manual de vacinas

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(Parte 7 de 8)

3.1. Termômetros:

3.1.1 – Termômetro digital de momento, máxima e mínima:

É um equipamento eletrônico de precisão constituído de um visor de cristal líquido, com cabo extensor, que mensura as temperaturas (do momento, a máxima e a mínima), através de seu bulbo instalado no interior do equipamento, em um período de tempo. (Figura 3A)

Também existe disponível um modelo deste equipamento que permite a leitura das temperaturas de momento, máxima, mínima e do ambiente externo, com dispositivo de alarme que é acionado quando a variação de temperatura ultrapassa os limites configurados, ou seja, +2º e + 8º C (set point) ou sem alarme. Constituído por dois visores de cristal líquido, um para temperatura do equipamento e outro para a temperatura do ambiente (Figura 3B).

Figura 3A – Termômetro digital de momento, máxima e mínima, com cabo extensor.

Procedimentos para instalação:

• Abrir o compartimento da bateria na parte traseira do termômetro. Colocar a bateria do tipo recomendado, geralmente do tipo A. Alguns modelos são fornecidos já com a bateria, porém com fita isolante que necessita ser retirada para acionar o termômetro. Ainda na parte traseira, colocar etiqueta com a data de instalação da bateria.

• Considerando que muitos modelos utilizados são fabricados fora do país, verificar se existe uma pequena chave para comutação da leitura em ºF ou ºC e posicioná-la em ºC.

• Verificar se existe algum protetor plástico sobre o(s) visor (es) e retirá-lo.

• No caso de refrigerador, fixar no lado externo da porta, introduzir o cabo extensor pelo lado de fixação das dobradiças, localizando o seu sensor (ou bulbo) na parte central da segunda prateleira (Figura 3C).

Figura 3B – Termômetro digital de momento, máxima e mínima, com cabo extensor e dois visores

Para a leitura das temperaturas registradas, devem ser observados os seguintes procedimentos:

• Considerando que a maioria dos modelos de termômetro digital utilizada é importada e desenhada para o registro de temperatura ambiente dentro e fora de domicílio, o visor identificado com IN (dentro) corresponderá à temperatura do ambiente em que se encontra o refrigerador e o visor identificado com OUT (fora) corresponderá à temperatura do interior do refrigerador.

• Observar que esse tipo de termômetro possui um botão de controle para cada visor. Pressionando-se o botão uma vez surgirá a sigla MAX (máxima), pressionando-se

Figura 3C – Fixação de termômetro digital no refrigerador.

mais uma vez, surge a sigla MIN (mínima). Pressionando-se uma terceira vez a temperatura que surge no visor representa a do momento. Registrar as temperaturas nas colunas correspondentes do formulário adotado para esse fim (Mapa Diário de Controle de Temperatura).

• Após cada leitura e registro das temperaturas, pressionar o botão RESET (reinicialização do painel) para apagar os registros anteriores e iniciar um novo ciclo de aferição.

3.1.2. Termômetro analógico de momento, máxima e mínima (Capela) (Figura 3D).

Este termômetro apresenta duas colunas verticais de mercúrio com escalas inversas e é utilizado para verificar as variações de temperatura ocorridas em determinado ambiente, num período de tempo, fornecendo três tipos de informação: a mais fria; a mais quente e a do momento. A leitura deve ser feita da seguinte forma:

• temperatura mínima: é a que está indicada no nível inferior do filete azul na coluna da esquerda;

• temperatura máxima: é a que está indicada no nível inferior do filete azul na coluna da direita;

• temperatura do momento: é a que está indicada pela extremidade superior da coluna de mercúrio (colunas prateadas) em ambos os lados.

Figura 3D – Termômetro analógico de momento, máxima e mínima (Capela).

• Para sua instalação fixar o termômetro entre a primeira e a segunda prateleira da geladeira em posição vertical na área central do equipamento.

• Após cada leitura, registrar imediatamente no mapa de controle e anular a marcação do termômetro pressionando o botão central, até que os filetes azuis se encontrem com a coluna de mercúrio;

Quando for observada qualquer alteração (exemplo: temperatura máxima acima do limite), anotar no mapa, no item “observações” e, em seguida, comunicar o fato ao responsável, que deverá adotar as medidas indicadas ao caso.

Quando ocorrer a quebra da coluna de mercúrio, recomenda-se expor o termômetro à luz solar e quando a coluna líquida começar a se movimentar para cima, segura-lo firmemente e e fazer movimentos firmes para baixo (semelhante ao movimento utilizado para zerar o termômetro clínico), o que fará com que a coluna de mercúrio volte a integrar-se.

3.1.3. Termômetro linear (Figura 3E)

Esse tipo de termômetro só nos dá a temperatura do momento, por isso seu uso deve ser restrito às caixas térmicas de uso diário.

Colocá-lo no centro da caixa, próximo às vacinas e tampá-la; aguardar meia hora para fazer a leitura da temperatura, verificando a extremidade superior da coluna.

• Na caixa térmica da sala de vacina ou para o trabalho extramuro, a temperatura deverá ser controlada com freqüência, substituindo-se as bobinas de gelo reutilizável quando a temperatura atingir +8ºC.

ainda exista estoque, o mesmo pode ser utilizado

• O PNI não recomenda a compra deste modelo de termômetro, porém onde

• O PNI espera cada vez mais que todas as instâncias invistam na aquisição de termômetros mais precisos e de melhor qualidade (digital de momento, máxima e mínima).

Figura 3E - Termômetro linear

3.1.4. Termômetro analógico de cabo extensor

Este tipo de termômetro é utilizado para verificar a temperatura do momento, no transporte, no uso diário da sala de vacina ou no trabalho extramuro.

Colocar o sensor ou bulbo do termômetro de cabo extensor entre os imunobiológi cos que estão na caixa térmica, fechar com o cabo extensor passando entre a tampa e a borda da mesma, deixando o visor do lado externo, em cima da caixa térmica; aguardar meia hora para fazer a leitura da temperatura; verificar a temperatura na extremidade superior da coluna de mercúrio (Figura 3F).

Figura 3F – Termômetro analógico de cabo extensor

• Atualmente já está disponível no mercado o termômetro de máxima e mínima digital, o qual é utilizado para conferir a temperatura em geladeiras domésticas, comerciais e freezers.

• Quando do envio ou recebimento de vacinas, anotar a temperatura verificada no formulário que acompanha a remessa.

3.1.5. Termômetro a laser

É um equipamento de alta tecnologia, utilizado principalmente para a verificação de temperatura dos imunobiológicos nos volumes (caixas térmicas), recebidos ou expedidos em grandes quantidades. Tem a forma de uma pistola, com um gatilho que ao ser pressionado aciona um feixe de raio laser que ao atingir a superfície das bobinas de gelo, registra no visor digital do aparelho a temperatura real do momento. Para que seja obtido um registro de temperatura confiável é necessário que sejam observados os procedimentos descritos pelo fabricante quanto à distância e ao tempo de pressão no gatilho do termômetro (Figura 3G).

Figura 3G – Modelos de termômetros a laser

3.2. Situações de emergência

Os equipamentos de refrigeração podem deixar de funcionar por vários motivos. Assim, para evitar a perda dos imunobiológicos, precisamos adotar algumas providencias.

Quando ocorrer interrupção no fornecimento de energia elétrica, manter o equipamento fechado e monitorar, rigorosamente, a temperatura interna com termômetro de cabo extensor. Se não houver o restabelecimento da energia, no prazo máximo de 2 horas ou quando a temperatura estiver próxima a + 8 C proceder imediatamente a transferência dos imunobiológicos para outro equipamento com temperatura recomendada (refrigerador ou caixa térmica).

O mesmo procedimento deve ser adotado em situação de falha no equipamento.

O serviço de saúde deverá dispor de bobinas de gelo reutilizável congeladas para serem usadas no acondicionamento dos imunobiológicos em caixas térmicas.

No quadro de distribuição de energia elétrica da Instituição, é importante identificar a chave especifica do circuito da Rede de Frio e/ou sala de vacinação e colocar um aviso em destaque - “NÃO DESLIGAR”.

Estabelecer uma parceria com a empresa local de energia elétrica, a fim de ter informação prévia sobre interrupções programadas no fornecimento.

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