Métodos Contraceptivos

Métodos Contraceptivos

UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE

FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - FACS

CURSO DE ODONTOLOGIA

Aline Leão de Oliveira

Pedro Ramos de Mattos

Raquel Dias Avelar

Sâmara Cristina Melo

Sara Verônica Freitas Xavier

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Governador Valadares

2008

ALINE LEÃO DE OLIVEIRA

PEDRO RAMOS DE MATTOS

RAQUEL DIAS AVELAR

SÂMARA CRISTINA DE MELO

SARA VERÔNICA FREITAS XAVIER

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Trabalho apresentado ao professor Gabriel Soalheiro, da disciplina Embriologia como requisito para avaliação.

Governador Valadares

2008

RESUMO

Entre os métodos contraceptivos estão disponíveis os hormonais, os de barreira, os intra-uterinos, os naturais e o cirúrgico.

Os hormonais são os mais procurados por mulheres saudáveis, pois podem ocasionar alguns efeitos colaterais; os de barreira são momentâneos e os únicos que previnem contra DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e AIDS; os intra-uterinos, normalmente, são utilizados por mulheres com prole já constituída e que não querem usar um tipo de curto prazo; o cirúrgico é para pacientes que já tiveram filhos e têm absoluta certeza de que não querem outros; e os naturais exigem disciplina e ciclos menstruais regulares.

Antes de escolher um método a mulher precisa levar em consideração suas características pessoais e sociais e fazer visitas regulares ao ginecologista. Essa é a única maneira segura de encontrar um método que atenda as suas necessidades e não afete a saúde. Todos eles são válidos, cada um com suas vantagens e desvantagens.

Palavras-chave: métodos contraceptivos; efeitos colaterais; intra-uterinos; barreira; hormonais; naturais; cirúrgico; DST; AIDS.

SUMÁRIO

1. Introdução ............................................................................................................. 4

2. Métodos de Barreira ............................................................................................. 5

2.1 Métodos de Barreira Mecânicos ............................................................................................ 5

2.1.1 Camisinha Masculina ............................................................................................... 5

2.1.2 Camisinha Feminina ................................................................................................. 5

2.1.3 Diafragma ................................................................................................................. 6

2.2 Métodos de Barreira Químicos .............................................................................................. 7

2.2.1 Espermicidas ............................................................................................................ 7

2.2.2 D.I.U (Dispositivo Intra-uterino) ................................................................................ 7

3. Métodos Hormonais ............................................................................................. 9

3.1 Pílulas Anticoncepcionais ...................................................................................................... 9

3.2 Adesivos Anticoncepcionais ................................................................................................. 9

3.3 Anticoncepcionais Injetáveis ............................................................................................... 10

3.4 Pílula do Dia Seguinte ......................................................................................................... 11

4. Métodos Tradicionais ......................................................................................... 12

4.1 Coito Interrompido ............................................................................................................... 12

4.2 Tabelinha ............................................................................................................................. 12

5. Métodos Definitivos ........................................................................................... 13

5.1 Vasectomia .......................................................................................................................... 13

5.2 Laqueadura de Trompas .................................................................................................... 14

6. Conclusão ........................................................................................................... 15

7. Anexos ................................................................................................................. 16

8. Bibliografia .......................................................................................................... 19

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo abordar os tipos de métodos contraceptivos, modo de utilização, mecanismos de ação, as vantagens e desvantagens e a eficácia dos mesmos. A escolha de um método contraceptivo eficaz e de confiança deve ser feita de acordo com as necessidades de um casal, que podem variar ao longo da vida, é necessário a orientação de um profissional, resguardando riscos de gravidezes indesejadas e doenças sexualmente transmissíveis, sendo cada caso, um caso singular.

MÉTODOS DE BARREIRA

    1. Métodos de Barreira Mecânicos

3.1.1 Camisinha Masculina

É um dos meios contraceptivos mais populares e tem por objetivo impedir a liberação dos espermatozóides no interior do aparelho genital feminino, evitando deste modo a fecundação. Popular, pois é de fácil utilização e não precisa de receita médica para ser comprado, também não causa nenhum efeito sobre o organismo, inclusive não interferindo no ciclo menstrual.

Em alguns casos a camisinha masculina ajuda a melhorar em situações de ejaculação precoce, além de também ser o método mais eficaz de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

A camisinha masculina deve ser colocada antes de qualquer contato entre os órgãos genitais femininos e masculinos e deve ser retirada logo após a ejaculação, tendo o cuidado de segurar, para impedir que fique retido na vagina, como pode ocorrer nos casos em que há a perda precoce da ereção.

Uma das desvantagens da camisinha masculina é que ela pode rasgar durante o ato sexual, e, em alguns casos, há casais que sentem uma diminuição do prazer. É importante salientar que cada preservativo só pode ser utilizado para uma única relação sexual.

Se associado a um espermicida pode se considerar um método bastante eficaz: cerca de 5 gravidezes em 100 mulheres (95% de eficácia).

3.1.2 Camisinha Feminina

A camisinha feminina é uma "bolsa" feita de um plástico macio, o poliuretano, que é um material mais fino que o látex do preservativo masculino. Essa bolsa recebe o líquido que o homem libera na relação sexual, impedindo o contato direto dos espermatozóides com o canal vaginal e com o colo do útero da mulher, evitando assim a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, a transmissão do HIV, e prevenindo a gravidez não planejada.

A bolsa tem 15 centímetros de comprimento e oito de diâmetro, sendo, portanto, bem mais larga que o preservativo masculino. Tem, porém, maior lubrificação. Na extremidade fechada existe um anel flexível e móvel que serve de guia para a colocação da camisinha no fundo da vagina. A borda do outro extremo termina em outro anel flexível, que vai cobrir a vulva (parte externa da vagina).

Uma vez terminada a relação, a camisinha deve ser retirada apertando o anel externo e torcendo a extremidade externa da bolsa para garantir a manutenção do esperma no interior da camisinha; e puxando-a para fora delicadamente.

3.1.3 Diafragma

Consiste num anel circular flexível, fechado por uma película de látex ou silicone em forma de cúpula, que ao ser colocado na vagina forma uma barreira física sobre o colo do útero, evitando assim que, o esperma chegue ao trato reprodutivo superior (úteros e trompas de falópio).

O diafragma se distingue por sua inocuidade e pode ser utilizado por qualquer mulher que deseje um método reversível de eficácia moderada e não sejam alérgicas ao mesmo. Embora, o diafragma possa diminuir a incidência de algumas DSTs, não pode ser considerado como efetivo para esta finalidade.

Antes de sua utilização deve haver o exame pélvico necessário para medicação inicial. O diafragma segura o fluxo menstrual quando usado durante a menstruação. Como ocorre com os demais métodos de barreira e químicos, a eficácia do diafragma é bastante variável, dependendo da sua correta medição e manipulação. A taxa de falha varia entre 4 e 18%.

O uso contínuo ou prolongado do diafragma não é recomendado, devido ao risco aumentado de infecções urinárias e de choque tóxico.

Este método encontra-se indisponível no mercado.

3.2 Métodos de Barreira Químicos

3.2.1 Espermicidas

Os espermicidas são substâncias químicas utilizadas como método contraceptivo, evitando inoportuna gravidez. Atuam de forma destrutiva aos espermatozóides, inativando a funcionalidade desses gametas ou matando-os, impedindo que fecundem o óvulo.

Sua administração é de uso tópico, utilizado na forma de cremes, espumas ou geléia, aplicado por meio de um aparato apropriado na superfície interna do canal vaginal, em momento anterior ao ato sexual (minutos antes da penetração).

Trata-se de um método pouco divulgado, e não muito recomendado, devido a sua eficiência variável, sendo normalmente um método falho, representando média anual igual a 30% de casos ineficazes, ou seja, onde o emprego deste anticonceptivo coincide com o período fértil feminino, resultando em gravidez.

É aconselhável, juntamente a utilização de espermicidas, a aplicação de outro método contraceptivo, como a camisinha, otimizando assim sua funcionalidade.

3.2.2 D.I.U (Dispositivo Intra-uterino)

Basicamente, o mecanismo anticoncepcional dos DIUs modernos (DIUs com cobre) é a liberação de sais de cobre pelo filamento que reveste a haste principal ou lateral. Após a colocação do DIU no útero, estes sais são normalmente liberados e possuem uma ação espermaticida muito importante. Em outras palavras, eles matam os espermatozóides, impedindo a subida dos mesmos pelas trompas, não havendo, portanto, a fecundação do ovulo. Dependendo da quantidade de cobre existente no DIU, ele vai ser mais eficaz e seu tempo de uso (permanência no útero) poderá ser mais prolongado, de acordo com a orientação do fabricante.

O DIU é um dos métodos anticoncepcionais mais eficazes. Os índices de eficácia são semelhantes às pílulas anticoncepcionais, ou seja, 0,1% de falha.

A retirada de um DIU pode ser feita em qualquer momento do ciclo menstrual. As mulheres que são usuárias do DIU, espontaneamente, terão sua fertilidade recuperada em curto período de tempo, mesmo após o uso prolongado. Este retorno da fertilidade ocorre de modo semelhante a outros métodos anticoncepcionais simples.

Os efeitos colaterais mais comuns são o aumento do fluxo menstrual e o aumento das cólicas menstruais. Estes efeitos podem ser controlados com a utilização de medicamentos, sempre sob supervisão medica. Geralmente, após os primeiros três meses de utilização, estes sintomas tendem a se normalizar.

Como todo método anticoncepcional, o DIU também apresenta contra-indicações, não deve ser usado diante da suspeita de gravidez ou gravidez confirmada; suspeitas ou presença de tumores uterinos; em casos de sangramento vaginal sem causa conhecida; nas más formações uterinas e na presença de infecções ginecológicas.

MÉTODOS HORMONAIS

4.1 Pílulas Anticoncepcionais

Contraceptivos orais, popularmente chamados de pílula anticoncepcional, contêm hormônios estrogênio e progestinas (as progestinas são substâncias sintéticas que apresentam uma configuração molecular similar à progesterona natural e, por essa razão, são aceitas pelos receptores das células como se fosse progesterona). A pílula é tomada diariamente para impedir a liberação dos óvulos do ovário, pois aumentando a taxa de hormônio do organismo, simula-se uma gravidez, e torna-se desnecessária a oocitação. Isso também ameniza o fluxo durante a menstruação e protege contra doenças inflamatórias pélvicas, câncer de ovário e câncer endometrial. Por outro lado, a pílula aumenta o risco de doenças cardíacas, incluindo pressão alta, coágulos sanguíneos e obstrução de artérias.

A maneira correta é ao iniciar o tratamento começar a primeira pílula no primeiro dia da menstruação. Tomar uma pílula por dia durante 21 dias, fazer uma pausa de sete dias sem tomar e recomeçar. Durante esta pausa é que a menstruação vem.

Nos sete dias de pausa das pílulas, elas continuam a funcionar, ou seja, há proteção efetiva contra a gravidez.

4.2 Adesivos Anticoncepcionais

O adesivo anticoncepcional é mais um tipo de prevenir contra a gravidez, é um anticoncepcional transdérmico, muito eficaz. Os adesivos contêm dois tipos de hormônio: estrogênio, e progestina; que são absorvidos pela pele. Eles caem, portanto, diretamente na corrente sanguínea, ou seja, não passam pelo estômago e fígado, como na forma de drágeas, não gerando portanto efeitos colaterais como náuseas e dores de cabeça.

Com tamanho, geralmente, de 20 cm², o adesivo de cor bege deve ser aplicado uma vez por semana, preferencialmente na nádega, braço, dorso e abdômen. Não é recomendado o uso nas mamas e em áreas de atrito ou irritação, já que há risco de descolamento ou de absorção transdérmica inadequada dos hormônios.

Os efeitos são similares às pílulas anticoncepcionais.

4.3 Anticoncepcionais Injetáveis

Esta forma anticoncepcional é ministrada mensalmente, está disponíveis no Brasil em frasco-ampola com suspensão, contêm estrogênio e progesterona.

Seu mecanismo de ação inclui a inibição da ovulação e a alteração do muco cervical, secreção existente no colo do útero e vagina, tornando-o espesso e impedindo a passagem dos espermatozóide na direção ao óvulo.

È um método muito eficaz quando utilizado de maneira correta e consistente. Seu índice de falha é de 0,1 A 0,3 mulheres grávidas para cada 100 usuárias.

A depender da composição, alguns anticoncepcionais injetáveis devem ser iniciados ou nos primeiros três dias ou entre o sétimo e o décimo dia do ciclo menstrual. Também em relação à composição, as injeções subseqüentes, devem ser aplicadas entre o sétimo e o décimo dia do ciclo, preferencialmente no oitavo dia.

A última tendência tem sido a de uniformizar o uso de todos os tipos de injetáveis mensais, de modo a que sejam aplicados em intervalos fixos de 27-33 dias (média de 30 dias). Desta forma bastariam repetir a mesma data de aplicação todos os meses, facilitando a sua utilização e aumentando a adesão ao método (tal maneira ainda não é consenso e depende da opinião do médico sobre este assunto).

Anticoncepcional injetável mensal não causa esterilidade na mulher e em algumas mulheres, a menstruação pode levar alguns meses para retornar normalmente.

4.4 Pílula do Dia Seguinte

Conhecida como pílula do dia seguinte, pílula de emergência, pílula do aborto, pílulas pós-coitais, tem seu uso banalizado. Sua dose é até dez vezes maior que os anticoncepcionais comuns.

No início era indicada apenas para prevenir a gravidez em casos de violência sexual e acidentes com o rompimento do preservativo, evitando-se assim gestações indesejadas.

O seu uso está basicamente fundamentado na tomada de um comprimido assim que conveniente (ideal em menos de 24 horas), mas não mais que 72 horas após o coito desprotegido. Já o segundo comprimido deve ser tomado 12 horas após a primeira dose e desta maneira sua eficácia situa-se em torno de 96% a 98% dos casos. Quanto mais tarde tomado menor será seu efeito.

Duas posições a respeito do caráter abortivo do medicamento, a primeira considera que uma das ações do fármaco é exercida após a fecundação, impedindo a implantação do óvulo, assim a pílula seria abortiva, a segunda não o considera como abortivo, ao dizer que a principal ação do mesmo é em nível de impedir a fecundação do óvulo.

MÉTODOS TRADICIONAIS

5.1 Coito Interrompido

O coito interrompido é um método de contracepção no qual o casal tem intercurso sexual porém o sêmen é ejaculado fora e distante da vagina. O coito interrompido também pode mais geralmente referir-se a remover o pênis da vagina antes da ejaculação.

Não é um método indicado, pois sua prevenção contra gravidez indesejada é imprevisível. É ineficiente na prevenção de DSTs, já que os fluidos liberados antes da ejaculação podem carregar microorganismos capazes de infectar o parceiro ao entrar em contato com a genitália.

5.2 Tabelinha

A tabelinha ou método rítmico é um procedimento contraceptivo que busca prever a data da ovulação da mulher para que se evite a gravidez. Para realizar tal procedimento, a mulher deve observar no mínimo seis ciclos menstruais anotando a duração de cada um para que se conheça o tipo do ciclo menstrual, se regulado ou desregulado, e ainda o tempo de duração.

O intuito da tabelinha é criar método que funciona em mulheres que possuem o ciclo menstrual regulado, ou seja, que menstruam sempre no mesmo período e que certamente fica fértil no meio do ciclo. O cálculo da tabelinha consiste em diminuir o número em que permaneceu menstruada no menor ciclo por 18 e o número em que permaneceu menstruada no maior ciclo por 11. Os dias que permanecerem entre os números resultantes das diminuições determinam o período fértil.

Esse método não é confiável, pois cada organismo trabalha de maneira diferente contrariando a tabelinha; variações hormonais causadas por estresse, desequilíbrios emocionais e ou outros fatores externos, podem alterar o ciclo menstrual temporariamente, tornando o método imprevisível.

MÉTODOS DEFINITIVOS

4.1 Vasectomia

Os espermatozóides, as células reprodutoras masculinas, são produzidos nos testículos, armazenados e amadurecidos nos epidídimos (estruturas anexas aos testículos) e conduzidos até a uretra (canal de emissão da urina e sêmen) pelos condutos deferentes, compridos tubos que nascem nos epidídimos, e que terminam na uretra.

A vasectomia consiste em uma cirurgia que através de duas pequenas incisões no escroto, sob anestesia local, isola e amarra os condutos deferentes, impedindo-se a condução dos espermatozóides.

Quando os condutos que transportam os espermatozóides são interrompidos, estes não chegarão à uretra e o esperma ejaculado não conterá as células reprodutoras masculinas. Os espermatozóides continuarão sendo normalmente produzidos pelos testículos, não tendo como passar, são absorvidos ou destruídos pelo organismo.

A ejaculação permanece igual, também não havendo mudanças na sensação do orgasmo ou no apetite sexual. O fluido ejaculado será desprovido de espermatozóides, mas continuará contendo as secreções das vesículas seminais, próstata e uretra, razão pela qual nem o homem nem sua parceira notarão qualquer diferença.

Não causa qualquer alteração na função erétil (potência sexual) ou no tempo para se atingir o orgasmo, pois a cirurgia não aborda nenhuma estrutura responsável por ereção peniana ou ejaculação.

Os candidatos à vasectomia deverão preencher alguns requisitos:

- união estável,

- mais de 35 anos de idade e,

- com pelo menos dois filhos com mais de um ano de idade.

A vasectomia não impede que o homem contraia DSTs.

4.2 Laqueadura das Trompas

Laqueadura ou ligadura de trompas consiste no método de esterilização feminina caracterizado pelo corte e/ou ligamento cirúrgico das trompas de falópio, que fazem o caminho dos ovários até o útero. Assim, as trompas impedem a passagem do óvulo e os espermatozóides não o encontram, não havendo fecundação. É um procedimento seguro que pode ser feito de várias maneiras, sendo necessária internação e anestesia geral ou local. Existem cerca de dez técnicas para a laqueadura: pode-se colocar anéis de plástico, queimar e cortar as trompas, clipes de titânio, fazer com fio de sutura, dentre outras.

Após a operação, o risco de gravidez da mulher é de menos de 1%. O uso de métodos contraceptivos torna-se obsoleto. Porém, uma laqueadura não impede a mulher de contrair DSTs.

Para ser submetida à laqueadura, a mulher precisa ter mais de 25 anos ou dois filhos. Além disso, ela também precisa de uma reunião de Planejamento Familiar e entrevista com assistente social. A cirurgia também não pode ser feita logo após o parto ou a cesárea, a não ser que a mulher tenha algum problema grave de saúde ou tenha feito várias cesarianas.

A laqueadura é reversível, sendo que em torno de 70% das mulheres que a fizeram podem tentar realizar a cirurgia de reversão. Dessas, 80% poderão ter a chance de engravidar. O grau de reversibilidade depende da lesão causada na cirurgia. As laqueaduras mais fáceis de reverter são as feitas com anel plástico ou clipes de titânio.

CONCLUSÃO

A disseminação de informações sobre tais métodos tratados neste trabalho ajudaria na prevenção de gravidezes infortuitas, tal como na contaminação por DSTs, problemas com conotação sócio-política, principalmente em países subdesenvolvidos.

A explosão populacional em grandes centros, a crise urbana e a segregação humana, são fatores que podem ser amenizados através do Planejamento Familiar, diretamente auxiliado por métodos anticoncepcionais, que em sua maioria são de fácil acesso.

No conceito atual de Saúde, a qualidade de vida ocupa lugar fundamental, e a prevenção torna-se muito mais relevante do que a terapêutica. É preferível prevenir, e é também muito menos oneroso, do que a disseminação de doenças. E neste âmbito, a camisinha, por exemplo, se mostra eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

ANEXOS

3.1.1 Camisinha Masculina

3.1.2 Camisinha Feminina

3.1.3 Diafragma

3.2.1 Espermicidas

3.2.2 D.I.U

4.1 Pílulas Anticoncepcionais

4.2 Adesivos Anticoncepcionais

4.3 Anticoncepcionais Injetáveis

4.4 Pílula do Dia Seguinte

6.1 Vasectomia

6.1 Laqueadura das Trompas

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