Transporte aéreo regional

Transporte aéreo regional

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Robson, com 14 bases operacionais, voando para 9 destinos diferentes e transportando 142.179 passageiros

2.4.14 TOTAL LINHAS AÉREAS

Foi fundada em 2 de maio de 1988, com o nome de Total Aerotáxi Ltda., sede em Belo Horizonte, contando com apenas um Bandeirante em sua frota. Em 1994 a empresa possuía 9 aeronaves e a Transportadora Sulista S/A, grande transportadora rodoviária do país, comprou a Total Aerotáxi e a reestruturou para operar no segmento do transporte aéreo regular.

Em 1996 a empresa recebeu o CHETA(Certificado de Homologação de

Empresa de Transporte Aéreo), passando a categoria de companhia aérea regular e a ser chamada de Total Linhas Aéreas S/A. Em 2004 a Total Linhas Aéreas inaugurou seu hangar no aeroporto da Pampulha (Belo Horizonte). Opera majoritariamente em Minas Gerais, mas também atende estados: Amazonas, Pará, Tocantins, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo e Distrito Federal.

A frota e composta por: 07 ATR 42-300/320 (com 45 assentos), 02 ATR 42- 500 (com 47 assentos), 02 ATR 72-212 (com 6 assentos) e 03 Boeing 727-200. Recentemente acertou a compra de mais 10 aeronaves do fabricante ATR, sendo 06 do modelo 42-500 e quatro 72-500, estão previstas para entrega a partir de 2008.

A empresa atua em vôos regulares, fretamentos, cargas aéreas e vôos cargueiros para o a RPN( Rede Postal Noturna dos Correios). Conquistou o prêmio da revista Avião Revue como Melhor Companhia Aérea Regional do Brasil e também é referência em manutenção de aeronaves ATR, sendo “Oficina Autorizada” do fabricante na América Latina.

2.4.15 TRIP LINHAS AÉREAS

2.4.15.1 Histórico

A TRIP Linhas Aéreas é uma das empresas do Grupo Caprioli, cuja tradição e história se confundem com a do transporte de passageiros no Brasil. Esta tradição gerou o padrão de atendimento TRIP que possui funcionários motivados, qualidade no atendimento, o melhor ambiente de bordo, além de uma administração saudável, para ter a certeza que seu preço seja sempre o mais competitivo. Isto resulta em vôo diários para cerca de 32 destinos em todo o território nacional, com o mais moderno conceito de Companhia Aérea hoje no ar.

Em 1926 Savério Caprioli juntamente com seus filhos, Mário e Anastácio, compram um caminhão para transportar mercadorias de Campinas até sua lojinha rural. Transportavam mercadorias e cada vez mais os vizinhos, amigos, parentes e agregados. Compra uma jardineira em 1930, o que transformou os caroneiros em clientes. Em 1933 cria-se a primeira linha regular operada pela Caprioli: Campinas- Capivari, e em seguida em 1934 eles se desfazem da lojinha, compram sua segunda jardineira e mudam-se para Campinas, para onde trazem também a sede da empresa.

Em 1942 a caprioli se registra formalmente, fundou se a Viação Lira em 1946 uma empresa de transporte urbano. 1960 têm-se uma expansão das atividades industriais em Campinas e no interior. E finalmente em 1998, início das atividades da TRIP Linhas Aéreas. 2006 a empresa torna-se sociedade anônima, Grupo Caprioli e Grupo Águia Branca são os sócios majoritários.

2.4.15.2 Destinos, Bases e Aeronaves

A TRIP atualmente possui 38 destinos entre eles estão Cuiabá, Curitiba,

Campo Grande, Cascavel, Londrina, Recife, Porto Alegre, Porto Velho e outros. E Possuí bases em diferentes lugares como: Vitória, Alta Florença, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cascavel, Curitiba, Belo Horizonte, Natal, Dourados, São Paul, Recife, Presidente Prudente, Maringá, Londrina e Fernando de Noronha. Além da sede em Campinas-SP.

Sua frota é composta por aeronaves dos modelos: Embraer 120 – Brasília, com capacidade para 30 lugares, velocidade de 600 Km/h em cruzeiro e teto máximo de 32.0 Ft(pés); e ATR-42, com capacidade para 46 lugares, velocidade de 470 Km/h em cruzeiro e teto máximo de 25.0 ft(pés).

2.5 ATUALIDADES

Como pode ser observado o cenário brasileiro da aviação civil é composto por muitas empresas aéreas atuantes no mercado regional, mas, mesmo assim, a sua parcela de participação é muito pequena, pouco mais de 3%, enquanto as duas maiores companhias aéreas domésticas nacionais juntas chegam a alcançar 95%. Mas isso está tendendo a mudança, no último ano foi registrado um crescimento de aproximadamente 32% das regionais, contra 14% das nacionais, mais afetadas pela crise aérea brasileira.

Esse crescimento surpreende, pois o preço das passagens das companhias do mercado regional geralmente é mais caro que as do nacional, por uma vez que suas aeronaves transportam menos passageiros, a freqüência de vôos é maior e ainda operam em muitos aeródromos em condições precárias, o que aumenta o custo da manutenção refletindo no preço dos bilhetes aéreos. Isso torna a concorrência com as maiores uma coisa desleal. A maioria dos seus passageiros são empresários, executivos e profissionais bem sucedidos, já que estes possuem condições monetárias favoráveis que os permitem gastar um pouco mais e voar sem escalas e sem precisar utilizar do transporte terrestre, as vezes até fluvial, entre pequenas e médias cidades do interior.

Como foi feito no passado, o governo deve promover mudanças que ajudem as pequenas companhias para, pelo menos, conseguirem manter seus serviços em operação. A suplementação tarifária, que anos atrás atingia quase que em totalidade as empresas que voassem linhas regionais, hoje atinge apenas as regiões da Amazônia Legal e Nordeste. Isso já possui algum valor, mas uma ajuda maior traria benefícios para muitas pessoas, já queem muitas cidades o avião é o único meio de transporte rápido, pois estradas inexistem e barcos levam dias para ir e vir. Pessoas enfermas são transportadas diariamente para cidades onde possam ser atendidas; materiais para exames laboratoriais, correspondências urgentes e encomendas também só são possíveis graças às regionais.

O sonho das empresas é grande, mas não impossível, para este ano a meta é crescer mais, adquirir novas aeronaves e ampliar as rotas. Dessa maneira a aviação passará a atender cada vez mais cidades, ultrapassando aos poucos mais de 100 atendidas atualmente, e quem sabe um dia talvez voltar a atender 400, como era nos anos 50. Para isso ocorrer, além do tempo, precisa ocorrer inicialmente uma ajuda do governo, barateando passagens, investindo em infra-estrutura, e o bom senso da população que tende a querer voar somente em grandes jatos.

O transporte aéreo brasileiro já passou por muitos altos e baixos em sua história, já chegou a atender quatro centenas de cidades e municípios nas mais diversas localidades, enfrentando todos os tipos de problema, principalmente os de infra-estrutura naquela época. Quando esse número começou a cair o governo federal teve que intervir para tentar segurar essa queda, pois sabia a importância do avião para o país e seu povo, criando a modalidade “aviação regional”. As mudanças conseguiram aliviar um pouco a queda, mas logo perderiam as forças, devido a próprias tendências do mercado. Até chegar aos dias atuais esse número caiu bastante, voltou a crescer e hoje se mantém em volta de 100, mesmo com a extinção em caráter oficial do termo “empresa aérea regional” no ano 2000. E, atualmente, temos uma boa quantidade de companhias aéreas que têm como foco o mercado aéreo regional, mantendo viva a vontade de se integrar todos os cantos do Brasil com as “versões modernas” da máquina voadora mais pesada que o ar inventada por um brasileiro.

Embora sua participação, suas aeronaves, suas distâncias percorridas, os investimentos recebidos sejam pequenos, a tendência atual do mercado regional da aviação civil brasileira é crescer cada vez mais, fortificando mais ainda sua importância para o país e sua economia, no que se trata do turismo e negócios, e para a população, encurtando distâncias, que as vezes mesmo pequenas são com muita dificuldade transpostas por outros meios, integrando regiões e facilitando a vida para muita gente dessa nação que tem o direito de ir e vir dentro dos limites geográficos brasileiros.

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