SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO

Data:

02/12/05

PROCEDIMENTOS DE ELÉTRICA

Revisão:

03

Descrição:

Montagem de Elétrica

Código:

PO-70-ELE-01

Página:

14/14

ÍNDICE DE REVISÕES

REV

DATA

DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

3

02/12/05

Alteração na configuração de página

ELABORAÇÃO:

ANÁLISE CRÍTICA:

APROVAÇÃO:

Ney Fressato

TEC

Josué Geraldo Bochnia

COQ

Altair Lino Dietrich

DIR

DOCUMENTO PARA USO INTERNO – REPRODUÇÃO / IMPRESSÃO PROIBIDA SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DA CSE

EM NECESSIDADE DE CÓPIA SOLICITAR AO SETOR DE DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA-COORDENAÇÃO DA QUALIDADE

______________________Índice_____________________

1. OBJETIVO 2

2.CAMPO DE APLICAÇÃO 3

3.RESPONSABILIDADES 3

4.DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3

5.DESCRIÇÃO 3

5.1 INSTALAÇÕES APARENTES 3

5.1.1 Eletrodutos Rígidos 3

5.1.2 Eletrodutos Flexíveis 4

5.1.3 Conexões e Acessórios 4

5.1.4 Leitos Para Cabos 6

5.1.5 Aterramento 7

5.1.6 Lançamento de Cabos 7

5.1.7 Ligações 8

5.2 REDES DE ILUMINAÇÃO 9

5.3 SUBESTAÇÕES 10

5.3.1 Condições gerais de montagem 10

5.3.2 Condições específicas para montagem de painéis de comando 10

5.3.3 Condições específicas para montagem de baterias 11

5.3.4 Condições específicas para montagem de motores 11

5.4 ENVELOPES E ENFIAÇÃO DE CABOS EM REDES SUBTERRÂNEAS 12

5.4.1 Abertura de valas 12

5.4.2 Condições específicas 12

5.4.3 Instalação de eletrodutos 12

5.4.4 Concretagem dos eletrodutos e caixa de passagem 13

5.4.5 Enfiação de cabos 14

6. CONTROLE DE REGISTROS 14

7. ANEXOS 14

  1. OBJETIVO

Definir diretrizes e parâmetros para montagem de sistemas elétricos.

  • Instalações aparentes;

  • Leitos de cabo;

  • Aterramento;

  • Lançamento de cabos;

  • Ligações;

  • Iluminação;

  • Subestações;

  • Motores;

  • Envelopes.

  1. CAMPO DE APLICAÇÃO

Aplica-se à execução dos serviços na área de montagem elétrica

  1. RESPONSABILIDADES

Chefe de Obra, Coordenador: implementação do procedimento;

Supervisor: orientação aos colaboradores na aplicação do procedimento;

Encarregado: orientação aos colaboradores na execução dos trabalhos;

Técnico de Segurança: prevenção, treinamento e orientação de SMS.

Colaboradores: atender as recomendações e executar os serviços conforme orientação superior.

  1. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

    N-1600a - Construção, montagem e condicionamentos de rede elétricas.

    N-1614a - Construção, montagem e condicionamento de equipamentos elétricos.

    N-1644a - Eletroduto rígido.

  1. DESCRIÇÃO

    1. INSTALAÇÕES APARENTES

      1. Eletrodutos Rígidos

  • O tipo de suporte, sua fixação e o espaçamento entre suportes destinados à fixação de eletrodutos devem ser conforme desenhos de projeto. Quando não indicado em projeto, devem ser adotados suportes espaçados no máximo 2,5m. Os suportes devem ser instalados após sofrerem limpeza mecânica e pintura de fundo.

  • Os eletrodutos devem ser instalados cuidando-se de seu nivelamento, alinhamento, posicionamento e paralelismo, mantendo-se o afastamento entre si de acordo com o projeto.

  • O afastamento entre eletrodutos e linhas ou equipamentos com temperatura externa acima do ambiente, deve ser conforme especificação e desenhos de projeto. Quando não indicado em projeto, deve ser adotado o seguinte critério:

  • No caso de temperatura até 70ºC, usar afastamento mínimo de 5cm. Para temperatura acima de 70ºC, usar afastamento mínimo de 30cm, conforme N-1600 item 5.3.1.5a.

  • Nos casos anteriores, quando o suporte for fixado em peça aquecida, deve ser isolado termicamente dos eletrodutos.

  • As roscas feitas no campo, devem seguir os seguintes critérios:

  • Devem ser feitas utilizando-se no máximo 2 passes.

  • Devem ser removidas todas as rebarbas após a confecção das roscas.

  • Nenhum fio de rosca deve estar danificado.

  • Deve ser aplicada tinta anti-corrosiva nas roscas, antes do acoplamento.

  • Deve ser inserido um mínimo de 05 fios de rosca conforme recomendação da NEC.

  • O afastamento entre dutos de telefone e energia deve ser conforme especificação de projeto.

  • As curvas fabricadas na obra, devem ser feitas obedecendo às recomendações da NBR-5597 e não devem apresentar falhas na camada galvanizada, bem como os cordões de solda devem resistir aos esforços de dobramento sem apresentar fratura ou trinca. Os cordões de solda devem ficar na linha neutra quando do dobramento do eletroduto. O rosqueamento deve ser feito exclusivamente no trecho reto.

  • A quantidade de curvas entre os dois pontos do puxamento deve atender às especificações e desenhos de projeto. Quando não indicada, deve ser observado que o somatório das deflexões não ultrapasse à 270º.

  • Deve ser verificada a existência de amassamentos, danos internos e externos na galvanização devido ao manuseio incorreto de equipamentos ou ferramentas.

      1. Eletrodutos Flexíveis

  • O comprimento, posicionamento e o raio mínimo de curvatura dos eletrodutos flexíveis devem atender aos desenhos e especificações de projeto. A disposição adotada deve permitir a absorção das vibrações dos componentes ou equipamentos a ele conectados. Deve ser observado em equipamentos que girem o efeito do curso de giro sobre o eletroduto flexível.

  • Caso não sejam indicados em projeto os raios de curvatura, devem ser adotados valores, no mínimo, de 12 vezes o diâmetro externo do eletroduto flexível. Os mesmos não devem apresentar ondulações ou amassamentos em sua capa externa.

  • Nos eletrodutos flexíveis à prova de tempo com revestimento externo em PVC as terminações montadas na obra devem estar perfeitamente ajustadas. Deve ser garantida a continuidade elétrica da instalação.

      1. Conexões e Acessórios

  • As conexões e acessórios devem ser instalados de modo a atender às especificações e desenhos de projeto.

  • Na instalação de uniões, devem ser atendidas as seguintes recomendações:

  • As uniões não devem ficar sujeitas a esforços horizontais ou verticais;

  • Devem ficar afastadas de qualquer obstáculo, no mínimo de 1,5 vezes o diâmetro externo do tubo;

  • No caso de vários eletrodutos chegando numa mesma caixa, às uniões, se necessário, podem ficar defasadas entre si;

  • Quando possível, a parte móvel da união em lances verticais deve ficar na posição superior;

  • A conexão entre as partes móvel e fixa das uniões deve estar perfeitamente ajustada e ser realizada promovendo o aperto adequado das partes.

  • Nas instalações de unidades seladoras devem ser atendidas as seguintes exigências:

  • A unidade seladora deve ser instalada tão próximo quanto possível do invólucro à prova de explosão, respeitando o afastamento máximo de 45 cm.

  • Devido a eventuais interferências que dificultem o seu rosqueamento, deve ser respeitado o afastamento mínimo de 1,5 vezes o diâmetro externo do tubo;

  • Nos casos em que vários eletrodutos chegam a uma mesma caixa, as unidades seladoras, se necessário, podem ficar defasadas entre si, respeitando, contudo o espaçamento máximo de 45 cm até a caixa;

  • Verificação do correto posicionamento das unidades seladoras verticais e horizontais;

  • A gaxeta de vedação (cordão de amianto ou similar) deve ser colocada de forma a assegurar um afastamento dos condutores entre si e entre condutores e a superfície interna da unidade seladora. Deve ser aplicada de modo a evitar escoamento da massa de selagem para o interior das tubulações ou caixas.

  • Verificação da composição e da condição de utilização dos componentes da massa seladora;

  • Somente após a enfiação e testes dos condutores, é que se executa o enchimento das unidades seladoras, respeitando que a espessura da massa seladora deve ser, no mínimo igual ao diâmetro nominal do eletroduto e nunca menor de 16mm.

  • As extremidades dos eletrodutos terão acabamento indicado no projeto, mediante buchas de acabamento, seladoras, ou de aterramento, tampões e bujões.

  • As caixas de junção de passagem ou comunicação serão montadas cuidando para o correto alinhamento e verticalidade.

  • O posicionamento das caixas deve ser feito de tal forma a facilitar a entrada dos cabos e/ou tubos, considerando-se:

  • Quantidade de entradas;

  • Raios mínimos de curvatura dos cabos;

  • Dobramento dos tubos em ângulo não superior a 90º;

  • Acesso e facilidade de manutenção;

  • Facilidade de tráfego de máquinas e pessoas;

  • Abertura e fechamento das portas de acesso;

  • Não existência de interferências.

  • As furações não utilizadas para a entrada de eletrodutos devem ser fechadas com tampões ou bujões metálicos.

  • As caixas de puxamento tipo “pull-box” devem ser montadas efetuando-se o nivelamento pela base das mesmas. Este alinhamento deve ser baseado no paralelismo entre as caixas e a verticalidade dos eletrodutos que a sustentam.

  • Todas as caixas devem ser ligadas entre si por um cabo de aterramento. Se houver alguma necessidade de alteração nas furações, os furos obsoletos serão fechados por meio de bujões.

      1. Leitos Para Cabos

  • Os leitos, dutos e bandejas para cabos, devem ser montados conforme projeto, observando-se que os mesmos sejam instalados devidamente alinhados e nivelados.

  • Os acabamentos em interligações, curvas e trechos retos, não devem apresentar cantos vivos ou rebarbas, de forma a se preservar o isolamento externo dos cabos que neles se acomodam.

  • Nos eventuais cortes das bandejas ou dutos, estes devem sofrer limpeza mecânica e pintura de base.

  • Os suportes devem ser instalados de acordo com as instruções de projeto, ou conforme tabela abaixo, nos casos de insuficiência de informações:

  • Bandejas ou leitos de largura 100mm - 1,00 m

  • Bandejas ou leitos de largura até 300mm - 1,50 m

  • Bandejas ou leitos de largura acima de 300mm - 2,50 m

  • As distâncias mínimas de afastamento dos dutos e bandejas em superfícies aquecidas, devem ser:

  • 5,0cm para temperatura até 70ºC.

  • 30,0cm para temperatura superior a 70ºC.

  • Os dutos de sinal elétrico e bandejas devem ser adequadamente separados dos dutos de força.

  • As mínimas distâncias permitidas devem estar de acordo com as especificações de projeto e onde não houver previsão, conforme tabela a seguir:

    CABOS DE FORÇA

    TENSÃO

    CORRENTE

    ESPAÇAMENTO

    Até 130V

    Até 10A

    300mm

    130V até 250V

    Até 50A

    450mm

    250V até 480V

    Até 200A

    600mm

    480V até 600V

    Até 800A

    1400mm

    600V até 3800V

    Até 1500A

    1800mm

  • Deve ser evitada a circulação de pessoal diretamente sobre os leitos, que também, devem ser identificados conforme projeto.

      1. Aterramento

  • O aterramento deve ser feito de acordo com o projeto, mantendo sempre a profundidade mínima recomendada de 50cm.

  • A rede principal deve ser conforme projeto, caso não especificado deverá ser com cabo de70 mm2 e as derivações de acordo com o projeto. As emendas subterrâneas devem ser do tipo solda exotérmica, não sendo permitido o uso de conectores.

  • O afloramento da malha através do piso deve ser protegido contra danos mecânicos com eletroduto PVC.

  • Em casos de subida de malha com estruturas, caso não esteja indicado no projeto, esta deve ser feita por eletrodutos em trechos retos e fixados por meio de braçadeira (tipo unha).

  • As emendas aéreas devem ser feitas por meio de conectores apropriados e aplicar pasta anti-oxidante.

  • O aterramento de equipamentos, estruturas, tubulações, leitos de cabos e sistemas de pára-raios deve ser executado atendendo aos desenhos e especificações de projeto.

  • As superfícies de contato dos equipamentos a serem aterrados devem estar rigorosamente limpas. Após a conexão e aperto, devem ser untados os terminais com pasta anti-oxidante.

  • Quando não indicado em projeto os eletrodutos metálicos na caixa de passagem subterrânea, entradas em subestações e afloramentos sob painéis devem ser aterrados através de buchas de aterramento e conectores apropriados ligados a malha geral de terra.

  • Quando não indicado em projeto as hastes devem ser enterradas a uma profundidade mínima de 2,5 metros e ter um espaçamento máximo entre si de 25 metros. Deve ser atingido o valor de resistência especificado em projeto.

  • Para as soldas exotérmicas os cabos deverão ser limpos com escova de aço e lixa. Levar para o campo somente os cartuchos necessários.

      1. Lançamento de Cabos

  • Antes de ser iniciada a enfiação devem ser verificados e executados os seguintes itens:

  • Esgotamento e limpeza das caixas de passagem e eletrodutos. Nos eletrodutos soprar com ar comprimido e passar gabarito com 90% do diâmetro interno;

  • Existência de buchas de aterramento nos eletrodutos de aço galvanizado;

  • Existência de rebarbas na boca dos eletrodutos/caixa;

  • Existência de guias de arame galvanizado ou corda de nylon nos eletrodutos;

  • Inspeção visual dos cabos quanto ao tipo, bitola, classe de tensão, estado de conservação e quantidade, de acordo com o plano de enfiação;

  • Para lançamento de cabos é necessária uma planilha que contenha:

  • Número do circuito;

  • Bitola do cabo;

  • Trajeto (de/para);

  • Comprimento;

  • Devem ser retiradas do estoque e colocadas próximas ao local de início de lançamento, somente as bobinas necessárias. Toda bobina que não for totalmente consumida deve ser medida e fechada, as pontas dos cabos vedadas com fita autofusão ou elemento apropriado para evitar a entrada de umidade e retornadas ao local de estocagem. Anotar o comprimento da bobina.

  • Devem ser utilizados cavaletes ou macacos apropriados para desenrolar as bobinas sem produzir torção ou danificar os cabos. Os cabos devem ser puxados à mão e devem ser usados equipamentos como roletes, destorcedores, tornos, etc. Quando o encaminhamento do cabo não permitir a execução, no caso de se usar elemento especial para puxamento, o esforço deve ser controlado com dinamômetro atendendo às recomendações do fabricante do cabo. Devem ser utilizados talco industrial ou vaselina a fim de diminuir o atrito durante a enfiação.

  • Os cabos devem ser identificados em ambos os extremos de forma provisória até sua locação, arrumação e amarração definitiva, quando serão identificados com elementos apropriados e conforme as instruções do projetista.

  • Deve ser deixada uma folga no comprimento dos cabos que permita acomodação dos mesmos nas caixas de passagem e corte de suas extremidades para confecção de emendas e terminações.

  • Os cabos devem ser desenrolados de forma que o sentido de movimento, na parte superior da bobina, coincida com o sentido do puxamento. Durante a passagem devem ser respeitados os raios mínimos de curvatura, conforme as recomendações de norma:

  • Cabo seco sem armadura: 08 vezes o diâmetro externo;

  • Cabo seco blindado: 12 vezes o diâmetro externo.

  • Durante a passagem, o cabo deve ser inspecionado a fim de detectar qualquer falha na proteção mecânica.

  • Para o lançamento em bandeja ou duto, deve ser feita uma limpeza geral da mesma, com retoques de pintura, caso necessário.

  • Verificar para que não faltem parafusos de suportes e emendas das bandejas e que os mesmos estejam devidamente apertados.

  • Instalação de cabos em bandeja ou dutos deve atender as especificações, desenhos de projetos e do fabricante nos seguintes itens:

  • Distribuição de condutores, quanto ao tipo de serviço e tensão de operação;

  • Fixação dos cabos, quanto ao tipo e espaçamento;

  • Identificação.

  • Devem ser providos meios de sustentação e proteção mecânica dos cabos, quando estes passam das bandejas para outro sistema de distribuição.

      1. Ligações

  • As ligações devem atender ao projeto e as especificações a serem feitas por pessoal qualificado.

  • Para execução das terminações os seguintes critérios devem ser observados:

  • Teste dos cabos com Megger e/ou Hi-Pot, após a execução da terminação.

  • Continuidade dos circuitos, inclusive da blindagem;

  • Polaridade (se necessário);

  • Faseamento;

  • Checar condições de entrada no painel ou equipamento;

  • Conferir bitola dos terminais;

  • Verificar condições de corte mínimo dos cabos;

  • Utilizar benzina para remoção de óleos, gorduras ou pasta inibidora de oxidação para terminais;

  • Posicionar os cabos em relação à régua de blocos terminais;

  • Efetuar anilhamento de acordo com as prescrições de projeto;

  • Prensar os terminais com auxílio de alicates-prensa e matrizes, apropriados às bitolas e tipos de terminais.

  • Os cabos nos painéis e caixa de junção, devem ser arranjados dentro das canaletas (se houver) e nelas fixadas através de fita perfurada ou dentada, fita plástica ou similar aprovada.

  • A execução dos chicotes em caixas de junção e painéis, deve ser feita de tal modo que não provoque esforço dos bornes e permita a colocação de amperímetro alicate para leitura de corrente.

  • Os cabos de alta tensão devem ter suas terminações feitas de acordo com o projeto e seguindo-se as instruções do fabricante.

  • Devem ser observados os seguintes pontos:

  • Tipo e classe de tensão;

  • Seqüência de fases do sistema;

  • Distância entre a fase e a estrutura;

  • Posicionamento e fixação da terminação;

  • Ligação de cordoalha de aterramento à malha de terra, no caso de cabos blindados ou armados.

    1. REDES DE ILUMINAÇÃO

  • A instalação de luminárias, lâmpadas, tomadas, dispositivos de proteção e demais acessórios deve ser conforme especificação do projeto e/ou fabricante.

  • A instalação dos outros elementos do sistema de iluminação deve ser executada conforme mencionado nos itens constantes deste procedimento.

  • A instalação de iluminação industrial deve ser feita de acordo com o projeto, classificação de áreas e dando especial atenção ao alinhamento.

  • Em montagem de Pipe-Rack, os eixos devem ser estabelecidos pela topografia.

  • A fabricação de poste tipo pescoço de ganso, deve ser feita com o máximo cuidado para evitar amassamento ou esfoliação do galvanizado e em gabarito de roldanas.

  • Os transformadores e painéis de iluminação devem ser fixados de acordo com suas características físicas e segundo o projeto.

  • Iluminação de rua - nas bases de concreto para os postes deverá ser colocado um gabarito para alinhamento dos chumbadores.

    1. SUBESTAÇÕES

      1. Condições gerais de montagem

  • Todos os equipamentos a serem montados devem ser previamente liberados pelo C.Q. na inspeção de recebimento mediante emissão do relatório de inspeção de recebimento.

  • As etapas de montagem dos equipamentos e seus acessórios, relacionados abaixo, devem ser feitos atendendo os desenhos, especificações e recomendações de projeto, as orientações do fabricante, e normas aplicáveis:

  • Suportação;

  • Alinhamento;

  • Travamento;

  • Nivelamento

  • Fixação;

  • Conexões com cabos, eletrodutos, prensa cabos e demais acoplamentos;

  • Interligação e identificação dos circuitos de proteção, medição, sinalização, aquecimento, comando, alarme e intertravamento.

Nota: O local de montagem deve ser devidamente limpo e com boa iluminação.

  • Após a montagem dos equipamentos, deve ser dado reaperto adequado em todas as partes aparafusadas e conexões.

  • Todos os equipamentos, assim como estruturas, cercas, deverão estar conectados à malha de terra, conforme o projeto.

  • Nos cabos, as terminações devem ser feitas atendendo ao manual do fabricante, tendo-se o cuidado de manter o lugar de execução das “muflas” seco, limpo e abrigado.

  • As “meias canas” que protegem os cabos devem ser montadas sem nenhum esforço lateral nem folgas.

      1. Condições específicas para montagem de painéis de comando

  • Os barramentos devem ser verificados quanto ao alinhamento, conexões e fixação de acordo com desenhos de fabricantes;

  • A movimentação dos disjuntores e gavetas, alavancas de acionamento dos contatos auxiliares, fim de curso, operação manual e sistemas de extração devem ser verificados quanto ao comportamento mecânico no interior do cubículo, observando o acoplamento das garras de encaixe. Deve-se verificar também, a abertura e o fechamento das portas, ajustando-as se necessário.

  • Devem ser verificados todos os componentes do painel no que se referem as suas características, a forma de fixação e/ou encaixe, grupos de ligação, conexões e aterramento conforme as especificações de projeto e desenhos dos fabricantes.

  • As interligações, terminações e identificação dos circuitos de força e controle, devem atender as especificações de projeto e desenhos do fabricante;

  • O fundo do painel deve ser fechado, após a montagem dos cabos e colocados MCT’s de madeira protegidos com verniz.

      1. Condições específicas para montagem de baterias

  • A suportação, colocação de separadores e isoladores, número de elementos e ligações entre os mesmos, devem atender as especificações de projeto e instruções do fabricante.

  • Para baterias alcalinas sem eletrólito, o mesmo deve ser preparado conforme instruções do fabricante. O eletrólito deve ser colocado nos elementos somente quando o conjunto de baterias puder ser alimentado pelo retificador, para aplicar carga de equalização e/ou manter em flutuação, conforme instruções do fabricante. Após colocação do eletrólito, o sistema de corrente contínua deve ser testado conforme o procedimento de testes.

      1. Condições específicas para montagem de motores

  • Os requisitos mecânicos relativos à montagem, alinhamento, nivelamento, grauteamento, acoplamento dos motores, devem ser conforme as normas e projetos aplicáveis aos equipamentos acionados e acionadores respectivamente.

  • Como normalmente os motores de baixa potência não são recebidos montados em “SKID”, a montagem dos mesmos deve ser feita observando-se o seguinte:

  • Após a montagem do “SKID” devem-se concluir os eletrodutos, instalando os flexíveis nas caixas de ligação de acordo com o projeto aterrando-se as bases.

  • A cablagem e ligações devem ser feitas de acordo com o procedimento

  • As ligações de motores e geradores devem ser feitas juntando-se os terminais tipo “olhal” pela face lisa e fixando-se com parafusos de latão de diâmetro e comprimento adequados aos terminais.

  • Deve-se fazer o enchimento das emendas com fita autofusão arredondando-se as saliências dos terminais e parafusos. A camada final deve ser feita com fita isolante.

  • O rotor do motor com mancais de bucha deve ser mantido travado, durante qualquer movimentação do equipamento.

  • Dos sistemas de excitação, regulação de velocidade, tensão, proteção contra surto de tensão, aterramento, lubrificação, refrigeração e proteção contra incêndio devem ser montados conforme as especificações de projeto e desenhos do fabricante.

  • Devem ser verificados os seguintes itens, de modo que satisfaçam às especificações de projeto e desenhos do fabricante:

  • Tampas, revestimentos e juntas de vedação do equipamento;

  • Termostatos , pressostatos, indicadores de água e óleo e sensores de temperatura ;

  • Espaçamento dos anéis coletores;

  • Porta-escovas e escovas.

    1. ENVELOPES E ENFIAÇÃO DE CABOS EM REDES SUBTERRÂNEAS

      1. Abertura de valas

  • Todos os envelopes devem ser cavados mecanicamente, exceto nas situações abaixo relacionadas:

  • Interferências subterrâneas tais como: redes elétricas, pluviais, óleo e outros;

  • Inacessibilidade do equipamento;

  • Para distância entre caixas de passagem, menor que 5 (cinco) metros;

      1. Condições específicas

  • De forma a permitir uma fácil movimentação dos montadores, deverá ser considerado na confecção da vala uma largura de, no mínimo, 50cm em cada lado do envelope.

  • Os envelopes com comprimentos totais superiores a 50 metros deverão ser acompanhados por uma equipe de topografia.

  • Após e escavação, o fundo da vala deverá ser regularizado e receber uma camada de concreto magro de 5cm de espessura, sobressaindo em 5 cm à largura do envelope de cada lado.

  • Quando não especificado em projeto, a profundidade do topo do envelope de concreto deverá ser de 60cm. Caso haja interferência, deverá ser de 45cm.

      1. Instalação de eletrodutos

  • Além dos critérios citados anteriormente, serão também adotados os seguintes:

  • Quando da soldagem dos espaçadores no campo, deverão ser utilizados lençóis de amianto na área de soldagem , de modo a proteger a galvanização dos eletrodutos.

  • As conexões entre os eletrodutos no interior dos envelopes deverão ser executadas somente com luvas roscadas.

  • Os eletrodutos que afloram ao nível do piso , devem ter comprimento de 20cm entre o início da parte roscada e o ponto de afloramento do tubo.

  • Todos os eletrodutos de espera deverão ser posicionados por gabarito de madeira, e a verticalidade dos mesmos deverá ser verificada através de prumo ou nível.

  • Quando da circulação de pessoal sobre a rede de eletrodutos não concretada, estes deverão estar protegidos mecanicamente por pranchões de madeira.

  • Os eletrodutos reservas deverão conter em seu interior uma guia de arame galvanizado de bitola mínima 10 AWG ou fio de nylon.

  • Deverá ser observada, nas interligações com eletrodutos, a existência de guia, e quando não existente proceder à instalação da mesma.

      1. Concretagem dos eletrodutos e caixa de passagem

  • Antes de ser iniciada a concretagem, deverá ser executada uma inspeção na rede de eletrodutos devendo estar isenta de terra e quaisquer outros materiais estranhos.

  • Quando da necessidade de realização de limpeza da rede de eletrodutos a ser concretada, esta deverá ser feita com jato de água doce e ar comprimido.

  • O concreto não deve ser lançado em queda livre, para não deslocar ou danificar os eletrodutos. Nos casos de necessidade de interrupção dos trabalhos de montagem e/ou concretagem, com reaterro da vala, devem ser seguidas as seguintes recomendações:

  • Os eletrodutos deverão ser tamponados em suas extremidades por tampões de PVC ou bujões.

  • As roscas deverão ser protegidas por uma demão de tinta anticorrosiva (zarcão).

  • O local da interrupção da concretagem será sinalizado com um marco de madeira.

  • O menor comprimento do eletroduto excedente à junta deve ser de 50cm.

  • A proteção dos trechos de eletrodutos excedentes deve ser feita com caixa de madeira contendo areia seca ou serragem.

  • Locação da Interrupção por coordenadas

  • Nos casos de interrupção do envelopamento entre duas caixas de passagem, a extremidade do concreto deverá ficar inclinada aproximadamente de 45 graus e ter superfície irregular.

  • Quando no reinicio da concretagem, a junta deverá ser limpa com água doce.

  • Deverá ser aplicada em toda a extensão do topo do envelope, uma camada de óxido de ferro (vermelhão), com espessura mínima de 3mm.

  • Nas caixas de passagem de concreto deverá ser observado que os eletrodutos devem sobressair na face interna da parede da caixa com comprimento mínimo igual a 5 (cinco) fios de rosca, para posterior colocação de bucha terminal de aterramento.

  • Desforma e reaterro

  • Deve ser aguardado o prazo de 72 horas antes de ser procedida a desforma.

  • Antes do reaterro deve ser providenciada a completa limpeza da área, com a remoção das formas, entulhos e esgotamento de água.

  • A compactação da vala deverá ser mecânica, através de compactadores pneumáticos, elétricos ou com motor a explosão. Em situações que não for possível aplicar nenhuma das condições citadas, poderá ser feito um dispositivo manual, devendo este proporcionar garantias mínimas para execução dos serviços.

      1. Enfiação de cabos

  • Além dos critérios citados, serão também adotados os seguintes:

  • Os eletrodutos a serem utilizados serão previamente limpos com jatos de ar seco, e imediatamente antes do puxamento será passado gabarito com 90% do diâmetro do eletroduto, para teste de obstrução do eletroduto.

  • A bobina será posicionada de forma que o sentido de puxamento de cabo seja tangencial a face superior da bobina.

  • Os cabos serão puxados sempre a partir da caixa de passagem mais próxima ao centro do trecho a ser lançado. Quando isso não for possível, será puxado da área externa para a subestação, ou do equipamento para o painel.

6. CONTROLE DE REGISTROS

    Não há registros a serem controlados.

7. ANEXOS

    Não há anexos

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