A pele e o processo de cicatrização

Imediatamente, o organismo direciona mais plaquetas para a região e tem início a produção de fibrina – substância que só se forma no sangue quando um vaso é rompido. As plaquetas se juntam nas pontas dos vasos cortados e atuam como um tampão, parando o sangramento em alguns minutos. A fibrina age como a cola dessa união de plaquetas

A defesa da região leva cerca de três dias e é feita pelos glóbulos brancos. Essas células sangüíneas destroem seres estranhos que entram no corpo pelo machucado – como bactérias. O processo de defesa deixa a ferida inflamada alguns dias. Nesse período também aparece a “casquinha”, que é simplesmente o sangue coagulado e ressecado

Após a ação dos glóbulos brancos, vem a limpeza geral. Entram em cena os macrófagos (um tipo de célula presente na pele), que “engolem” as células mortas e as últimas bactérias que restaram. Ao mesmo tempo, cresce o fluxo de sangue na região, dando origem àquela vermelhidão típica de machucado. Com mais sangue, multiplicam-se as células na porção superficial da pele

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Quando a pele sofre um corte ou uma perfuração, milhares de células sangüíneas entram em ação. Algumas delas fornecem o oxigênio necessário para que outras possam iniciar o processo de estancamento do sangue e fechamento da ferida, enquanto um terceiro grupo combate as bactérias, impedindo-as de entrar no organismo. Apesar disso, é muito importante a higienização do local e a aplicação de curativos

AS CAMADAS DA PELE O maior órgão do nosso corpo é constituído de camadas

EPIDERME:tem de 1 a 4 milímetros de espessura e é onde nascem as novas células

DERME: aí ficam as terminações nervosas, as glândulas sudoríparas e as sebáceas, os bulbos capilares e os vasos sangüíneos, que se rompem em caso de corte

Quando um machucado ultrapassa a epiderme, vasos sangüíneos podem se romper. O sangue, que se espalha pelo local, contém várias substâncias, de glóbulos vermelhos (que transportam oxigênio) a plaquetas (reponsáveis pela coagulação)

Cerca de duas semanas após o acidente, a ferida já está totalmente coberta com uma nova camada de pele.

Dependendo da gravidade do corte e do organismo de cada pessoa, restará no local, no máximo, uma pequena cicatriz para lembrar o acidente

A irrigação sangüínea extra também traz os fibroblastos, células que produzem um tipo especial de tecido: o colágeno. Aliado à multiplicação das outras células da pele, o colágeno forma novas fibras. São elas que se juntam para fechar de vez a ferida, o que ocorre de fora para dentro do machucado

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