ESTUDO DE CASO - AVC (Acidente vascular cerebral)

ESTUDO DE CASO - AVC (Acidente vascular cerebral)

FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIENCIAS

CURSO: ENFERMAGEM

DISCIPLINA: SAÚDE DO ADULTO I

HELEN MESQUITA

ISABELA SOUZA

JULIANA TONETO

Estudo de caso

Salvador

2009

HELEN MESQUITA

ISABELA SOUZA

JULIANA TONETO

Estudo de caso

Estudo de caso referente à disciplina de Saúde do Adulto, 6ª semestre, turma B, matutino do curso de enfermagem, como pré-requisito parcial de avaliação, orientado pela professora Andréia Reis.

Salvador

2009

Introdução

Neste trabalho iremos fazer um estudo de caso uma paciente idosa com seqüela de AVC, HAS e múltiplas úlceras de pressão.O que nos motivou a escolher esta paciente foi a patologia que a mesma apresenta,o Acidente Vascular Cerebral, que lidera as causas de morte e seqüelas neurológicas em todo mundo. Para se ter uma noção das conseqüências sociais do AVC, em países ocidentais ele é a primeira causa de perda de habilidade física em adultos, a segunda causa de demência e a terceira causa de morte depois do câncer e doenças cardíacas (M. GIROT ET AL., 2003). Além disso, 25% dos sobreviventes a um AVC têm demência (STEPHENS ET AL., 2005).

Temos como objetivos aprofundarmos os nossos conhecimentos teóricos,científicos e práticos nesta área para que possamos desenvolver um planejamento de cuidados de forma mais humana , individualizada e de acordo com a SAE. A Sistematização de Assistência de Enfermagem é a utilização de metodologia cientifica para assistir o ser humano no atendimento de suas Necessidades Humanas Básicas,respeitando a individualidade de cada paciente ou cliente através da aplicação do processo de enfermagem (COFEN 2002) e tem como objetivos: Definir o modelo do processo de enfermagem a ser utilizado em cada instituição; Conduzir os enfermeiros para junto do paciente confirmando seu papel assistencial; Assegurar uma assistência de enfermagem mais humana e individualizada;Promover o retorno ao auto-cuidado:Analise do grau de dependência do paciente ;Direcionar as ações da enfermagem nas 24 horas facilitando a supervisão da equipe; Profissionalizar o cuidado; Qualificar os registros de enfermagem.É uma atividade privativa do enfermeiro,tem como base legais : Decisão COREN/BA/2000, Decisão COREN/BA007/2001 e Resolução COFEN272/2002.É de implantação obrigatória em todas as instituições de saúde publica e privada. .O processo de enfermagem compreende as seguintes etapas: Histórico; Diagnostico; Prescrição e Evolução. O trabalho desenvolvido teve como campo de prática o Hospital Publico São Jorge que se localiza na cidade de Salvador.

O AVC envolve um dos nossos mais importantes órgãos : o cérebro. Este é uma estrutura complexa , extremamente sensível .Ele é o centro de comando da vida – sem este não seríamos capaz de pensar, de sentir, de lembrar, não teríamos emoções. Portanto uma doença que envolva este nosso órgão tão importante pode deixar seqüelas irreparáveis e muitas vezes pode ser fatal.A enfermagem tem um grande papel não só na assistência mas também na prevenção desta doença ajudando a reduzir os fatores de risco para a mesma. A nossa justificativa por ter escolhido este tema é estarmos mais preparadas para reduzirmos substancialmente os fatores de risco em nossos clientes como obesidade,tabagismo e principalmente no controle da hipertensão arterial.

A metodologia utilizada será a revisão bibliográfica onde tivemos como base de dados artigos do scielo, medline e livros acadêmicos.Inicialmente iremos conceituar o AVC, abordando em seguida a sua fisiopatologia,manifestações clínicas ,diagnóstico e seu tratamento.Depois iremos realizar a sistematização de assistência em enfermagem buscando assim melhorar consideravelmente a assistência prestada a nossos futuros clientes.

Revisão de literatura

1.Conceito da patologia

O acidente vascular cerebral (AVC) refere-se a um complexo de sintomas de deficiência neurológica,durando pelo menos vinte e quatro horas e resultantes de lesões cerebrais provocadas por alterações da irrigação sanguínea, ou seja, quando parte do cérebro deixa de ser irrigada pelo sangue.Isto sucede sempre que um coágulo se forma num vaso sanguíneo cerebral ou é transportado para o cérebro depois de se ter formado noutra parte do corpo, interrompendo o fornecimento de sangue a uma região do cérebro. Pode, também, resultar da ruptura de uma artéria cerebral e, neste caso, o sangue que dela extravasa vai destruir o tecido cerebral circundante. Em qualquer dos casos, o tecido cerebral é destruído e o seu funcionamento afetado.

As lesões cerebrais são provocadas por um enfarte, devido a Isquemia ou hemorragia, de que resulta o comprometimento da função cerebral. Este acontecimento pode ocorrer de forma súbita, devido à presença de fatores de risco vascular ou por defeito neurológico focal (aneurisma).A presença de danos nas funções neurológicas origina déficits a nível das funções motoras, sensoriais,comportamentais, perceptivas e da linguagem. Os deficits motores são caracterizados por paralisias completas(Hemiplegia) ou parciais/ incompletas (hemiparesia) no hemicorpo oposto ao local da lesão que ocorreu no cérebro.É do cérebro que partem os estímulos para movimentar os músculos. A metade direita do cérebro comanda o lado esquerdo do corpo e vice-versa. Por conseguinte, uma lesão na metade direita do cérebro pode causar paralisia do lado esquerdo, enquanto que uma lesão da metade esquerda do cérebro pode causar paralisia do lado direito. As lesões da metade esquerda do cérebro podem dar origem a perturbações da fala e levar o doente a perder percepção do lado direito do corpo ou do ambiente que o rodeia.À paralisia de um dos lados do corpo dá-se o nome de hemiplegia (esquerda ou direita); A perda da capacidade da linguagem chama-se afasia. Podem ainda ocorrer outros problemas, como a perda da sensibilidade ou da força no lado afetado, perturbações do equilíbrio e alterações da visão.

Uma pessoa que sofre um acidente vascular cerebral deve sempre ser observada num hospital, no mais curso espaço de tempo, para se avaliar a necessidade de internamento e ser estabelecido tratamento adequado, até para evitar que o acidente se repita.A localização e extensão exatas da lesão provocada pelo AVC determinam o quadro neurológico apresentado por cada cliente e, o seu aparecimento é normalmente repentino, oscilando entre leves ou graves,podendo ser temporários ou permanentes.

1.1.Fatores de risco para o AVC:

Como já vimos, fator de risco é aquele que pode facilitar a ocorrência do AVC. É imprescindível a sua caracterização e devida correção, pois quase toda a prevenção do AVC é baseada no combate aos fatores de risco. Os principais são:

  • Em pacientes Jovens:Doenças auto-imunes ,Trombofilias congênitas,estados de hipercoagulabilidade ,má formação vascular e anemia falciforme.

  • Pressão Arterial: é o principal fator de risco para AVC. Na população, o valor médio é de "12 por 8". Geralmente, é preciso cuidar-se sempre, para que ela não suba inesperadamente. A hipertensão arterial acelera o processo de aterosclerose, além de poder levar a uma ruptura de um vaso sangüíneo ou a uma isquemia.

  • Doença Cardíaca: qualquer doença cardíaca, em especial as que produzem arritmias, podem determinar um AVC. "Se o coração não bater direito"; vai ocorrer uma dificuldade para o sangue alcançara cérebro, além dos outros órgãos, podendo levara uma isquemia. As principais situações em qúe isto pode ocorrer são: arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas, etc.

  • Colesterol: o colesterol é uma substância existente em todo o nossocorpo, presente nas gorduras animais; ele é produzido principalmente no fígado e adquirido através da dieta rica em gorduras. Seus níveis alterados, especialmente a elevação da fração LDL (mau colesterol, presente nas gorduras saturadas, ou seja, aquelas de origem animal, como carnes, gema de ovo, etc.) ou a redução da fração HDL (bom colesterol) estão relacionados à formação das placas de aterosclerose.

  • Fumo: sempre devemos evitá-lo; é prejudicial à saúde em todos os aspectos, principalmente naquelas pessoas que já têm outros fatores de risco aqui cita dos. Acelera o processo de aterosclerose, torna o sangue mais grosso (concentrado) ao longo dos anos (aumentando a quantidade de glóbulos vermelhos) e aumenta o risco de hipertensão arterial.

  • Uso excessivo de bebidas alcoólicas: quando isso ocorre por murta tempo, os niveis de colesterol se elevam; além disso, a pessoa tem maior propensão à hipertensão arterial.

  • Diabetes Mellitus: é uma doença em que o nível de açúcar (glicose) no sangue está elevado. A medida da glicose no sangue é o exame de glicemia. Se um portador desta doença tiver sua glicemia controlada, tem AVC menos grave do que aquele que não o controla.

  • Idade: quanto mais idosa uma pessoa, maior a sua probabilidade de ter um AVC. Isso não impede que uma pessoa jovem possa ter.

  • Sexo: até os 51 anos de idade os homens ter maior propensão do que as mulheres; depois desta idade, o risco praticamente se iguala.

  • Raça: é mais freqüente na raça negra.

  • História de doença vascular anterior: pessoas que já tiveram AVC, "ameaça de derrame", infarto do miocárdio (coração) ou doença vascular de membros (Trombose, etc.), tem maior probabilidade de ter um AVC.

  • Obesidade: aumenta o risco de diabetes, de hipertensão arterial e de aterosclerose; assim, indiretamente, aumenta o risco de AVC.

  • Sangue muito concentrado: isso ocorre, por exemplo, quando a pessoa fica desidratada gravemente ou existe um aumento dos glóbulos vermelhos. Este último ocorre em pessoas que apresentam doenças pulmonares crônicas (quer dizer, por muitos anos), ou que vivem em grandes altitudes. Em ambos os casos, o organismo precisa compensar a falta de oxigênio, aumentando a produção dos glóbulos vermelhos, para não deixar "escapar" qualquer oxigênio que chega aos pulmões.

  • Anticoncepcionais hormonais: os mais utilizados são as pílulas mas o médico deve avaliar e orientar cada caso. Atualmente se acredita que as pílulas com baixo teor hormonal, em mulheres que não fumam e não tenham outros fatores de risco, não aumentam a probabilidade de aparecimento de AVC.

  • Sedentarismo: a falta de atividades físicas leva à obesidade, predispondo ao diabetes, à hipertensão e o aumento do colesterol.

2.Fisiopatologia

O tecido nervoso é desprovido de reservas sendo totalmente dependente do aporte circulatório, pois é graças a este que as células nervosas se mantém ativas, sendo o seu metabolismo dependente de oxigénio e glicose. A interrupção deste aporte numa determinada área do cérebro tem por consequencia uma diminuição ou parada da atividade funcional dessa área.Se a interrupção do aporte circulatório for inferior a 3 minutos, a alteração é reversível; se esse prazo ultrapassar os 3 minutos, a alteração funcional poderá ser irreversível, originando necrose do tecido nervoso.O AVC pode ser causado por dois mecanismos diferentes: oclusão de um vaso provocando isquemia e enfarte do território dependente desse vaso ou ruptura vascular originando uma hemorragia intracraniana.Qualquer destes dois grandes grupos pode ser ainda dividido em subgrupos distintos; a obstrução vascular pode ser devida a doença local da parede do vaso, dando origem à formação de um trombo, ou a um embolo originado num ponto mais distante da rede vascular e que, entrando na circulação, vai alojar-se num vaso são e provocar a sua oclusão. Em qualquer dos casos o resultado é a formação de uma zona de enfarte.

As hemorragias podem dever-se igualmente a dois mecanismos: ruptura de uma mal formação vascular (aneurisma ou angioma), ou ruptura de uma artéria intra-cerebral de pequeno calibre como resultado de arteriosclerose. A ruptura de um aneurisma dá-se no espaço subaracnóide, provocando uma hemorragiameníngea, enquanto que as outras origens condicionam habitualmente uma hemorragia intracerebral.

3.Manifestações clínicas

Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo: isquêmico ou hemorrágico. Depende da localização do AVC,tamanho da região afetada, idade e fatores adjacentes.

  • Fraqueza:

O início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma pequena e específica área. Podem ocorrer de diferentes formas, apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço do que na perna; ou fraqueza maior na perna do que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.

  • Distúrbios Visuais:

A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).

  • Perda sensitiva:

A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente.

  • Linguagem e fala (afasia):

É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem expressiva (déficit na repetição, conversa espontânea e/ou dirigida, ecolalia, jargão...) e na linguagem compreensiva, fonoarticulação (apraxia de fala); assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.

  • Deglutição (disfagia neurogênica).

Pacientes podem apresentar alteração no processo de deglutição (na fase oral, orofaríngea e/ou esofágica) tendo como conseqüência, sinais clínicos de penetração e/ou aspiração prejudicando o estado geral do paciente. É muito comum o uso de sonda nasogástrica para manter o estado nutricional do paciente. Caso houver reabilitação fonoaudiológica essa condição pode ser minimizada como também reabilitada.

  • Convulsões:

Nos casos de acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução, associados a crises convulsivas parciais ou generalizadas. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento), além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.

4.Diagnóstico Clínico

Todo paciente que apresenta um déficit neurológico focal de início súbito que dura mais de 15-20 min deve ter suspeita de AVC.

  • A TC(tomografia computadorizada) não contrastada é essencial para descartar um AVC hemorrágico que aparece logo como uma área hiperdensa branca.Já o AVE isquêmico só aparece na TC após 24 a 72hs como uma área hipodensa cinza.

  • A RNM(Ressonância magnética) é um exame de maior acurácia do que a TCno diagnóstico de AVC isquêmico mas só é indicada quando a TC do terceiro dia não detecta possível AVC.O problema é sua indisponibilidade em vários hospitais públicos.

  • O Doppler transcraniano pode descobrir qual a artéria intracraniana está obstruída.

  • Exames laboratoriais como hemograma completo, coagulograma, uréia, creatinina, sódio, potássio, glicemia, tipagem sanguínea,velocidade de hemossedimentação,gasometria arterial, rad. Tórax e ECG são complementares feitos na admissão recomendados pelo consenso brasileiro.

  • Todo paciente que apresenta um déficit neurológico focal de início súbito que dura mais de 15-20 min deve ter suspeita de AVC.

Sinais que precedem um derrame e que auxiliam o diagnóstico:

  • Dor de cabeça intensa e súbita sem causa aparente

  • Dormência nos braços e nas pernas

  • Dificuldade de falar e perda de equilíbrio são os principais sintomas da doença.

  • Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna do lado esquerdo ou direito do corpo

  • Alteração súbita da sensibilidade, com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo

  • Perda súbita de visão em um olho ou nos dois

  • Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular e expressar palavras ou para compreender a linguagem

  • Instabilidade, vertigem súbita e intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos

Como identificar o acidente vascular cerebral

  • Primeiro, peça que a pessoa sorria. Se ela mover sua face só para um dos lado, leve-a a um hospital. Ela pode estar tendo um AVC.

  • Diga a ela que levante os braços. Caso ela tenha dificuldades para levantar um deles ou, após levantar os dois, um deles caia, procure socorro médico.

  • Dê uma ordem ou peça que a pessoa repita alguma frase. Se ela não responder ao pedido, pode estar sofrendo um derrame cerebral. Leve-a a um hospital imediatamente para atendimento médico.

5.Tratamento

O melhor tratamento para o AVC é a prevenção, identificar e tratar os fatores de risco, como a hipertensão, aterosclerose, o diabete melitus, o colesterol elevado, cessar o tabagismo e o etilismo, além de reconhecer e tratar problemas cardíacos.

O Acidente Vascular Cerebral é uma emergência médica. A visão fatalista do AVC foi definitivamente substituída pela evidência concreta de que hoje é possível reduzir o déficit neurológico na fase aguda e prevenir eficazmente a ocorrência de novos eventos vasculares. O papel do enfermeiro nesse aspecto é crucial, pois a pronta estabilização do doente e o início precoce da investigação etiológica são determinantes no prognóstico final.Como qualquer emergência médica, a abordagem inicial do paciente com AVC passa pelo ABC da reanimação.Hipoxemia refratária a oxigênio suplementar, rebaixamento do nível de consciência e inabilidade de proteção das vias aéreas são indicações de intubação orotraqueal.

O tratamento da hipertensão arterial, embora benéfico na fase subaguda como medida de prevenção secundária,pode ser deletério na fase aguda. O aumento da pressão arterial nesta fase pode ser uma forma compensatória para aumentar o fluxo sangüíneo na área de isquemia cerebral. A correção para níveis de pressão arterial normal está relacionada a pior evolução clínica. Por isso, o consenso é não tratar a hipertensão arterial nos primeiros 10 dias do AVC isquêmico exceto em casos de hipertensão extrema (>220x120mmHg) ou de lesão aguda de órgão-alvo (insuficiência coronariana aguda, dissecção aguda da aorta, insuficiência renal aguda, edema agudo do pulmão). Medicações para controle da hipertensão utilizadas previamente ao evento, podem ser mantidas. No caso do AVC hemorrágico pode-se reduzir cautelosamente a pressão arterial para níveis abaixo de 180x110mmHg. Nesse caso, dá-se preferência a drogas intravenosas de curta ação, que podem ser suspensas em caso de deterioração neurológica (Anti-hipertensivos no AVC agudo.Agentes intravenosos: nitroprussiato de sódio, esmolol, metoprolol, enalaprilato.Agentes orais: inibidores da ECA (captopril, enalapril, perindopril).

Após a estabilização do paciente, a prioridade é identificar a etiologia do AVC. Esta etapa é fundamental, pois define as escolhas terapêuticas. Dados simples da história e exames complementares iniciais podem ser úteis nessa definição . Uma tomografia computadorizada (TC) do crânio deve ser realizada o mais precocemente possível para afastar hemorragia, outros diagnósticos (por exemplo, hematoma subdural) e identificar sinais precoces de isquemia cerebral.

A administração de Heparina é instituída com intuito de prevenir a recorrência precoce de embolia ou a progressão de um trombo local. Portanto, o consenso é considerar heparinização plena (1.000UI/hora inicialmente, mantendo TTPA 1,5 a 2X o valor normal) nos casos de DCV isquêmica por embolias cardiogênicas,coagulopatias, dissecção arterial ou nos casos de piora progressiva do déficit neurológico sugerindo trombose em atividade. Deve-se ter cuidado, entretanto, nos casos de infartos extensos, onde o potencial de transformação hemorrágica pode sobrepujar o benefício da anticoagulação. Nesses casos, deve-se aguardar 48 horas para decisão terapêutica após nova TC. Nos demais casos, heparina subcutânea (5.000-7.500UI de 12/12 horas) ou Heparina de baixo peso molecular devem ser administrados como profilaxia de trombose venosa profunda.

Antiplaquetários devem ser considerados nos demais pacientes onde não haja indicação ou haja contraindicação para anticoagulação (ou seja, DCV isquêmica por aterosclerose de pequenos ou grandes vasos que não estejam piorando agudamente, ou DCV de causa desconhecida). A escolha inicial é a aspirina por haver dados concretos na literatura quanto à sua eficácia na fase aguda. A Aspirina deve ser iniciada o mais precocemente possível. Embora haja controvérsia quanto à dose, utilizamos rotineiramente 325mg ao dia.Nos casos de intolerância ou alergia à Aspirina, podem ser utilizados: o clopidogrel (75mg/dia) ou Ticlopidina(500mg/dia).

Na profilaxia de AVC isquêmico por aterosclerose extracraniana, a endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria)carotídea reduz substancialmente o risco de AVC recorrente. Sua indicação deve ser considerada em pacientes sintomáticos (imediatamente

após um ataque isquêmico transitório ou após 4-6 semanas de um AVC isquêmico instalado) com estenose acima de 70% e em alguns assintomáticos ou com estenose menores, selecionados criteriosamente por neurologista experiente.

Febre e hiperglicemia aumentam o grau de lesão no tecido cerebral isquêmico. Quando presentes, ambos devem ser tratados agressivamente (antitérmicos, medidas físicas de resfriamento e insulina de demanda).

Estágios da Fase de Recuperação

Consoante a Organização Mundial de Saúde, 2003 os estágios da fase de recuperaçãosão: Persistência da hipotonia (estágio flácido), havendo perda motora geral e perda sensorial severa. O braço fica mole e caído e o paciente não consegue firmar-se no espaço devido à fraqueza muscular e ao baixo tônus muscular, sendo o mais incapacitante dos 3 estágios.

Evolução para o tônus normal (o estagio de recuperação), os movimentos iniciam-se nos membros, primeiro mais distalmente, permanecendo na generalidade uma leve incapacidade.

Evolução para a hipertonia (o estágio espástico), a recuperação da função motora com uma evolução para a espasticidade é bastante frequente. Há uma recuperação inicial dos movimentos proximais dos membros. O tônus muscular aumentado conduz à espasticidade que se apresenta nos músculos antigravíticos.

Este tônus muscular é diferente em cada indivíduo, influenciando a qualidade do movimento:            -espasticidade severa: os movimentos são difíceis e por vezes impossíveis devido à contração muscular contínua;

-espasticidade moderada: os movimentos são lentos e realizados com esforço e coordenação anormal;

-espasticidade leve: os movimentos grossos dos membros são possíveis, enquanto os movi-

mentos finos da mão são difíceis.

Ataxia, é resultado em alguns casos de hemiplegia (principalmente os causados por trauma), o cerebelo ou o sistema cerebelar pode ser afetado. Os movimentos são descontrolados e excessivos, havendo dificuldade na realização e manutenção das posições intermediárias de um movimento. A realização de tentativas voluntárias para resolver esses problemas causa tremor intencional e dismetria.

Segundo Bobath, também, existem três estádios pós-AVE: 1º estádio é a hipotonia no hemicorpo afetado, 2º estádio é a hipertonia do hemicorpo afetado e o 3º estádio é a de recuperação relativa que depende de muitos fatores entre os quais o local e a extensão da lesão, a idade, a capacidade do sistema nervoso se reorganizar (plasticidade) e a motivação/atitude do paciente que podem fazer variar o tempo de permanência entre os estádios e condicionar a recuperação (O´Sullivan, 1993).

Problemas Secundários e Complicações

-Problemas Psicológicos: Os problemas mais comuns associados ao AVE são: a depressão, o isolamento, a irritabilidade, a impaciência e a impulsividade (Sullivan, 1993).

- Contraturas e Deformidades: São resultado da perda de movimentos, espasticidade e posicionamento inadequado (Sullivan, 1993).

-Trombose Venosa Profunda e Embolia Pulmonar: São complicações potenciais para todos os pacientes imobilizados e os sintomas mais comuns são, a dor, a hipersensibilidade, o edema e a descoloração da perna (Sullivan, 1993).

- Dor: Este sintoma provém da perda sensorial contra – lateral da lesão. A dor é em queimadura no lado hemiplégico, sendo aumentada por estímulos ou contactos (Sullivan, 1993).

- Problemas Urinários e Intestinais: A incontinência urinária pode exigir o uso de uma sonda de espera, sendo a sua remoção o mais desejável pois impede a ocorrência de infecções. Para os problemas intestinais pode ser necessário o uso de amolecedores das fezes e de dietas pobres em resíduos (Sullivan, 1993).

- Disfunção Oro – facial: A disfunção da deglutição, disfagia, é uma complicação comum pós AVE. A maioria apresenta corrimento de saliva, dificuldade na ingestão de alimentos, aspiração, disartria e assimetria dos músculos da expressão facial (Sullivan, 1993).

-Disfunção do Ombro: Ocorre em 70 a 80% dos indivíduos pós AVE (Sullivan, 1993).

-Diminuição da Resistência / Problemas Cardíacos Adjuvantes: Pacientes que sofreram um AVE secundário a causas cardíacas podem evidenciar débito cardíaco prejudicado, descompensação cardíaca e graves desordens do ritmo, originando limitações cardíacas na tolerância ao exercício físico (Sullivan, 193).  

Sistematização da assistência de enfermagem(SAE)

ESTUDO DE CASO

Cliente no 60º DIH,por seqüela de AVC +HAS+Úlceras de pressão.Encontrada no leito em decúbito dorsal,restrita ao leito,não respondendo as solicitações verbais,torporosa , eupnéica,afebril,normocárdica,hipertensa,normosfígmica,Ao exame físico:Couro cabeludo íntegro,mucosas oculares hipocrômicas ,escleróticas anictéricas,cavidades oral,nasal e auditivas com presença úlceras de pressão grau 2.Região cervical sem presença de gânglios palpáveis,tórax simétrico com boa expansibilidade e MVBD,à ausculta cardíaca BCRNF.Abdome plano,flácido e indolor á palpação com RHA+,à percussão presença de sons timpânicos.MSE com acesso venoso sem sinais de flebite.MMII com presença de úlcera de pressão não visualizada em calcâneo D.Região sacral com presença de úlcera de pressão grau 4.Genitália higienizada.Acompanhante refere diurese e dejeções presentes e normais,em uso de SNE,Verificado sinais vitais:T=36.9,TA=160x80 mmhg,P=100,R=17.

PROBLEMAS DE ENFERMAGEM.

  • Risco de infecção associada a Presença de cateter venoso

  • Emagrecida

  • Higienização corporal e oral insatisfatória

  • Presença de SNE

  • Restrita ao leito

  • Paciente afásico

  • Úlceras de pressão

Sistematização da assistência de enfermagem(SAE)

Problema : Presença de cateter venoso

  • NHB afetada: Segurança física em meio ambiente.

  • Fatores de risco: Procedimentos invasivos VMSD

  • Diagnóstico de enfermagem: Risco de infecção devido a procedimentos invasivos, punção venosa no MSD.

  • Objetivo: Prevenir infecções hospitalares, entrada de microrganismos e piora do estado de saúde do paciente, manter assepsia no local do cateter venoso, manter integridade da pele.

  • Prescrição de enfermagem:

  • Reduzir a suscetibilidade do paciente à infecção através de dietas balanceadas, do monitoramento da terapia aplicada e minimizando a permanência do indivíduo no hospital;

  • Trocar o cateter a cada 72 horas;

  • Realizar técnicas assépticas;

  • Lavar sempre as mãos antes e depois de cada administração de medicamentos, evitando infecção cruzada;

  • Usar luvas de procedimentos;

  • Fazer rodízios dos locais de punções venosas, prevenindo lesões e possibilitando integridade da pele.

  • Observar o uso de cateter (presença de sinais infecciosos) a cada 24h

  • Monitorar exames laboratoriais em caso de infecção(PCR,VHS e leucócitos) após 48h de antibióticoterapia.

  • Observar sinais de infecção :Freqüência cardíaca elevada,hipoatividade,inapetência, hipotensão.

  • Verificação de temperatura a cada 4hs(6h-10h-14h-18h-22h)

  • Resultados esperados:

  • Evitar aparecimento de infecções;

  • Prevenir infecção recorrente e/ou cruzada.

  • Manter integridade da pele

Problema : Paciente emagrecido

  • NHB afetada: Nutrição

  • Diagnóstico de enfermagem: Nutrição alterada: menos do que as necessidades corporais devido disfagia secundaria relacionada ao AVC, atrofia muscular, absorção diminuída de nutrientes, incapacidade de buscar alimentos devido limitações físicas, incapacidade de mastigar (devido ao AVC )

  • Objetivo: Promover ganho de peso do paciente; prevenir desnutrição; maior perda de peso; maior ingestão de nutrientes para manter o metabolismo ideal.

  • Prescrição de enfermagem:

  • Verificar se a ingesta alimentar está sendo suficiente;

  • Investigar as razões da redução do peso;

  • Discutir com o médico e o nutricionista medidas para resolução do problema no plano de assistência ao paciente;

  • Fazer a avaliação nutricional junto com o nutricionista;

  • Providenciar alimentos ricos em calorias e proteínas;

  • Controlar a dor e a náusea antes das refeições;

  • Realizar a limpeza da SNE após cada dieta para evitar entupimentos.

  • Resultados esperados:

  • Prevenir perda de peso;

  • Melhora das funções vitais;

  • Manter o funcionamento intestinal.

Problema : Higienização corporal e oral insatisfatória

  • NHB afetada: Higiene

  • Diagnóstico de enfermagem:Déficit no autocuidado em relação ao banho e higiene, devido incapacidade para perceber a necessidade de medidas de higiene.

  • Objetivo: Promover melhor higienização corporal e oral do paciente; prevenir halitose, o aparecimento de assaduras, lesões e mal estar.:

  • Prescrição de enfermagem:

  • Investigar os fatores causais, relacionado aos déficits cognitivos como por exemplo o AVC;

  • Manter o horário e a rotina do banho consistentemente para o paciente;

  • Manter a temperatura da água para o banho;

  • Observar as condições da pele durante o banho e hidratar a pele ;

  • Providenciar materiais para o banho como sabonete,toalha,roupa,lençol de cama;

  • Banho na primeira hora da manhã para evitar o vestir-se e despir-se desnecessários;

  • Fazer a verificação completa da pele quanto a vermelhidão nas áreas-chave (nádegas, proeminências ósseas);

  • Em banho de leito manter sempre a privacidade do paciente usando biombo, fechando as portas e as janelas;

  • Sempre que necessário realizar a higienização oral do paciente;

  • Realizar a limpeza das narinas e pavilhão auditivos;

  • Fazer a lavagem do couro cabeludo;

  • Lavar e secar locais como axilas, virilha, região anal, genitália sempre para evitar assaduras.

  • Resultados esperados:

  • Maior conforto ao paciente;

  • Higiene satisfatória oral e corpórea;

  • Manter pele e mucosas íntegras.

Problema : Presença de SNE

  • Diagnósticos de enfermagem: Risco de aspiração devido à alimentação por sonda, devido à redução do nível de consciência secundária pelo Acidente Vascular Cerebral; depressão do refluxo da tosse/regurgitação;

  • Objetivo: Evitar que o organismo do paciente seja invadido por um agente oportunista, impedir aspiração de secreção que pode levar o paciente a ter uma pneumonia aspirativa, garantir ao paciente nutrição adequada a cada dia e assim prevenir aparecimento de sinais de desnutrição, manter a estrutura e função intestinal.

  • Prescrição de enfermagem:

  • Lavar as mãos antes e depois dos procedimentos, para evitar o risco de infecção cruzada;

  • Trocar a SNE, periodicamente assim como estabelecido pelo hospital;

  • Lavagem de SNE após a dieta, para evitar obstrução;

  • Elevar a cabeceira da cama em cerca de 30°, para prevenir refluxo quando estiver administrando a dieta;

  • Discutir o plano de alimentação com o médico e nutricionista para uma dieta correta;

  • Monitorar periodicamente se o paciente está tendo ganho de peso;

  • Iniciar a alimentação em concentração plena e velocidades lentas de 20 a 50ml/h, para evitar intolerância alimentar e/ou regurgitamento;

  • Resultados esperados:

  • Controlar e evitar que este paciente venha a ter ou apresentar recorrente infecção hospitalar por aspiração;

  • Manter infusão da dieta evitando que o paciente apresente diarréia ou refluxo;

Evitar aspiração de alimentos;

Problema : Restrita ao leito

  • NHB afetada:Locomoção

  • Diagnósticos de enfermagem: Mobilidade física prejudicada devido à incapacidade de virar-se de um lado para o outro, sentar-se e reposicionar-se na cama;

  • Objetivos:Manter integridade da pele reduzindo ou eliminando fatores de risco, estimular e auxiliar na movimentação para evitar atrofia articular e muscular e úlceras de pressão; proporcionar melhor padrão de sono e repouso; melhorar a expansão torácica; prevenir alterações metabólicas, respiratórias, cardiovasculares e eliminações urinárias.

  • Prescrição de enfermagem:

  • Se possível, discutir com o fisioterapeuta exercícios para trabalho das articulações e musculatura evitando atrofia articular e muscular e trombose com amputações;

  • Observar integridade da pele a cada plantão;

  • Hidratação da pele com óleos ou hidratante e massagem de conforto para ativar a circulação 3x/dia;

  • Mudança de decúbito de 2 em 2 horas, para evitar úlceras de pressão, torcicolos, algia nos ombros, escoliose, ;

  • Trocar fralda geriátrica sempre que necessário,fazendo uma limpeza rigorosa com água e sabão, evitando umidade prolongada, e possível lesão e infecção de pele e genitália;

  • Manter o paciente sobre colchão caixa de ovos, para evitar escoriações/ulcerações;

  • Realizar higiene corporal diariamente ou sempre que necessário enxugando rigorosamente mas sem atritos na pele;

  • Avaliar pele e proeminências ósseas observando coloração e textura diariamente;

  • Movimentar os membros do paciente sempre que possível, prevenindo a atrofia por desuso;

  • Verificar diariamente se o paciente apresenta impactação fecal ou fecaloma;

  • Realizar curativos da úlcera sacral com SF 0,9% para lavar ,Dersani para ajudar o tecido de granulação em formação e sulfadiazida de prata na região de necrose.

  • Realizar curativos em pavilhão auricular ,cavidade nasal e oral com SF 0,9% após o banho.

  • Resultados esperados:

  • Paciente não apresente mais úlceras de pressão

  • Manter integridade da função articular e muscular;

  • Melhora das úlceras de pressão;

  • Conforto do paciente.

Problema 04: Paciente afásico

  • NHB afetada: Comunicação psicossocial

  • Diagnóstico de enfermagem: Comunicação verbal prejudicada devido a percepção alteradas; alterações no sistema nervoso central devido o AVC.

  • Objetivo: Estabelecer maior interação com o paciente.

  • Prescrição de enfermagem:

  • Proporcionar melhor e maior cuidado ao paciente afásico, buscar meios pelo qual possamos entender suas necessidades;

  • Identificar um método por meio do qual a pessoa possa comunicar as necessidades básicas como a expressão facial;

  • Identificar fatores que promovem a comunicação como gestos ;

  • Promover a continuidade do atendimento para reduzir a frustração;

  • Fazer um plano de cuidado individualizado para esse paciente;

  • Colocá-lo em um leito perto do posto de enfermagem, para ter uma melhor supervisão;

  • Tentar envolver a família no auxilio ao paciente

  • Sempre passar segurança para o paciente, conversar, explicar o que será feito com ele, quando for fazer algum procedimento com ele;

  • Não gritar e nem falar alto com o paciente;

  • Resultados esperados:

  • Demonstrar melhor capacidade de expressar-se;

  • Relatar diminuição da frustração com a comunicação.

Problema 05: Úlceras de pressão

  • NHB afetada:Integridade cutâneo mucosa

  • Diagnóstico de enfermagem:Integridade da pele prejudicada devido à destruição e rompimento de camadas da pele devido ao emagrecimento, imobilização física, proeminências ósseas.

  • Objetivo:Manter a integridade da pele; evitar o aparecimento de mais lesões; evitar o aparecimento de mais úlceras de pressão, proporcionar integridade da pele.

  • Prescrição de enfermagem:

  • Investigar: déficits de pele, transporte prejudicado de oxigênio, déficits nutricionais, distúrbios sistêmicos, déficits sensoriais (confusão) e imobilidade do paciente;

  • Realizar curativos da úlcera sacral com SF 0,9% para lavar ,Dersani para ajudar o tecido de granulação em formação e sulfadiazida de prata na região de necrose.

  • Realizar curativos em pavilhão auricular ,cavidade nasal e oral com SF 0,9%

  • Observar constantemente a pele do paciente e sua integridade, evitando pressão prolongada, atrito no leito, imobilidade por muito tempo na mesma posição;

  • Fazer mudança de decúbito de 2/2 horas; 6:00h(DD) - 8:00h(DLD) - 10:00h(DLE) - 12:00h(DD) - 14:00h(DLD) - 16:00h(DLE) - 18:00h(DD) - 20:00h(DLD) - 22:00h(DLE) - 24:00h(DD).

  • Manter o paciente nutrido, administrando dieta em horários e quantidades certas;

  • Administra ingesta hídrica, para manter a pele mais hidratada possível e evitar lesões.

  • Manter o paciente sobre colchão caixa de ovos, para evitar escoriações/ulcerações;

  • Realizar higiene corporal diariamente ou sempre que necessário enxugando rigorosamente mas sem atritos na pele;

  • Avaliar pele e proeminências ósseas observando coloração e textura diariamente;

  • Deixar os lençóis bem esticados para evitar cisalhamento.

  • Usar uma escala formal de investigação de risco para identificar os fatores de risco individuais adicionais aos déficits de atividade e mobilidade;

  • Tentar eliminar os fatores contribuintes que aumentam a possibilidade de desenvolvimento de úlceras de pressão, como: cisalhamento,contato prolongado com fezes e urina.

  • Resultados esperados:

  • Ausência de lesão cutânea;

  • Integridade contínua da pele;

  • Hidratação do paciente.

Plano de Alta

Para assegurar a continuidade do cuidado no domicílio e evitar as re-internações, que contribuem significativamente para elevar as despesas do cuidado em saúde, é necessário que a alta hospitalar seja planejada e sistematizada, garantindo um esclarecimento maior, tanto para o paciente como para a família.

O ensino no plano de alta é parte integrante do processo educativo, incluindo orientações ao paciente e à família acerca do que necessitam saber e compreender, considerando-se os aspectos biológicos,psicológicos e espirituais.

Nessa ocasião são oferecidas muitas orientações ao mesmo tempo, com o agravante de não serem realizadas por escrito, dificultando a compreensão do paciente e propiciando a ocorrência de erros. Na maioria das vezes, as orientações de alta são realizadas de forma mecânica e apressada, não considerando as condições e as necessidades de cada paciente. Isto contradiz a literatura que preconiza o início do planejamento da alta hospitalar, a partir do momento em que o paciente é admitido na instituição e desenvolvido durante todo o período de internação.

  • Aos doentes e aos cuidadores deve ser referenciada uma pessoa de contato (no hospital ou na comunidade) para respostas a questões pós-alta hospitalar.

  • Problema como HAS devem ser bem esclarecidos, quanto a importância do uso das medicações para o seu controle e o cuidado na alimentação utilizando uma dieta hipossódica para o controle e equilíbrio da pressão.

  • Utilizar as medicações prescritas rigorosamente nos horários;

  • Orientar quanto a formas de administração,doses e horários das medicações;

  • Explicar sobre a importância de se manter a pele sempre limpa, hidratada evitando umidade para não piorar as úlceras já existentes e para que não surjam novas.

  • Devolver todos exames do cliente.

  • Orientar sobre uma alimentação balanceada e que esta deve ser pastosa para que possa passar através da sonda.Orientar sobre a lavagem da mesma após a alimentação para prevenir eventuais entupimentos com 20 ml de água antes e depois da alimentação e de administração de medicamentos.Oferecer orientação sobre a troca da fixação da sonda que deve ser realizada uma vez ao dia após o banho .

  • Oferecer locais de referências,como uma UBS mais próxima para realização dos curativos das úlceras ou se o cuidador tiver habilidade.

  • A fisioterapia é importantíssima na reabilitação completa do paciente.O cuidador deve estar ciente da importância em realizar exercícios diários, a fim de não regredir, perdendo as capacidades que adquiriu. Sempre que necessário deve buscar ajuda com profissionais competentes e resolver seus problemas e dúvidas.

  • Orientar ao cuidador sobre a importância da mudança de decúbito para prevenir novas úlceras.

  • Orientar ao cuidador a importância de um ambiente limpo,calmo,seguro e confortável para ajudar na recuperação desta cliente.

  • Orientar para prevenção de perigos no domicílio como quedas mantendo sempre vigilância desse paciente.

  • Salientar a importância da avaliação do débito urinário e das dejeções observando a quantidade,cor e textura.

  • Realizar troca da fralda sempre que apresentar diurese ou dejeções com sabão neutro lavando toda a região perianal com o cuidado de limpar de frente para trás para evitar infecção no trato urinário e enxugando bem para evitar umidade que predispõe a úlceras

  • Orientar sobre uma hidratação eficaz com no mínimo 2 litros de líquidos por dia

  • Orientar a usar travesseiros ou almofadas de espuma para manter as proeminências ósseas como joelhos e calcâneos fora do contato direto com a cama ou com outra proeminência do próprio corpo;

Estudo das medicações utilizadas na tabela abaixo:

Tipo de Medicação

Prescrição

Via Utilizada

Aprazamento

Dipirona

Ampola 2 ml (500 mg por ml)de 6/6h s/n

IV

06/ 12 /18 hs S/N

Omeprazol

20mg – 1 comp ao dia

VO

08:00 hs

Hidantal

100mg – 1 comp ao dia

VO

10:00 hs

Plasil

1 amp de 2ml(10 mg)S/N de 8/8h

IV

06/14/22h S/N

Captopril

25mg 1 comp se PA >170

VO

12:00 hs S/N

Clexane

40 mg ao dia

IV

22:00 hs

Metformina

850mg – 1 comp ao dia

VO

12:00 hs

Dipirona

  1. Apresentação:

Comprimidos de 320 mg e 500mg

Frascos com 10ml,15 ou 20 ml(500mg/ml) de solução oral

Frascos de 100ml(50 mg/ml) de solução oral

Supositório com 300mg(infantil) e 1g(adulto)

Ampolas de 1ml,2ml ou 5ml(500mg/ml) solução injetável

2.Propriedades

Derivado da pirazolona com propriedades analgésicas,antipiréticas e anti inflamatórias.Usado na forma de sal sódico ou magnesiano.

  1. Indicações

Antitérmico e analgésico.

  1. Contra indicações

O uso deste fármaco está contra-indicado em pacientes com alergia à dipirona sódica ou a qualquer um dos componentes da formulação; Pacientes que apresentem porfiria aguda do fígado intermitente e deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase; função da medula óssea insuficiente.

Pacientes que tenham desenvolvido broncoespasmo ou outras reações anafiláticas com analgésicos tais como salicilatos, paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina, naproxeno, não devem ingerir dipiorna  sódica.Este medicamento é contra-indicado durante a gravidez e lactação e em crianças na faixa etária inferior a 3 meses ou pesando menos de 5 kg.

  1. Interações medicamentosas

Diminui o nível sérico da ciclosporina;

Hipotermia grave pode ocorrer em associação com clorpromazina;

  1. Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.

  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.

  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos.

  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico

  • Nos casos de hipertermia, podem ser indicados banhos ou envoltórios até a estabilização da temperatura;

  • Ficar atenta pois esta medicação não deve ser administrada em lactentes menores de 3 meses e nem menores de 5 kg.Também deve-se lembrar de não administrar em gestantes ou durante a lactação.

  • Como causa tontura e sonolência recomendar aos clientes não dirigir durante a terapia com este medicamento.

  • Recomendar ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento .

  • Ao administrar lentamente por via endovenosa e não misturar com outras substâncias na mesma seringa.

Metformina

1.Apresentação:

Comprimidos revestidos - 500mg e 850mg

2.Propriedades

O seu exato mecanismo de ação ainda não é completamente esclarecido.Possivelmente aumenta a utilização de glicose e a produção de insulina,diminui a produção de glicose pelo fígado e altera a absorção de glicose pelo intestino.

3.Indicações

Diabetes tipo I, como complemento da insulinoterapia.

Diabetes tipo II, não dependente de insulina (diabetes da maturidade, diabetes do obeso, diabetes em adultos de peso normal), isoladamente ou complementando a ação das sulfoniluréias

4.Contra indicações

Gravidez. Lactação. Insuficiência renal (creatinina sérica ³ 1,5mg/dl em homens adultos e ³ 1,4mg/dlem mulheres adultas). Insuficiência hepatocelular. Intoxicação alcoólica aguda. Descompensação cetoacidótica, pré-coma diabético. Hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula.Predisposição à acidose lática (desidratação grave, infecção, choque, insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, doença vascular periférica grave, alcoólatras, uso de meios de contraste para radiologia).

5.Interações medicamentosas

Hiperglicemiantes (corticosteróides, diuréticos tiazídicos, contraceptivos orais), combinação com sulfonilréias, outros hipoglicemiantes ou terapia com insulina podem alterar a glicemia e tornarnecessário o aumento da dose.

Reduz absorção de vitamina B12.

6.Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.

  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.

  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos

  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico

  • Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento

  • Não deve ser usada no trabalho de parto e lactação

  • Informar a paciente as reações adversas mais freqüentes.

  • Recomende o paciente a prática de exercíos físicos para ajudar a controlar a glicemia.

  • Como causa sonolência recomendar aos clientes não dirigir durante a terapia com este medicamento.

  • Durante a terapia monitorar glicose na urina e no sangue.Se após um mês de terapia não for obtidos resultados satisfatórios conversar com o médico para que ele verifique a necessidade de insulinoterapia.

  • Orientar que sua administração pode ser feita com alimentos para evitar assim o desconforto gástrico.

Captopril

1.Apresentação:

Comprimido - 12,5mg, 25mg e 50mg

2.Propriedades

Inibe a conversão de angiotensina I em angiotensina II.Vasodilatador potente,reduz a retenção de sódio e água diminuindo a pressão arterial.

3.Indicações

Hipertensão arterial. Insuficiência cardíaca congestiva. Infarto agudo do miocárdio. Nefropatia diabética.

4.Contra indicações

Alergia ao captopril ou outro inibidor da ECA. Gravidez

5.Interações medicamentosas

Seu efeito anti-hipertensivo pode ser potencializado pela associação com diuréticos, nitratos e derivados da nitroglicerina e probenecida.

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutivos de sal contendo potássio podem induzir o aparecimento de hiperpotassemia.

Pode potencializar os efeitos tóxicos do lítio e da digoxina.

Alopurinol pode aumentar a freqüência de reações de hipersensibilidade, existindo relatos de aparecimento da síndrome de Stevens-Johnson.

Probenecida pode aumentar os níveis séricos dos inibidores da ECA.

Antiinflamatórios não esteroidais, aspirina e antiácidos podem diminuir ou abolir a eficácia antihipertensiva do captopril.

6.Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.

  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.

  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos

  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico

  • Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento

  • A medicação deve ser administrada por via oral e deve ser tomada uma hora antes das refeições ou duas horas depois.

  • Como pode causar tontura recomendar aos clientes não dirigir durante a terapia com este medicamento.

  • Monitorar a PA durante o tratamento para avisar sobre a eficácia da medicação ao médico.

Plasil

1.Apresentação:

COMPRIMIDOS Cada comprimido contém: cloridrato de metoclopramida .................... 10 mg SOLUÇÃO ORAL Cada 5 ml contém: cloridrato de metoclopramida .................... 5 mg Contém também o corante amarelo tartrazina. GOTAS PEDIÁTRICAS Cada ml (21 gotas) contém: cloridrato de metoclopramida .................... 4 mg SOLUÇÃO INJETÁVEL Cada ampola de 2 ml contém: cloridrato de metoclopramida .................... 10 mg

2.Propriedades

Plasilé um produto de síntese original dotado de características químicas farmacológicas e terapêuticas peculiares; sua substância ativa metoclopramida é, quimicamente o cloridrato de (N- dietilaminoetil)-2-metoxi-4-amino-5-cloro-benzamida. Esta substância possui uma atividade reguladora eletiva sobre o comportamento digestivo: facilita o esvaziamento do estômago, como foi demonstrado radiograficamente; não determina variações do volume e da acidez da secreção gástrica.

3.Indicações

Náusea e vômito de origem central e periférica. Estimulante da peristalse e adjuvante do esvaziamento gastrointestinal. Esofagite de refluxo. Procedimentos radiológicos do tubo digestivo.

4.Contra indicações

Hipersensibilidade à metoclopramida. Síndrome de Parkinson, outras doenças extrapiramidais e epilepsia. Feocromocitoma. Obstrução ou perfuração gastrointestinal, hemorragia digestiva.

5.Interações medicamentosas

Fenotiazina pode potencializar eventuais efeitos extrapiramidais.

Anticolinérgicos reduzem ou inibem o efeito da metoclopramida.

Álcool, anestésicos, hipnóticos, sedativos, narcóticos e tranqüilizantes potencializam o efeito sedativo.

Pode ter o efeito antagonizado por analgésicos.

Pode reduzir a absorção da cimetidina e digoxina.

Pode diminuir a absorção das drogas no estômago e aumentar a absorção das drogas pelo intestino delgado.

6.Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.

  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.

  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos

  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico

  • Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento

  • As reações extrapiramidais (inquietude, movimentos involuntários, fala enrolada, etc.) podem ser mais frequentes em crianças e adultos jovens, enquanto que movimentos anormais ou perturbados são comuns em idosos sob tratamentos prolongados.Informar ao médico qualquer um desses sintomas.

  • A metoclopramida é excretada pelo leite materno. Por isso, não deve ser administrada a mulheres grávidas ou que amamentam, a menos que, a juízo do médico os  benefícios potenciais para o paciente superem os possíveis riscos para o feto ou recém- nascido.

  • A metoclopramida não deve ser administrada a pacientes com história prévia de depressão, a menos que os benefícios esperados superem os possíveis riscos.

  • A metoclopramida pode aumentar os níveis séricos de prolactina, o que pode ser contra- indicado em pacientes com câncer de seio.

  • A injeção endovenosa de plasil deve ser feita lentamente, durante 1 a 2 minutos, para evitar o aparecimento de ansiedade e agitação, seguidos de sonolência.

  • Os pacientes deverão ser advertidos sobre atuações em atividades que requerem alerta mental durante poucas horas após a administração da droga.

  • Considerando- se que a excreção da metoclopramida é principalmente renal, em pacientes com "clearance" de creatinina inferior a 40 ml/min, a terapêutica deve ser iniciada com a metade da dose recomendada. Dependendo da eficácia clínica e condições de segurança do paciente, a dose pode ser ajustada a critério médico.

Omeprazol

1.Apresentação:

Cápsula - 10mg, 20mg e 40mg (Peprazol)

Omeprazol sódico - pó para solução injetável - 40mg (Losec)

2.Propriedades

O omeprazol , uma mistura racêmica de dois enantiômeros ativos, reduz a secreção ácido-gástrica através de mecanismo de ação altamente seletivo. É um inibidor específico da bomba de prótons nas células parietais. O omeprazol age rapidamente e proporciona controle através da inibição reversível da secreção ácido-gástrica com uma dose diária.

O omeprazol é uma base fraca, concentrada e transformada na forma ativa em ambiente altamente ácido dos canalículos intracelulares dentro da célula parietal, onde inibe a enzima H+K+- ATPase (bomba de prótons).

Esta ação farmacológica, dose-dependente, inibe a etapa final da formação de ácido no estômago, proporcionando, assim, uma inibição altamente efetiva tanto da secreção ácida basal quanto da estimulada, independentemente do estímulo.

3.Indicações

Úlcera duodenal, úlcera gástrica, úlceras resistentes. Esofagite de refluxo. Síndrome de Zollinger- Ellison. Erradicação do Helicobacter pylori em combinação com antibióticos. Lesões gástricas provocadas por drogas antiinflamatórias não esteroidais.

4.Contra indicações

Hipersensibilidade a droga, gravidez, lactação.

5.Interações medicamentosas

Pode reduzir efeito do cetoconazol e itraconazol. O omeprazol pode prolongar a meia-vida de diazepam, varfarina e fenitoína, fármacos que são metabolizados no fígado por oxidação. Recomenda-se controlar os pacientes que recebem varfarina e fenitoína; alguns podem precisar de uma redução da dose. No entanto, o tratamento simultâneo com omeprazol, 20mg/dia, não modificou as concentrações sangüíneas de fenitoína em pacientes em tratamento contínuo com este fármaco. De forma similar, o tratamento simultâneo com omeprazol, 20mg diários, não alterou o tempo de coagulação em pacientes em tratamento contínuo com varfarina. As concentrações plasmáticas de omeprazol e claritromicina são incrementadas durante a administração conjunta. Não foram encontradas interações com propranolol, metoprolol, teofilina, lidocaína, quinidina e amoxicilina, mas não podem ser descartadas interações com outros fármacos metabolizados também através do sistema citocromo P-450. Não foram encontradas interações com a administração concomitante de antiácidos e alimentos.

6.Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.

  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.

  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos

  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico

  • Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento

  • Orientar a realizar enxágües orais freqüentes , manter boa higiene oral e uso de manteiga de cacau para prevenir rachaduras pois pode causar boca seca

Clexane

1.Apresentação:

Solução injetável.

20 mg/0,2 mL - embalagem com 2 e 10 seringas pré-enchidas.

40 mg/0,4 mL - embalagem com 2 e 10 seringas pré-enchidas.

60 mg/0,6 mL - embalagem com 2 seringas pré-enchidas graduadas.

80 mg/0,8 mL - embalagem com 2 seringas pré-enchidas graduadas.

100 mg/1,0 mL - embalagem com 2 seringas pré-enchidas graduadas.

2.Propriedades

A enoxaparina é uma heparina de baixo peso molecular A enoxaparina é obtida através de despolimerização da heparina não fracionada e consiste de cadeias de polissacarídeo com um peso médio entre 4.000 e 5000 dáltons.

Sua estrutura é caracterizada por um grupo ácido 2-0-silfo-4-ene piranosurônico ao final dogrupo não redutor e uma 2-N,6- 0 - dissulfo-D-glucosamina ao final do grupo redutor da cadeia.

3.Indicações

Tratamento da trombose venosa profunda já estabelecida com ou sem embolismo pulmonar;

Profilaxia do tromboembolismo venoso e recidivas, associados à cirurgia ortopédica ou à cirurgia geral;

Profilaxia do tromboembolismo venoso e recidivas em pacientes acamados, devido a doenças agudas incluindo insuficiência cardíaca, insuficiência respiratória, infecções graves e doenças reumáticas;

Prevenção da coagulação do circuito de circulação extracorpórea durante a hemodiálise;

Tratamento da angina instável e infarto do miocárdio sem onda Q, administrado concomitantemente ao ácido acetilsalicílico.

4.Contra indicações

Hipersensibilidade à enoxaparina sódica, à heparina e seus derivados, inclusive outras heparinas de baixo peso molecular;

Hipersensibilidade ao álcool benzílico, componente da apresentação em frasco multidose;

Hemorragias ativas de grande porte e condições com alto risco de desenvolvimento de hemorragia incontrolável, incluindo acidente vascular cerebral hemorrágico recente.

5.Interações medicamentosas

- salicilatos sistêmicos, ácido acetilsalicílico e outros AINEs, incluindo o ketorolac;

- dextran 40, ticlopidina e clopidogrel;

- glicocorticóides sistêmicos;

- agentes trombolíticos e anticoagulantes;

- outros agentes antiplaquetários, incluindo os antagonistas de glicoproteína IIb/IIIa.

Em caso de indicação do uso de qualquer uma destas associações, deve-se utilizar CLEXANE (enoxaparina sódica) sob monitorização clínica e laboratorial apropriadas.

6.Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.

  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.

  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos

  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas como alergias do cliente para com o medicamento ao médico

  • Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento

  • Por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via intravenosa ou subcutânea, conforme prescrição médica.

  • Assim como outros anticoagulantes, pode ocorrer sangramento em qualquer local . Se ocorrer sangramento,avisar ao médico imediatamente para que este investigue a origem da hemorragia e defina o tratamento apropriado que deve ser instituído;

  • O risco de trombocitopenia induzida por heparina (reação mediada por anticorpos) também existe com heparinas de baixo peso molecular. Pode ocorrer trombocitopenia, geralmente entre o 5º e 21º dias após o início do tratamento com enoxaparina sódica. Recomenda-se, portanto, a realização de contagem plaquetária antes do início e regularmente durante o tratamento com enoxaparina sódica. Na prática, em caso de confirmação de diminuição significativa da contagem plaquetária (30 a 50 do valor inicial), o tratamento com enoxaparina sódica deve ser imediatamente interrompido e substituído por outra terapia.

Hidantal

1.Apresentação:

Cápsulas e comprimidos de 100mg

Frascos com 120ml(100mg/5ml)

Ampolas de 5ml(50 mg/5ml)

2.Propriedades

Anticonvulsivante usado no tratamento da epilepsia que exerce sua ação sem causar depressão generalizada do SNC.O seu principal sítio de ação parece se localizar no córtex motor,onde a atividade epiléptica é inibida.Limita a deflagração repetida dos potenciais de ação provocado pela despolarização mantida dos neurônios.

3.Indicações

Crises convulsivas epilépticas e parciais. Crises convulsivas por traumatismo crânio- encefálico, secundárias e neurocirurgia. Tratamento das crises convulsivas. Desde sua introdução até o momento numerosos aspectos de sua atividade terapêutica e tolerância pelo organismo têm sido estudados. Em decorrência disso, estabeleceram-se normas para sua administração, vigilância do aparecimento de efeitos secundários e indicações em algumas afecções não relacionadas com a epilepsia.

4.Contra indicações

Indivíduos que tenham apresentado reações intensas do medicamento. Pacientes que apresentam síndrome de Adam- Stokes, bloqueio A-V de 2º ou 3º graus, bloqueio sino-atrial e bradicardia sinusal.

5.Interações medicamentosas

Etanol: Existe evidência de que o etanol induz a produção de enzimas microssômicas hepáticas resultando em metabolismo realçado da fenitoína. Os pacientes epilépticos que ingerem muito álcool devem ser rigorosamente observados;Barbituratos: Pacientes mantidos com fenitoína e um barbiturato devem ser observados quanto a sinais de intoxicação com fenitoína se o barbiturato for retirado. O fenobarbital pode reduzir a abosorção oral da fenitoína. Cloranfenicol: Pacientes recebendo simultaneamente fenitoína e cloranfenicol devem ser rigorosamente observados quanto a sinais de intoxicação com fenitoína. A dose anticonvulsiva deve ser reduzida, se necessário. A possibilidade de se usar um antibiótico alternativo deve ser considerada. O cloranfenicol diminui o metabolismodafenitoína. Corticosteróides: Se necessário o uso de corticosteróides em pacientes recebendo anticonvulsivantes, deve- se ficar alertado para o caso de uma resposta inadequada. Dissulfiram: Esta droga inibe o metabolismo hepático da fenitoína. Os níveis sangüíneos de fenitoína são aumentados e a excreção urinária diminuída dentro das quatro horas da administração da primeira dose de dissulfiram. Os pacientes que recebem as duas drogas devem ser monitorados. A redução da dose de fenitoína pode ser necessária em alguns pacientes. Isoniazida: Pacientes recebendo ambas as drogas devem ser rigorosamente observados quanto a sinais de toxicidade pela fenitoína. A quantidade da dose anticonvulsivante deve ser reduzida, se necessário. Fenilbutazona: Esta droga e um de seus metabólitos competem com a fenitoína no metabolismo hepático. Além disso, estudos "in vitro" demonstraram que a fenilbutazona pode deslocar a fenitoína da fixação às proteínas plasmáticas. Salicilatos: Podem deslocar a fenitoína por fixação da proteína plasmática, aumentando assim a concentração da fenitoína livre (ativa) no plasma. Doses grandes de salicilatos devem ser administradas com cautela a pacientes em tratamento com a fenitoína, especialmente se os pacientes parecem propensos a intoxicação. Sulfonamidas: Podem inibir o metabolismo da fenitoína e também deslocá- la por mecanismos de fixação a proteína plasmática.

6.Cuidados de Enfermagem

  • Verificar sempre o prazo de validade do produto consta na embalagem externa.

  • Nunca usar medicamentos com prazo de validade esgotado.

  • Quando é necessário efeito imediato, como no controle de uma crise aguda, no estado de mal epiléptico, nas crises de arritmias, recomenda- se a forma injetável

  • O medicamento deverá ser administrado segundo a prescrição médica e de acordo com a posologia recomendada, seguindo- se os cuidados dos cinco certos

  • Informar a ocorrência de reações desagradáveis de maior importância ou reações intensas do cliente para com o medicamento ao médico.

  • Recomende ao paciente que evite consumo de álcool durante o tratamento

  • A fenitoína deve ser administrada com cautela em casos de discrasias sangüíneas, doença cardiovascular, diabetes mellitus, funções hepática, renal ou tireoideana prejudicadas.

  • Drogas antiepilépticas não devem ser abruptamente descontinuadas, devido ao possível aumento na freqüência de crises, incluindo status epilepticus

  • Deve ser administrada por via oral e por via endovenosa, nunca por via IM

  • Recomende ao paciente que não use de forma alguma álcool durante o tratamento.

  • Recomende ao paciente que evite chás de valeriana,erva de são João e cava-cava.

  • O funcionamento adequado dos sistemas respiratório e circulatório deve ser monitorizado e, se necessário, deverão ser instituídas medidas suportivas adequadas.

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Conclusão

O curso natural após um AVC, seja ele isquêmico ou hemorrágico é altamente variável. A mortalidade imediata é alta, sendo que em aproximadamente 19 % dos casos, nos primeiros 30 dias após o AVC, o desfecho é a morte. Para aqueles pacientes que sobrevivem, a recuperação dos déficits neurológicos ocorre em um período variável de tempo. Cerca de 30% dos sobreviventes serão totalmente independentes em 3 semanas, e aproximadamente 50 % serão independentes em 6 meses. Para aqueles pacientes que não vivenciaram uma recuperação imediata, os primeiros 3 meses são críticos, pois é neste período que a recuperação neurológica e funcional mais significativa tende a ocorrer. Evidências advindas de ensaios clínicos sugerem que a reabilitação precoce leva a melhora física e funcional do paciente. Dessa forma, o processo de reabilitação deve iniciar-se tão logo as condições clínicas do paciente permitirem .

Conforme proposto, a elaboração deste trabalho acadêmico alcançou as metas gerais de relacionar a teoria abordada em salas de aula e prática exercida num ambiente hospitalar, enriquecer os conhecimentos acerca dos fármacos e suas características, conhecer os obstáculos emergentes de um cuidado holístico vinculados à deficiência de estrutura e disponibilidade de meios adequados de um Hospital Público, promover um estudo mais abrangente sobre exames e diagnósticos e, sobretudo, firmar a enfermagem como “ser humano cuidando de ser humano”.

Aprofundar os conhecimentos sobre o AVC uma doença com complicações graves, mas que é passível de tratamento com vantagens significativas quando implementadas as medidas de redução dos fatores de risco . As consultas sobre os fármacos realizadas para implementação do trabalho, permitiu assimilar os sintomas da doença, além de incrementar o corpo de informações sobre os medicamentos da vivência clínica.

      Um importante aspecto a ser observado na profilaxia do AVC inclui a orientação do paciente quanto o autocuidado, para uma adaptação de um estilo de vida mais saudável como a prática de exercícios regulares e acompanhamento sistemático em unidades de saúde .

Referências bibliográficas

  • DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM – NANDA: Definições e Classificação – 2005-2006. / Organização por North Ameriam Nursing Association; trad. Jeane, Liliiane, Marlene, Michel. Porto Alegre; Artes Médicas, 2006.

  • AME. Dicionário de administração de medicamentos na enfermagem 2005/2006. Rio de Janeiro: EPUB, 2004.

  • BRUNNER e SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 9. ed. Volume 2. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002

  • Virginia Helena Soares de Souza; Nelson Mozachi; O Hospital Manual do ambiente Hospitalar,7ª edição;

  • Veiga,D.A;Crosseti,M.G.O.Manual de técnicas de enfermagem. Porto Alegre: C.D.Luzzatto,1996.

 

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