson Cabral

  • Curso: Odontologia

  • Período: 2009.1

  • Aluna: Ana Raquel Novaes de Barros Lima

Pressão Arterial

DEFINIÇÃO

  • Força exercida pelo sangue contra as paredes arteriais, sendo determinada pelo débito cardíaco e pela resistência ao fluxo sanguíneo.

  • PA = DC x RP

TIPOS

  • Pressão Arterial Sistólica

  • Pressão Arterial Diastólica

  • Pressão Arterial Média

  • Pressão Diferencial

Pressão Arterial Sistólica

  • É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.

Pressão Arterial Diastólica

  • É a pressão mais baixa detectada no sistema arterial sistêmico, observada durante a fase de diástole do ciclo cardíaco. É também denominada de pressão mínima.

Pressão Arterial Média

  • É a média da pressão durante todo o ciclo cardíaco, é a mais importante do ponto de vista de perfusão tecidual. Ela somente pode ser fidedignamente definida por meio da medida direta da pressão, onde é calculada através do cálculo da área (o que representa a Integral matemática da curva) sob a curva da pressão arterial. Pode ser estimada grosseiramente pela fórmula: PAM = Pressão Diastólica + 1/3 (Pressão Sistólica - Pressão diastólica)

Pressão Diferencial

  • Representa a característica pulsátil da circulação sangüínea, é calculada pela diferença entre a pressão arterial sistólica e a diastólica.

Ciclo Cardíaco

  • Conjunto de acontecimentos entre um batimento cardíaco e outro. Entre uma sístole e a próxima sístole.

Ciclo Cardíaco

Controle Neural da P.A

  • O controle neural ou nervoso da circulação sanguínea é importante, pois ele tem capacidade de elevar rapidamente a pressão arterial caso a mesma sofra uma queda repentina.

Controle Neural da P.A

  • Como o próprio nome diz, envolve a importante participação do Sistema Nervoso. Não é o mecanismo mais importante, porém é o mais rápido em sua ação.

  • Situado no tronco cerebral, na base do cérebro, um circuito neuronal funciona a todo momento, estejamos nós acordados ou dormindo, em pé ou sentados ou mesmo deitados, controlando, entre outras coisas, a nossa freqüência cardíaca, força de contração do coração e tônus vascular de grande parte de nossos vasos. Tal circuito denomina-se Centro Vasomotor.

  • Quanto maior a atividade do centro vasomotor, maior é a freqüência cardíaca, maior é a força de contração do coração e maior é a vasoconstrição em um grande número de vasos.

Controle Neural da P.A

  • O aumento da atividade do Centro Vasomotor induz a um conseqüente aumento na Pressão Arterial.

Características Especiais do Controle Neural da P.A

  • Os nervos e músculos esqueléticos desempenham papel importante no aumento do débito cardíaco e da pressão arterial, isso ocorre em duas condições:

  • Reflexo de compressão abdominal

  • Contração do músculo esquelético durante o exercício

Reflexo de Compressão Abdominal

  • Ao ser evocado um reflexo barorreceptor ou quimiorreceptor, o sistema vasoconstritor simpático é estimulado e o centro vasomotor transmite impulsos para o músculo esquelético do corpo, principalmente os abdominais, pelos nervos esqueléticos. Dessa forma, o tônus basal desses músculos é elevado, os reservatórios venosos são comprimidos ajudando a translocar o sangue desses reservatórios para o coração. Assim, o coração dispõe maior quantidade de sangue para ser bombeado.

RESULTADO – Reflexo de compressão abdominal

  • Com a contração venosa há aumento do débito cardíaco e da pressão arterial. Pessoas com deficiência nos músculos esqueléticos são mais propensas a problemas de hipotensão.

Contração do Músculo Esquelético Durante o Exercício

  • Durante o exercício, os músculos esqueléticos comprimem todos os vasos sanguíneos do corpo gerando translocações de grande quantidade de sangue dos vasos periféricos para o coração e para os pulmões elevando o débito cardíaco e logicamente a pressão arterial.

Ondas Respiratórias na P.A

  • A cada ciclo respiratório a pressão arterial sobe e desce, geralmente por 4 a 6 mm Hg de forma ondulada, produzindo as chamadas ondas respiratórias da P.A. Isso ocorre por motivos distintos, alguns são de natureza reflexa. Enfim, ao final da respiração normal há elevação da P.A

Ondas Vasomotoras da P.A – Oscilações do Sistema de Controle Reflexo da Pressão

  • Oscilações nos mecanismos de controle da pressão arterial é a causa das ondas vasomotoras. Os mecanismo são:

  • Oscilações dos reflexos barorreceptor e quimiorreceptor

  • Oscilações da resposta isquêmica do SNC

Hemorragia

Controle Renal da P.A

  • Sistema Renal e de Líquido Corporal para o Controle da Pressão Arterial

  • O aumento de líquido intravascular aumenta a pressão arterial. A presença de sódio na circulação sanguínea produz aumento da volemia por aumentar a osmolalidade. O aumento da osmolalidade estimula o centro da sede no hipotálamo e aumenta a produção de hormônio anti-diurético.

Controle Renal da P.A

  • A estimulação do centro da sede faz o indivíduo beber água em quantidade suficiente para diluir o sal até a concentração normal. Considerando-se estes fatores e acrescentando-se que a eliminação renal de sódio é mais lenta que a eliminação renal de água, fica fácil compreender porque a ingestão excessiva de sal aumenta mais a pressão arterial do que a ingestão de grandes quantidades de água.

Diurese – Controle na P.A

  • Sempre que há um aumento no volume de líquido extracelular (ingestão de água e sal), a pressão arterial sobe e os rins iniciam um mecanismo que aumenta a DIURESE ou eliminação de água através da urina e a NATRIURESE ou eliminação de sódio através da urina com a finalidade de fazer a pressão voltar ao normal. Este é o mecanismo básico de controle da pressão arterial pelos rins.

Análise Gráfica do Controle Renal

Análise Gráfica do Controle Renal

Determinantes do Nível de Pressão a Longo Prazo

  • Grau de desvio da curva de excreção renal de água e sal;

  • O nível da linha de ingestão de água e sal

Hipertensão – Causa Renal

  • A pressão alta sangüínea (hipertensão) pode ser a causa ou também o resultado da enfermidade renal. O controle da pressão arterial sangüínea também é uma função dos rins. Estes órgãos controlam as concentrações de sódio e a quantidade de líquido no corpo. Quando os rins falham e não cumprem com estas funções vitais. A pressão sangüínea pode elevar-se e pode ocasionar inchaço (edema). Os rins também secretam uma substância que se chama renina. A renina estimula a produção de um hormônio que eleva a pressão sangüínea. Quando os rins não funcionam bem se produz renina em excesso e isto pode resultam em hipertensão.

Sintomas

  • A maioria das pessoas que tem hipertensão não apresenta sintomas. Quando presente, porém, podem manifestar-se como dor de cabeça, sangramento nasal, tonturas e zumbidos no ouvido. Outros como palpitação, dor no peito, falta de ar, inchaço, alterações visuais, perda de memória e de equilíbrio, palidez, problemas urinários e dores nas pernas demonstram que os órgãos alvo da doença podem estar comprometidos. Nestes casos, convém procurar um médico imediatamente.

Tratamentos

  • Para alguns, uma dieta com pouco sal e sem gordura, além da mudança de hábitos de vida deixar de fumar, ingerir menos álcool, fazer exercícios e emagrecer) são suficientes par manter a pressão controlada. Outros, porém, necessitam de medicamentos. Mas só o médico pode estabelecer o tipo de hipertensão, avaliar o estado dos órgãos alvo da doença e prescrever o tratamento indicado.

Níveis de P.A

Renina – Angiotensina no Controle da Hipertensão

  • O sistema renina-angiotensina inicia-se com a liberação de renina na circulação pelos rins, iniciando uma série de reações que produz angiotensina I e angiotensina II. A angiotensina II é um potente vasoconstritor, causando vasoconstrição periférica e aumento da pressão arterial. Além de causar vasoconstrição periférica, a angiotensina II também atua nos rins diminuindo a excreção de sal e água.

Renina – Angiotensina no Controle da Hipertensão

  • A ativação do sistema renina-angiotensina aumenta a secreção de aldosterona que atua na reabsorção renal de água e, principalmente, de sódio. Uma importante função do sistema renina-angiotensina é permitir a ingestão de pequenas ou grandes quantidades de sal sem alterar significativamente a pressão arterial.

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