Análise do ensino de tradução : teoria e prática

Análise do ensino de tradução : teoria e prática

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INTRODUÇÃO

O ensino da Língua Inglesa a estudantes brasileiros em escolas públicas e particulares vem sido ministrado no Brasil há bastante tempo, só que são raros os alunos que finalizam o segundo grau com alguma bagagem nesta disciplina. Até mesmo a aquisição vocabular quase inexiste, como se o aluno brasileiro fosse incapaz de memorizar simples palavras soltas do contexto estrangeiro.

Visando esta dificuldade tão aparente, preocupa-nos com a questão da tradução de textos em sala de aula e a problemática envolvida neste processo procuramos em diversas fontes como José Paulo Paes, Geir Campos, Rosemary Arrojo, Paulo Rónai e outros, inspiração para realizarmos esse trabalho, buscando na teoria o conhecimento do tema, tratando da mesma do capítulo 1 ao 5. A prática da pesquisa foi feita através de entrevistas em uma escola pública, na 7a e 8a séries, entrevistando professores e alunos da escola, para que pudéssemos avaliar a prática da tradução em sala de aula.

Confrontando teoria e prática pretendemos tornar evidente a problemática vivenciada em nossas salas de aulas para que em trabalho futuro possamos buscar soluções capazes de sanar estas dificuldades.

1. HISTÓRIA DA TRADUÇÃO

A tradução é uma pratica que faz-se necessária para que haja uma globalização cultural. Já foi discutida por muitos a questão do ser ou não ser possível traduzir-se fielmente de uma língua para outra e o que pode-se notar é que embora haja muitas opiniões contraditórias, cada vez mais e mais, traduções vêm sendo feitas por todo mundo.

Geir Campos em sua obra “O que é tradução ?” faz uma explanação geral do contexto histórico da tradução no mundo. Embora sua obra não seja inteiramente dedicada ao assunto, o que é fornecido ao leitor é suficiente para atender a necessidade de conhecer-se algo sobre o tema, vejamos o que ele nos conta:

Segundo Geir Campos, se levarmos em conta o mito bíblico da construção da Torre de Babel, concluímos que tradução é uma prática que vem sendo feita desde os tempos mais remotos. Foi aí que começou o caos: a tradução, biblicamente, nasceu da confusão criada quando alguns homens resolveram construir uma torre tão alta que, por meio dela pudesse chegar ao céu, ao qual se chama “Senhor dos Exércitos”. Deus zangou-se e então criou idiomas, fazendo com que não mais pudessem se comunicar e assim impedindo-os de atingir o ambicioso objetivo. (1)

Vejamos alguns marcos da História da tradução no mundo:

1799:

É encontrado, em escavações, um fragmento de basalto em uma região banhada pelo braço ocidental do Nilo, em um lugar chamado Rosetta. A pedra foi batizada com o nome do lugar, datada do século II a.c; nela havia um texto grafado em três maneiras

(1) 146 a.c.: Primeira Determinação Legal de Tradução:

diferentes: em hieróglifos da escrita sagrada do Antigo Egito, em caracteres da língua escrita popular egípcia da época e em gregos. Isto por que o Imperador Sharrukiu, da Assíria, já gostava de ver as obras que realizava serem divulgadas em todas as línguas faladas pelo vasto império.

Geir conta-nos também que entre os babilônios, assírios e hititas, existiam organizações de escribas especializados, que escreviam em diversos idiomas; e que também no Antigo Império Egípcio (2778 – 2160 a.c.) existiu um cargo público de “intérprete chefe” e que na Ásia Menor circulavam ou existiam glossários Bilíngües ou plurilíngües em tabuletas de terracota.

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Informa-nos que no século I antes da era cristã, o Romano Cícero traz a baila a questão da fidelidade às palavras ou ao pensamento do original, quando refere-se a tradução que fez do discurso do grego Demóstenes.

Relata que o texto do Antigo Testamento é traduzido do hebraico para o grego por 72 sábios do Egito, por ordem o seu Rei Ptolomeu Filadelfo, é a famosa Versão dos Setenta. Durante a Idade Média a tradução esteve a serviço da catequese religiosa.

Com o final do Feudalismo, quando feudos juntam-se afim de formarem reinos maiores e mais poderosos, as línguas vernáculas começaram a definir-se, surgindo línguas diferentes e em conseqüência disso também intérpretes e tradutores.

1440:

Invenção do prelo, por Guttemberg, facilitou a reprodução de maior número de textos que eram vendidos a preços mais acessíveis.

1550:

Publica-se um dicionário de oito línguas (grego, latim, flamengo, francês, italiano, inglês e alemão).

1596:

Primeira tradução completa da Divina Comédia (Dante Alghieri) pelo Abade francês Baltazar Grangier.

Geir conta-nos ainda que o Renascimento rompe com a tradução medieval de que as traduções deveriam trazer o mesmo número de palavras do texto original.

SÉCULO XVII:

Traduções que se prendiam ao conteúdo, com pouca ou nenhuma consideração pela forma do texto original, foram apelidadas na Europa de “As belas infiéis”.

A criação da Primeira Associação de Tradutores, entidade oficial, foi na Rússia Czarina no tempo de Pedro O grande. Sua réplica não oficial surgiu em 1768 e foi extinta em 1783, denominada “Sociedade Livre dos Tradutores”.

Geir é muito ambíguo ao falar da tradução no Período Romântico, no Brasil, diz que eram feitas traduções do alemão, de Heine principalmente, mas eram traduções indiretas do francês ou do espanhol e que os defeitos destas traduções não poderiam deixar de ter reflexos na qualidade das traduções brasileiras, que só mais tarde começaram a ser revistas ou refeitas a partir dos textos originais alemães.

Conclui dizendo que em nosso século XX os teóricos e práticos da tradução têm continuado a discutir e a divergir, mas o avanço das tecnologias, com irrefreável tendência a reduzir cada vez mais as distâncias entre países, tem levado a estudos mais minuciosos da Tradutologia.

Foi principalmente em meados do século, na década de 50, que mais se estudaram os problemas da tradução, deve-se isso a esperança de que afinal se pudesse conseguir algum tipo especial de máquina rápida e eficiente que pudesse traduzir os textos como nenhum tradutor humano é capaz. Este é o sonho de muitos editores. Mas a conclusão de traduzir bem se for manipulada por um bom tradutor e que isso ao invés de baratear, só ira aumentar os custos do trabalho.

A idéia aos poucos foi sendo deixada de lado. Mas Geir é de opinião que é possível que as pesquisas de tradução por computador voltem a baila com as novas conquistas humanas no terreno da chamada “inteligência artificial”, já numa quinta geração de computadores. Assim finaliza o capítulo dedicado a história da tradução. Sábias são suas palavras quando não descarta a possibilidade da invenção da tradução por computador. Quem viver verá ainda grandes realizações científicas, que a simples invenção de uma máquina seja capaz de verter de um idioma para muitos outros, simultaneamente, não me parece ser algo tão inatingível, quando o homem, só falta querer ser o próprio criador, diante de tantas descobertas científicas, ele sem dúvida acabará por recriar a criação, e tudo o quanto for inatingível não será deixado de lado até que tenha alcançado o objetivo almejado.

2. O QUE É TRADUÇÃO

Essa pergunta vem sendo feita por especialistas no estudo da tradutologia já a muito tempo e diversos conceitos foram formados para responder essa questão.

A tradução é o ramo da ciência aplicada da língua que diz respeito especificamente ao problema ou ao fato da transferência de significado de um conjunto de símbolos padronizados para outro conjunto de símbolos padronizados.

Dostert, apud Cataford, 1980.p 38.

A maioria deles trata de tradução como um bem necessário enquanto outros a criticam e repugnam como se fosse um mal do século. Diante de tantas opiniões contraditórias o melhor a fazer é buscar as simples, objetivas e não partidárias palavras dos dicionários, para em seguida verificar o que nos tem a dizer especialistas de algumas partes do mundo, diretamente envolvido com a tradução como um ofício ou arte.

Segundo o Novo Dicionário Aurélio, traduzir é: “Transpor, passar uma língua para outra”.

Silveira Bueno, em seu Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, define que traduzir é transpor de uma Língua para outra, interpretar, revelar, explicar, manifestar, verter .

No dicionário da Língua Portuguesa Antenor Nascentes, encontramos a seguinte definição de traduzir: “Transladar de uma língua para outra, especialmente a vernácula”.

Ignácio Antônio Neis em seu trabalho Lingüística e tradutologia dá-nos definições encontradas em dicionários estrangeiros. Vejamos algumas delas:

  1. Petit Larousse define o verbo traduzir como fazer passar um texto de uma língua para outra.

  2. Traduzir um texto, segundo o Dicionnarie du Français Comtemporain é “fazê-los passar de uma língua para outra”.

  3. Para Robert Lado, traduzir é fazer com que aquilo que era enunciado numa língua o seja numa outra, tendendo à equivalência semântica expressiva dos dois enunciados.

Esta última definição dá conta da importância não só da equivalência de sentido a ser preservada; mas também da complexidade do processo; na realidade, a equivalência formal, estilística, expressiva inserem dificuldades desta operação, pois a tradução pode nos termos da definição, apenas tender à semântica e a expressividade.

Consideramos, em termos gerais, os dicionários simplistas demais e que os mesmos pecam ao definir tradução, sem se dar conta de que este processo de comunicação lingüística está ligado a vários fatores para assegurar a variância da mensagem, visando o destinatário da tradução. Diz ainda que além da pesquisa propriamente semântica, o tradutor deve valer-se de conhecimentos e procedimentos fornecidos também por outras disciplinas que abordam problemas de linguagem relacionados com a situação psicológica do autor e do leitor com o contexto extra-lingüístico com as diferenças culturais entre os povos, com os aspectos idiomáticos e estilísticos da língua fonte e da língua alvo. O tradutor deve ter conhecimento não somente de palavras, mas, de todo o contexto que envolve o texto a ser vertido de uma língua para outro, seja ele a nível histórico, sócio-cultural ou político dentro do universo autor/leitor, para que possa repassar a mensagem, tendo ainda todo o cuidado de não alterar o pensamento original do autor.

Geir Campos inicia sua obra “O que é Tradução?” com a definição feita pelos dicionários de tradução como “ato ou efeito de traduzir”; sendo que ato, segundo ele, leva o tempo que o tradutor emprega no seu trabalho e efeito o que resulta deste trabalho. O autor Lança a pergunta a respeito do verbo “Traduzir”. Traduzir é originário do verbo latino Traducere ,significa “conduzir ou fazer passar de uma língua para outra”. Geir concorda plenamente com a definição fornecida e comenta a respeito da tradução oral, conhecida como interpretação, onde o tradutor passa a ser intérprete. O papel do tradutor, segundo ele, é levar o leitor de uma língua para o lado da língua estrangeira, ou inversamente, trazer um leitor da língua estrangeira para o lado da língua do leitor. Adverte-nos ainda que traduzir requer procedimentos especiais e que devemos ser cuidadosos, pois são dois caminhos que não devem se misturar, isso ocorrendo, gerará enorme confusão.

Embora partam de pontos de vista diferentes a respeito do assunto em questão, o objetivo daqueles que dedicam seu tempo em verter de uma língua para outra as obras de autores estrangeiros, é o mesmo. Embora haja uma diversidade de maus profissionais, como em todo os ofícios, existem também fieis seguidores, que fazem de tudo para contribuir com o êxito da profissão a qual, por amor ou pro dinheiro, se dedicaram.

A contribuição destes profissionais a respeito da tradução e do que significa traduzir, fica aqui registrada:

Foi considerado pela crítica especializada como o mais objetivo conceito sobre tradução o que já foi citado pelo ensaísta inglês John Cunnison Catford quando disse que “Tradução é a substituição de material textual de uma língua, por material textual equivalente em outra língua”.Embora não tão claro, está explícita na opinião de Calford, quando refere-se a “material textual”, que não são meramente palavras, substituídas de uma língua para outra, mas existe toda uma questão semântica de sentido, que deve ser posta em primeiro plano, e só desta forma é que se conseguirá atingir o objetivo específico da tradução: O leitor.

Entretanto dentre todas as definições conhecidas, a menos objetiva é a da psicóloga norte-americana Keith Bosley, apud Geir Campos,1986. “Tradução é uma língua fazendo amor com outra”

O principal argumento contra a tradução: “A tradução não é original”. Denotando que não se deve ter pretensão de substituir o original. Porém, sabemos que esse não é o papel da tradução. O que o tradutor pretende é recriar a obra estrangeira procurando ser mais fiel possível à intenção da mensagem pretendida pelo autor, para que aqueles que a adquiram e que não são falantes da língua original não sejam privados do prazer e da honra de poder alcançar outras culturas e ampliar seus horizontes através da leitura. Assim, Lehman, apud Rónai, 1976 afirma que falar em tradução era como conversar sobre o vidro de um quadro, quando o que deveria monopolizar nossa atenção era evidentemente a pintura.

Cada um tem seu ponto de vista, porém, já que falamos a respeito da pintura porque não consideramos o criticado vidro como simplesmente a lente de um óculos cujo dono, um pobre míope quase cego, não poderia enxergar nem apreciar a beleza da obra caso o mesmo lhe seja arrebatado do rosto. Porque na realidade esse é o real papel da tradução, retirar o véu que envolve nossos olhos e impede-nos de apreciar a beleza da paisagem.

Ronái, em “A tradução Vivida”, segue em sua obra citando vez ou outra o que dizem alguns estudiosos do assunto acerca da tradução: O Alemão Herler disse que o melhor dos tradutores há de ser o melhor dos explicadores. Já para o americano Vasquez Ayora diz que traduzir não é explicar coisa alguma. Porém,gostaríamos de saber o que faria ele no meio de uma tradução onde aparecesse um termo impossível de definir através de uma simples palavra, por esta tal palavra não existir na língua vernácula. Por exemplo: como definir para um esquimó, em uma tradução de um texto bíblico a palavra cobra, serpente, ao falar dos trechos referentes a Adão e Eva, se estes não fazem idéia do que seja uma cobra. Certamente teria a dúvida se simplesmente substituiria por outro animal pertencente ao meio em que vivem ou se colocaria uma pequena nota de rodapé de pagina a cerca deste vocábulo desconhecido. Impossibilitados de sabermos a opinião do Vasquez sobre a dúvida em questão, procuramos entender o pensamento de Eugene Nida, em sua Learning a Foreign Language, 1957, acerca do assunto, visto ser ele o especialista norte-americano responsável pela tradução dos textos da Sagrada Escritura na American Bible Society), ele responde nossa indagação usando sabiamente um pensamento de Darbelnet: “ A tradução é uma operação que consiste em fazer passar de uma língua para outra todos os elementos de sentido de um texto, e apenas esses elementos de sentido, de modo que conservem na língua alvo sua importância relativa, bem como a sua tonalidade, levando em conta diferenças ente si, apresentam as culturas as quais correspondem respectivamente, a língua fonte e a língua alvo”.

Porém nem tudo o que dizem da tradução são elogios. Muitos autores não entregam suas obras nas mãos de tradutores antes de inspecionarem pessoalmente o conhecimento do mesmo a cerca da tradução e que tipo de postura adotam quando estão trabalhando. Muitos até acompanham a tradução até o final, outros recusam-se prontamente, tudo isso, por medo de verem seus trabalhos adulterados e a mensagem final alteradas devido ao trabalho de um profissional desqualificado. Muitos criticaram severamente o mau profissional.Madame de La Fayete, apud Rónai, 1976, encarava o mau tradutor, (ainda bem que só mau), como um criador bronco que repetia, ás vezes, uma mensagem importante que lhe fora confiada. Lopes de Vega, apud Rónai,1976, assemelhava o tradutor a um contrabandista de cavalos; em oposição aos que o consideram a mera sombra do autor, um escravo obediente a seu serviço, a quem haja nele uma autor frustrado.

Olivro de Georges Mounin, apud Breno Silveira, Las Belles Infidéles, faz a seguinte comparação dizendo que as a tradução é como as mulheres; se forem fieis não são belas e se são belas não são fieis. Todavia, a quem discorde do ditado e ninguém menos que Milan Kundera, que afirma, com razão, só ser bela a tradução fiel, pois é a paixão da fidelidade que faz o autêntico tradutor.

Muitos elogios e críticas foram dirigidos a tradução. Dentre elas encontramos uma que achamos particularmente interessante:

Lembrai-vos sempre quando vides uma tradução , que vedes uma fraca estampa de um belo quadro.

Voltaire, apud José Paulo Paes, 1990,p.35.

A crítica de seja ela a favor ou contra, se baseada em fundamentos lógicos reais vem mais a enriquecer do que atrapalhar o trabalho do tradutor. Só quem tem a ganhar com estes procedimentos de praxe é o leitor, que terá, cada vez mais, profissionais qualificados e preocupados em desempenhar o seu papel. Afinal, perderíamos muito a nível de conhecimento da literatura se não houvessem bons tradutores para nos presentear com a tradução, esperamos que fiéis, de muitos clássicos da leitura mundial. Graças a eles podemos nos deleitar com autores de diversos países e idiomas desconhecidos. Não querendo menosprezar os nossos autores, que são esplêndidos diga-se de passagem, mas não há porquê abrimos mão de um oceano, simplesmente por podermos desfrutar de uma gota d’água.

  1. A FIDELIDADE NA TRADUÇÃO

A questão da fidelidade na tradução é algo que vem sendo discutido por muitos já há bastante tempo, sem que se chegue a um acordo definitivo a cerca da importância dessa arte.

Segundo Geir Campos O livro de Georges Mounin, “As lindas Infiéis”, longe de ser somente uma crítica à tradução, no que concerne à fidelidade, vem ser um estudo sistemático sobre as dificuldades que envolve a tradução literária, partindo da indagação: “Será possível traduzir ?”, alguém pode até achar absurda a pergunta, visto que, haverão sempre tantas obras traduzidas mundo a fora. Entretanto, a pergunta vem a desencadear uma avalanche de indagações que põem em dúvidas a veracidade de tantos trabalhos exibidos por aí. É gritante o número de maus profissionais que fazem da tradução um bico onde podem incrementar no seu orçamento. Pessoas que têm um conhecimento elementar de determinado idioma e tempo suficiente para fazer versões infiéis de obras alheias, chegando a deturpar de tal forma, a ponto de torná-las irreconhecíveis pelo próprio autor. A impunidade que gozam essas pessoas , falta de uma punição criminal contra esse tipo de abuso que cometem é o que colabora para que a tradução no nosso país seja desacreditada cada vez mais.

Brenno Silveira, em seu livro “A Arte de traduzir”, deixa claro a sua opinião sobre a tradução no Brasil e como ele acha que deveriam agir com obras de outros países, segundo o autor as piores traduções do mundo são feitas em nosso país. O tradutor deve ser, diante do texto estrangeiro, o mais fiel possível.

Marin Sorescu, Expressa sua crítica através de um poema intitulado

“Tradução”, traduzido por Arrojo à partir da versão inglesa:

Estava fazendo exame

De uma língua morta.

E tinha que me traduzir

De homem para macaco.

Fiquei na minha,

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